Nos últimos três anos, Hugo Bonemer tem vivido uma experiência que, até então, não imaginava que fosse acontecer.
Desde 2018, o ator é apresentador do Like, o canal 530 da Claro.
A emissora funciona como uma espécie de revista eletrônica de entretenimento, com matérias, entrevistas e coberturas exclusivas dos principais lançamentos do cinema e do streaming.
“Tem sido uma experiência estimulante, porque que não tinha ideia de como fazer e venho descobrindo a cada dia. O saldo é mais do que positivo, tanto que transformou a minha carreira”, avalia o paranaense de 33 anos.
O trabalho no Like tem um gosto especial também por outro motivo: o fato de ter visto tudo desde o começo ali.
“De tantos projetos-piloto que participei, esse é um dos poucos que chegou a estrear. Tivemos grande sucesso e continuamos a crescer”, valoriza Hugo, que foi convidado para o trabalho pelo mesmo produtor do filme “Minha Fama de Mau”, Marco Altberg.
No longa-metragem, o ator interpretou o cantor e ator norte-americano Bobby Darin.
“A ideia do Like era embrionária e não sabíamos se daria certo. Foi muito legal, pois eu podia expressar uma visão pessoal sobre tantas obras, com o foco em enaltecer o audiovisual, exercitando uma nova vertente que até então não havia praticado”, lembra.
Nesse tempo em que atua no Like, um momento que Hugo considera especial foi a primeira entrevista que realizou.
“Foi com o diretor Travis Knight, do filme ‘Kubo e as Cordas Mágicas’. Eu estava nervoso e ele foi um entrevistado que fez eu me sentir muito à vontade”, conta.
Hoje, mais experiente na função, Bonemer se mostra instigado a evoluir nessa carreira.
“Curto muito o que faço e sinto que meu trabalho, no meio das artes, é fomentar a cultura sempre. Seja produzindo, apresentando ou atuando”, defende.
Por conta da pandemia do novo coronavírus, o apresentador se viu obrigado a se adaptar a uma nova realidade.
Passou a gravar de casa, com um celular e um “ring light” – uma luz em forma de anel bastante utilizada pelos produtores de conteúdo que trabalham com as redes sociais.
“É um sentimento de liberdade poder trabalhar de qualquer lugar. E quem nos abriu esse precedente foram os influenciadores”, reconhece.
Desde janeiro deste ano, no entanto, a situação mudou um pouco.
“Tenho recebido uma equipe reduzida na minha casa, onde tenho controle sanitário maior que no estúdio, higienizando antes e depois das gravações. Sou o único que fica sem máscara e face shield durante o trabalho”, explica.
Hugo assume que, com a pandemia, algumas de suas características pessoais mudaram.
“Tenho lido mais e fiquei mais introspectivo. Sempre gostei de ficar sozinho, então acabo encontrando poucos e bons amigos, em vez de estar sempre rodeado de pessoas”, diz.
No que diz respeito ao trabalho, nem tudo deu certo.
As gravações de “O Anjo de Hamburgo”, primeira série totalmente em língua inglesa da Globo, em parceria com a Sony Pictures Television, foram suspensas.
Além disso, um filme para o qual Bonemer também estava escalado teve a agenda alterada e, com isso, o ator deixou o projeto.
“A pandemia segurou praticamente todas as produções novas em fase de escalação, fechou os teatros e cinemas que, mesmo reabertos e seguros, ainda têm baixo movimento”, lamenta ele, que vislumbra uma virada no ano que vem.
“Planejo uma mudança profissional grande para 2022. E 2021 será um ano de muito estudo”, anuncia.



