Correio B

Falecimento

Morre Chico Lacerda, um dos fundadores do Grupo Acaba e agência Art & Traço

Ele sofria da doença de Alzheimer

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Morreu na tarde desta terça-feira (18), o publicitário Francisco Saturnino Lacerda Filho, ao 76 anos de idade, vítima da doença de Alzheimer, no hospital da Unimed, em Campo Grande, informou um de seus parentes.

Chico, como era conhecido, foi um dos criadores do Acaba, grupo de música regional de raiz de Mato Grosso do Sul, fundado em 1969, há pouco mais de meio século.

 

Foto: Divulgação

Ele também criou a Art & Traço, uma das mais importantes agências de publicidade de MS.
A família ainda não divulgou local e horário do velório.

 

REPERCUSSÃO


Presidente da academia sul-mato-grossense de Letras, Henrique Alberto de Medeiros Filho, também publicitário, disse que conhecia Chico há pelo menos 42 anos. "Era um talento em publicidade, cultura. Conhecia a história das agências de publicidade de MS", lamentou o amigo.
Veja aqui alguns relatos de amigos do publicitário Chico Lacerda:
 
RODRIGO TEIXEIRA, músico e jornalista


O Chico foi o responsável por inserir pela primeira vez o vocabulário pantaneiro na música popular brasileira. Quando ele faz em 1975 a letra de Ciranda Pantaneira, ele funda uma escola nova e que iria resultar na essência do trabalho do Grupo Acaba, os Cantadores do Pantanal. Foi o Chico quem usou pela primeira vez palavras como 'camalote', 'carandá', 'capivara', 'Pantanal', 'bugre' no âmbito tanto nacional como regional. Chico colocou uma lupa na cultura pantaneira e, pantaneiro legítimo, nascido em Albuquerque, na beira do Rio Paraguai, foi quem melhor decifrou os costumes, os hábitos, o jeito e o modo de ser do pantaneiro.

DOUGLAS SANTOS


Chico era a poesia encantada em forma de gente. Um compositor mágico e único, que descreveu e contou as coisas da natureza e do Pantanal como poucos poderiam. Deixa um legado eterno. Sua obra é uma lição.

AMÉRICO CALHEIROS, professor, poeta, escritor e teatrólogo


Chico Lacerda além de ser um dos criadores do Grupo ACABA, um dos mais importantes grupos musicais a se inspirar nas histórias e tradições do bioma pantanal,  sempre teve uma incontestável liderança no campo da criação publicitária, sendo um dos pioneiros nessa área no estado. Sensível, criativo, inteligente e inquieto, Chico tem suas marcas presentes na construção da cultura sul- mato- grossense.

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ARTE

Exposição reúne artistas mulheres e propõe reflexão sobre a alta de feminicídios no Estado

Exposição reúne 14 artistas mulheres no Museu da Imagem e do Som e propõe reflexão urgente sobre a alta de feminicídios em Mato Grosso do Sul e no Brasil

05/03/2026 10h00

Divulgação

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Está aberta ao público, no Museu da Imagem e do Som (MIS), a exposição “O Grito que Ecoa”, mostra que coloca o feminicídio e as múltiplas violências contra mulheres no centro do debate artístico e social.

Com curadoria de Sara Welter (Syunoi), a exposição reúne obras de 14 artistas mulheres e articula pintura, arte têxtil, objetos, instalação, performance, música e poesia em um percurso que tensiona delicadeza e brutalidade, intimidade e política.

Participam da mostra Bejona, Marcia Lobo Crochê, Vitória Lorrayne, Syunoi, Veryruim, Letícia Maidana, Terrorzinho, Kami, Sabrina Lima, Thalya Veron e Maíra Espíndola, entre outras integrantes do coletivo.

A proposta é transformar experiências de silenciamento e apagamento em presença, linguagem e ocupação simbólica do espaço institucional.

Em um estado que registra índices alarmantes de violência contra mulheres, a exposição assume a arte como gesto de denúncia, memória e resistência.

“O Grito que Ecoa” foi contemplado pela Política Nacional Aldir Blanc, com apoio da Fundação Municipal de Cultura de Campo Grande (Fundac). Para Sara Welter, o financiamento público é essencial para viabilizar projetos dessa natureza.

“Com esses financiamentos muitos artistas têm portas abertas para fazer com que suas ideias saiam do papel e se tornem palpáveis. Essa exposição é uma dessas ideias que se tornou real. Conseguimos garantir infraestrutura adequada, produzir obras inéditas e desenvolver todas as etapas do projeto com qualidade”, afirma Sara.

ARTE QUE GRITA

Segundo a curadora, a ideia da mostra surgiu a partir de discussões com o Coletivo Dorcelina Folador.

“Observando que essa temática percorre desde o próprio coletivo, visto que Dorcelina Folador foi vítima de feminicídio em Mundo Novo, e vendo a necessidade de falarmos sobre isso e toda a repercussão com as tantas vítimas no Brasil e em Mato Grosso do Sul, chegamos à conclusão de que era necessário e urgente produzir essa exposição”, afirma.

Criado em 2020, o Coletivo Dorcelina Folador tem como objetivo romper padrões patriarcais e fortalecer a produção artística feminina. A história do grupo se constrói a partir da união de artistas mulheres que utilizam a arte para contar suas vivências e reivindicar espaços.

Atualmente, o coletivo reúne mais de dez artistas de MS, entre elas Bejona, Erika Pedraza, Leticia Maidana, Marcia Lobo Crochê, Thalya Veron, Veryruim, Terrorzinho, Maíra Espíndola, Cecilia Hanna, Sabrina Lima, Sara Welter (Syunoi), Thalita Nogueira, Suellen Rocha, Ester Rohr, Da Mata, Ana Deluck, Vitória Queiroz, Vitória Lorrayne e Kami.

A exposição integra a primeira etapa do projeto Nós Dissemos: Circuito de Arte Dorcelina Folador, que prevê ainda outras duas mostras em diferentes espaços culturais da cidade.

“A Via Crucis do Corpo”

“A Via Crucis do Corpo”, de Sara Welter - Foto: Divulgação

Entre as obras inéditas está “A Via Crucis do Corpo”, assinada por Sara Welter especialmente para a exposição. Produzida com nanquim, carvão e pastel seco, a obra representa o corpo feminino de forma ambígua e fantasmagórica.

“Esse corpo aparece em duas formas opostas, ora pendurado pela mão, ora pendurado pelo pé. As linhas se enrolam pelo corpo da figura, trazendo referência desde shibari até mesmo como cortes. Esse corpo sem cabeça, com sua face ocultada, é dilacerado, machucado e violentado. O que resta é apenas a impressão do crime no tecido”, explica a curadora.

A obra sintetiza o conceito da mostra: tornar visível aquilo que muitas vezes é reduzido a estatísticas e transformar o trauma em linguagem.

NÚMEROS

O Brasil registrou 6.904 vítimas de casos consumados e tentados de feminicídio em 2025, um aumento de 34% em relação a 2024, quando houve 5.150 vítimas. Foram 4.755 tentativas e 2.149 assassinatos, totalizando quase seis (5,89) mulheres mortas por dia no País.

Os números são do Relatório Anual de Feminicídios no Brasil 2025, elaborado pelo Laboratório de Estudos de Feminicídios da Universidade Estadual de Londrina (Lesfem/UEL).

O levantamento aponta que 75% dos casos ocorreram no âmbito íntimo – quando o agressor faz ou fez parte do círculo de intimidade da vítima, como companheiros, ex-companheiros ou pais de seus filhos.

A maioria das mulheres foi morta ou agredida em casa (38%) ou na residência do casal (21%). A faixa etária predominante das vítimas é de 25 a 34 anos (30%), com mediana de 33 anos. Ao menos 22% das vítimas já haviam denunciado o agressor antes do feminicídio.

O relatório revela ainda que 69% das vítimas, com dados conhecidos, tinham filhos ou dependentes. Ao todo, 101 mulheres estavam grávidas no momento da violência, e 1.653 crianças foram deixadas órfãs.

A idade média dos agressores é de 36 anos. Em 94% dos casos, o crime foi cometido por uma única pessoa, e quase metade (48%) envolveu arma branca, como faca ou canivete.

Em Mato Grosso do Sul, os dados do Monitor da Violência Contra a Mulher reforçam o cenário preocupante. Em 2025, o Estado registrou 39 vítimas de feminicídio e 22.087 casos de violência doméstica – número superior ao de 2024, quando foram contabilizados 21.151 casos de violência doméstica e 35 feminicídios.

Neste ano, até o momento, quatro mulheres já foram vítimas de feminicídio e 3.688 casos de violência doméstica foram registrados no Estado.

Os gráficos históricos indicam oscilações ao longo dos últimos anos, mas mantêm patamares elevados tanto em feminicídios quanto em ocorrências de violência doméstica, evidenciando a persistência estrutural do problema.

>> Serviço

A exposição “O Grito que Ecoa”

Segue em cartaz até o dia 6 no Museu da Imagem e do Som (MIS), localizado no 3º andar do Memorial da Cultura e da Cidadania, que fica na Avenida Fernando Corrêa da Costa, nº 559, no Centro, em Campo Grande.

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Felpuda

Três sujismundos foram presos em flagrante por descarte de lixo em área...Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta quinta-feira (5)

05/03/2026 00h03

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Jean-Jacques Rousseau - escritor suíço

"Não há nada que esteja menos sob o nosso domínio que o coração, e, longe de podermos comandá-lo, somos forçados a obedecer-lhe”.

 

FELPUDA

Três sujismundos foram presos em flagrante por descarte de lixo em área pública, no Jardim das Hortênsias. Os ditos-cujos, no maior desrespeito, estavam agindo em um local que, pela manhã, havia sido limpo pela prefeitura que, diante dos constantes abusos, instalou câmeras de monitoramento 24h no espaço. Por ano, eram realizadas cinco grandes ações de limpeza, quando retiravam de 50 a 60 caminhões de resíduos, incluindo lixo doméstico, mesmo com o bairro atendido regularmente pela coleta. Pode?

Pula-pula

Em sua saga política, a senadora Soraya Tronicke deixou o União Brasil em 2023 e se filiou ao Podemos. Sua justificativa foi de querer ampliar as bases para futura reeleição.

Mais

Neste ano eleitoral, com dificuldades para ter espaço no grupo governista para disputar a reeleição, vai tentar a sorte no PSB e fazer “dobradinha” com Vander Loubet, do PT.

DiálogoNo dia 2, a Marinha do Brasil incorporou as primeiras mulheres voluntárias para o Serviço militar inicial. as 27 jovens passaram a integrar a turma deste ano no Centro de instrução almirante alexandrino, no Rio de Janeiro. Durante a primeira semana, os participantes passam por um período inicial de adaptação. após essa etapa, são incorporados como recrutas, dando início à formação militar, que se estende por cerca de três meses. Haverá a continuidade do recrutamento, seleção e a segunda turma, composta por 26 mulheres, deverá iniciar no segundo semestre.

 

DiálogoDra. Laura Furlani

 

DiálogoFabiola David e Gilson Martins

Cadeiras

O governador Eduardo Riedel começa a preparar o terreno em sua administração para a saída de alguns secretários que pretendem disputar as eleições neste ano. Como seu time é técnico, não deverão ocorrer muitas mudanças. Já é dada como certa a saída de Jaime Verruck, da Semadesc, e de Marcelo Miranda, da Setesc. O primeiro deverá tentar uma das vagas à Câmara Federal e o segundo pretende conquistar cadeira na Assembleia Legislativa de MS. 

Bem longe

O MDB começa a demarcar território e, além de MS, diretórios de outros 16 estados definiram que nessas eleições querem distância do PT. Isso complica ainda mais a situação da ministra Simone Tebet, emedebista de longa data, que ainda aguarda decisão da “chefia”, para saber, afinal, qual mandato disputará. Se “vingar” a hipótese de ser vice de Lula, há quem garanta que ela terá que mudar de legenda. Consta que poderá ser o PSB.

“Bombado”

A cada dia que passa, o nome do vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, continua ganhando ainda mais musculatura para repetir a chapa majoritária à reeleição do governador Eduardo Riedel. Até o momento não surgiu nenhum nome de peso de outros partidos que tenha demonstrado, publicamente, sonhar com a vaga. Algumas lideranças políticas têm dito que, nesse quesito, não haveria cenário que pudesse ameaçá-lo, incluindo aí possíveis alianças.

Aniversariantes

Dr. Aleixo Paraguassú Neto,
João Henrique Pestana,
Janaina Gonçalves Theodoro de Faria,
Ivan Rossi Sambrana,
Ademir Francescon,
Edgar Pereira de Lima,
Francisco Silva de Souza,
Adolfo Barrios Vasques,
Helena Janice Meloni,
Marco Aurelio Santullo,
Altamiro Brites Cardoso,
Silmara Fabrao Moraes Oliveira,
Gerson Fortuna,
Araquen Gomes Pereira,
Christiany Rodrigues,
Adriano Loeff,
Cristian Jader Alves do Nascimento,
Margarida Ramos de Figueiredo,
Roberto Blasczyk,
Geise Cristina Grilo,
Gilda Maria Pinheiro
de Vasconcelos Dias,
Elizabeth Haralampidis,
Eliane Chenzarian,
José Francisco Baccaro,
Gecy Machado Lemes,
Antônio Bosco da Costa,
Maria Madalena Domingues,
Lídio Ledesma,
Yeda Almeida Guimarães,
Luiz Alexandre Palmieri,
Maria de Fátima Pires Ortiz,
Maria Margarida dos Santos,
Maria Helena Mesquita Quadros,
Vera Lúcia Corrêa de Viana Bandeira,
Flávia Muniz de Albuquerque Dias,
Mônica Rabello de Figueiredo Carvalho,
Ana Carolina Corrêa Tezza,
Jussara Loubet da Rosa,
Eusébio Salinas,
Henrique Freitas Vincoletto,
Sandra Regina Lopes Anache,
Fernando Friolli Pinto,
Sílvia Rahe Pereira,
José Henrique Esteves Mendes,
Vanoni Torraca,
Fátima Heritier Corvalan,
Silvio Arevalo,
Renato Higashi,
Aparecida Martins Borges,
Denise Dal Farra,
Francisco Carlos Costa Alves,
Márcia Faria Scatena,
Dr. Edson Carlos Silva,
Mayara Renata Martins,
Fernando Ávalos Cabanha,
Vanessa Consolini Ávalos,
Eronildes Pereira,
Maria Aparecida Cicarelli Damasceno,
Oswaldo Herculano Cícero de Sá,
Frederico Farias de Miranda,
Acyr Rufino Lopes,
Maria Enir Nunes,
Hélio Aparecido Zaramelo,
Marcia Meyre de Emilio,
Dr. Max Henrique Bortotto Garcia,
Ana Julia Yule de Mello,
Renata Calado da Silva,
Fernando Franco Serrou Camy,
Dr. José Ricardo da Silva Filho,
Ruiller César Ferreira Dias,
João Alves Borges,
Ari Mougenot,
Plínio Mendes Castro,
Bruna Malheiros Mauro,
Eduardo Pelissari de Rodrigues,
José Ricardo Teodoro,
Luiz Alberto Mascarenhas Salamene,
Andreia Aparecida Scariot,
Maurivan Rodrigues de Rezende,
Avenir Ferreira da Silva,
Richardson Branco Nunes,
Tânia Rejane de Souza,
Alberto Jorge de Azambuja Martins,
Célia Regina Coutinho de Lima,
Ana Claudia Ludvig de Souza Azevedo,
Marleide Georges Karmouche,
Ana Maria Gimenez Santiago,
Renato Antonio Pereira de Souza,
Cristiane Gonçalves de Melo Ferro,
Peterson Lázaro Leal Paes,
Geraldo Albuquerque,
Wilson Mateus Capistrano da Silva,
Upiran Jorge Gonçalves da Silva,
Sidnei Barbosa,
Lorena Milanesi,
Pedro Paulo Pereira,
Gilberto Carlos Lima,
Luzia de Oliveira,
Maria Ligia Garcia,
Amanda Faria Menezes,
Fátima Aparecida de Assis,
Ana Claudia de Sá Nunes,
Eduardo Borges Dias,
Denise Flôres da Silva,
Carolina de Mello Martins. 

COLABOROU TATYANE GAMEIRO

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