Correio B

Diálogo

Nas tricotadas após o pleito de outubro, nos bastidores, há quem afirme... Leia na coluna de hoje

Por Ester Figueiredo ([email protected])

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Theodore Roosevelt - estadista americano

A justiça não consiste em ser neutro entre o certo 
e o errado, mas em descobrir o certo e sustentá-lo, onde quer que ele se encontre, contra o errado”.

FELPUDA

Nas tricotadas após o pleito de outubro, nos bastidores, há quem afirme que, se ficaram mágoas de quem não conseguiu ser eleito na disputa majoritária, não menos magoado está quem nem sequer conseguiu participar e ser indicado, uma vez que foi preterido em um piscar de olhos. O parâmetro para a mudança, dizem, teria sido apenas capricho de figurinha carimbada, tendo ido parar na lata de lixo tudo o que estava nos conformes. E no fim deu no que deu.

Pesquisadores da Faculdade de Ciências Humanas (Fach), da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), em Campo Grande, passaram 11 dias no Peru para realizar estudos no complexo arqueológico El Brujo, da Fundação Augusto N. Wiese. Essa foi a primeira viagem do grupo até o país, da qual fizeram parte a professora Priscila Lini, o professor Carlos Eduardo da Costa Campos, a estudante do programa de pós-graduação em Antropologia Social da Fach Ana Cláudia Goes Rocha e a arquiteta e mestre em Eficiência Energética e Sustentabilidade pela UFMS Sabrina Lini.

Ângela Maria Costa

 

Takashi Fukushima

Lá e cá

Aliados no segundo turno da disputa pela Prefeitura de Campo Grande, PP e PSDB não estão falando a mesma língua com relação 
à eleição do futuro presidente da Câmara Municipal. Os tucanos têm seu candidato, inclusive com apoio do atual dirigente do Legislativo, do PSB, que estaria de olho na Primeira-Secretaria da Casa. Os progressistas também se organizaram, montaram chapa para o confronto e contarão com as articulações da prefeita Adriane Lopes, interessada, obviamente, em ter um aliado no comando. As cenas dos próximos capítulos prometem muitas emoções.

Definição

Amanhã se encerra o embate pela Primeira-Secretaria na Assembleia Legislativa de MS, quando haverá eleição da nova Mesa Diretora. O deputado Coronel David já teria votos de 13 dos 24 parlamentares, que não desejam mais no cargo o parlamentar Paulo Corrêa, que compõe a chapa da reeleição. O que se ouve é que isso só não acontecerá se ocorrer, digamos assim, “a vontade do sistema”.

Futuro

O deputado Gerson Claro, que terá o nome referendado amanhã para continuar presidindo o Legislativo estadual, poderá alçar voos mais altos em 2026. Seu projeto é tentar a reeleição, mas seu partido, o PP, poderá colocar à sua frente o cavalo encilhado para disputar uma das duas vagas ao Senado. Essa hipótese não está descartada, até porque ele tem ampla base eleitoral e coloca em prática a atuação municipalista.

ANIVERSARIANTES

Paulo Roberto Duarte Paes,
Clarice Maciel de Sousa Chaves, 
Dr. José Roberto Amin,
Annelise Massani Romero Cavalcante,
Dr. André Luis Martins,
Gilmara Aparecida Nunes Tavares,
Emanuelle da Silva de Souza,
Eunice da Conceição,
Maria José Vieira Peralta,
Luiz Calvo Ramires Junior,
Mário Sérgio Machado Metello,
José Rodrigues,
Janini Dal Fabbro, 
Edson Oshiro,
Tsunetosi Oshiro,
Thalysie Noda Aoki, 
Altair Betoni,
Angela Gil Lins,
Fernanda Dourado,
Antonio Cicalise Netto,
Ivoni Kanaan Nabhan Pelegrinelli,
Adriana Mary Takaki da Costa,
João Pedro Pedrossian Neto, 
Maria Fernanda Carli de Freitas,
Dra. Valéria Cristina de Ruchkys,
Geovane Messias,
Paulo Widal Rodrigues,
Iago Rodrigues Garcia,
Murilo Ramos Lins,
Thiago Pompeu Campos,
Dr. Diego Silveira da Costa,
Marisa Pitthan Rodrigues Gomes,
Valdir Salviato,
Elderson Santos Corrêa,
José Edson de Resende,
Francisco Cezário de Oliveira,
Eduardo Borges de Assunção,
Regina Norman Tosta Pecantet,
Maria José da Costa Vieira,
Antônio Cordeiro Neto,
Odimar Souza,
Daniel Bossay da Costa,
Carolina de Freitas,
Mário Antônio Ribeiro Bacha,
Durval Garcia Marques,
Mauricio Palhano Maiolino, 
Ricardo Gonzales,
Maria Mendonça Arruda,
Leda Marigia de Andrade,
Catarina de Castro,
Marcondes Moreira de Souza,
Dauci Aparecida Zanatta dos Santos,
Hildete de Souza Albuquerque,
Gabriella Silva,
Josmar Gonçalves Barbosa,
Zenaide Costa de Carvalho,
Sinara Cristina Santos Ribeiro,
Aderval Nogueira Mendonça,
Sérgio Jurgielewicz Gomes,
Ailton Manuel do Nascimento,
Paulo Barbosa Borba,
Diogo Moraes Cândido,
Eliane Vasques Baltazar,
Cleuza Pereira Pardim dos Santos, 
Marcos José Cardoso Rondon,
Fabiana Martins da Silva, 
Tsai Pei Yin,
Alessandro Oliva Coelho, 
Dra. Márcia Maria Ferrairo 
Maureen Ide Kohatsu,
Adair Rodrigues Ribas,
Alex Viegas de Lemes,
Geni de Albuquerque Antonio,
Alexandre Ferron Batista Bouzo,
Edna Cândida Ferreira,
Altamir Barbosa Arantes,
Daniele Lovato,
Aluysio Ferreira Alves,
Milena Lourenço Girotto,
Andréa Sorrilha Moraes,
Maarouf Fahd Maarouf,
Ana Carolina Rezende Oliveira,
Maria Inês Monteiro Payne,
Ananias Dias da Silva,
Freedy Rodrigues Bachega, 
Hector Costa da Silva,
Antônio Augusto de Souza Coelho,
Mário Mendes Pereira,
Cláudia Maciel Müller,
Paulo Rodrigo Caobianco,
Dr. Celso de Lacerda Azevedo Neto, 
Geraldo Mangela Rodrigues,
Getúlio Gideão Miglioli Bauermeister,
Silvano Luiz Rech,
José Marcos Lacerda Modesto Arraes,
Lidiane Dias Teixeira Almada,
Jociene Alves de Souza,
Cleudenice Ferreira de Freitas (Nice),
Melissa Carvalho Santos Esbalqueiro,
Rosana Aparecida Teixeira,
Salvador Ramos Pereira,
Luis Carlos de Souza Tavares,
José de Ribamar Araújo,
Eduardo Rodrigo Ferro Crepaldi,
Luciene Cordeiro de Brito,
Lucimara Arruda Leal.

*Colaborou Tatyane Gameiro

Dança Correio B+

Espetáculo Cinderella, estrelado por Oksana Bondareva e Leonardo Di Checchi, chega a São Paulo

Superprodução europeia de balé clássico passará por 18 cidades brasileiras e promete encantar público de todas as idades

19/09/2026 17h30

Espetáculo Cinderella, estrelado por Oksana Bondareva e Leonardo Di Checchi, chega a São Paulo

Espetáculo Cinderella, estrelado por Oksana Bondareva e Leonardo Di Checchi, chega a São Paulo Foto: Andrey Lyapin

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Em outubro, a magia de Cinderella chegará a São Paulo, com uma montagem inédita da The Moscow Ballet. A grandiosa produção será estrelada por dois nomes consagrados da cena internacional: Oksana Bondareva, solista do lendário Teatro Mariinsky e reconhecida por sua expressividade e presença magnética no palco, e o italiano Leonardo de Checchi, aplaudido por sua técnica refinada e pelas conquistas em competições de prestígio mundial.

Ambos foram laureados com o Capri Danza International 2025, um dos prêmios mais respeitados da dança europeia, e chegam ao País para encantar o público ao lado de um elenco de 18 grandes bailarinos russos e italianos. As apresentações serão nos dias 06 e 07, às 20h, no Teatro Bradesco.

Com figurinos luxuosos, cenários encantadores e coreografias de alto nível técnico e artístico, Cinderella apresenta ao público um universo mágico. Além da delicadeza e do virtuosismo da dança, a plateia se surpreenderá com a atuação cênica dos bailarinos.

“Criamos esta montagem levando em consideração as habilidades e características dos nossos artistas. Conseguimos revelar a individualidade de cada bailarino, mostrando, em alguns momentos, a técnica de balé e, em outros, o talento para a atuação.

O espetáculo é muito teatral, com muitos momentos divertidos e emocionantes. Também existe uma história de amor — a verdadeira história de Cinderella e do príncipe”, conta Oksana Bondareva, que também assina a direção artística do espetáculo, junto a Andrey Lyapin.

Entre os pontos altos do espetáculo, Oksana Bondareva destaca a cena do baile, que reúne todo o elenco em um dos momentos mais grandiosos da montagem.

A sequência combina dinamismo, humor e emoção e, segundo a bailarina, ganha ainda mais força na transição para a “meia-noite”, quando a passagem do tempo é traduzida de maneira especialmente criativa pelos artistas. O momento em que Cinderella precisa deixar o baile reserva, assim, uma das surpresas cênicas da produção.

Para Oksana, é uma grande oportunidade e sorte poder apresentar Cinderella ao público brasileiro neste mês tão especial. “Queremos que as crianças acreditem nos contos de fadas, no amor e que saibam distinguir o bem do mal. E que vivam sempre com fé em seus corações.

E que, cada pessoa, depois de assistir ao espetáculo, saia do teatro com o coração maior, cheio de amor, alegria e calor humano”, define a bailarina.

Inspirada no clássico conto de Charles Perrault, a produção mantém como trilha sonora a genial música de Sergei Prokofiev, composta especialmente para o balé Cinderella, apresentado pela primeira vez em 1945, no Teatro Bolshoi, com a grande Galina Ulanova no papel da princesa.

A história de Cinderella vem, ao longo dos séculos, despertando fascínio em pessoas de todas as idades. “Todos nós queremos acreditar em contos de fadas, até mesmo os adultos. Todos esperamos da vida uma recompensa por nosso trabalho árduo ou por nossos sofrimentos.

E Cinderella nos permite sonhar com um milagre, em qualquer uma de suas formas. Ela nos dá esperança de que, depois de todo o esforço e trabalho, seremos recompensados com felicidade e amor”, conclui Oksana.

Com produção de alto nível e uma proposta artística sofisticada, Cinderella transporta o público para um mundo encantado inspirado no clássico conto de fadas que atravessa gerações, sendo uma experiência inesquecível para toda a família.

O espetáculo será apresentado, de primeiro de outubro a primeiro de novembro, em: Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, São Paulo, São José dos Campos, Piracicaba, Campinas, Belo Horizonte, Cascavel, Maringá, Chapecó, Jaraguá do Sul, Criciúma, Novo Hamburgo, Passo Fundo, Caxias do Sul, Porto Alegre, Juiz de Fora, Rio de Janeiro.

Serviço:

Cinderella – The Moscow Ballet
Data: 06 e 07/10/2026
Horário: 20h
Local: Teatro Bradesco - Bourbon Shopping Săo Paulo - R. Palestra Itália, 500 - 3° Piso - Perdizes, São Paulo - SP
Classificação Etária: Livre (menores de 16 anos acompanhados dos pais ou responsáveis)
Ingressos: a partir de R$90
Vendas na Uhuu: 
https://uhuu.com/evento/sp/sao-paulo/the-moscow-ballet-cinderella-16670 

Saúde Correio B+

Toda mulher sentir cólica é normal? Até onde essa afirmação é verdadeira?

O cirurgião ginecológico explica quando a dor menstrual merece investigação e por que sintomas persistentes não devem ser normalizados

19/09/2026 16h30

Toda mulher sentir cólica é normal? Até onde essa afirmação é verdadeira?

Toda mulher sentir cólica é normal? Até onde essa afirmação é verdadeira? Foto: Divulgação

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A cólica menstrual faz parte da vida de muitas mulheres. Desde a adolescência é comum ouvir que sentir dor durante a menstruação é normal e que basta aprender a conviver com ela. A intensidade do sintoma e o impacto que ele provoca na rotina podem indicar quando é necessário investigar a causa.

Para o cirurgião ginecológico e pesquisador Dr. Igor Chiminacio a dor menstrual não deve ser analisada apenas pela presença ou ausência de cólica, mas também pela sua intensidade, frequência e pelos efeitos que provoca no cotidiano.

“Nem toda mulher que sente cólica tem endometriose, mas uma dor intensa e recorrente não deve ser simplesmente normalizada. Sentir dor não é normal”, afirma.

Um dos obstáculos para o diagnóstico da endometriose é justamente a naturalização desses sintomas. Chiminacio relata atender pacientes que convivem durante anos com dores antes de descobrir a causa. Em alguns casos, segundo ele, o intervalo entre o surgimento dos sintomas e o diagnóstico chega a oito ou dez anos.

A localização da dor também pode dificultar o reconhecimento da doença. Além da região pélvica, pacientes com endometriose podem apresentar sintomas em áreas como lombar, virilha e pernas. A relação dessas manifestações com o período menstrual pode ser uma informação importante durante a investigação.

“Antes de olhar uma imagem, eu quero entender o que a paciente sente, quando sente e onde dói. Os sintomas podem dar pistas importantes sobre a localização da doença”, explica o médico.

A investigação da endometriose não depende exclusivamente dos exames de imagem. Embora ultrassonografia e ressonância magnética possam ajudar a identificar e localizar a doença, a avaliação clínica também é considerada importante.

A história da paciente, a descrição dos sintomas e o exame físico podem contribuir para levantar hipóteses sobre a localização dos focos e direcionar a investigação. Por isso, um exame sem alterações não deve ser interpretado isoladamente. A avaliação médica precisa considerar o conjunto de informações apresentado pela paciente.

Uma forma diferente de explicar a anatomia da dor

Para explicar por que a endometriose pode provocar dores em diferentes regiões, Dr. Igor Chiminacio desenvolveu o que chama de “Teoria do Polvo”.

A comparação parte da anatomia da pelve feminina. Nela o útero é representado como a cabeça de um polvo, enquanto os tecidos que dão sustentação ao órgão, conhecidos como paramétrios, são comparados aos tentáculos.

A proposta é facilitar a compreensão de como a localização da endometriose pode estar relacionada aos diferentes sintomas apresentados pelas pacientes. Segundo o médico, o comprometimento dessas estruturas pode envolver regiões próximas aos nervos e ajudar a explicar por que a dor nem sempre fica restrita à região pélvica.

O conceito foi apresentado por Dr. Igor Chiminacio no Congresso Global da AAGL, realizado em 2025, em Vancouver, em trabalho publicado no Journal of Minimally Invasive Gynecology.

Quando a cólica merece investigação?

Não existe uma única característica capaz de determinar se uma cólica está dentro do esperado ou se está relacionada à endometriose. A intensidade da dor, sua recorrência e o impacto na rotina são alguns dos aspectos que devem ser considerados.

Quando a mulher deixa de trabalhar, estudar, praticar atividades físicas ou realizar atividades do dia a dia por causa da dor menstrual, o sintoma merece atenção.

A recomendação é procurar avaliação médica diante de dores intensas ou persistentes, especialmente quando elas se repetem ao longo dos ciclos menstruais ou aparecem acompanhadas de outros sintomas.

A principal mensagem, segundo Dr. Igor Chiminacio, é que sentir dor não deve ser automaticamente considerado parte obrigatória da experiência de menstruar. A investigação adequada pode ajudar a diferenciar uma cólica menstrual comum de sintomas que merecem uma avaliação mais aprofundada, incluindo a possibilidade de endometriose.

Mais do que descobrir se toda mulher sente cólica, a questão é entender quando a dor deixa de ser apenas um desconforto menstrual e passa a exigir investigação.

Em tempo: Dr. Igor Chiminacio lança o livro A Endometriose, Deus e as Redes Sociais, obra que reúne experiências de sua trajetória profissional e pessoal, reflexões sobre diagnóstico e tratamento da endometriose, além de discutir o impacto das redes sociais na forma como mulheres acessam informações sobre a doença. Toda a renda obtida com a venda do livro será integralmente destinada ao WHR – Women’s Health Research, para fomentar pesquisas científicas em saúde feminina.

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