Correio B

ANIVERSARIANTE DO DIA

O que a numerologia tem a dizer sobre Campo Grande?

No dia do aniversário da Capital, acompanhe uma análise do mapa numerológico da cidade realizada pelo campo-grandense Marco Aurélio Ramos, que há 38 anos estuda o assunto

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Um ramo das ciências ocultas, uma ferramenta matemática que traz a possibilidade de autoconhecimento no campo pessoal e de entender as dinâmicas e as estruturas de uma empresa, um país ou uma cidade. Para começo de conversa, é assim que o numerólogo Marco Aurélio Ramos, de 56 anos e com 38 anos de dedicação à numerologia, define essa prática. Em seguida, procura desfazer o mito que faz muita gente pensar que o conhecimento a partir dos números não passa de proselitismo.

“A primeira coisa que nós temos que entender é que as pessoas imaginam numerologia, no seu mapa pessoal, para saber os ‘meus’ números da sorte ou que bloqueiam o sucesso ou para mudar uma letra do nome para que tenham realização. Isso é papo furado, é mágica. Numerologia não é isso. É uma ferramenta que traz a possibilidade de você entender o mecanismo comportamental. Para você entender a característica de uma pessoa ou de uma cidade, o ponto de partida é olhar para quatro números que eu chamo de pilares”, afirma.

“Eles dão a estrutura dessa personalidade de uma pessoa ou de uma dinâmica de um local. Você vai de uma cidade pra outra e percebe uma egrégora diferente. Você chega em Campo Grande, tem uma dinâmica, e em questão de minutos as pessoas percebem. Vai pro Rio Janeiro ou pra São Paulo e têm dinâmicas diferentes. Esses quatro números dão essa estrutura”, prossegue.

“Esses quatro números seriam [primeiro] o número da essência do lugar, [segundo] o número da imagem de como esse lugar é projetado e como as pessoas percebem o lugar, [terceiro] o número do destino, que é o propósito, onde está o talento, o recurso, o que é que é mais oportuno. No caso de uma pessoa, são recursos de uma personalidade que ela vai despertando. No caso de uma cidade ou de uma empresa ou de uma instituição, é um propósito. Nem sempre quer dizer que aquele local ou aquela instituição esteja explorando aquele propósito. Na maior parte das vezes, quando se trata de cidades, não está. Mas ela traz uma dinâmica de comportamento local”, explica Ramos.

“E o quarto número, a data de nascimento, que é a soma do dia, do mês e do ano, que a gente chama de lição de vida. Esse é o número mais importante, que é quando aquilo surgiu definitivamente. No caso de uma pessoa, quando sai do universo intrauterino e vem pra esse universo externo. No caso de uma cidade, quando ela realmente passou a ser considerada uma cidade. No caso de Campo Grande, 26 de agosto de 1899”, arremata o numerólogo – e advogado – que trocou a Capital Morena por Cuiabá em 1996.

4-3-7-7

“O que a gente detecta no mapa numerológico de Campo Grande? Ela possui, da essência, quatro. Da imagem, a projeção, três. O destino, que é um número que sai do nome completo, sete. E a lição de vida é também um sete. Na composição da cidade, ela tem uma conjunção quatro e sete. Quando uma cidade tem as características quatro e sete, a gente já sabe que é uma cidade onde a maior parte das pessoas tem uma preocupação muito grande com pontualidade, organização, as estruturas têm que funcionar muito certinho”, revela.

“Você pode observar: Campo Grande, Curitiba, Santa Maria não são mapas iguais, mas elas têm pontos parecidos. A dinâmica do comportamento das pessoas, do dia a dia, é uma dinâmica que busca e visa um perfeccionismo. Isso reflete em geral. Mas essa mesma conjunção traz o comportamento elitista, segregacionista. Você veja, Campo Grande tem a imagem em três. Essas cidades visam, com o tempo, uma preocupação com a estética, em ser uma cidade bonita, organizada”, amplia Ramos.

TRABALHADORA E AUTISTA

“Quem chega, num primeiro impacto, sempre tem uma boa impressão da estrutura da cidade. Isso é do três. Mas o que revela a dinâmica do dia a dia? A dinâmica do dia a dia é esse quatro e esse sete. É o que traz, no comportamento das pessoas, essa preocupação que a gente fala assim: ‘O campo-grandense, a preocupação dele é trabalhar’. Uma cidade que você pode observar que tem menos vida noturna, porque o sete não é um número de movimento de noite. Lógico que tem, porque tem jovem, tem gente que gosta, mas no geral não é”, afirma.

“Campo Grande tem dois setes. Qual o propósito de uma cidade dessas? O que seria ideal? Uma cidade voltada, por exemplo, a universidades, pesquisa, laboratório, tecnologia. Se tivesse uma gestão para direcionar qual é o recurso, o talento, onde está o melhor talento da cidade? Pesquisa de comportamento humano. Sete rege psicologia, tudo que envolve comportamento, ocultismo também, filosofias religiosas. Tem fortemente as filosofias japonesas, igreja messiânica, que é uma linha do budismo, Seicho No Ie”, diz o numerólogo.

 “Mas, ao mesmo tempo, o mesmo sete, tem seu aspecto mais desafiador, a outra face. Ele pode levar também para uma espiritualidade mais fanática, dogmática. O sete rege aquilo do inconsciente. Normalmente, em Campo Grande, as pessoas são mais reservadas. Não são muito abertas inicialmente. Elas demoram pra te levar pra dentro de casa, para uma aproximação mais íntima. Têm um lado desconfiado, observador, analítico. Isso é do sete, que Curitiba também tem. O sete também é um número que rege o submundo”, afirma.

“Então você pega o índice alto de depressão, já teve índices altos de suicídio. Por que isso? Toda cidade que tem uma conjunção sete e quatro, de um lado, a população tem uma preocupação grande que a cidade funcione muito bem, que tudo esteja muito limpo e organizado. De outro lado, isso gera o comportamento de uma sociedade onde a autocobrança é muito elevada. E tem o lado negativo, que é a depressão, o suicídio. Sete rege o uso de medicamentos pra depressão e, principalmente, pra dormir”, diz Ramos.

“Sete rege drogas, mas tudo no nível do submundo, ocultado, escondido. Sete rege o submundo do crime. A canalização construtiva da cidade é direcionamento, por exemplo, para uma cidade onde seria ótimo o investimento em terapia, como na Argentina, em Buenos Aires. Se houvesse um direcionamento para o tratamento de saúde mental, uma cidade voltada à qualidade de vida. Isso é do sete. As pessoas não gostam de barulho, Campo Grande não gosta de barulho”, afirma o especialista.

“A gente diz que um lugar sete tem um comportamento autista, se incomoda com barulho, gente, multidão, muita proximidade física. Não é um lugar muito sinestésico, em que você já chega tocando, abraçando as pessoas. Isso é característica de cidade que tem essa conjunção sete e quatro. E por ela ter o nascimento no dia 26 de agosto de 1899, a data de nascimento define o propósito. Qual o forte, o mote de Campo Grande? Para onde deveriam ser direcionados os investimentos?”, indaga o numerólogo.

“Focar em qualidade de vida, e ela já faz isso: parques, natureza. Universidades, pesquisas, tecnologia, feira de eventos. Não é um lugar em que prospera muito a badalação, agitação. Agora, turismo de eventos, turismo de busca de conhecimento, por exemplo, congressos de medicina, de algum assunto. Isso é que seria o talento de Campo Grande, se tornar uma meca pra essa dinâmica, por causa dos dois números sete que ela tem. Cada cidade tem um recurso melhor para um lado, o que nem sempre é explorado pelo poder público”, pontua.

PARECE MAS NÃO É

“A gente fala que Campo Grande parece mas não é, porque tem uma imagem. Quem chega, num primeiro momento, fica encantado. É no dia a dia que a pessoa começa a perceber a dificuldade de construir laços de amizade, de intimidade. É um ambiente muito exigente um com o outro. Isso é característica do quatro e sete. O nível de exigência é muito alto. Uma rigidez, uma inflexibilidade. Tem um lado bom que traz eficiência máxima. O lado negativo é essa exigência muito alta. As pessoas ficam muito preocupadas: ‘A minha função, a minha reputação’”, exemplifica.

“É típico de uma energia quatro e sete essa preocupação, um comportamento obsessivo da população, de fazer com que tudo funcione muito bem e que tudo esteja esteticamente perfeito, limpo e organizado. Mas, tudo tem os dois lados. O elitismo, a segregação, o preconceito, a rigidez. Vem dessa conjunção quatro e sete. É muito acentuado. É a característica do lugar, é assim que funciona. E como é que faz uma pessoa que não se adapta a isso? Você muda”, diz Ramos.

GESTÃO PÚBLICA

O que está oportuno e o que é necessário buscar no momento atual? “Existem na numerologia o que a gente chama de trânsitos, que definem o momento. É comum o leigo confundir essa ideia com previsão, mas essa palavra está errada. O que nós conseguimos é fazer um recorte de um tempo e espaço e tirar pontos que têm uma probabilidade muito grande de acontecer. E esses pontos que eu elenco, quando se confirmam, tomam uma cara de previsão. Mas o termo mais correto pra tudo isso é prognóstico”, afirma.

“O prognóstico tem um sentido mais amplo. Diz assim: ‘Esse momento, está mais oportuno fazer isso, explorar essa situação, tomar um pouco mais de cuidado com esse detalhe’. Ele dá os indicativos para onde deveria direcionar as energias, as forças e a atenção, quer seja da pessoa quando do mapa pessoal, quer seja do empresário quando do mapa da empresa ou do prefeito que está conduzindo a cidade. Campo Grande entra agora, com 125 anos, no ano seis. O ano cinco, que ela está terminando, é um ano volátil”, responde.

“Os números pares são números mais ‘in’, de estruturação, de organização e de assentamento, de baixar a poeira e fazer as coisas entrarem no eixo. Ela sai de um ano cinco, que é imprevisível, inclusive quando se tem, como agora, a eleição. No cinco, uma dificuldade às vezes de definir algo e continuar com aquilo linearmente, porque o cinco é o número da imprevisibilidade. Por isso que ele rege a bolsa de valores. Quando chega o seis, o que acontece? O prefeito que assumir tem que baixar a poeira, estabelece um acordo”, diz.

“Procurar bom convívio, trabalho de parceria. Não é um ano para estimular conflito, é um ano para negociação. Por exemplo, tem tantos porcento de débito de IPTU? O bônus pra chamar pra acordo, pra conversar, negociar conflitos, pacificar situações, estabelecer acordos. É você retomar a paz, a organização do dia a dia. No ano seis, ele precisa fazer isso. Estabelecer um bom convívio com a equipe que trabalha, funcionários, etc. Formar parcerias, por exemplo, público-privadas”, fundamenta o numerólogo.

“Qualquer tipo de parceria que a prefeitura venha a fazer pra desenvolver algum projeto é o número seis, que rege contratos. Mas ele também rege quebra de contratos. E para evitar quebra de contratos, muitas vezes, o prefeito tem que negociar e ceder em algumas coisas. Aí depende de quem assume. Se assume uma pessoa que tem uma capacidade de negociação muito grande, a cidade ganha muito. Se assumir alguém neste ano seis que é muito intransigente e rígido, aí vamos ter problemas”, aposta Ramos.

bons hábitos & autodesenvolvimento

Aulas de teatro vão muito além da arte e contribuem para uma boa saúde

Da timidez à descoberta de novas habilidades, aulas de teatro trabalham comunicação, criatividade, expressão corporal, convivência e autoconfiança

21/09/2026 09h00

 O processo teatral envolve jogos, improvisações, exercícios de expressão corporal, criação de personagens, observação, escuta e interação, ferramentas que contribuem para as habilidades sociais dos alunos

O processo teatral envolve jogos, improvisações, exercícios de expressão corporal, criação de personagens, observação, escuta e interação, ferramentas que contribuem para as habilidades sociais dos alunos Divulgação

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Para algumas pessoas, fazer teatro começa com o desejo de subir ao palco. Para outras, nasce da curiosidade, da vontade de conhecer novas pessoas ou até da necessidade de enfrentar uma dificuldade.

Há quem procure as aulas para melhorar a comunicação, quem queira desenvolver a expressão corporal e quem simplesmente esteja em busca de uma atividade diferente.

O que acontece depois, porém, muitas vezes ultrapassa o objetivo inicial.

Durante uma aula de teatro, decorar e interpretar um texto são apenas algumas das etapas de um processo que envolve jogos, improvisações, exercícios de expressão corporal, criação de personagens, observação, escuta e interação.

Aos poucos, o participante é colocado diante de situações que exigem presença, criatividade e disposição para experimentar – inclusive quando existe vergonha ou medo de errar.

É nesse processo que o teatro pode se tornar uma ferramenta que vai além da formação artística.

As habilidades trabalhadas em cena podem aparecer em situações cotidianas, como uma apresentação na escola ou na faculdade, uma entrevista de emprego, uma reunião de trabalho, uma conversa com desconhecidos ou simplesmente na maneira como alguém passa a perceber o corpo e a se relacionar com outras pessoas.

“Eu não acredito que todo mundo que faz teatro precisa querer ser ator”, afirma Daniel Smidt, diretor da Escola e Companhia de Teatro (Adote), que atua há 25 anos em Campo Grande.

Para ele, cada aluno pode encontrar na experiência uma transformação particular.

“Cada pessoa pode encontrar uma coisa diferente aqui. Pode ser a coragem para falar, a confiança para se posicionar, a capacidade de trabalhar em grupo, a criatividade ou simplesmente a liberdade de ser quem é”, afirma.

O PRIMEIRO APRENDIZADO

A comunicação é uma das primeiras habilidades que podem ser percebidas no trabalho teatral. No palco, não basta saber o que dizer: é preciso pensar em como aquilo será dito, compreender o espaço, perceber quem está ouvindo e utilizar voz, corpo e expressão para transmitir uma ideia.

Esse exercício pode ser levado para fora da sala de aula.

Falar diante de outras pessoas, sustentar uma opinião, apresentar um trabalho ou participar de uma conversa exigem, em diferentes níveis, algumas dessas mesmas ferramentas. O teatro permite que o aluno experimente essas situações em um ambiente de aprendizagem, no qual errar também faz parte do processo.

Daniel conhece essa transformação por experiência pessoal.

“Eu também já fui uma pessoa tímida. O teatro foi me dando ferramentas para me expressar, para me comunicar, para olhar para o outro e também para me enxergar de uma maneira diferente. Quando olho para quem eu sou hoje, percebo o quanto tudo aquilo que aprendi através da arte contribuiu para a minha vida”, reflete o diretor.

O CORPO FALA

Outro aspecto trabalhado no teatro é a expressão corporal. Antes mesmo de uma pessoa dizer qualquer palavra, sua postura, seus movimentos e sua maneira de ocupar um espaço podem transmitir informações.

Perceber isso ajuda o aluno a desenvolver consciência sobre o corpo. Em cena, ele precisa compreender como determinado movimento contribui para a construção de uma personagem ou para a comunicação de uma situação. Fora dela, essa percepção pode ajudar na forma como se posiciona e se expressa.

A estudante Charlie Budib, de 19 anos, chegou ao teatro justamente buscando enfrentar a timidez e se sentir mais segura para se expressar. A recomendação partiu de sua psicóloga e a identificação com as artes ajudou a transformar a sugestão em experiência.

“Eu buscava me abrir mais para as pessoas. Conseguir falar melhor em público, me desafiar, sair da zona de conforto. Me sentir mais segura em me expressar”, conta.

Depois das aulas, ela percebe mudanças inclusive em situações que não têm relação direta com o palco.

“O teatro mudou bastante o jeito que eu ajo. Eu me sinto muito mais tranquila sobre a minha expressão corporal no dia a dia. Coisas que antes eu não conseguiria dizer ou fazer agora são muito mais simples”, diz.
Para Charlie, a sala de aula também se tornou um espaço de segurança para experimentar.

“É um ambiente que eu me sinto acolhida. Eu posso acertar ou errar, mas no final, a gente sempre bate palmas um para o outro. Todo mundo está sempre evoluindo e se ajudando. É um lugar que eu posso realmente me soltar”, afirma.

A ARTE DO IMPROVISO

Quem nunca fez teatro pode imaginar que a atividade depende principalmente da memorização de textos. Mas a preparação de um ator envolve muito mais do que decorar falas.

Improvisações e jogos teatrais fazem parte do processo justamente porque colocam os participantes diante do inesperado. Uma proposta pode mudar no meio do exercício, uma cena pode tomar um caminho diferente do planejado e o aluno precisa encontrar uma maneira de continuar.

A habilidade de improvisar, nesse sentido, não significa simplesmente “inventar qualquer coisa”. Ela envolve atenção, escuta e capacidade de responder ao que está acontecendo naquele momento.

Essa experiência pode contribuir para que o participante lide melhor com situações nas quais não possui controle absoluto sobre o resultado.

Foi algo que Maysa Garcia encontrou nas aulas. Ela chegou ao teatro pensando na formação necessária para se tornar atriz e, posteriormente, seguir o caminho da dublagem. Procurava técnicas para trabalhar voz, postura e presença.

Mas acabou encontrando também uma forma de enfrentar inseguranças.

“Me deu mais confiança para viver o mundo como eu mesma, de realmente ocupar um espaço sem culpa”, relata. Para ela, o teatro ajudou a transformar uma orientação comum dentro das aulas – enfrentar uma cena mesmo quando existe medo – em uma postura que também pode ser aplicada à vida.

“O teatro nos ensina: se está com medo, vai com medo mesmo. Isso é para a cena, mas na nossa vida isso também se aplica”, pontua.

ABRAÇO ÀS DIFERENÇAS

O teatro também pode ser uma experiência de inclusão. Cada participante chega com características, habilidades e dificuldades únicas e a aprendizagem não acontece necessariamente no mesmo ritmo.

É o caso de Evelyn Machado, que tem deficiência intelectual e participa das atividades da Adote há alguns anos.

Ela conta que, no início, tinha dificuldades principalmente para memorizar, falar diante de outras pessoas e realizar atividades novas. O nervosismo e a vergonha também apareciam, mas não impediram sua permanência.

“No teatro eu encontrei um espaço onde eu posso fazer as coisas do meu jeito, aprender no meu tempo e também ser incentivada a tentar”, conta.

Ao longo desse período, Evelyn participou de apresentações, atividades e festivais. Também recebeu duas premiações em competições.

“Para mim foi uma felicidade muito grande, porque eu nunca imaginei que poderia subir em um palco, competir e ainda receber um prêmio”, relata.

A experiência, segundo ela, também contribuiu para a comunicação e a autoconfiança.

“O teatro me ajudou muito. Eu fiquei mais comunicativa, perdi um pouco da vergonha e passei a acreditar mais em mim. Cada vez que eu entro no palco é uma conquista”, pontua.

Para Evelyn, a deficiência não define o que ela é. “Eu tenho minhas dificuldades, assim como todo mundo tem as suas, só que algumas coisas para mim são mais difíceis e eu preciso de mais tempo ou de ajuda. Mas também tenho minhas capacidades e gosto muito quando as pessoas acreditam em mim e me dão oportunidade”, destaca.

EXPERIÊNCIA COMPARTILHADA

Se para alguns o teatro é uma descoberta individual, para Miriam Amada de Oliveira, de 54 anos, que faz teatro ao lado do marido, Sueiyoshi Altino de Lima, de 55 anos, a atividade também se tornou uma experiência compartilhada.

Os dois decidiram fazer o curso juntos. Sueiyoshi chegou interessado pela relação entre cinema e atuação.

Queria entender como funciona o processo de construção de um ator e descobriu, nas aulas, que interpretar vai muito além de decorar e repetir falas.

Miriam, por sua vez, carregava desde jovem a curiosidade de conhecer os bastidores e entender como uma pessoa se prepara para atuar.

Fazer o curso lado a lado acrescentou uma dimensão inesperada à experiência: conhecer melhor um ao outro.

“Então, o fato de fazer o teatro junto com minha esposa fez eu conhecer mais um lado dela que não está ali no cotidiano, no dia a dia. Eu consigo ver mais a pessoa, a parte mais criativa dela, outras partes que a gente não vê no dia a dia”, conta Sueiyoshi.

Miriam também percebeu mudanças na relação.

“Quando a gente tem as mesmas vontades, tudo fica melhor”, afirma. Segundo ela, os dois passaram a conversar sobre os exercícios, ensaiar em casa e discutir as atividades realizadas nas aulas.

Para ela, o teatro ampliou a admiração que já existia entre os dois. “Você começa a conhecer o outro lado dela [da pessoa]. Então foi muito bom a gente fazer juntos, porque assim como ele vê como eu interpreto, como eu faço os exercícios, ele também vê esse meu lado, eu vejo o lado dele”, relata.

felpuda

Durante coletiva de imprensa da prefeita Adriane Lopes, realizada para...Leia na coluna de hoje

Confira a Coluna Diálogo desta segunda-feira (21)

21/09/2026 00h01

Coluna Diálogo

Coluna Diálogo ARQUIVO/CORREIO DO ESTADO

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JOHANN GOETHE - ESCRITOR ALEMÃO

"O que passou, passou. Mas o que passou luzindo, resplandecerá para sempre”

FELPUDA

Durante coletiva de imprensa da prefeita Adriane Lopes, realizada para anúncio da força-tarefa após o temporal, comentário geral era de que os vereadores presentes haviam “caído de paraquedas” por lá, na tentativa de mostrar o que não fazem na prática: discutir e elaborar um plano de trabalho de longo prazo, com o Executivo, no planejamento de projetos que evitem o caos a cada temporal que cai em Campo Grande. Não faltaram trocadilhos e piadinhas a respeito de mais um jogo de cena dos nobres edis. Dá licença, vai!...

Coluna Diálogo

Preocupante

Mais de 50% dos jornalistas no Brasil apresentam sintomas de depressão. O dado faz parte da pesquisa Condições de Trabalho e Saúde Mental de Jornalistas no Brasil, lançada durante reunião do Conselho de Comunicação Social (CCS) do Congresso, no Senado.

Mais

A pesquisa contou com a participação de 257 jornalistas brasileiros, que responderam a um questionário on-line. Ainda de acordo com os dados, 47,8% dos entrevistados informaram sofrer com estresse e 47,9% têm insônia.

Coluna DiálogoNádia Bana Povh e Miguel Povh Filho, que hoje comemoram 63 anos de casamento (Bodas de Sândalo). Foto: Arquivo Pessoal
Coluna DiálogoMaisa Monseff. Foto: Arquivo Pessoal

Afinados

Caso sejam eleitos, o ex-governador Azambuja e o governador Riedel terão papel importante na escolha do futuro presidente da Assembleia Legislativa. O grupo político que reúne aliados de ambos e alimenta pretensões para comandar o Legislativo terá de estar muito bem afinado com os dois. Afinal, a palavra de quem ocupa posição de liderança costuma pesar, e muito, nesse tipo de escolha. Quem imaginar que basta contar votos e ignorar as articulações políticas poderá acabar descobrindo que a conta não fecha. Para ser ungido, será preciso mais do que vontade. Caso contrário, é apenas ilusão. A conferir!

Sonho meu...

O deputado federal Vander Loubet (PT) começou a fazer as contas dos votos que poderá receber na disputa por uma cadeira no Senado nas eleições deste ano. Depois de somar, multiplicar e tirar a “prova dos nove” de cada região de Mato Grosso do Sul, há quem diga que ele já começou a sonhar com a segunda vaga de senador. Se o seu cálculo estiver correto, quem estaria com a eleição ameaçada seria o Capitão Contar (PL), bolsonarista de carteirinha. Sei não...

Cara de pau

Que coincidência, hein?! Bastou o nome de Flávio Bolsonaro ganhar um pouco mais de fôlego nas pesquisas, para o Planalto descobrir que “há espaço fiscal” no caixa. O governo anunciou reajuste de 15% no Bolsa Família e na maior cara de pau ainda informa que não tem nada a ver com o “calendário eleitoral”. Pode?

ANIVERSARIANTES

  • Ana Carolina Pires de Rezende Coutinho,
  • Geise Helena da Silva,
  • Renan Vera de Almeida,
  • Celina Colman de Oliveira,
  • Rafaela de Queiroz Rodrigues da Cunha Feitosa,
  • Luis Adriano Garcia Corrêa,
  • Efigenia Gavilan Franco,
  • João Henrique Souza Guerino,
  • Mateus Garcia Pires,
  • Maria Lice Fernandes Couto Citino,
  • José Valeriano de Souza Fontoura,
  • Maucir Pauletti,
  • Wanderlan Marques Dorneles Silveira,
  • Amanda Denise de Lima,
  • Wolmir Silva de Farias,
  • Ademir Koki Tibana,
  • Antonio Foletto,
  • Derly Ramão Lopes,
  • Osvaldo Francisco dos Santos,
  • Cristiane Gomes,
  • Eduardo Esgaib Campos,
  • Guilherme Ferreira Dutra Júnior,
  • Oilton Albres da Silva,
  • Yone Silveira de Mello,
  • Rafael Arnaldi,
  • Carolina Dalpasquale Gomes,
  • Valrícia Miranda de Oliveira Moraes,
  • Felix Sorgatto,
  • Laura Regine Silveira,
  • Alvaro Ramos do Amaral,
  • José Marcos Maksoud,
  • Dra. Paulinne de Souza Arruda,
  • Vera Lúcia Castelli,
  • Elton Soares Timoteo,
  • Agnaldo dos Santos Souza,
  • Manoel Ferreira Nery,
  • Augusto Martinho,
  • Othavio Fernandes Siqueira,
  • Dr. Francisco Wilson Rocha,
  • Vânia Aparecida dos Santos Mugartt,
  • Aline Rodrigues Zacarini,
  • Lúcia de Toledo Câmara Neder,
  • Lucy Kosurian Sayegh,
  • Francisca Galvão,
  • Walter Augusto Martinho,
  • Adair Aparecido de Freitas,
  • Aryovaldo Maria Bento,
  • Norman Gomes,
  • Zirley de Moraes Lima,
  • Cristovão Espíndola,
  • César Augusto Herwiny,
  • Doroteia Aparecida da Glória Terencio,
  • Joana Molina Rodrigues,
  • Liliane Paschoaletto Trindade,
  • Cleber Teixeira Mello,
  • Marco Aurélio Pallacio,
  • Ruggero Barbosa Ferraz,
  • Fernando João Rosa Serra,
  • Adair Garcia Anache,
  • Roberto Alexandre Ajul Rezende,
  • Leonardo Farias da Silva,
  • Josevaldo Cordeiro Manso,
  • Nelson Ribeiro Peres,
  • Otavio Adami Gomes,
  • Pierangelo Camillo,
  • Luiz Edmundo Ramos Freire,
  • Sandra Regina Motta,
  • Raul Vítor dos Santos,
  • Márcio Vieira Menezes,
  • Rodrigo Lima Arakaki,
  • Dra. Rosa Cristina Miranda Zimmermann,
  • Marcelo Ribeiro Vorus,
  • Rosângela Yule Queiroz,
  • Francisco Carlos Nogueira de Rezende,
  • Inácio Clacier Roeder,
  • Aldenir Lima da Silva,
  • Valdeir Marques dos Santos,
  • José Martins Coutinho,
  • Efigênia Espindola Gimenes,
  • Rosa Maria Iazer,
  • Ana Fátima Belalian Corrêa da Silva,
  • Orlando Teixeira,
  • Giulliano Lima da Cunha,
  • Isaac Rodrigues dos Santos,
  • Mohamad Akrama Eljaji,
  • Leandra Henriques Bunazar Abes,
  • Orivaldo Pereira,
  • Dielze Almeida Rosa,
  • Eliza Yule,
  • Flávio Casarim Moretti,
  • Ana Paula Dyszy,
  • Hermes Bocca Salineiro,
  • Carla de Fátima Monteiro Corrêa Machado,
  • José Orlando Marques Pedrosa,
  • Michael Luiz Menuci,
  • Jucli Teresinha Stefanello Peruzo,
  • Aislan Luis Massoni,
  • Juliano Folle,
  • Diego Gatti,
  • Roberto Carlos Zulato,
  • Valter Carlos Rossignollo Venditti,
  • Henrique Ribeiro Benatti,
  • Jaqueline Duarte Yusuf,
  • Valdir Matos Betonti.

COLABOROU TATYANE GAMEIRO *

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