Hoje, 21 de março, marca o Dia Mundial da Síndrome de Down, uma data de reflexão e conscientização sobre a inclusão das pessoas com essa condição genética no mercado de trabalho. Este ano, a Escola Superior da Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul sediou um evento de extrema importância, destacando o tema "Trocar o Preconceito por um novo Conceito: A Inclusão das Pessoas com Síndrome de Down no Mercado de Trabalho".
O palestrante, Dr. Gabriel Leandro, psicólogo especializado na metodologia do emprego apoiado, ressaltou a importância de mudar os estereótipos e oferecer oportunidades reais de trabalho para as pessoas com Síndrome de Down. Ele enfatizou que o trabalho não apenas proporciona uma fonte de renda, mas também aumenta a autoestima, a confiança e contribui para a construção de uma vida significativa.
"Quebrar mitos e estereótipos das pessoas com Síndrome de Down no mercado de trabalho. A validade de ter um emprego, a autoestima, confiança, tudo isso faz parte da construção humana, do ser humano. Quando temos esses exemplos do Dan, isso motiva, dá esperança às famílias que acabam de descobrir que têm um filho com down. É colorir esse futuro. Uma vida feliz e grandiosa é justamente o que o trabalho traz. A missão é trocar a palavra exclusão pela palavra oportunidade", defende o psicólogo e representante do instituto Mano Down.
Arquivo pessoalDaniel Leite Goulart, Ajudante Parlamentar Júnior do Senado Federal, compartilhou sua experiência pessoal, demonstrando que pessoas com Síndrome de Down são capazes e estão prontas para integrar-se ao mercado de trabalho. Sua jornada inspiradora, que inclui passagens por diferentes setores profissionais, mostra que com apoio e oportunidades adequadas, todos podem alcançar seus objetivos.
“Eu fico tão feliz e orgulhoso de mim mesmo. Já trabalhei na Unimed, no restaurante Recanto das Ervas e agora trabalhando no Senado estou até pensando em me mudar para Brasília. Quem tem Down são pessoas que facilmente estão aptas a estarem no mercado de trabalho”, destaca Daniel, que também é músico e compositor.
O psicólogo ressaltou que, no Brasil, 18,6 milhões de pessoas têm algum tipo de deficiência, mas apenas 26,6% estão empregadas, em comparação com 60,7% da população geral. Ele desafiou a sociedade a questionar o que pode ser feito para mudar essa realidade, enfatizando que a inclusão não é apenas uma questão de justiça social, mas também uma oportunidade para enriquecer o ambiente de trabalho com diversidade e talento.
Waleria Leite, mãe de Daniel, compartilhou seu orgulho pelo progresso de seu filho e destacou a importância de oferecer autonomia e oportunidades educacionais desde cedo. Ela enfatizou que, com apoio e estímulo adequados, as pessoas com Síndrome de Down podem alcançar seu pleno potencial.
“Este é um dia particularmente de reflexão. Momento de olharmos como estamos lidando com as nossas dificuldades e necessidades. Fala-se tanto em preconceito, mas penso que sentimentos como a indiferença dói na alma igualmente. Desejo um mundo mais tolerante para os meus filhos e netos”, celebra a mãe de Dan, a jornalista Waleria Leite.
Além de ser uma data de celebração, o Dia Mundial da Síndrome de Down é uma oportunidade para promover uma mudança de paradigma. A campanha "Conosco, não para nós", destaca a importância de uma abordagem baseada nos direitos humanos, que reconheça o potencial e a dignidade de todas as pessoas, independentemente de suas habilidades.
É crucial lembrar que a Síndrome de Down não é uma doença, mas sim uma condição genética que requer apoio e compreensão. Com o devido acompanhamento médico e estímulo, as pessoas com Síndrome de Down podem superar desafios e contribuir de maneira significativa para a sociedade.
Neste Dia Mundial da Síndrome de Down, o Correio B reforça a importância do respeito à diversidade, por um mundo onde todos tenham oportunidades iguais de realização e sucesso profissional.
Pai bugio-preto - Foto: Divulgação


