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Peça "Casa, Comida e Alma Lavada" terá apresentação em MS

Sob uma perspectiva única, o espetáculo alterna entre os pontos de vista feminino e masculino sobre situações cotidianas do matrimônio

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No próximo dia 31 de janeiro, o Palácio Popular da Cultura, em Campo Grande, será palco da turnê da obra "Casa, Comida e Alma Lavada". Com interpretação de Bianca Rinaldi e Rodrigo Phavanello, a peça é uma comédia teatral que mergulha no relacionamento do casal Tânia Mara e Luís Alberto ao longo de vinte anos de casamento.

Sob uma perspectiva única, o espetáculo alterna entre os pontos de vista feminino e masculino sobre situações cotidianas, enquanto satiriza os defeitos e manias de cada um, com uma capacidade de fazer o público rir e se identificar com os dilemas e manias que muitos casais enfrentam.

Dividida em episódios, a história começa nos tempos de namoro, quando Tânia Mara fala romanticamente ao telefone com sua amiga sobre o seu namorado. À medida que avança para o casamento, a empolgação diminui e as conversas revelam uma visão menos entusiasmada sobre o marido. Eventualmente, pequenas peculiaridades como o hábito de Luís Alberto de usar meias pretas para dormir se tornam motivo de desdém por parte de Tânia Mara. 

Com diálogos separados direcionados à plateia, o casal expõe os altos e baixos do casamento, convidando o público a se identificar com suas experiências. 

O clímax da peça é alcançado quando Tânia Mara e Luís Alberto reconhecem os aspectos positivos de sua jornada juntos, revelando a beleza e a importância de compartilhar a vida com alguém por tanto tempo.

Serviço

Casa, Comida e Alma Lavada.
Comédia teatral com Bianca Rinaldi e Rodrigo Phavanello.

  • Dia 31 de Janeiro, às 20 horas
  • Local: Palácio Popular da Cultura
  • Classificação indicativa: 10 anos

VALORES 1º LOTE

Setor B = 180,00
Setor B - Meia =  90,00

Setores A, C e E = 160,00
Setores A e C - Meia =  80,00 

Setores D e F = 140,00
Setores D e F - Meia = 70,00

ONDE COMPRAR:

STAND COMPER JARDIM DOS ESTADOS
Informações pelo WhatsApp (067) 99296-6565
De segunda-feira à sábado, das 13h às 19hs

PELA INTERNET
https://bileto.sympla.com.br/event/112832/d/347582   

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Peça "O Pagador de Promessas" tem apresentação única neste domingo (18)

Obra propõe uma reflexão direta sobre o que é Deus e sobre como a fé, quando apropriada por sistemas de controle, pode converter um fiel em herege

15/01/2026 17h30

Divulgação

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O clássico da dramaturgia brasileira escrito por Dias Gomes, O Pagador de Promessas, terá apresentação única na noite deste domingo (18) que marcará o encerramento da turma avançada de teatro da Escola ADOTE.

A obra, reconhecida por sua força crítica e atualidade, ganha nova leitura ao abordar, de forma sensível e contundente, a intolerância religiosa e os conflitos entre fé popular e as instituições de poder. 

A peça

A trama acompanha Zé-do-Burro, um homem simples que, ao tentar cumprir uma promessa feita a Santa Bárbara — promessa esta marcada pelo sincretismo religioso com os cultos de matriz africana —, vê-se impedido de entrar na igreja por autoridades religiosas.

O gesto de fé, inicialmente íntimo e genuíno, transforma-se em um embate público, revelando como dogmas, interesses e estruturas institucionais podem distorcer a espiritualidade e afastar-se do povo. 

Nesta montagem, a encenação propõe uma reflexão direta sobre o que é Deus e sobre como a fé, quando apropriada por sistemas de controle, pode converter um fiel em herege. 

A partir de uma linguagem dramática que preserva a leveza e momentos de humor característicos do texto, o espetáculo dialoga tanto com o público que busca entretenimento quanto com aqueles que desejam aprofundar-se nas camadas políticas, sociais e filosóficas da obra.

Pequenos gestos e decisões cotidianas revelam-se capazes de desencadear grandes tragédias, questionando os limites entre devoção, intolerância e poder. 

Com direção de Iago Arimura, o elenco conta com: Yuri Azevedo, Yasmim França, Regina Monique, Mateus Amado, Gabriel Dio, Jean Bastos, Júlia Mota, Beatriz Bergler, Carol Okama, Rafaele Lucena, Renata Ramos, Eloá Nowak, Renato Passos, Bryan Souza, Ana Caroline, Smaile Kruki, Diego Amaral e André Castro. 

O figurino é feito por Dáffiny Lemes, o cenário por Daniel Viera e Carol Okama e o design gráfico por Cristian Zaballos.

Serviço 

Data: 18 de janeiro de 2026 
Horário: 19h 
Local: Teatro Aracy Balabanian 
Cidade: Campo Grande – MS 
Ingressos: R$ 30,00 

MÚSICA

Luísa Sonza dá uma guinada na carreira com o lançamento de "Bossa Sempre Nova"

Álbum gravado em 2025, em parceria com Roberto Menescal e Toquinho, dois expoentes do gênero que reinventou e internacionalizou a música brasileira; "Samba de Verão", "Triste" e "O Barquinho" estão no repertório

15/01/2026 13h00

A cantora gaúcha, de 27 anos, ao lado do veterano bossa-novista Roberto Menescal, atualmente com 88 anos

A cantora gaúcha, de 27 anos, ao lado do veterano bossa-novista Roberto Menescal, atualmente com 88 anos Divulgação / Pam Martins

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Ela fez um dos shows mais concorridos do MS ao Vivo de 2025, levando 40 mil pessoas ao Parque das Nações Indígenas, na abertura do projeto musical, em maio. Agora, com o lançamento de seu quarto álbum, Luísa Sonza deve voltar a surpreender o seu público.

“Bossa Sempre Nova”, gravado em 2025, ao lado de Toquinho e Roberto Menescal, mostra que o flerte com a bossa nova iniciado com “Chico”, canção do álbum “Escândalo Íntimo” (2023), deu frutos. O novo trabalho tem 14 faixas e já está disponível nas plataformas digitais.

Menescal integra a primeira geração da bossa nova, a que despontou no fim dos anos 1950 e que se consagraria já em 1962, com o antológico show no Carnegie Hall, em Nova York.

O guitarrista e violonista coproduziu oito faixas do álbum, incluindo quatro clássicos de sua prolífica parceria com Ronaldo Bôscoli, além de sua primeira composição com Luísa Sonza. Já Toquinho, último parceiro de Vinicius de Moraes (1913-1980), é o violonista e coprodutor das outras seis faixas do disco.

Gravado em 2025 de forma orgânica, com a cantora e os instrumentistas face a face nos estúdios, quase sem cortes e edições, “Bossa Sempre Nova” mostra de forma cristalina o quanto o estilo nascido no fim dos anos 1950 mantém o frescor na voz de Luísa. Parodiando outro clássico (“Desafinado”), é bossa nova, é muito natural.

Composições e interpretações confirmam que o flerte é sério. O timbre é o mesmo, mas a cantora soa mais direta, leve como o estilo sedimentado por João Gilberto pede.

Selecionado por Luísa, com exceção da inédita “Um Pouco de Mim” (Sonza e Menescal), o repertório alterna clássicos e composições menos conhecidas, mas que, do mesmo modo, podem ser consideradas pérolas do gênero que botou a música brasileira no mundo.

OS PARCEIROS

Foi por volta de 2022 que Luísa virou, em suas próprias palavras, uma “rata da bossa”. Daquelas que são capazes de visitar uma loja de vinil especializada no Japão e, em casa, é vigiada de perto por Menescal e Jobim, dois dos seis felinos que dividem o lar com ela e mais quatro cachorros.

A cantora gaúcha, de 27 anos, ao lado do veterano bossa-novista Roberto Menescal, atualmente com 88 anosDesde que gravou “Chico”, faixa de “Escândalo Íntimo” (2023), seu terceiro álbum, Luísa Sonza vinha flertando com a bossa nova Foto: Divulgação / Pam Martins

Desde que os dois se conheceram, Menescal foi o principal incentivador do projeto. Há dois anos, certa noite, em encontro no camarim após um show de Paula Toller, o autor de “O Barquinho” contou o quanto gostara de “Chico”, sugerindo que a cantora avançasse mais fundo nessa praia.

Eles mantiveram contato e, inicialmente, Luísa e o produtor Douglas Moda, com quem trabalha desde seu segundo disco, “Doce 22”, pensaram em gravar uma We4 Sessions Live – projeto de performances musicais ao vivo com transmissão pela internet – com Menescal.

Durante os primeiros encontros para a série produzida por Moda, o projeto virou um disco inteiro, reforçado pela participação de Toquinho. Luísa comentara de como este seria perfeito para uma música, mas não sabia como chegar até ele. Douglas Moda não só tinha o número como mantinha contato frequente com Toquinho.

Após as sessões cariocas, com Roberto Menescal (guitarra e violão, e voz em “Você”) e grupo (baixo, bateria, piano, teclados e eventuais sopros), a produção foi concluída em São Paulo, pilotada por Luísa e Moda. Entre as canções selecionadas estão quatro da dupla Menescal e Bôscoli – “O Barquinho”, “Você”, “Ah, Se Eu Pudesse” e “Nós e o Mar”.

CLÁSSICOS

Já a parceria inaugural, “Um Pouco de Mim”, foi escrita por Luísa durante uma temporada em Los Angeles e estava separada para seu quarto disco de carreira, “LS4”.

A cantora gaúcha, de 27 anos, ao lado do veterano bossa-novista Roberto Menescal, atualmente com 88 anosA cantora gaúcha, de 27 anos, ao lado do veterano bossa-novista Roberto Menescal, atualmente com 88 anos - Foto: Divulgação / Pam Martins

Por sugestão de Douglas Moda, aceita pela cantora “desde que a capella”, um áudio foi enviado para Menescal, que botou seu violão, deu um trato na harmonia e no formato.

Outra faixa, captada somente com Menescal ao violão e a voz de Luísa, “Diz que Fui por Aí” é clássico samba de Zé Keti (1921-1999) e Hortêncio Rocha, gravado por Nara em seu primeiro álbum, em 1964, inaugurando a MPB.

TOQUINHO

A intenção inicial de fugir dos clássicos não resistiu à química perfeita conseguida por eles na solar “Samba de Verão” (Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle) e na soturna “Triste” (Tom Jobim). Esta, uma das faixas de “Elis e Tom”, o álbum preferido de Luísa, na voz de sua cantora (e conterrânea) “favorita”.

Convite aceito para se juntar a “Bossa Sempre Nova”, Toquinho começou a trabalhar na concepção de suas faixas.

Até, após ouvir o que Luísa gravara com Menescal, sentir que o sarrafo estava lá em cima. Pediu mais tempo para rearranjar e manter o padrão nas seis faixas, que também alternaram formações de voz e violão ou com grupo.

No primeiro encontro no estúdio, para pegar o tom de Luísa, Toquinho escolheu “Águas de Março” e, assim, ela e Douglas perceberam que mais um clássico dos clássicos de Jobim (e também do repertório de “Elis e Tom”) não tinha como ficar de fora.

Voz de Luísa e violão (e voz) de Toquinho se dão muito bem e passam o recado em mais duas canções, ambas da parceria dele com Vinicius de Moraes, “Carta ao Tom 74” e “Tarde de Itapoã”.

Entre as três sob acompanhamento do grupo estão: um afro-samba de Vinicius e Baden Powell (“Consolação”); uma das primeiras canções de Vinicius, “Onde Anda Você” (parceria com Hermano Silva lançada em 1953); e, fechando o disco, “Só Tinha de Ser com Você” (Tom Jobim e Aloysio de Oliveira).

Esta é outra canção de “Elis & Tom”, mas que, em 1965, ano de seu lançamento por Jobim, tinha sido gravada em versão instrumental por Toquinho.

ALÉM DO POP

“Chico” foi o sinal mais forte da paixão por bossa nova e MPB. Mas, “Escândalo Íntimo”, terceiro álbum de carreira, trazia outros indícios de que a estrela pop por excelência do Brasil na terceira década do século 21 transcendia os limites do gênero.

Entre eles, na faixa-título e de abertura, o sample do tema instrumental “Quarto de Hotel” (Hareton Salvanini), que ela conta ter conhecido no canal de TikTok de um estrangeiro.

A cantora gaúcha, de 27 anos, ao lado do veterano bossa-novista Roberto Menescal, atualmente com 88 anos Foto: Divulgação/Pam Martins

Já em “Luísa Manequim”, o sample com o refrão e a batida que serve de base veio de uma canção de Abílio Manoel (“Luiza Manequim”), artista dos anos 1970 (português, mas criado em São Paulo) que foi redescoberto por colecionadores de vinil ao redor do mundo.

Se restava dúvida, fechando o disco lançado em 2023, estava o dueto com Caetano Veloso em “You Don’t Know Me”.

As participações e parcerias nos discos de Luísa Sonza cobrem um amplo espectro da música brasileira (e internacional): pop, sertanejo, funk, rap e MPB, entre outras vertentes.

Ecletismo que vem desde o início precoce, em Tuparendi (RS), cidade gaúcha “quase no fim do mundo”, como a própria cantora define, perto da fronteira com a Argentina.

Na banda de bailes Sol Maior, na qual entrou aos 7 anos de idade, o repertório ia da “música de igreja a hits da pista de dança”. De “Monte Castelo” (Legião Urbana) a “Whisky à Go-Go” (Roupa Nova), passando por Beatles, Queen, Sandy & Junior, sertanejo e até “Garota de Ipanema”.

Durante a adolescência, a garota de Tuparendi botou a cara e a voz no YouTube, ganhando o rótulo de “rainha dos covers”. Aos poucos, passou também a compor. Em 2016, ingressou no curso de Direito, mas desistiu da universidade, na cidade de Santa Maria (RS), em menos de um mês.

No ano seguinte, lançou seu primeiro EP e também marcou presença nas redes sociais e na TV como atriz e em reality shows. Estourou a partir do álbum “Pandora” (2019) e seguiu, com mais sucesso, nos disco seguintes, “Doce 22” (2021) e “Escândalo Íntimo” (2023).

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