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Pet B+: Pets no veículo: o que diz a Lei sobre o transporte de animais

Vai viajar e levar seu pet? Conheça a legislação sobre o transporte de animais no carro

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Sabia que o Brasil tem a terceira maior população de pets do mundo? De acordo com a empresa de consultoria GFK, são 149 milhões de cães, gatos, aves e outros bichos.

Mas, quem não abre mão de ter sempre seu amigão de quatro patas ao lado precisa ficar atento ao que diz a legislação sobre o transporte de animais no carro.

Seguindo as regras, o condutor evita as multas e penalidades, além de garantir o bem-estar e a segurança do próprio bichinho, dos demais passageiros e das outras pessoas nas ruas.

Segundo a pesquisa da GFK, 76% dos brasileiros têm pelo menos um animal de estimação em casa, que, em 58% das vezes, é um cachorro. Mas na hora de passear de carro, não basta fazer o bichinho subir no veículo. É importante seguir as normas do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) sobre o transporte de animais.

Basicamente são dois os artigos que tratam especificamente sobre cães e gatos no carro:

O art. 252 do CTB, em seu inciso II, proíbe dirigir “transportando pessoas, animais ou volumes à sua esquerda, ou entre os braços e pernas”. Quem insistir está incorrendo em infração média, com multa de

R$130,16 e ainda levar 4 pontos na Carteira Nacional de Habilitação.

Já o art. 235 do CTB diz que conduzir “pessoas, animais ou carga nas partes externas do veículo, salvo quando devidamente autorizado” é infração grave. A penalidade é multa no valor de R$ 195,23 e 5 pontos na carteira.

Isso significa que, mesmo que você tenha uma pick-up, não pode levar seu animal de estimação na caçamba e nem mesmo deixa-lo com a cabeça pela janela ou qualquer parte do corpo para fora do carro quando estiver em movimento.

Foto: Divulgação

Há ainda um outro artigo, o 169 do CTB, que não trata diretamente do assunto, mas está relacionado ao transporte de animais. De acordo com a lei, “dirigir sem atenção ou sem cuidados indispensáveis à segurança” é uma infração leve, também sujeito a multa e pontos na carteira de motorista.

Ou seja, se o pet estiver solto pelo carro e acabar atrapalhando a atenção na estrada de alguma forma, o motorista também pode ser multado.

E, em todos esses casos, além de receber a multa, o condutor só vai poder retomar a jornada depois de adequar o amigão às normas do CTB.

A seguir, a Zignet lista uma série de dicas para que ande com transporte seu animalzinho com segurança e seguindo as leis:

Acessórios de segurança para o transporte de animais:
Se levar animais no carro pode não ser tão fácil quanto parece, também não chega a ser um bicho de 7 cabeças. Afinal, há uma grande variedade de acessórios de segurança para os pets.

Caixa transportadora

A caixa transportadora é uma solução bastante segura, mas o ideal é fazer com que o animal associe o acessório a uma coisa agradável e divertida. Uma dica é deixar que ele brinque e se familiarize com a caixa no carro, ainda com o veículo parado. A ideia é que ele não fique estressado durante a viagem, mas sim confortável e relaxado na caixa.

Outro ponto importante é comprar a caixa transportadora de acordo com o tamanho do pet.  Ela deve ser grande o bastante para que ele consiga dar uma volta completa lá dentro.

Durante todo o tempo de transporte dos animais a caixa deve estar bem fechada e fixada com o cinto de segurança. A dica, nesse caso, é colocar a caixa transportadora atrás de um dos bancos dianteiros, ajudando a evitar que ela tombe.

Cestinha para pet

Se seu pet for um gato ou um cachorro de pequeno porte (entre 0,5Kg e 15Kg e até 43 cm de altura) a cestinha é o ideal. A fixação no banco também deve ser feita passando o cinto de segurança em volta e deixando as alças presas no encosto de cabeça do banco traseiro.

Adaptador para cinto de segurança

Há pets que não conseguem se acostumar com caixa transportadora, mas há uma boa solução para isso: o adaptador para cinto de segurança, também conhecido como cinto de segurança para cães.

O equipamento é um dos mais populares e serve em cães de todos os portes. O adaptador é composto por uma coleira peitoral que passa pelos ombros e costas, deixando o bichinho bem seguro.

A outra ponta deve ser fixada na trava do cinto de segurança do carro ou no encosto para cabeça do banco traseiro, dependendo do modelo. Dessa forma o animal fica preso, evitando que seja arremessado para a frente em caso de freada brusca ou acidente.

Foto: Divulgação

Grades e gaiolas

Há ainda outras soluções bastante interessantes, confortáveis e eficientes para a segurança no transporte de animais no carro. As grades, por exemplo, podem ser colocadas entre os bancos dianteiros e suas laterais, evitando que o cão tenha acesso à parte da frente do carro.

Mas apesar de manter o animal longe do motorista, ele ainda assim fica solto lá atrás, podendo ser arremessado entre os bancos em caso de acidente. Por isso, a grade é recomendada apenas para os cães de porte grande ou gigante (acima de 25Kg e com mais de 70 cm de altura) que não caibam nos outros acessórios.

Já as gaiolas são recomendadas para animais pequenos, como coelhos, hamsters e pássaros. Elas também devem ser bem presas ao banco com o cinto de segurança, mas nesse caso a recomendação é que sejam cobertas com um pano fininho para reduzir o estresse causado pelo balanço do carro.

Dicas para um transporte de animais mais seguro:
Geralmente os bichinhos não estão muito acostumados a andar de carro, por isso, o transporte de animais deve oferecer segurança, mas também todo conforto para que ele não se sinta mal na viagem. Para isso você pode tomar alguns cuidados especiais:

Faça passeios curtos até o pet se acostumar Se vocês vão encarar uma viagem longa, a dica é fazer passeios curtos antes da data para o pet se habituar ao balanço do carro e ao equipamento de segurança.

Procure associar a ocasião a uma situação boa, dando algum tipo de recompensa na volta. Também faça paradas estratégicas e regulares também ajudam a relaxar e é uma boa oportunidade para seu animal de estimação beber água e fazer xixi.

Tente adaptar o veículo: brinquedos e petiscos Torne o veículo um lugar agradável para o seu pet, com coisas que lhe são familiares. Coloque a manta ou o travesseiro que ele mais gosta, os brinquedos favoritos e até dê um petisco de vez em quando. Para evitar que ele enjoe durante o percurso, consulte um veterinário e solicite um antiemético de prevenção ao enjoo do movimento.

Os cães adoram sentir o vento batendo na cara com a velocidade, mas além de ser proibido pelo CTB, com multa e pontos na CNH, essa situação também é um perigo para o pet, já que insetos, outros pequenos bichinhos e até pedriscos soltos podem entrar nos olhos do bichinho prejudicando definitivamente a visão. Além disso, o vento pode causar ressecamento ocular e úlcera na córnea.

Mantenha uma temperatura agradável no veículo:

Com as janelas fechadas o carro pode se tornar uma estufa se não tiver ar-condicionado. Nesse caso, abra apenas a parte de cima da janela, de forma a haver troca de ar.

Além disso, os cães são mais sensíveis ao calor, então procure manter uma temperatura fresquinha no carro. E não esqueça de que a boa hidratação é fundamental para a saúde e o bem-estar do animal, então forneça água fresca durante o trajeto.

Ao seguir as orientações do CTB você está evitando multas por transporte inadequado de animais, mas também dando uma demonstração de amor, cuidado e carinho com seu pet.

Astrologia Correio B+

A energia do Tarô da semana entre 14 e 20 de setembro. Período de celebrar as vitórias e esforços

O Seis de Paus anuncia uma semana de vitórias, reconhecimento e confiança para celebrar os frutos do esforço e assumir o próprio valor. Depois de um período de lutas e persistência, conquistas começam a ganhar forma e a produzir resultados visíveis.

13/09/2026 12h00

A energia do Tarô da semana entre 14 e 20 de setembro. Período de celebrar as vitórias e esforços

A energia do Tarô da semana entre 14 e 20 de setembro. Período de celebrar as vitórias e esforços Foto: Divulgação

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Há momentos em que a vida nos coloca diante de uma pergunta aparentemente simples: somos capazes de reconhecer o nosso próprio valor antes que alguém venha reconhecê-lo por nós? O Seis de Paus chega esta semana trazendo essa reflexão.

É uma carta tradicionalmente associada à vitória, ao sucesso e à visibilidade, mas sua mensagem mais profunda talvez esteja menos no aplauso que vem de fora do que na capacidade de perceber, por dentro, o caminho que já foi percorrido.

Na imagem tradicional do Tarô, vemos uma figura que retorna de uma batalha sendo recebida e celebrada. Há ali a sensação de triunfo, de missão cumprida, de algo que finalmente deu certo depois de esforço e persistência.

Mas nem toda vitória precisa ser grandiosa aos olhos do mundo. Algumas das batalhas mais importantes acontecem em silêncio. Podem significar vencer uma insegurança, sustentar uma decisão difícil, abandonar uma dúvida antiga, concluir aquilo que parecia interminável ou simplesmente voltar a acreditar em si mesmo.

É por isso que o Seis de Paus pode falar de reconhecimento, mas não necessariamente de fama. Às vezes, o que chega é uma confirmação discreta: um elogio, uma resposta positiva, uma aprovação, um convite, uma oportunidade ou uma situação que finalmente começa a caminhar.

Pequenos acontecimentos podem adquirir um significado maior quando aparecem depois de um período em que foi preciso continuar sem qualquer garantia de resultado.

Existe, nessa carta, uma espécie de passagem entre o esforço invisível e aquilo que começa a ser percebido. Talentos podem encontrar espaço, projetos podem ganhar atenção e pessoas que vinham trabalhando nos bastidores podem ser chamadas para ocupar uma posição mais evidente. O que foi construído com dedicação deixa de passar despercebido.

Daí a frase que sintetiza uma de suas mensagens: “Seja excelente.”

Não como uma exigência de perfeição, mas como um convite para reconhecer aquilo que fazemos particularmente bem. Ninguém faz exatamente o que você faz da maneira como você faz. Cada pessoa possui habilidades, experiências, sensibilidades e uma combinação de características que não pode ser reproduzida. O Seis de Paus pede que isso seja assumido sem constrangimento.

Talvez você tenha aprendido, em algum momento, que chamar atenção demais poderia ser perigoso. Que era melhor não falar sobre as próprias qualidades, não ocupar muito espaço, não parecer pretensioso. Talvez tenha desenvolvido o hábito de diminuir uma conquista antes que alguém pudesse diminuí-la por você. Ou tenha evitado mostrar determinado talento por receio de provocar inveja, críticas ou desconforto.

O problema é quando a modéstia deixa de ser uma escolha e passa a ser uma forma de invisibilidade.

O Seis de Paus lembra que reconhecer uma capacidade não é o mesmo que acreditar ser superior. Falar sobre o próprio trabalho não significa desmerecer o trabalho alheio. Aceitar um elogio não é arrogância. Existe uma diferença importante entre vaidade e consciência do próprio valor.

A carta também pode nos fazer olhar para a maneira como buscamos aprovação. Ser reconhecido é agradável. Afinal, todos precisamos, em alguma medida, sentir que aquilo que fazemos é visto e tem significado. Mas existe uma diferença entre receber reconhecimento e depender dele.

Quando a autoestima passa a depender exclusivamente do olhar externo, o elogio se transforma em necessidade. Cada aprovação confirma o nosso valor por alguns instantes; cada silêncio pode parecer uma rejeição. A comparação cresce, e até a conquista de outra pessoa pode ser interpretada como uma ameaça à nossa própria importância.

Essa é a sombra do Seis de Paus: transformar a vitória em competição.

A carta propõe o movimento contrário. É possível celebrar uma conquista sem precisar ser melhor do que ninguém. É possível gostar de ser admirado sem transformar a admiração em medida de valor. É possível receber os aplausos quando eles chegam e, ainda assim, saber quem somos quando eles cessam.

Talvez essa seja uma das maiores maturidades sugeridas pelo Seis de Paus: não precisar diminuir a própria luz, mas também não precisar usá-la para ofuscar ninguém.

Na vida prática, a carta pode aparecer justamente quando é necessário ocupar um lugar que já foi conquistado. Apresentar uma ideia, falar sobre um projeto, pedir uma remuneração mais justa, rever os próprios preços, candidatar-se a uma posição, assumir uma liderança ou simplesmente dizer com clareza o que se pensa. Há momentos em que esperar que os outros percebam espontaneamente o nosso valor pode significar esperar tempo demais.

Isso não significa transformar a própria vida em uma vitrine. Significa não esconder aquilo que temos a oferecer.

O Seis de Paus também fala sobre a importância de reconhecer a própria trajetória. Talvez você esteja olhando apenas para aquilo que ainda falta e não consiga perceber o quanto já avançou.

Talvez esteja tão acostumado às próprias conquistas que já não as considere conquistas. Ou tenha colocado a régua tão alto que nenhum resultado parece suficiente.

A carta sugere uma pausa para olhar para trás.

Não para viver de glórias passadas, mas para compreender o que foi necessário atravessar até chegar aqui. Há uma diferença entre acomodar-se diante do que já foi conquistado e permitir-se reconhecer o caminho percorrido. Uma coisa interrompe o movimento; a outra devolve confiança para continuar.

Por isso, esta pode ser uma semana de pequenas vitórias que funcionam como sinais de confirmação. Não necessariamente o grande triunfo que muda tudo de uma vez, mas aquela sensação de que alguma coisa finalmente começa a responder.

Uma porta que se abre, uma conversa que avança, um trabalho que é valorizado, uma oportunidade que surge ou simplesmente a percepção íntima de que uma antiga insegurança já não tem o mesmo poder.

O Seis de Paus nos lembra que algumas vitórias precisam primeiro ser reconhecidas por nós para depois serem reconhecidas pelo mundo.

E talvez seja esse o verdadeiro sentido de “ser excelente”: não tentar corresponder a uma imagem ideal de perfeição, mas levar a sério aquilo que existe de singular em nós. Desenvolver nossos talentos. Dar forma ao que sabemos fazer. Permitir que nosso trabalho fale. E não pedir desculpas por ocupar o espaço que conquistamos.

No fim, a pergunta da carta não é apenas se os outros reconhecem você. É se você próprio consegue reconhecer a pessoa que se tornou depois de tudo o que atravessou. Porque há momentos em que o aplauso mais importante não vem da plateia. Vem de dentro.

No amor, o Seis de Paus traz magnetismo, confiança e reconhecimento. É uma carta que pode devolver entusiasmo às relações e favorecer uma retomada da admiração pelo parceiro e pela história construída a dois. As conquistas de um podem ser motivo de alegria para o outro, fortalecendo a parceria por meio de incentivo e orgulho mútuos.

Também pode haver mais disposição para tornar um vínculo visível, com encontros, convites, planos e demonstrações de afeto. Para os casais, o momento favorece olhar para o que deu certo, em vez de concentrar toda a atenção no que ainda precisa ser resolvido.

Mas o Seis de Paus pede cuidado com o ego. Amor não combina com competição para saber quem recebe mais atenção, quem é mais bem-sucedido ou quem está sempre certo. A carta faz uma pergunta importante: você quer ser admirado ou quer ser conhecido?

A admiração pode nascer da imagem que projetamos; a intimidade exige espaço para mostrar também inseguranças, limites e fragilidades.

Para quem está solteiro, o magnetismo aumenta e a semana favorece encontros, convites e novas aproximações. Alguém pode se interessar pela sua segurança e determinação, e mensagens ou sinais de interesse podem surgir com mais clareza.

Ainda assim, vale não confundir admiração com vínculo: o Seis de Paus pede discernimento para perceber quem se encanta apenas pelo seu brilho e quem realmente deseja conhecer você.

No trabalho, o Seis de Paus é uma carta de reconhecimento profissional. Pode indicar elogios, aprovação de um projeto, retorno positivo ou a percepção de que aquilo que você vem fazendo finalmente começa a ser notado. Para quem trabalhou muito tempo nos bastidores, uma ideia pode ganhar espaço, uma competência ser reconhecida ou uma nova oportunidade surgir.

Por isso, não é hora de esconder o que sabe fazer. A carta não recomenda arrogância, mas também não combina com falsa modéstia. Apresentar ideias, mostrar resultados e defender suas competências não é necessariamente autopromoção: é permitir que os outros enxerguem o que você construiu.

Para quem procura emprego, vale deixar claros seus diferenciais e experiências. Para quem já está trabalhando, pode surgir uma nova responsabilidade, posição de maior destaque ou oportunidade de liderança. E o reconhecimento também traz responsabilidade: quando passamos a ser vistos, nossas atitudes ganham mais impacto.

Liderar não significa centralizar tudo. Saber reconhecer quem ajudou a construir uma conquista também faz parte dela. No ambiente profissional, evite disputas desnecessárias e não sinta necessidade de provar que é melhor do que ninguém. O Seis de Paus lembra que reputação se constrói com consistência. Deixe que o trabalho fale por você.

Na vida financeira, o Seis de Paus fala de recompensas ligadas a esforço, competência e mérito. Pode indicar pagamento, bônus, aumento, novos clientes ou uma oportunidade de melhorar gradualmente a situação. A carta também convida a reconhecer o valor do próprio trabalho: saber cobrar, negociar e apresentar suas competências faz parte de uma troca equilibrada.

Para quem tem um projeto ou trabalha de forma autônoma, é uma boa semana para divulgar o que faz e mostrar resultados. Mas existe um alerta para não transformar a conquista em necessidade de ostentação. Gastar para impressionar ou sustentar uma imagem de sucesso pode comprometer justamente aquilo que foi construído.

Celebre a vitória, mas não precise prová-la.

Na carreira, o Seis de Paus favorece crescimento, reputação, autoridade e maior visibilidade. Ser mais observado pode abrir portas, especialmente para quem deseja uma promoção, uma mudança de área ou o reconhecimento de um trabalho que vinha sendo feito nos bastidores.

Quem busca novos caminhos pode descobrir que não precisa começar do zero. Experiências anteriores, quando vistas sob outra perspectiva, podem revelar competências valiosas. A carta recomenda identificar o que você aprendeu, os problemas que sabe resolver e aquilo que faz hoje melhor do que fazia antes.

Para quem deseja uma promoção, é importante tornar suas contribuições visíveis. Mostre resultados, apresente projetos e fale sobre seus objetivos. Esperar que os outros percebam espontaneamente tudo o que você fez nem sempre é a melhor estratégia.

O Seis de Paus também traz uma mensagem para quem se compara demais. Ele não pede que você vença a corrida de ninguém, apenas que reconheça o caminho que já percorreu. Quando olhamos o tempo todo para quem está à frente, esquecemos de perceber quantas batalhas já vencemos.

Sua mensagem é: continue avançando, mas sem transformar a vida numa disputa.

O verdadeiro triunfo do Seis de Paus não está em convencer os outros de que você venceu. Está em saber que avançou. Aceite os elogios, comemore suas conquistas e ocupe seu espaço, mas não se esqueça de tudo o que existia antes dos aplausos.

Toda vitória tem uma história que não aparece na fotografia.

Talvez a pergunta mais importante da semana seja: se ninguém estivesse olhando, você ainda reconheceria o valor do que fez?

Se a resposta for sim, existe uma força muito mais sólida por trás dessa vitória.

"A primeira e maior vitória é vencer a si mesmo; ser vencido por si mesmo é, de todas as coisas, a mais vergonhosa e vil." — Platão

Uma ótima semana e muita luz,

Ana Cristina Paixão

Gastronomia Correio B+

Cachaça não é tudo igual: de amendoim a louro, conheça 10 versões para harmonizar à mesa

Além do tradicional carvalho, diferentes tipos de madeira influenciam aromas, sabores e características da bebida brasileira

13/09/2026 10h34

Cachaça não é tudo igual: de amendoim a louro, conheça 10 versões para harmonizar à mesa

Cachaça não é tudo igual: de amendoim a louro, conheça 10 versões para harmonizar à mesa Foto: Divulgação

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Você sabia que a cachaça vai muito além da famosa caipirinha? Para ganhar diferentes aromas, sabores e características, a madeira onde fica armazenada a ‘água ardente’ influencia diretamente no paladar e no perfil da bebida.

Em celebração ao Dia Nacional da Cachaça, celebrado hoje 13 de setembro, Delfino Golfeto, cachacier e fundador da Água Doce Sabores do Brasil, revela 10 espécies brasileiras utilizadas no envelhecimento do destilado e indica pratos que podem harmonizar com cada versão.

“A madeira tem papel importante no envelhecimento da cachaça, já que o contato com a bebida pode influenciar a cor, o aroma e o sabor. O resultado varia de acordo com o tipo utilizado, o tempo de contato, as condições de armazenamento, entre outros fatores. Por isso, uma mesma cachaça pode apresentar características diferentes conforme a madeira escolhida e o período de maturação”, revela Delfino.

Amendoim: para um perfil equilibrado

Apesar do nome, o amendoim também é uma madeira utilizada no envelhecimento de cachaça. Considerada uma madeira "neutra", ela diminui a acidez e amacia o destilado sem alterar de forma drástica a cor ou o sabor original da cana-de-açúcar, sendo excelente para coquetelaria. A espécie contribui para uma bebida equilibrada e de perfil mais macio, que pode ser harmonizada com frango assado, carne suína, castanhas, queijos semiduros e sobremesas de chocolate ou caramelo.

Grápia: suavidade com toque amadeirado

Considerada uma madeira neutra a semineutra, ela altera pouco a cor da cachaça, deixando um tom amarelo-palha bem claro, e reduz a acidez da bebida, mantendo o sabor original da cana-de-açúcar com notas suavemente adocicadas. Pode contribuir para as características amadeiradas do destilado, sem necessariamente resultar em um perfil excessivamente intenso. Na mesa, pode acompanhar carnes assadas, queijos semiduros e sobremesas com caramelo, mel ou frutas secas.

Peroba: uma opção pouco conhecida

Entre as espécies menos familiares ao consumidor, a peroba também aparece entre as madeiras utilizadas para armazenamento de cachaça. É uma madeira que confere uma coloração amarelada e um toque sutilmente amargo e seco ao destilado. Ela ajuda a amaciar a cachaça sem mascarar o seu perfil original. Por seu perfil menos explorado, pode ser apresentada em degustações acompanhadas de petiscos, carnes brancas, queijos e pratos de intensidade média.

Louro: aromas que pedem pratos bem temperados

Mais conhecido como tempero, o louro também pode aparecer como madeira utilizada no armazenamento da bebida. Esta madeira transfere para a cachaça notas marcadamente florais e de especiarias, como o cravo-da-índia e canela, além de proporcionar um fundo levemente adstringente e medicinal. Seu perfil aromático pode combinar com carnes de panela, pratos com ervas, feijão, preparos com molhos e receitas tradicionais brasileiras.

Amburana: para quem gosta de aromas marcantes

Uma das madeiras mais conhecidas entre os apreciadores de cachaça, a amburana pode conferir notas adocicadas e de especiarias ao destilado. Ela reduz a acidez e confere um fundo floral e marcadamente adocicado, com aromas que lembram baunilha e canela. O perfil aromático combina com carne suína, costela com molho agridoce, queijos curados e sobremesas com doce de leite ou caramelo.

Bálsamo: intensidade para acompanhar sabores fortes

O bálsamo pode proporcionar características herbais e amadeiradas, de especiarias, como cravo, e uma sensação levemente picante e adstringente ao paladar dando mais personalidade à bebida. Por isso, a sugestão é servi-lo com carnes vermelhas, embutidos, queijos maturados e pratos com temperos mais intensos.

Jatobá: madeira brasileira para bebidas complexas

Conhecido pela resistência de sua madeira, o jatobá também pode ser utilizado no envelhecimento de cachaças. Se trata de uma madeira densa que confere à cachaça uma coloração âmbar ou avermelhada muito bonita e intensa. No paladar, traz robustez com notas que remetem a frutas secas, especiarias e um leve toque amadeirado resinoso. Sua influência pode resultar em notas amadeiradas e especiadas, que conversam bem com carnes assadas, costelas, queijos de sabor intenso e chocolate amargo.

Jequitibá: equilíbrio para pratos delicados

Com influência mais discreta, o jequitibá é uma opção para quem prefere perceber com maior clareza as características originais da cachaça. Há duas versões que podem ser utilizadas. O Jequitibá-branco preserva as características originais da cachaça sem alterar sua cor. Já o Jequitibá-rosa confere uma coloração dourada sutil e sabores macios semelhantes aos do carvalho. Por isso, ambas podem acompanhar peixes, aves, saladas, frutos do mar e queijos suaves.

Freijó: leveza que valoriza o destilado

O freijó apresenta influência mais suave sobre a bebida, contribuindo para um perfil equilibrado. Bastante utilizada na região Norte e Nordeste, funciona de forma semelhante ao Jequitibá-branco. É uma madeira que praticamente não solta cor ou aromas fortes, focando em reduzir a agressividade do álcool e amaciar o destilado, preservando a pureza da cana. É uma alternativa para acompanhar entradas, peixes, frutos do mar, queijos frescos e pratos leves.

Ipê: personalidade para pratos grelhados

O ipê, tanto amarelo quanto roxo, também aparece entre as espécies brasileiras utilizadas no armazenamento de cachaça. Transfere uma coloração dourada escura ou alaranjada à bebida. O ipê amacia consideravelmente o destilado, agregando notas de especiarias e aromas que lembram nozes e castanhas, com um final de boca macio e aveludado. Por seu potencial de conferir maior estrutura ao destilado, pode ser combinado com carnes grelhadas, linguiças, preparos defumados e queijos curados.

Há uma curiosidade na produção da bebida brasileira. O carvalho é o principal tipo de madeira usado no envelhecimento e armazenamento da cachaça, embora seja uma madeira importada principalmente das variedades Carvalho Americano e Carvalho Europeu. Ele lidera o mercado por ser o padrão mundial na maturação de destilados e por agregar notas muito apreciadas de baunilha, coco, mel e caramelo. No Brasil, a castanheira frequentemente é chamada de "carvalho brasileiro", sendo utilizada na produção e trazendo notas intensas de castanhas, chocolate e amêndoas.

“A cachaça é um dos produtos que mais representam a nossa cultura e tem uma diversidade que muitas vezes não é conhecida pelo consumidor. Quando falamos das diferentes madeiras utilizadas em seu processo, mostramos que uma mesma bebida pode proporcionar experiências muito distintas. E isso também abre possibilidades interessantes para a gastronomia, com harmonizações que vão muito além da caipirinha”, finaliza Delfino.

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