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Ponto de partida de Jhona Burjack na TV

No ar como o Lúcio de “Éramos Seis”, ele se divide entre a carreira de modelo internacional e ator
06/03/2020 17:31 - Geraldo Bessa/TV Press


 

O tom de voz baixo e o jeito tímido de Jhona Burkack contrastam com o jovem que conquistou passarelas de Nova Iorque e Milão. Estreante na tevê na pele do romântico Lúcio de “Éramos Seis”, Jhona está encantado com o esquema de decorar texto e estudar cenas da televisão. Na trama de Ângela Chaves, Lúcio é um jovem sem sorte no amor. Durante a guerra, entretanto, acaba se aproximando de Inês, de Carol Macedo. Entretanto, a mocinha também desperta o interesse amoroso de seu melhor amigo, Alfredo, de Nicolas Prattes. “O lado mais complicado dessa história é o colocar na balança uma paixão e uma amizade. Me surpreendi com o caminho trilhado pelo personagem”, conta. Por conta do crescimento de seu papel na trama, Jhona acabou tendo de se dedicar ainda mais às cenas da atual novela das seis. Por sorte, conta com a ajuda de Kiko Mascarenhas e Kelzy Ecard, intérpretes dos pais de Lúcio, Virgulino e Genu. “Eles sabem que estou começando e têm toda a paciência do mundo. No intervalo, a gente sempre ensaia e o clima acaba sendo muito acolhedor. Estava com medo de como seria a recepção dos atores veteranos”, destaca Jhona, referindo-se ao preconceito que modelos enfrentam na transição para a carreira de ator.

Tanto as passarelas quanto os estúdios aconteceram de forma inesperada para Jhona. Natural da pequena cidade de Gama, região metropolitana de Brasília, desde os 15 anos ele namora a modelo Gabriella Pires. Em uma das visitas à agência que cuidava dos contratos da amada, acabou fazendo algumas fotos e passou a fazer trabalhos na publicidade. Em seguida, o casal deixou o Brasil e fixou residência em cidades como Milão, Londres e Paris. “Foi um choque morarmos fora tão novos. Mas a gente tinha um ao outro para dar suporte nos momentos difíceis”, ressalta. A carreira de ator começou através de uma ação comercial estrelada por Rossy de Palma, uma das atrizes preferidas do diretor espanhol Pedro Almodóvar. “Foi uma campanha mundial para a grife do Jean-Paul Gaultier que mudou a minha trajetória. Rossy tornou-se minha amiga e o vídeo acabou sendo visto por um diretor de elenco da Globo”, explica.

Inicialmente, Jhona passou em um teste para um personagem de “Amor de Mãe”. Porém, com os seguidos adiamentos da atual trama das nove, não pôde atender ao chamado da emissora por conta de compromissos em Nova Iorque, onde reside atualmente. Na sequência, novamente veio ao Brasil para um teste de “Éramos Seis” e teve sua estreia na Globo agendada. Logo nos primeiros dias de preparação, ficou encantado com as aulas de história e a imersão na obra original de Maria José Dupré, lançada em 1943 e já adaptada para a tevê outras quatro vezes. “É uma trama que realmente encanta o público. Flagra um momento do Brasil, mas são emoções atemporais”, elogia Jhona, que chegou a ver algumas cenas dos outros atores que interpretaram Lúcio na tevê, casos de Flávio Galvão, na versão exibida pela Tupi, em 1977, e João Vitti, que viveu o personagem no “remake” do SBT, de 1994. “Chegou um momento onde tudo sobre a novela me despertava curiosidade. Mas segui um caminho muito particular e em sintonia com as sugestões da autora e da direção”, entrega.

Próximo do fim de “Éramos Seis”, o saldo para o jovem de 25 anos é extremamente positivo. “Fiz amizades e fui muito feliz trabalhando no meu país. Acho que minha mãe chorou em todos os capítulos. Foi ótimo ficar tantos meses próximo da minha família”, ressalta. Já com trabalhos como modelo marcados, assim que as gravações da trama chegarem ao fim ele embarca para Nova Iorque. Além de fotos e desfiles, Jhona garante que já pesquisou alguns cursos de atuação. Cada vez mais interessado pela vida de ator, em breve, deve seguir os passos de nomes como Cauã Reymond e Reynaldo Gianecchini, ao deixar as passarelas de lado e investir pesado na televisão. “Estou torcendo para que o trabalho como Lúcio me abra portas para outras oportunidades no vídeo. Dei o meu melhor e quero me especializar cada vez mais”, avisa.

 

Éramos Seis” - Globo, de segunda a sábado, às 17h20.

Felpuda


Nos bastidores, há quem garanta que a única salvação, de quem está com a corda no pescoço, é ele aceitar ser candidato a vice-prefeito em chapa de novato no partido. Vale dizer que isso nunca teria passado por sua cabeça, uma vez que foi eleito com, digamos, “caminhão de votos”. Se aceitar a imposição, pisaria na tábua de salvação; se recusar, poderá perder o mandato. Ah, o poder!