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Prefeita Adriane Lopes deverá correr com baldes de água para apagar o "fogo no parquinho"...

Leia na coluna de hoje, por Ester Gameiro (dialogo@correiodoestado.com.br)

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Graciliano Ramos - escritor brasileiro

É o processo que adoto: 
extraio dos acontecimentos algumas 
parcelas; o resto é bagaço”.

FELPUDA

Antes mesmo de tomar posse para seu novo mandato, a partir de 1º de janeiro de 2025, a prefeita Adriane Lopes deverá correr com baldes de água para apagar, como dizem por aí, o “fogo no parquinho”.

Uma das áreas importantes de sua futura administração está sendo dis-pu-ta-dís-si-ma por gente 
que, inclusive, atualmente faz parte do staff.

A decisão terá de ser criteriosa, uma vez que os que desejam subir no pódio são muito, mas muito chegados da prefeita. Aí...

Dobradinha?

Há quem diga que a vereadora Luiza Ribeiro (PT) e o ex-prefeito Marcos Trad, agora em partido de esquerda, deverão fazer dobradinha politicamente, falando como oposição à prefeita Adriane Lopes 
na Câmara Municipal de Campo Grande. 

Mais

Luiza Ribeiro por questões ideológicas, enquanto Marcos Trad será motivado por revanche, uma vez que, durante a última campanha eleitoral, sentiu-se atacado por Adriane, sua ex-vice-prefeita por dois mandatos.

Fernando Baruta e Bruna Maiolino Baruta com o filho Pedro, no dia em que ele celebrou sua primeira comunhão
Dani Bulhões

Diferentes

O governador Eduardo Riedel e o ex-governador Reinaldo Azambuja deverão seguir rumos diferentes em termos partidários, por questão de sobrevivência política. Azambuja está a um passo de ingressar no PL e assumiria o vasto campo da direita em Mato Grosso do Sul, hoje sem liderança expressiva. 

Garantias

Já o governador Eduardo Riedel deverá ingressar no PP, partido de centro-direita, até porque necessita de recursos federais e precisa dialogar com o PT, partido da extrema esquerda, dono da chave do cofre, mas que depende dos partidos do chamado “centrão” (do qual o PP faz parte), que é decisivo em votações no Congresso, podendo barrar propostas do atual governo. Assim sendo...

Especulação

Caso haja necessidade de o presidente Lula ter de se afastar por um certo período da Presidência para tratar da saúde, como vem sendo especulado nos bastidores políticos, o vice Geraldo Alckmin assumiria o cargo. 

Com isso, o PSB, ao qual ele é filiado, passaria a ser o partido protagonista das decisões nacionais, mesmo que de modo momentâneo.

Em Mato Grosso do Sul, a sigla atualmente está representada com uma cadeira na Câmara Municipal de Campo Grande, uma no Legislativo estadual e nenhuma na Câmara dos Deputados.

Aniversariantes

 

Déo José Rimoli, 
Adelaido Aparecido dos Anjos,
Maria Thereza (Tetê) Trad,
Thiago Faustino, 
Raphael Perez Scapulatempo Filho, 
Disney Souza Fernandes,
Eurides de Lourdes Almeida Muller,
Manoel Gomes Cabral,
Paulo Rodrigues de Oliveira,
João Pereira Sobrinho,
Juvenildo Francisco Sobrinho,
Alberto Bonfim Lima,
Antônio Duarte Couto,
Mitsuru Ogata, 
Tarlei Ribeiro Rosa,
Maria Cristina Galiciani,
Max Bernhard Matter,
José Moacir Gonçalves,
Estevam Vollet Neto,
Rosângela Ferreira da Costa 
dos Santos,
Antonio Maurício Calixto Vieira, 
Paulo Vitcov, 
Dr. Yasuo Oshiro,
Márcia Gasparini Garcia,
Dr. Paulo André Machado Borges,
Carlos Roberto Leite,
Dr. Anísio Lima da Silva,
Milena Glauce Anes Veiga,
Maria Terezinha da Costa,
Cézar Augusto Reinheimer,
Mariana Lima Ramos,
Djalma Fróes,
Paulo Tadeu Martins de Barros,
Fernando Willian Ferreira Costa,
Glaucya Ourives Alves de Souza,
Israel Galvão Vasconcelos,
Márcia Maria Granero,
Luiz Simabuco,
Gianfranco Ramires Fonseca, Rosângela Barbosa Gaifatto,
Lúcia Carvalho Nicolatti,
Flávio Américo dos Reis,
Fernando Márcio Vareiro,
Antônio José de Medeiros Netto,
Luiz Carlos Monteiro de Oliveira,
Tommy Menegazzo, 
Dr. Mário Chencarek, 
Dr. Francisco Romário Wojcicki, Leonora Dias Martins,
Darilson Ferreira Mello,
Antonio Roberto Costa,
Augusto Pires Gonçalves,
Wiston Ramos de Almeida,
Salma Chama Carvalho da Silva,
Marcio Shiro Obara,
Fábio Santiago,
Etelvina Silva Soares,
Marcelino Nunes de Oliveira,
José Aparecido Lima,
Nivaldo Ferreira Dutra,
Osvaldo Santos,
Zarife Marinho de Rezende,
Roque Konorat,
Laurita Martins da Silva,
Maria Aparecida Gomes,
Jeremias Lino Pereira,
Teresa Dalva de Barros,
Aureni Lima,
Youssif Assis Domingos, 
Dr. Enilson Rosa Ribas, 
Ida Santos Pereira Rezende,
Guilianna Picarelli Cardoso,
Regina Higa de Oliveira,
Antonio Mauro Campos,
Iara Helena Domingos,
Eva Vilma Barbosa,
Paulo Cesar Camponez Nogueira,
Rafael Henrique Fernandes, 
Elaine Borges Oliveira,
Ricardo Sanson,
Elizabeth Mari Costa Donato,
Fátima Auxiliadora Ribeiro da Costa,
Rogério Carlos Frutuoso,
Adelaide Benites Franco,
Suzana Mara Fernandes,
Fernanda Vianna,
Alessandra Pelliccioni Alves Barros,
Alexsandro Mendes Feitosa,
Diana Valéria Fontana Stefanello,
Donizete Aparecido Ferreira Gomes,
Pedro Coutinho Neto, 
Ana Paula de Carlos Valle,
Flávia Giraldelli Peri,
Elenice Inácia Rodrigues,
Hamilton Garcia,
Larissa Cardoso,
Sueli Dias Barbosa,
Mário José Lemos,
Regina Ribeiro de Oliveira,
Genésia Vieira da Silva,
Maria Luiza de Oliveira,
Eurídice Alves,
Mariana Almeida,
Anna Maria Andrade da Costa,
Dirce Pontes,
Nelcy de Alencar,
Mariza Domingos Campos,
Eliane Maria Passos,
Rogério Nogueira,
Luciana Barbosa Oliveira.

Colaborou Tatyane Gameiro
 

MÚSICA REGIONAL

Márcio de Camillo canta músicas de Geraldo Rocca em seu novo trabalho

Os dois me levam de volta ao Litoral Central, definição cunhada por Geraldo Roca para traduzir um pedaço de Brasil onde a água doce domina uma vastidão de terra que, supõe-se, um dia foi mar

01/04/2025 10h00

"O punhal afiado da poesia de Geraldo Roca corta manso na voz de Márcio de Camillo, sem perder o fio, nem a capacidade aguda de ferir de morte o senso comum" Foto: Divulgação/Márcio de Camillo

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Recebo mensagem de Márcio de Camillo me avisando sobre seu novo trabalho. “Márcio de Camillo canta Geraldo Roca”. Um show ao vivo que virou disco e já está disponível nas plataformas digitais.

Aproveito a estrada entre a minha casa e o trabalho para ouvir o disco. Ouvir Roca na voz de Camillo é quase um delírio. Uma surpresa, uma saudade imensa, muitas lembranças. Os dois me levam de volta ao Litoral Central, definição cunhada por Geraldo Roca para traduzir um pedaço de Brasil onde a água doce domina uma vastidão de terra que, supõe-se, um dia foi mar.

A praia pantanal me serve de ponte para unir, em mar aberto imaginário, o Rio de Janeiro – lugar de nascimento – ao coração do Brasil, onde Geraldo Roca se fez e se desfez desse plano. Seu coração, irrigado por sangue pantaneiro, fazia dos campos alagados, das fronteiras paraguaia e boliviana seu berço metafísico. E foi assim sempre.

Talvez isso também sirva pra explicar por que a passagem meteórica dele por aqui tenha início figurado e fim real nestas plagas, onde aprendemos desde cedo a sonhar em Guarany e poemar em Manoelês.

Os carros passam por mim em alta velocidade. Eu ouço Camillo cantando Roca. E me transmuto. O punhal afiado da poesia de Geraldo Roca corta manso na voz de Márcio de Camillo, sem perder o fio, nem a capacidade aguda de ferir de morte o senso comum. Não, Geraldo não cabe em uma única caixinha. E Márcio sabe disso. 

Às vezes, ele encarna um bardo. Um Dylan pantaneiro em letras incomuns, longas e lisérgicas. Em outras, reúne numa só figura a essência folk de Crosby, Still, Nash & Young. Mas nesse universo BeatFolkPolkaRock há espaço para a mansidão de um Caymmi fronteiriço, para a sutileza urbana de um Jobim. Geraldo, como eu disse, não cabe numa caixinha.

E tudo isso se transforma em mais, muito mais, na homenagem à altura dos arranjos, das violas, da flauta, do celo reunidos por Márcio de Camillo nesse show que vira disco e que se torna eterno de agora em diante. Pra gente não se esquecer. Nunca. 

Quando Geraldo Roca decidiu sair de cena, fechar as portas desse mundo, que já lhe arreliara o suficiente, era muito cedo pra isso. Foi o que todos pensamos. Mas ele era dono de seus próprios rumos. Sua poesia e sua música seguem aqui. Pra nossa sorte, a desassossegar nossos ouvidos e almas. Agora, mais ainda, na voz também infinita de Márcio de Camillo. 

P.S.: Márcio. A foto da capa é uma obra de arte. É você nele... É ele em você. Uma fusão, uma incorporação. Cara... que disco!!!

Brasília, 25/3/2025

"Souber ler a música de fronteira"

O cantor, compositor e instrumentista Márcio de Camillo estreou o show “Do Litoral Central do Brasil: Márcio de Camillo Canta Geraldo Roca”, no Teatro Glauce Rocha, no dia 24 de setembro de 2024. Com direção de Luiz André Cherubini, o show é uma homenagem ao “cantautor” Geraldo Roca, falecido em 2015, considerado um dos principais compositores da música regional de Mato Grosso do Sul.

Roca é autor, em parceria com Paulo Simões, da música “Trem do Pantanal”, sucesso na voz de Almir Sater. Considerado maldito por seus pares, era chamado de príncipe por Arrigo Barnabé. Sua produção musical pode ser considerada pequena, se tomarmos como referência a quantidade de composições e discografia, mas analisada a fundo, perceberemos um artista de voz potente e marcante, com composições inspiradas e profundas.

São polcas, rocks, chamamés, guarânias e até baladas, e Márcio de Camilo, amigo e admirador de Roca, aprofundou-se na pesquisa para definir o repertório como “uma panorâmica deste artista reverenciado, cantado e gravado por amigos que, assim como ele, fizeram parte da ‘geração de ouro’ da música pantaneira sul-mato-grossense: Paulo Simões, Alzira E, Geraldo Espíndola, Tetê Espíndola, Almir Sater, entre muitos outros”, como afirma Camillo.

“Além de um músico que eu admirava muito, não só como compositor, mas como violonista, violeiro e cantor, Roca influenciou muito a música da minha geração”, conta o músico. “Além disso, ele era meu vizinho, morava em frente à minha casa. A gente saía para jantar, para conversar, éramos amigos. Conheço a obra dele e vejo a obra dele na minha, compusemos uma canção juntos, em parceria com outros compositores, chamada ‘Hermanos Irmãos’”, relembra Camillo.

“Também dividimos uma faixa no CD ‘Gerações MS’ chamada ‘Lá Vem Você de Novo’. Roca é referência e pedra fundamental na construção da moderna música sul-mato-grossense. Ele soube ler a música de fronteira, mesclando elementos do rock, do pop, do folk, criando um estilo único. Ele é um verdadeiro representante do folk brasileiro”, conta.

A arte visual do show, com fotos feitas por Lauro Medeiros, foi baseada no álbum “Veneno Light”, que Geraldo Roca lançou em 2006. A foto principal de divulgação do show faz referência direta à capa deste álbum, cuja foto original é assinada pelo cineasta Cândido Fonseca. (Da Redação)

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Curiosidades

1º de abril: verdades sobre a origem do Dia da Mentira

Existem várias versões sobre o surgimento da data onde é "permitido" pregar peças

01/04/2025 07h00

1º de abril, dia da Mentira

1º de abril, dia da Mentira pathdoc / Shutterstock.com

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Mentir é um ato provavelmente tão antigo que podemos considerá-lo milenar. No entanto, o Dia da Mentira passou a ser celebrado oficialmente em 1º de abril a partir da instituição do Calendário Gregoriano, no século 16, em substituição ao Calendário Juliano, determinado no Concílio de Trento (o conselho ecumênico da Igreja Católica), na Itália.  

O calendário Gregoriano divide o ano em quatro estações distribuídas ao longo de 12 meses, ou 365 dias, de acordo com o movimento da terra e estabelece o primeiro dia do ano em 1º de janeiro. 

Historiadores contam que, com a instituição do novo calendário pelo papa Gregório XIII, em 1582, parte da população francesa se revoltou contra a medida e se recusou a adotar o 1º de janeiro. Os resistentes à mudança sofriam zombarias pelo resto da população, que os convidavam a festas e comemorações inexistentes no dia 1º de abril. Eram chamados de “tolos de abril”, já que este é o mês que a Páscoa acaba ocorrendo na celebração católica, evento que, anteriormente, iniciava o ano. 

Desse modo, nascia a tradição de zombaria e pregação de peças nesse dia, como uma forma bem humorada de protestar contra novas mudanças. 

Já a Encyclopedia Britannica, do Reino Unido, defende que as verdadeiras origens do Dia da Mentira não são totalmente conhecidas, já que a data é próxima à data de festivais como a Hilária, da Roma Antiga, em 25 de março e a celebração de Holi na Índia, que termina em 31 de março, que podem ter influenciado esse marco. 

No Brasil, a tradição de pregar peças no Dia da Mentira foi introduzida no ano 1828, quando o jornal mineiro A Mentira resolveu fazer uma brincadeira “mentirosa” e trouxe, na sua primeira edição, a morte de Dom Pedro I na capa, sendo publicado justamente no dia 1º de abril. Porém, o monarca só viria faleceu anos depois, em 1834, em Portugal. 

Em todos os casos, a ideia central do Dia da Mentira é fazer alguém acreditar em algo que não é verdade, sendo “feito de bobo”. Hoje, é comum receber ou enviar mensagens com brincadeiras aos mais próximos para dizer que a pessoa “caiu no 1º de abril”. 

Quando se torna um problema clínico

Apesar de ser “permitido” nessa data, a mentira pode se tornar um hábito e comprometer e degradar relações sociais. Notícias falsas ou com dados manipulados, por exemplo, podem ser considerados fake news e são punidas legalmente. 

Para o psiquiatra Fernando Monteiro, existem vários níveis de análise para a questão da mentira. Para ele, mentira é dar alguma informação ou omitir alguma informação de forma deliberada para uma outra pessoa.

“Imagine, por exemplo, uma pessoa que fala que existe uma conspiração da máfia chinesa para matá-la. Se essa pessoa realmente acredita nisso, dizemos que ela está ‘delirando’. Mas se ela não acredita nisso de verdade, ela está ‘mentindo’.Agora, imagine uma pessoa que diga que o Sol é um planeta. Mas ela está dizendo isso pois não teve acesso às descobertas científicas atuais. Nesse caso, ela não está 'mentindo', ela só está 'equivocada'. Como nossa mente é limitada, podemos cometer erros não intencionais. E isso é diferente de 'mentir', comenta o médico.

Fernando continua dizendo que a mentira, assim como diversos comportamentos, faz parte do espectro normal do ser humano.

“Como diria o Dr. House, "todo mundo mente". Não que isso seja certo ou errado, mas é um fato”, afirma e complementa dizendo que devemos tomar cuidado para “não transformar em doença, aquilo que é apenas um comportamento humano.” 

No entanto, existe um ponto onde esse comportamento pode se tornar estranho e anormal, quando deixa de ser algo normal do ser humano e se torna algo “patológico”. O médico explica que, quando uma pessoa desenvolve uma perturbação clinicamente significativa, causando prejuízos na vida social, educacional, profissional, ela desenvolveu um transtorno ou doença mental. 

“Para a mentira alcançar níveis preocupantes do ponto de vista Psiquiátrico, dois fatores são fundamentais: 

  • A pessoa precisa ter uma perda do controle do comportamento. (Exemplo: ela não tem absolutamente nenhum motivo para mentir, mas o impulso de mentir é tão forte que ela o faz.)
  • O comportamento precisa estar afetando várias áreas da vida (relacional, profissional, educacional, etc)”, finaliza. 

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