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Turismo

Projeto Corumbá a Pé usa QR codes para revelar a história de 17 edifícios históricos

Projeto Corumbá a Pé usa QR codes para revelar a história de 17 edifícios históricos e transforma um passeio pelo centro da cidade em uma experiência interativa de valorização do patrimônio cultural às margens do Rio Paraguai

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Caminhar pelo centro e o Porto Geral de Corumbá é voltar a um passado de prosperidade econômico pós-guerra (do Paraguai), entre o fim do século 19 e meados do século 20. São grandes casarões construídos com influência arquitetônica europeia, misturas neoclássicas e coloniais e ornamentações de diversas origens.

Tombado pelo patrimônio histórico nacional, o conjunto reflete a importância continental da cidade como terceiro maior porto fluvial do Brasil.

A imponência desses bens culturais chama a atenção do visitante, qualificando Corumbá como uma cidade de aspecto urbanístico e paisagístico diferenciado em Mato Grosso do Sul, moldada pelos caminhos das águas do Rio Paraguai e platinas.

Elementos ornamentais, fachadas alinhadas ao passeio público e diferentes usos urbanos compõem a identidade visual do conjunto histórico, grande parte de frente para o rio e o Pantanal.

O corumbaense precisa incorporar essa joia cultural ao seu bairrismo como pertencimento e, assim, protegê-la e eternizá-la. Várias têm sido as iniciativas (ou tentativas) para que a cidade assuma um dos elementos mais preciosos de sua história de 247 anos, envolvendo, principalmente, os jovens e as crianças.

Ainda se depreda, abandona ou descaracteriza um imóvel histórico, ou pior, leva-se ao chão para construir algo que não compõe a paisagem.

corumbá silvio de andrade (2)Foto: Silvio de Andrade

Na palma da mão

Na semana passada, a prefeitura de Corumbá, com a participação do campus da Universidade Federal de MS (UFMS), lançou mais um projeto que chega como um novo despertar para atrair a família corumbaense, os turistas e os pesquisadores para a valorização do Centro Histórico (e entorno).

O Corumbá a Pé é um convite para a busca da identidade e referenciar uma bela e encantadora cidade, com seus paralelepípedos, palmeiras imperiais e samba no pé.

Com a ajuda da tecnologia para aproximar a população e o visitante, o passeio por essas edificações de grande expressividade se torna mais do que uma aula de patrimônio arquitetônico, num momento crucial em que o município está investindo R$ 21 milhões na restauração de cinco prédios.

Por meio da leitura de QR codes, a identificação e a história do imóvel vêm à palma da mão, enquanto se observa sua grandiosidade arquitetônica.

A iniciativa inovadora contempla 17 exemplares construídos a partir de 1876 (Casa Wanderley & Baís, na Rua Manoel Cavassa, orla portuária).

Suas fachadas receberam placas com QR codes e, ao apontar a câmera do celular, tem-se acesso a informações sobre a história, as características de construção e a importância cultural, tornando a experiência de conhecer o Centro Histórico mais interativa, acessível e educativa com conteúdo digital.

corumbá silvio de andrade (4)No Porto Geral, antiga Alfândega e, ao fundo, prédio da Casa Vasquez & Filhos
Foto: Silvio de Andrade
corumbá silvio de andrade (3)Foto: Silvio de Andrade

Além da Casa Wanderley & Baís, que abriga o Museu de História do Pantanal (Muhpan), foram incluídas na listagem outras construções do século 19, como o antigo presídio (hoje, Casa do Artesão), de 1875, a Catedral de Nossa Senhora da Candelária, de 1885, a Alfândega, sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Arquitetônico Nacional (Iphan), de 1896, e a Casa Comercial Vasquez & Filhos, sede do Memorial do Homem Pantaneiro, de 1898.

Fortalecer a identidade

Também figuram o Instituto Luiz de Albuquerque (ILA), o Moinho Mato-Grossense (hoje, Moinho Cultural Sul-Americano), a antiga sede da prefeitura, a Casa Marinho, o Hotel Galileo, o Mercadão Municipal, o Santuário de Nossa Senhora Auxiliadora, a Escola Municipal Cyriano Félix de Toledo, inaugurada em 1947 pelo então presidente Eurico Gaspar Dutra, a Praça da República, local da retomada de Corumbá na Guerra do Paraguai, o Museu Casa do Dr. Gabi, a Casa e Museu Art Izu e o Centro de Convenções do Pantanal.

A Fundação de Desenvolvimento Urbano e Patrimônio Histórico (Fuphan), ao lançar o Corumbá a Pé, aposta na ferramenta e no acesso fácil à história patrimonial para aproximar moradores, estudantes e visitantes da memória urbana corumbaense e promover sua valorização e proteção.

Arquiteta Lauzie Xavier, diretora-presidente da Fuphan
Foto: Silvio de Andrade

Para a diretora-presidente da fundação, Lauzie Michelle Mohamed Xavier Salazar, despertar a comunidade para sua própria história é vital para esse pertencimento.

“A iniciativa integra ações de educação patrimonial voltadas à valorização da memória urbana, ao fortalecimento da identidade cultural da população e à promoção do turismo cultural em Corumbá”, ressalta Lauzie, que é arquiteta e neta da escultora Izulina Xavier (ícone da cultura pantaneira, falecida em 2022) e trabalhou em vários projetos de restauração no conjunto tombado em 1993.

Numa segunda fase, o projeto, que tem o apoio do escritório técnico do Iphan, ampliará o catálogo dos imóveis históricos para 40, contando também com a participação do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Estado (CAU).

A plataforma de acesso às informações (inclui mapa da área tombada) foi desenvolvida pelos alunos do campus da UFMS que integram o trabalho de extensão Materialidade e Espacialidade das fachadas Históricas de Corumbá-MS.

Acesse o site em https://lapan-arq.github.io/Casario-do-Porto-de-Corumba/.

cinema

'Homem-Aranha: Um Novo Dia' atinge US$ 2 bi e já está entre 8 maiores bilheterias da história

Apenas oito filmes já atingiram a marca ao longo da história, incluindo Titanic e as franquias Vingadores, Avatar e Star Wars

16/08/2026 21h00

Homem-Aranha: Um Novo Dia atingiu cerca de US$ 2 bilhões em sua bilheteria global

Homem-Aranha: Um Novo Dia atingiu cerca de US$ 2 bilhões em sua bilheteria global Foto: Reprodução

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Homem-Aranha: Um Novo Dia atingiu cerca de US$ 2 bilhões (o equivalente a R$ 10,5 bilhões na cotação atual) em sua bilheteria global - ou seja, incluindo vendas de ingressos no mundo todo - neste domingo, 16.

De acordo com informações publicadas pela revista Variety, a soma envolve US$ 785 milhões no mercado norte-americano e US$ 1,2 bilhões no restante do planeta.

Apenas oito filmes já atingiram a marca ao longo da história, incluindo Titanic e as franquias Vingadores, Avatar e Star Wars. Um Novo Dia também superou Sem Volta Para Casa como a maior renda entre as produções do Homem-Aranha. Confira na lista abaixo.

‘Homem-Aranha’ está entre as 10 maiores bilheterias da história do cinema hoje

  • US$ 2,9 bilhões - Avatar (2009)
  • US$ 2,8 bilhões - Vingadores: Ultimato (2019)
  • US$ 2,3 bilhões - Avatar: O Caminho da Água (2022)
  • US$ 2,2 bilhões - Ne Zha 2 (2025)
  • US$ 2,2 bilhões - Titanic (1997)
  • US$ 2,06 bilhões - Star Wars: O Despertar da Força (2015)
  • US$ 2,05 bilhões - Vingadores: Guerra Infinita (2018)
  • US$ 2 bilhões - Homem-Aranha: Um Novo Dia (2026)
  • US$ 1,9 bilhões - Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa (2021)
  • US$ 1,8 bilhões - Zootopia 2 (2025)
  • ‘Homem-Aranha: Um Novo Dia’

Dirigido por Destin Daniel Cretton, Homem-Aranha: Um Novo Dia traz no elenco nomes como Tom Holland, Zendaya, Sadie Sink e Mark Ruffalo e está em seu terceiro fim de semana desde que foi lançado, em 29 de julho de 2026. Ainda não há previsão sobre quando será a estreia no streaming no Brasil.

Segundo crítica publicada pelo Estadão, o longa alcança o equilíbrio entre a ação e a emoção de forma genuinamente divertida, com Tom Holland vivendo o herói amadurecido.

Sesc Teatro Prosa

Semana do Cinema terá exibição gratuita de quatro filmes nacionais em Campo Grande

A programação começa na terça-feira (18) e segue até o dia 21 de agosto, no Sesc Teatro Prosa

16/08/2026 16h02

Saudade fez morada é um dos filmes que serão exibidos

Saudade fez morada é um dos filmes que serão exibidos Foto: Divulgação

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Entre os dias 18 e 21 de agosto, a Semana do Cinema reunirá quatro filmes brasileiros em Campo Grande, com sessões gratuitas, no Sesc Teatro Prosa. Os ingressos estão disponíveis pelo Sympla.

A programação começa na terça-feira (18), às 14h, com o Cine Maturidade e a exibição do documentário “Amazônia, a Nova Minamata?”, dirigido por Jorge Bodanzky.

 

A sessão é direcionada especialmente ao público 60+ e terá bate-papo mediado após o filme. O filme tem 75 minutos de duração e classificação indicativa de 10 anos.

Lançado em 2024, o documentário acompanha a luta do povo Munduruku contra os impactos do garimpo de ouro em seu território e aborda a contaminação por mercúrio na Amazônia. A produção estabelece uma relação com a doença de Minamata, identificada originalmente no Japão após um grave episódio de contaminação ambiental por mercúrio.

Na quarta-feira (19), às 19h, será exibido “Saudade Fez Morada aqui Dentro”, de Haroldo Borges. O filme é de 2022, tem 109 minutos e classificação de 14 anos.

O longa acompanha Bruno, um adolescente de 15 anos que vive em um ambiente marcado pela cultura machista e precisa lidar com uma doença degenerativa que provoca a perda gradual da visão. Em meio às transformações da adolescência, ele passa a enxergar as relações e diferenças sob uma nova perspectiva. 

A programação continua na quinta-feira (20), às 19h, com “Colegas”, dirigido por Marcelo Galvão, que tem 94 minutos de duração e classificação indicativa de 10 anos.

O filme conta a história de Stallone, Aninha e Marcio, três amigos com síndrome de Down que vivem em uma instituição e, inspirados pelos filmes que assistem, decidem partir juntos para realizar seus sonhos.

Lançada em 2012, a produção mistura aventura e comédia ao acompanhar a viagem dos três amigos e a perseguição policial desencadeada pela fuga.

Encerrando a Semana do Cinema, na sexta-feira (21), às 19h, o público poderá assistir a “Kasa Branca”, de Luciano Vidigal. O filme, lançado em 2024, tem 95 minutos de duração e classificação indicativa de 16 anos.

O longa acompanha Dé, adolescente da periferia da Chatuba, no Rio de Janeiro, que descobre que sua avó, Almerinda, está na fase terminal da doença de Alzheimer. Ao lado dos amigos Adrianim e Martins, ele busca aproveitar o tempo que ainda tem com ela.

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