Correio B

ARTE SEQUENCIAL

Projeto de MS está entre os 100 selecionados do Rumos Itaú Cultural

a HQ "Morro do Criminoso: Uma História sobre Heranças e Diálogos", capitaneada pela editora Mayara Dempsey, foi o único projeto de Mato Grosso do Sul entre os 100 selecionados pela 20ª edição do programa Rumos Itaú Cultural

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Como se dá o seu envolvimento com esse causo guató?

É um causo de formação que conta uma parte da origem da miscigenação entre Brasil e Paraguai, ocorrido na época da Guerra do Paraguai. Ele vem explicar como se iniciaram as influências que carregamos nos dias de hoje de nossos irmãos fronteiriços. Minha relação específica com essa história é que eu tenho grande apreço pela nossa história e nossas influências. Esse causo é muito bonito, pois ressalta a relação de amizade e as coisas boas que absorvemos de outra cultura.

Tive contato com essa história quando Gleycielli a narrou em uma contação de histórias, e isso mexeu muito comigo. Ela é uma potência na oralidade, trazendo essas histórias justamente para tocar em nossas marcas, em nossas origens. Isso se conecta com todos e vai além, aproximando desde nosso chamamé até o tereré que estou tomando enquanto respondo essa pergunta.

Me parece haver uma certa controvérsia se foi ou não um fato verídico.

É uma história verídica pela oralidade de Coxim, como a contadora de histórias repassa em suas apresentações. Mas o causo, assim como as lendas, não tem a função de se apoiar na transmissão da verdade ou dos fatos. Sua intenção é ser uma expressão ampla que explique coisas que não foram e não podem ser documentadas de forma factual. Esse tipo de narrativa constitui a identidade cultural e tem o objetivo de preservar um ensinamento, explicar uma origem ou simplesmente contar uma boa história.

Por que decidiu transformá-lo em uma narrativa de HQ? 

Eu já tenho uma experiência com HQs, fiz a preparação de texto, por exemplo, de “Casa Baís”, “Quebra Torto” e “Ausente Ordem das Coisas” [três obras capitaneadas por Fábio Quill]. Além disso, não temos nenhuma HQ que trate sobre a temática indígena no Estado, e fora que esse causo tem umas descrições de imagens tão bonitas. Quando verto elas na imaginação para os desenhos, percebo toda sua potencialidade visual.

Outro ponto é que acreditamos que a HQ alcance um público mais amplo, podendo chegar em mais lugares e, com isso, ser preservada e difundida. Embora a oralidade seja uma arte completa e por si só tenha suas qualidades inegáveis e importância ímpar, é necessário trabalhá-la para que não seja apagada e possa ser acessada. A HQ é uma das formas de preservá-la sem perder suas características essenciais. Não queremos suprimir a oralidade, mas sim incorporá-la com outras linguagens, texto e visual.

Como está sendo a parceria com Fábio Quill e Gleycielli Nonato?

Quill é o meu sócio. Depois de trabalharmos em quatro HQs juntos, decidimos criar a Avuá Edições, que é uma editora independente que acredita e se dedica a publicar autores de MS. Minha parceria com ele é muito rica. Ele é visual, eu sou mais pragmática. Apesar de sermos muito diferentes, na idade, no suporte artístico, somos muito parecidos na forma que vemos o fundo. Ele é muito dedicado a tudo que faz, está sempre buscando fazer o seu melhor, ele me inspira muito. É uma parceria que deu muito certo e continua rendendo muitos frutos.

Com a Gleycielli, tenho menos contato. Trabalhei na produção de alguns festivais, ações e eventos realizados pela Fundação de Cultura [de Mato Grosso do Sul], e em alguns deles ela estava como contadora de histórias ou palestrando sobre literatura indígena, o que me permitiu trabalhar diretamente com ela. Sempre fiquei muito impressionada com sua presença e seu poder criativo. Ela é incrível, e não é à toa que já ganhou vários prêmios, como o Prêmio de Poesia Manoel de Barros. No projeto, teremos a oportunidade de visitá-la algumas vezes em Coxim e estreitar esse laço.

Qual seria o maior desafio e a maior alegria do projeto? 

Ainda não iniciamos o projeto, só poderemos dar início após assinar o termo com o Itaú e obter as liberações oficiais necessárias. No entanto, acredito muito neste projeto, por isso o enviei para um edital tão renomado e competitivo. Eu sei da importância que ele tem para nós e o quanto será impactante para o público em geral.

O maior desafio será expressar todo esse sentimento de pertencimento que a história possui. Escolhi esse causo entre tantos porque é visceral, mexe muito conosco e também nos traz felicidade. A maior alegria é poder falar dos povos originários, aprender com eles nossas histórias, perceber sua presença em nossas vidas e mostrar para mais pessoas como é bonito e orgulhoso o lado de cá.

A quem se destina essa HQ?

Ao público de mais de 12 anos, devido às indicações de classificação, mas também ao público em geral, desde pessoas leigas até professores, estudiosos e apreciadores de quadrinhos, para todos. A intenção é justamente ampliar o alcance da obra, e a HQ faz isso com maestria.

O que pretende provocar no público?

Conexão e crítica, porque a Guerra do Paraguai foi um grande divisor entre o Brasil e o Paraguai, gerando inimizade e rejeição entre as comunidades fronteiriças, uma tensão que persiste até os dias de hoje. No entanto, também evidencia que essa relação deixou outras heranças, como música, comida, palavras, entre outras coisas, das quais nos orgulhamos muito.

Ainda existe muito preconceito com os paraguaios por parte dos sul-mato-grossenses. Acredito que voltar às origens é uma forma de resgatar a importância que eles têm para nós em nível pessoal, até mesmo sanguíneo. Rejeitar em detrimento de uma valorização do nosso próprio passado não é nada mais do que um apagamento. Portanto, precisamos contar essas histórias para nos reconectar com nossas raízes e promover uma compreensão mais ampla e inclusiva de nossa identidade cultural.

O que a cultura guató teria a nos ensinar?

O que aprendi ao ouvir Gleycielli contar é que os guató são o povo pantaneiro primordialmente dito. Sempre cuidaram das terras, das águas e da fauna do Pantanal. Eles eram canoeiros, pescadores, cavalgavam e percorriam a região contando suas histórias. Um povo muito criativo, acolhedor e animado. Gleycielli, com seus grafismos pintados no rosto, disse uma vez: “Mulher guató pinta o olho como o olho de onça para se sentir bonita e poderosa”. Acredito que ela transmite muito desse cuidado, proteção ao original, à natureza que o povo guató tem, por isso ela é parte fundamental deste projeto. Penso que podemos aprender com eles a preservar melhor nosso meio ambiente, a natureza e nossas histórias.

O que pensa das questões relacionadas às etnias indígenas em MS?

Assim como a maioria dos estados do Brasil e do mundo, o genocídio dos povos originários é algo presente até hoje. E o genocídio, como diz Abdias Nascimento [1914-2011], não se resume apenas às mortes, é também o apagamento da língua, da cultura e da religião de um povo. Ainda praticamos todos os tipos de genocídios contra os indígenas de Mato Grosso do Sul: casas de reza sendo queimadas, lideranças assassinadas, falta de água em algumas aldeias, e eles seguem na luta pelo mínimo que são seus direitos.

A literatura e o estudo surgem como uma forma de preservar e combater esse apagamento em nível textual. É o que podemos fazer: criticar, ampliar, difundir e expor. É uma utopia achar que podemos mudar o mundo e nossa realidade apenas por meio da sensibilização, mas é um ato de coragem acreditar nisso. Não que a cultura possa resolver todas as questões, mas, pelo menos, pode amenizar um pouco esse apagamento.
 

Na sua opinião, por que o projeto foi selecionado pelo Rumos?

É difícil pensar, porque são muitas variáveis, especialmente com mais de 3 mil projetos concorrendo. Meu projeto é simples, mas as palavras foram cuidadosamente escolhidas para transmitir a emoção que a cultura e a identidade trazem para cada um envolvido nele. Ele demonstra muita sensibilidade, refletindo como cada pessoa, com sua linguagem, identidade e experiências, pensa sobre o tema e sobre nossa própria origem.

Quando nos orgulhamos de quem somos e de onde viemos ou escolhemos chamar de lar, isso fica muito perceptível e emerge no discurso. A literatura é o trabalho com a linguagem, e ela tem a capacidade de expressar um segundo nível de comunicação, aquele que é sentido. Assim, além da capacidade técnica do proponente e da equipe e de um projeto alinhado com os objetivos do edital, com um cronograma e ações coerentes, o que já não é muito fácil, eu acredito fielmente que o projeto precisa expressar sentimentos, sejam eles quais forem.

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bons hábitos & autodesenvolvimento

Aulas de teatro vão muito além da arte e contribuem para uma boa saúde

Da timidez à descoberta de novas habilidades, aulas de teatro trabalham comunicação, criatividade, expressão corporal, convivência e autoconfiança

21/09/2026 09h00

 O processo teatral envolve jogos, improvisações, exercícios de expressão corporal, criação de personagens, observação, escuta e interação, ferramentas que contribuem para as habilidades sociais dos alunos

O processo teatral envolve jogos, improvisações, exercícios de expressão corporal, criação de personagens, observação, escuta e interação, ferramentas que contribuem para as habilidades sociais dos alunos Divulgação

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Para algumas pessoas, fazer teatro começa com o desejo de subir ao palco. Para outras, nasce da curiosidade, da vontade de conhecer novas pessoas ou até da necessidade de enfrentar uma dificuldade.

Há quem procure as aulas para melhorar a comunicação, quem queira desenvolver a expressão corporal e quem simplesmente esteja em busca de uma atividade diferente.

O que acontece depois, porém, muitas vezes ultrapassa o objetivo inicial.

Durante uma aula de teatro, decorar e interpretar um texto são apenas algumas das etapas de um processo que envolve jogos, improvisações, exercícios de expressão corporal, criação de personagens, observação, escuta e interação.

Aos poucos, o participante é colocado diante de situações que exigem presença, criatividade e disposição para experimentar – inclusive quando existe vergonha ou medo de errar.

É nesse processo que o teatro pode se tornar uma ferramenta que vai além da formação artística.

As habilidades trabalhadas em cena podem aparecer em situações cotidianas, como uma apresentação na escola ou na faculdade, uma entrevista de emprego, uma reunião de trabalho, uma conversa com desconhecidos ou simplesmente na maneira como alguém passa a perceber o corpo e a se relacionar com outras pessoas.

“Eu não acredito que todo mundo que faz teatro precisa querer ser ator”, afirma Daniel Smidt, diretor da Escola e Companhia de Teatro (Adote), que atua há 25 anos em Campo Grande.

Para ele, cada aluno pode encontrar na experiência uma transformação particular.

“Cada pessoa pode encontrar uma coisa diferente aqui. Pode ser a coragem para falar, a confiança para se posicionar, a capacidade de trabalhar em grupo, a criatividade ou simplesmente a liberdade de ser quem é”, afirma.

O PRIMEIRO APRENDIZADO

A comunicação é uma das primeiras habilidades que podem ser percebidas no trabalho teatral. No palco, não basta saber o que dizer: é preciso pensar em como aquilo será dito, compreender o espaço, perceber quem está ouvindo e utilizar voz, corpo e expressão para transmitir uma ideia.

Esse exercício pode ser levado para fora da sala de aula.

Falar diante de outras pessoas, sustentar uma opinião, apresentar um trabalho ou participar de uma conversa exigem, em diferentes níveis, algumas dessas mesmas ferramentas. O teatro permite que o aluno experimente essas situações em um ambiente de aprendizagem, no qual errar também faz parte do processo.

Daniel conhece essa transformação por experiência pessoal.

“Eu também já fui uma pessoa tímida. O teatro foi me dando ferramentas para me expressar, para me comunicar, para olhar para o outro e também para me enxergar de uma maneira diferente. Quando olho para quem eu sou hoje, percebo o quanto tudo aquilo que aprendi através da arte contribuiu para a minha vida”, reflete o diretor.

O CORPO FALA

Outro aspecto trabalhado no teatro é a expressão corporal. Antes mesmo de uma pessoa dizer qualquer palavra, sua postura, seus movimentos e sua maneira de ocupar um espaço podem transmitir informações.

Perceber isso ajuda o aluno a desenvolver consciência sobre o corpo. Em cena, ele precisa compreender como determinado movimento contribui para a construção de uma personagem ou para a comunicação de uma situação. Fora dela, essa percepção pode ajudar na forma como se posiciona e se expressa.

A estudante Charlie Budib, de 19 anos, chegou ao teatro justamente buscando enfrentar a timidez e se sentir mais segura para se expressar. A recomendação partiu de sua psicóloga e a identificação com as artes ajudou a transformar a sugestão em experiência.

“Eu buscava me abrir mais para as pessoas. Conseguir falar melhor em público, me desafiar, sair da zona de conforto. Me sentir mais segura em me expressar”, conta.

Depois das aulas, ela percebe mudanças inclusive em situações que não têm relação direta com o palco.

“O teatro mudou bastante o jeito que eu ajo. Eu me sinto muito mais tranquila sobre a minha expressão corporal no dia a dia. Coisas que antes eu não conseguiria dizer ou fazer agora são muito mais simples”, diz.
Para Charlie, a sala de aula também se tornou um espaço de segurança para experimentar.

“É um ambiente que eu me sinto acolhida. Eu posso acertar ou errar, mas no final, a gente sempre bate palmas um para o outro. Todo mundo está sempre evoluindo e se ajudando. É um lugar que eu posso realmente me soltar”, afirma.

A ARTE DO IMPROVISO

Quem nunca fez teatro pode imaginar que a atividade depende principalmente da memorização de textos. Mas a preparação de um ator envolve muito mais do que decorar falas.

Improvisações e jogos teatrais fazem parte do processo justamente porque colocam os participantes diante do inesperado. Uma proposta pode mudar no meio do exercício, uma cena pode tomar um caminho diferente do planejado e o aluno precisa encontrar uma maneira de continuar.

A habilidade de improvisar, nesse sentido, não significa simplesmente “inventar qualquer coisa”. Ela envolve atenção, escuta e capacidade de responder ao que está acontecendo naquele momento.

Essa experiência pode contribuir para que o participante lide melhor com situações nas quais não possui controle absoluto sobre o resultado.

Foi algo que Maysa Garcia encontrou nas aulas. Ela chegou ao teatro pensando na formação necessária para se tornar atriz e, posteriormente, seguir o caminho da dublagem. Procurava técnicas para trabalhar voz, postura e presença.

Mas acabou encontrando também uma forma de enfrentar inseguranças.

“Me deu mais confiança para viver o mundo como eu mesma, de realmente ocupar um espaço sem culpa”, relata. Para ela, o teatro ajudou a transformar uma orientação comum dentro das aulas – enfrentar uma cena mesmo quando existe medo – em uma postura que também pode ser aplicada à vida.

“O teatro nos ensina: se está com medo, vai com medo mesmo. Isso é para a cena, mas na nossa vida isso também se aplica”, pontua.

ABRAÇO ÀS DIFERENÇAS

O teatro também pode ser uma experiência de inclusão. Cada participante chega com características, habilidades e dificuldades únicas e a aprendizagem não acontece necessariamente no mesmo ritmo.

É o caso de Evelyn Machado, que tem deficiência intelectual e participa das atividades da Adote há alguns anos.

Ela conta que, no início, tinha dificuldades principalmente para memorizar, falar diante de outras pessoas e realizar atividades novas. O nervosismo e a vergonha também apareciam, mas não impediram sua permanência.

“No teatro eu encontrei um espaço onde eu posso fazer as coisas do meu jeito, aprender no meu tempo e também ser incentivada a tentar”, conta.

Ao longo desse período, Evelyn participou de apresentações, atividades e festivais. Também recebeu duas premiações em competições.

“Para mim foi uma felicidade muito grande, porque eu nunca imaginei que poderia subir em um palco, competir e ainda receber um prêmio”, relata.

A experiência, segundo ela, também contribuiu para a comunicação e a autoconfiança.

“O teatro me ajudou muito. Eu fiquei mais comunicativa, perdi um pouco da vergonha e passei a acreditar mais em mim. Cada vez que eu entro no palco é uma conquista”, pontua.

Para Evelyn, a deficiência não define o que ela é. “Eu tenho minhas dificuldades, assim como todo mundo tem as suas, só que algumas coisas para mim são mais difíceis e eu preciso de mais tempo ou de ajuda. Mas também tenho minhas capacidades e gosto muito quando as pessoas acreditam em mim e me dão oportunidade”, destaca.

EXPERIÊNCIA COMPARTILHADA

Se para alguns o teatro é uma descoberta individual, para Miriam Amada de Oliveira, de 54 anos, que faz teatro ao lado do marido, Sueiyoshi Altino de Lima, de 55 anos, a atividade também se tornou uma experiência compartilhada.

Os dois decidiram fazer o curso juntos. Sueiyoshi chegou interessado pela relação entre cinema e atuação.

Queria entender como funciona o processo de construção de um ator e descobriu, nas aulas, que interpretar vai muito além de decorar e repetir falas.

Miriam, por sua vez, carregava desde jovem a curiosidade de conhecer os bastidores e entender como uma pessoa se prepara para atuar.

Fazer o curso lado a lado acrescentou uma dimensão inesperada à experiência: conhecer melhor um ao outro.

“Então, o fato de fazer o teatro junto com minha esposa fez eu conhecer mais um lado dela que não está ali no cotidiano, no dia a dia. Eu consigo ver mais a pessoa, a parte mais criativa dela, outras partes que a gente não vê no dia a dia”, conta Sueiyoshi.

Miriam também percebeu mudanças na relação.

“Quando a gente tem as mesmas vontades, tudo fica melhor”, afirma. Segundo ela, os dois passaram a conversar sobre os exercícios, ensaiar em casa e discutir as atividades realizadas nas aulas.

Para ela, o teatro ampliou a admiração que já existia entre os dois. “Você começa a conhecer o outro lado dela [da pessoa]. Então foi muito bom a gente fazer juntos, porque assim como ele vê como eu interpreto, como eu faço os exercícios, ele também vê esse meu lado, eu vejo o lado dele”, relata.

felpuda

Durante coletiva de imprensa da prefeita Adriane Lopes, realizada para...Leia na coluna de hoje

Confira a Coluna Diálogo desta segunda-feira (21)

21/09/2026 00h01

Coluna Diálogo

Coluna Diálogo ARQUIVO/CORREIO DO ESTADO

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JOHANN GOETHE - ESCRITOR ALEMÃO

"O que passou, passou. Mas o que passou luzindo, resplandecerá para sempre”

FELPUDA

Durante coletiva de imprensa da prefeita Adriane Lopes, realizada para anúncio da força-tarefa após o temporal, comentário geral era de que os vereadores presentes haviam “caído de paraquedas” por lá, na tentativa de mostrar o que não fazem na prática: discutir e elaborar um plano de trabalho de longo prazo, com o Executivo, no planejamento de projetos que evitem o caos a cada temporal que cai em Campo Grande. Não faltaram trocadilhos e piadinhas a respeito de mais um jogo de cena dos nobres edis. Dá licença, vai!...

Coluna Diálogo

Preocupante

Mais de 50% dos jornalistas no Brasil apresentam sintomas de depressão. O dado faz parte da pesquisa Condições de Trabalho e Saúde Mental de Jornalistas no Brasil, lançada durante reunião do Conselho de Comunicação Social (CCS) do Congresso, no Senado.

Mais

A pesquisa contou com a participação de 257 jornalistas brasileiros, que responderam a um questionário on-line. Ainda de acordo com os dados, 47,8% dos entrevistados informaram sofrer com estresse e 47,9% têm insônia.

Coluna DiálogoNádia Bana Povh e Miguel Povh Filho, que hoje comemoram 63 anos de casamento (Bodas de Sândalo). Foto: Arquivo Pessoal
Coluna DiálogoMaisa Monseff. Foto: Arquivo Pessoal

Afinados

Caso sejam eleitos, o ex-governador Azambuja e o governador Riedel terão papel importante na escolha do futuro presidente da Assembleia Legislativa. O grupo político que reúne aliados de ambos e alimenta pretensões para comandar o Legislativo terá de estar muito bem afinado com os dois. Afinal, a palavra de quem ocupa posição de liderança costuma pesar, e muito, nesse tipo de escolha. Quem imaginar que basta contar votos e ignorar as articulações políticas poderá acabar descobrindo que a conta não fecha. Para ser ungido, será preciso mais do que vontade. Caso contrário, é apenas ilusão. A conferir!

Sonho meu...

O deputado federal Vander Loubet (PT) começou a fazer as contas dos votos que poderá receber na disputa por uma cadeira no Senado nas eleições deste ano. Depois de somar, multiplicar e tirar a “prova dos nove” de cada região de Mato Grosso do Sul, há quem diga que ele já começou a sonhar com a segunda vaga de senador. Se o seu cálculo estiver correto, quem estaria com a eleição ameaçada seria o Capitão Contar (PL), bolsonarista de carteirinha. Sei não...

Cara de pau

Que coincidência, hein?! Bastou o nome de Flávio Bolsonaro ganhar um pouco mais de fôlego nas pesquisas, para o Planalto descobrir que “há espaço fiscal” no caixa. O governo anunciou reajuste de 15% no Bolsa Família e na maior cara de pau ainda informa que não tem nada a ver com o “calendário eleitoral”. Pode?

ANIVERSARIANTES

  • Ana Carolina Pires de Rezende Coutinho,
  • Geise Helena da Silva,
  • Renan Vera de Almeida,
  • Celina Colman de Oliveira,
  • Rafaela de Queiroz Rodrigues da Cunha Feitosa,
  • Luis Adriano Garcia Corrêa,
  • Efigenia Gavilan Franco,
  • João Henrique Souza Guerino,
  • Mateus Garcia Pires,
  • Maria Lice Fernandes Couto Citino,
  • José Valeriano de Souza Fontoura,
  • Maucir Pauletti,
  • Wanderlan Marques Dorneles Silveira,
  • Amanda Denise de Lima,
  • Wolmir Silva de Farias,
  • Ademir Koki Tibana,
  • Antonio Foletto,
  • Derly Ramão Lopes,
  • Osvaldo Francisco dos Santos,
  • Cristiane Gomes,
  • Eduardo Esgaib Campos,
  • Guilherme Ferreira Dutra Júnior,
  • Oilton Albres da Silva,
  • Yone Silveira de Mello,
  • Rafael Arnaldi,
  • Carolina Dalpasquale Gomes,
  • Valrícia Miranda de Oliveira Moraes,
  • Felix Sorgatto,
  • Laura Regine Silveira,
  • Alvaro Ramos do Amaral,
  • José Marcos Maksoud,
  • Dra. Paulinne de Souza Arruda,
  • Vera Lúcia Castelli,
  • Elton Soares Timoteo,
  • Agnaldo dos Santos Souza,
  • Manoel Ferreira Nery,
  • Augusto Martinho,
  • Othavio Fernandes Siqueira,
  • Dr. Francisco Wilson Rocha,
  • Vânia Aparecida dos Santos Mugartt,
  • Aline Rodrigues Zacarini,
  • Lúcia de Toledo Câmara Neder,
  • Lucy Kosurian Sayegh,
  • Francisca Galvão,
  • Walter Augusto Martinho,
  • Adair Aparecido de Freitas,
  • Aryovaldo Maria Bento,
  • Norman Gomes,
  • Zirley de Moraes Lima,
  • Cristovão Espíndola,
  • César Augusto Herwiny,
  • Doroteia Aparecida da Glória Terencio,
  • Joana Molina Rodrigues,
  • Liliane Paschoaletto Trindade,
  • Cleber Teixeira Mello,
  • Marco Aurélio Pallacio,
  • Ruggero Barbosa Ferraz,
  • Fernando João Rosa Serra,
  • Adair Garcia Anache,
  • Roberto Alexandre Ajul Rezende,
  • Leonardo Farias da Silva,
  • Josevaldo Cordeiro Manso,
  • Nelson Ribeiro Peres,
  • Otavio Adami Gomes,
  • Pierangelo Camillo,
  • Luiz Edmundo Ramos Freire,
  • Sandra Regina Motta,
  • Raul Vítor dos Santos,
  • Márcio Vieira Menezes,
  • Rodrigo Lima Arakaki,
  • Dra. Rosa Cristina Miranda Zimmermann,
  • Marcelo Ribeiro Vorus,
  • Rosângela Yule Queiroz,
  • Francisco Carlos Nogueira de Rezende,
  • Inácio Clacier Roeder,
  • Aldenir Lima da Silva,
  • Valdeir Marques dos Santos,
  • José Martins Coutinho,
  • Efigênia Espindola Gimenes,
  • Rosa Maria Iazer,
  • Ana Fátima Belalian Corrêa da Silva,
  • Orlando Teixeira,
  • Giulliano Lima da Cunha,
  • Isaac Rodrigues dos Santos,
  • Mohamad Akrama Eljaji,
  • Leandra Henriques Bunazar Abes,
  • Orivaldo Pereira,
  • Dielze Almeida Rosa,
  • Eliza Yule,
  • Flávio Casarim Moretti,
  • Ana Paula Dyszy,
  • Hermes Bocca Salineiro,
  • Carla de Fátima Monteiro Corrêa Machado,
  • José Orlando Marques Pedrosa,
  • Michael Luiz Menuci,
  • Jucli Teresinha Stefanello Peruzo,
  • Aislan Luis Massoni,
  • Juliano Folle,
  • Diego Gatti,
  • Roberto Carlos Zulato,
  • Valter Carlos Rossignollo Venditti,
  • Henrique Ribeiro Benatti,
  • Jaqueline Duarte Yusuf,
  • Valdir Matos Betonti.

COLABOROU TATYANE GAMEIRO *

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