Correio B

PLATAFORMAS DIGITAIS

Seleção de filmes e séries em plataformas digitais, feita pelo "Via Streaming"

A dica da semana é a série "Succesion", da HBO Max

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Série de quatro temporadas da HBO Max, “Succession” conta os bastidores de uma empresa controlada por uma família multimilionária

Lançada em 2019 e com quatro temporadas até agora, “Succesion” é uma série original da HBO Max que desde a sua estreia já conquistou a atenção de muitas pessoas ao redor do mundo. Vencedora de diversas categorias em premiações importantes como o Globo de Ouro, o Prêmio Emmy, o Critics Choice Award e o Satellite Award, a série criada por Jesse Armstrong tem uma incrível habilidade de construir vários personagens intragáveis que, apesar de estarem contextualizados em uma classe social de grande poder aquisitivo, são facilmente interpretados como arquétipos de pessoas que podem ser encontradas em qualquer família.

A série começa no aniversário de Logan Roy (Brian Cox), o poderoso patriarca de uma família dona da Waystar Royco, uma grande empresa de comunicações e entretenimento, que se vê obrigado a falar sobre a sucessão do seu cargo de chefe ao ter sua saúde fragilizada. Por isso, ao reunir os seus quatro filhos em um almoço comemorativo, Logan anuncia que Kendall (Jeremy Strong) seria o escolhido para sucedê-lo como chefe da empresa. Porém, o personagem ainda precisa provar que deixou para trás um passado de drogas, álcool e farras sexuais e que está pronto para fechar novos negócios importantes para a empresa.

Além de Kendall, a sucessão de Logan é formada por mais três filhos. Shiv (Sarah Snook) é a mulher e parece não ter muito interesse nos negócios da família, já que trabalha como conselheira em campanhas políticas. Roman (Kieran Culkin) é o típico filho mais novo rebelde que, apesar de fazer muitas besteiras, sempre é perdoado. E Connor (Alan Ruck) é o mais velho e também o mais cansado de todas as intrigas que acontecem nos bastidores da empresa da família. Quando Logan acaba ficando incapacitado, os rumos da sucessão da empresa ficam incertos e todos os personagens vão entrar em uma verdadeira corrida para defender os seus interesses.

Mulher enganada por homem dos sonhos em um aplicativo de relacionamentos se infiltra na sua vida de verdade e cai em armadilha perigosa

Com o surgimento dos aplicativos de namoro, como o “Tinder” ou o “Grinder”, muitas são as histórias de pessoas que enganam as outras nessas redes sociais. Muito disso se dá pela facilidade de mentir na internet, sendo possível construir perfis com nomes e até fotos de outras pessoas. Diversas são as produções cinematográficas que vem abordando esses casos, como a a novela “Travessia”, da Globo, e documentários inspirados em casos reais como “O Golpista do Tinder”. Na nova produção original da Netflix “Perfil Falso”, que estreia dia 31 de maio, esse é o início de uma história muito mais complicada.

A série acompanha Camila, uma mulher muito bonita que abriu um perfil bastante sedutor em um aplicativo de encontros. Em uma de suas aventuras pela rede social, a personagem encontra um homem muito bonito chamado Fernando Castell, com quem possui uma química que nunca havia experimentado com ninguém. Porém, depois de algumas noites juntos, o homem desaparece e quando Camila vai tentar procurá-lo no local onde ele disse trabalhar, a protagonista descobre que, na verdade, a pessoa com quem ela achou que havia tido uma conexão mágica a enganou, já que o verdadeiro Fernando Castell era outra pessoa.

Em uma coincidência, a personagem acaba avistando o homem que a enganou e logo descobre seu verdadeiro nome (Miguel Estévez) e que ele é casado e possui uma filha. Tomada por um sentimento de vingança e com vontade de desmascarar a infidelidade de Miguel, Camila aluga a casa vizinha à dele em um condomínio de ricos em Cartagena (Espanha) e começa a atormentar a vida do casal. Porém, a personagem não percebe que, na verdade, havia caído em uma armadilha perigosa ao provocar uma poderosa família que não irá poupar esforços para manter o seu status e aparência, colocando em risco a sua própria vida.

Um grupo de jovens pescadores em um pequeno vilarejo nas ilhas de Portugal vê sua vida mudar com o aparecimento de diversos pacotes de cocaína no seu litoral

Situação muito similar ao que aconteceu no Brasil nos anos 1980, quando toneladas de maconha disfarçadas em latas de leite em pó começaram a aparecer no litoral carioca, viveu o pequeno vilarejo de Rabo de Peixe nos anos 2001. Localizado na ilha de São Miguel, em Portugal, o lugar possuía cerca de sete mil habitantes quando uma embarcação naufragada espalhou cerca de meia tonelada de pacotes de cocaína na sua costa. O destino do navio era uma ilha na Espanha e a droga que carregava tinha um grau de pureza de 80%, tendo um valor aproximado de 150 milhões de euros.

Conhecido como “o verão do pó", aquele foi um evento que mudou para sempre as dinâmicas sociais da ilha, cujos moradores viviam de pesca e agricultura, principalmente. Esse estranho acontecimento serviu de inspiração para a segunda produção original da Netflix Portugal “Mar Branco”, que chega na plataforma no dia 26 de maio. A série tem como protagonista Eduardo (José Condessa), um jovem pescador e morador de Rabo de Peixe, que estava no vilarejo quando a droga começou a surgir do mar. Junto com os seus amigos, o personagem irá ver uma oportunidade de ganhar dinheiro com a cocaína perdida.

Por conta disso, os personagens irão montar um esquema de revenda da droga adquirida. De início eles vão se preocupar em recuperar o máximo de pacotes perdidos possíveis e estocá-los em algum lugar seguro. Depois, os jovens ambiciosos tramam vender o produto para outros países e lucrar com o mercado internacional de drogas. Porém, não demora muito para que os mafiosos italianos donos da cocaína e a própria polícia saibam do que havia acontecido em Rabo de Peixe. Assim, os dois grupos irão até o vilarejo para tentar achar a carga perdida. Com isso, os protagonistas serão alvo tanto dos criminosos quanto da polícia. 

cinema

Seis filmes seguem na disputa para representar o Brasil no Oscar

Decisão sobre o título deverá ser tomada em 16 de setembro

09/09/2026 22h00

sSeis filmes brasileiros que continuam em disputa pela vaga de representante do Brasil no Oscar 2027

sSeis filmes brasileiros que continuam em disputa pela vaga de representante do Brasil no Oscar 2027 Foto: Divulgação

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A Academia Brasileira de Cinema anunciou nesta quarta-feira (9) os seis filmes brasileiros que continuam em disputa pela vaga de representante do Brasil no Oscar 2027.  A decisão sobre o longa que vai tentar uma vaga na categoria de melhor filme internacional será tomada em 16 de setembro.

Os títulos que continuam em disputa são:

  • 100 Dias, de Carlos Saldanha;
  • A Fabulosa Máquina do Tempo, de Eliza Capai;
  • A Natureza das Coisas Invisíveis, de Rafaela Camelo;
  • Feito Pipa, de Allan Deberton;
  • Nosso Segredo, de Grace Passô;
  • Vicentina Pede Desculpas, de Gabriel Martins.

A lista dos finalistas saiu de uma pré-lista de 15 filmes,  divulgada pela Academia Brasileira de Cinema no mês de agosto.

Oscar

Ter sido escolhido como o representante brasileiro ao Oscar não significa que o filme já terá garantida uma indicação ao prêmio. Cada país indica um filme como representante para a disputa. O Oscar analisa essas indicações e faz uma seleção dos filmes que, de fato, vão concorrer ao principal prêmio do cinema mundial.

A cerimônia que premiará os melhores filmes do Oscar está marcada para 14 de março de 2027.

Em 2025, o Brasil conquistou o primeiro Oscar com o filme Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, na categoria de melhor filme internacional. Neste ano, o Brasil voltou a ser indicado com o filme O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, que acabou perdendo o prêmio para o norueguês Valor Sentimental.

 

Preservação da fauna

Projeto monitora bugios e macacos-prego no corredor do Rio Sucuriú

Nove grupos de primatas já foram identificados na região; entre eles, a família formada por Baru, Pequi e o filhote Bacuri, acompanhada ao longo das campanhas de campo

09/09/2026 08h30

Mãe e filhote bugio-preto

Mãe e filhote bugio-preto Foto: Divulgação

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No alto das árvores que formam o corredor do Rio Sucuriú, em Inocência, no leste de Mato Grosso do Sul, famílias de bugios e macacos-prego vêm sendo acompanhadas de perto por pesquisadores do projeto Sucuriú, da Arauco.

O trabalho busca entender como esses animais vivem, se deslocam e utilizam a paisagem, reunindo informações que podem contribuir para a conservação das espécies e para a manutenção da conectividade entre áreas de vegetação.

Ao todo, nove grupos de primatas já foram identificados na área monitorada pelo projeto Sucuriú. O acompanhamento é direcionado principalmente ao bugio-preto (Alouatta caraya) e ao macaco-prego-do-papo-amarelo (Sapajus cay), espécies classificadas como Vulneráveis (VU) no Brasil, categoria que indica alto risco de extinção na natureza.

“Esse é um trabalho construído ao longo do tempo. Não se trata apenas de saber se determinada espécie está presente, mas de reunir informações sobre os grupos, seus deslocamentos e as áreas que utilizam. A combinação das metodologias permite ampliar esse conhecimento e criar uma base cada vez mais consistente para as ações de conservação”, afirma Gonzalo Flores, Especialista de Biodiversidade da Arauco.

Entre os grupos que passaram a ser reconhecidos pelas equipes está uma família de bugios formada por Baru (pai), Pequi (mãe) e Bacuri (filho).

O filhote nasceu durante o período de monitoramento e recebeu o nome após uma votação que reuniu mais de 270 participantes, entre trabalhadores da obra e integrantes da comunidade externa.

Desde então, a família continua sendo reencontrada durante as campanhas. Nos registros mais recentes, Bacuri apareceu interagindo com os pais, enquanto outros filhotes do grupo foram observados em momentos de brincadeira.

As imagens ajudam os pesquisadores a acompanhar o desenvolvimento dos animais e compreender melhor a dinâmica das famílias ao longo do tempo.

“A possibilidade de reencontrar os mesmos grupos ao longo das campanhas é muito importante porque permite acompanhar essas famílias no tempo. No caso de Baru, Pequi e Bacuri, seguimos registrando o grupo e reunindo informações que ajudam a compreender sua composição, o uso da paisagem e seus deslocamentos pelo corredor do Rio Sucuriú”, explica Carolina Garcia, bióloga e responsável técnica da Sauá Consultoria Ambiental.

HABITANTES DA MATA

A vida dos bugios e macacos-prego está diretamente ligada à continuidade da vegetação. Como vivem e se deslocam predominantemente pelas árvores, essas espécies dependem da conexão entre as copas para alcançar alimento, abrigo e outras áreas utilizadas pelos grupos.

Mãe e filhote bugio-pretoPai bugio-preto - Foto: Divulgação

Por isso, saber onde os animais estão e como circulam pelo território é uma informação importante para compreender a conectividade dos ambientes ao longo do corredor do Rio Sucuriú.

Além de sua importância como parte da fauna local, os primatas exercem funções fundamentais nos ecossistemas. Ao consumirem frutos e se deslocarem entre diferentes áreas, transportam e dispersam sementes, contribuindo para a regeneração da vegetação e para a diversidade das florestas.

A dependência que possuem de ambientes florestais também faz com que sejam considerados bioindicadores, já que a presença e a dinâmica desses animais podem ajudar a revelar as condições de conservação e conectividade das áreas onde vivem.

TECNOLOGIA ALIADA

Para acompanhar os animais, as equipes combinam diferentes métodos. O trabalho inclui observação direta em campo, armadilhas fotográficas – as chamadas câmeras-trap – e drones equipados com sensores termais.

Cada ferramenta oferece uma possibilidade diferente de observação. Enquanto o acompanhamento em solo permite registrar mais detalhes sobre o comportamento e a composição dos grupos, os drones ajudam a localizar animais em regiões onde a vegetação fechada dificulta a visualização.

Os números mostram a diferença no alcance das metodologias. Em aproximadamente 25 horas de busca ativa em campo, dois grupos foram identificados. Já em cerca de 24 horas de voo, os drones localizaram sete dos nove grupos conhecidos na área monitorada: seis de bugios e um de macacos-prego.

A tecnologia, no entanto, não substitui o trabalho realizado diretamente na mata. A combinação dos métodos permite ampliar a capacidade de localizar e reencontrar os animais durante as campanhas.

Nas próximas etapas, também está previsto o uso de GPS – telemetria em macacos-prego, recurso que poderá fornecer novas informações sobre os deslocamentos da espécie.

O trabalho técnico é desenvolvido pela Sauá Consultoria Ambiental, parceira do projeto Sucuriú e integrante do Grupo de Assessoramento Técnico (GAT) do Plano de Ação Nacional para a Conservação de Espécies Ameaçadas de Extinção da Ictiofauna, Herpetofauna e Primatas do Cerrado, Pantanal e Amazônia (PAN CERPAM), coordenado pelo ICMBio.

FAUNA DIVERSA

Embora os primatas sejam um dos principais focos do acompanhamento, o monitoramento também vem revelando a diversidade de outros animais presentes na região.

As câmeras instaladas no território já registraram espécies como tatu-canastra, anta, lobo-guará, tamanduá-bandeira e jaguatirica. Um grupo de queixadas com mais de 10 indivíduos também foi identificado.

A construção dessa base de informações permite acompanhar a fauna antes, durante e depois das intervenções previstas na região. Parte dos dados será utilizada para avaliar medidas de mitigação relacionadas às obras de captação de água e do emissário de efluentes tratados.

As intervenções exigirão alterações em trechos de vegetação próximos ao rio e podem criar descontinuidades no dossel – a camada formada pelas copas das árvores –, afetando especialmente espécies arborícolas.

Para reduzir esse impacto, estão previstas duas passagens superiores de fauna, estruturas suspensas com aproximadamente 180 metros de vão livre. A expectativa é de que elas ajudem a restabelecer a conexão entre os trechos de vegetação.

O monitoramento atual permitirá entender como os primatas utilizam a paisagem antes da implantação das estruturas, prevista para o primeiro semestre de 2027. Depois, as campanhas continuarão para verificar se os animais passam a utilizar as travessias e se elas cumprem a função de reconectar os ambientes.

Ao todo, estão previstas 20 campanhas de monitoramento ao longo de cinco anos, com quatro etapas realizadas anualmente.

RECONHECIMENTO

O uso de drones termais para localizar primatas em áreas de vegetação fechada também rendeu reconhecimento ao trabalho realizado no corredor do Rio Sucuriú. A iniciativa conquistou o Prêmio Destaques do Setor ABTCP 2026, na categoria Recursos Naturais e Bioeconomia.

Entre os pontos destacados estão o caráter não invasivo do monitoramento, o desenvolvimento de parâmetros específicos para detectar primatas e a combinação de diferentes metodologias para acompanhar os grupos e avaliar a conectividade da paisagem.

A entrega do prêmio está marcada para o dia 6 de outubro.

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