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Sophia Abrahão: "No final desse ano eu tive o prazer de interpretar Daniela"

Atriz, Cantora, Apresentadora e Digital Influencer, a artista multifacetada já entrou na lista FORBES UNDER 30 da revista Forbes com pessoas no Brasil de até 30 anos que se destacaram em suas atividades em 2016

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Em atividade desde os 13 anos, Sophia é uma potência nas diversas vertentes que atua. Atualmente, ela está com novos planos e se dedica ao seu canal no Youtube e ao Clube do Livro, que tem como proposta o incentivo à leitura com seus fãs e seguidores.

A ideia para surgiu após Sophia, que tem cinco livros publicados em parceria, perceber a constante interação de seus mais de 5 milhões de seguidores que acompanham fervorosamente as breves resenhas que ela faz em seus stories pedindo mais dicas de livros.

Seu canal no Youtube atualmente possui mais de 13 milhões de visualizações, e nele, Sophia explora diversas vertentes, como vlogs, entrevistas, interações com os seguidores, e aborda assuntos relevantes, como o feminismo, comportamento e lifestyle.

Sua carreira começou cedo, teve oportunidade de morar em diversos países onde participou de catálogos, desfiles e comerciais de televisão, e já chegou a morar cinco meses na China, trabalhando como modelo.

Ao retornar ao Brasil, fez curso de interpretação e Expressão para TV, Publicidade e Teatro, em São Paulo, e logo foi escalada para o elenco da novela “Malhação“.

Em 2010, passou a co-protagonizar a telenovela “Rebelde” na Record, como Alice Albuquerque e, com o resto do elenco, formou parte de uma banda homônima.

 Outras grandes produções expressivas em seu currículo incluem a peça e o filme “Confissões de Adolescente” e a novela “Amor à Vida”, da Rede Globo. Em 2014 fez sucesso como Gaby, na novela das 19h da Rede Globo, “Alto Astral“.

Sua carreira musical também teve grandes destaques: no final de 2015 lançou o álbum “Sophia Abrahão“, que, em menos de 24 horas, se tornou o álbum mais baixado do iTunes. 

Além disso, em 2016, Sophia foi indicada ao Latin Grammy, principal prêmio de música mundial, como Melhor Artista Revelação. Ainda em 2016, além da turnê, que passou por algumas capitais do Brasil, Sophia participou do quadro “Dança dos Famosos” no Domingão do Faustão, no qual conquistou o vice-campeonato.

Sophia na Super Dança dos Famosos - Divulgação

O ano de 2016 foi repleto de projetos bacanas e muitas realizações profissionais para Sophia. A artista multifacetada entrou na lista FORBES UNDER 30 – lista da revista Forbes com pessoas no Brasil de até 30 anos que se destacaram em suas atividades –. Ela recebeu destaque na categoria cinema, televisão e teatro.

Sophia também assumiu a bancada como apresentadora fixa do Vídeo Show até 2019 se revezando com Otaviano Costa e Joaquim Lopes e aguarda sua a estreia do filme "Todo Mundo tem Problemas com o Amor", onde interpreta a personagem Daniela, previsto para as telonas em 2023.

Em entrevista exclusiva ao Correio B+ desta semana, Sophia conta tudo pra gente sobre carreira, música, estreia e novos projetos.

Sophia Abrahão já esteva na lista da revista FORBES - Divulgação

CE: Fazendo um retrospecto da sua carreira, como tudo começou?
SA: “Eu comecei como modelo aos 13 anos, em São Paulo (SP). Eu fui abordada por um booker de uma agência que perguntou se eu tinha interesse em trabalhar, porque ele achou que eu tinha o perfil na época. E a partir daí eu entrei nessa agência e comecei a fazer vários testes, pegar alguns trabalhos. E foi assim até meus 15 anos, quando eu fui selecionada para passar uma temporada trabalhando como modelo na China.

Quando eu voltei para o Brasil, com 16 anos, eu fiz meu primeiro teste para TV, porque a minha agência achava que se eu tivesse mais experiência com texto e câmera, talvez eu pudesse pegar mais trabalho de publicidade, que eram trabalhos melhor remunerados nesse meio da publicidade.

Então, o teste de malhação, a princípio, foi mais como um aprendizado e uma experiência. E, pra minha surpresa, eu acabei passando nesse primeiro teste e foi assim que eu mudei para o Rio de Janeiro (RJ), com 16 anos, comecei a atuar e já no Rio, busquei muito apoio, escolas de atuação e, paralelo à minha experiência na Malhação, eu também comecei a me dedicar a parte teórica do ofício, porque eu não esperava que eu fosse passar nessa circunstância.

E a partir daí, eu comecei a me jogar de cabeça mesmo nessa área e descobrir que era o que eu queria fazer para o resto da vida.”

CE: Você chegou a morar na China trabalhando como modelo e depois voltou... Como foi essa experiência?
SA: “Morar na China foi uma das experiências mais enriquecedoras e difíceis da minha vida. Na época, eu tinha só 15 anos, e eu fui passar essa temporada sozinha, sem meus pais, foi a primeira vez que eu saí de casa.

Foi um período muito frutífero em relação a trabalho, o mercado chinês é um mercado muito produtivo, o volume de trabalho é imenso e eu consegui trabalhar bastante por lá, e não posso deixar de falar toda a bagagem cultural que eu adquiri com essa viagem, estar em contato com outras tradições, poder ver e conviver com culturas muito diferentes da minha foi uma experiência muito profunda na minha vida.

Eu tenho certeza que esse período ajudou também a moldar toda a minha personalidade, e também moldar a forma que eu enxergava o mundo, com todas as suas complexidades e todas as suas diferenças. Foi um período difícil pela maneira, por estar sozinha, sem meus pais, longe de casa, mas foi um período de muito aprendizado e eu adquiri uma bagagem imensurável.

CE: O que a fez voltar a morar no Brasil?
SA:
“Minha viagem para a China já tinha uma previsão de término. Estava estudando na época, então, eu acordei com o colégio pra me ausentar por um tempo, e também aproveitei as férias de verão que eu não teria aula. Eu sabia que ia voltar para o Brasil depois de 5 meses, e voltei para completar os estudos, de uma maneira que eu não me prejudiquei muito, eu tinha boas notas, então passei de ano direto. Aproveitei esse período que eu já não teria aula, acordei com o colégio mais um pouco das aulas que eu ia perder, e voltei para estudar.”

A atriz Sophia Abrahão é Capa do Correio B+ desta semana - Diagramação Denis Felipe

CE: Você tem passagens marcantes por duas as principais novelas voltadas para o público jovem: “Malhação” e “Rebelde”. Como foi fazer parte desses projetos? Nos conte um pouco sobre as experiências...
SA:
“‘Malhação’ foi o primeiro projeto atuando da minha vida, caí de paraquedas mesmo, me mudei para o Rio de Janeiro (RJ), fui emancipada e passei a morar sozinha definitivamente, porque aos 15 anos eu tinha passado só um período sem os meus pais e aos 16, de fato, vim morar sozinha.

No começo foi bem difícil, desafiador, porque eu não sabia muito bem como me comportar, não entendia muito sobre o ofício da atuação, mas como é uma experiência muito intensa e existe sim uma atenção e um cuidado maior, porque a maioria das pessoas ali está começando, está no seu primeiro trabalho, então toda a equipe me acolheu de uma maneira muito carinhosa.

Justamente por isso eu consegui passar por essa fase, esse período de adaptação, de uma maneira mais tranquila e muito bem amparada. Sem dúvida nenhuma, foi o melhor começo que eu poderia ter tido atuando e atuando na TV, e o público jovem que permaneceu comigo também em ‘Rebelde’.

‘Rebelde’, sem dúvida, foi o grande divisor de águas da minha carreira, foi onde esse público aumentou muito de volume. Era uma febre, né? Foi uma novela musical muito popular, que arrastava multidões nos shows, a gente fazia turnê pelo Brasil inteiro, então eu consegui me conectar ainda mais com o público.”

CE: Quais ensinamentos “Malhação” e “Rebelde” proporcionaram a você como atriz?
SA:
“Como atriz, Malhação foi a minha primeira experiência, eu entrei bem crua, só que eu costumo dizer que quando a sorte bate na minha porta, ela me encontra trabalhando.

Porque surgiu essa oportunidade como atriz e logo eu fui correr atrás da parte teórica, do embasamento técnico que eu não tinha quando eu me mudei para o Rio de Janeiro e comecei a atuar. Eu fiz um curso de artes e me dediquei muito aos meus estudos.

Tínhamos preparação local, tínhamos preparação corporal também na ‘Malhação’, eles ofereciam essa estrutura para a gente, então foi um início muito bem amparado. E também tem uma parte que a gente não aprende muito nos cursos, que é vivência do dia a dia, como funciona um set, como se posicionar melhor para as câmeras, sabe decupar um roteiro...

Coisas que eu também nunca tinha tido contato antes e que, de fato, a gente só aprende na prática, fazendo. Quando eu passei para ‘Rebelde’ e fiz Alice, eu já tinha um domínio maior sobre o que que era o ofício, já tinha trabalhado, tinha feito mais uma série depois de ‘Malhação’, já tinha viajado pelo Brasil inteiro com a peça ‘Confissões de Adolescente’.

Então, a parte da atuação já era uma questão que eu dominava um pouco melhor, mas acho que a personagem me exigiu bastante emocionalmente e em termos de preparo físico mesmo, porque a nossa rotina era muito pesada.

Conseguir administrar bem os meus horários, decorar todos os textos do dia, me programar mentalmente não só para estar ali cumprindo, mas também dando o meu melhor nas cenas, foi uma experiência muito enriquecedora. ‘Rebelde’ tinha um volume de trabalho imenso, então eu acho que se ‘Malhação’ foi uma escola, ‘Rebelde’ foi uma faculdade, sem dúvida nenhuma, e me mostrou ainda mais que eu queria seguir essa profissão para sempre.”

CE: Além de atriz, você também é cantora, com um álbum lançado em 2015 que leva o seu nome, “Sophia Abrahão”. Há a pretensão de lançar um novo disco?
SA:
“A música surgiu na minha vida, profissionalmente, com Rebeldes, e desde então eu me apaixonei. Me apaixonei por subir no palco, por cantar, por encontrar os meus fãs pessoalmente e poder vivenciar esse momento junto.

Eu fiz um CD com todo o meu amor, com todo o meu coração, fora esse CD também já lancei outros EPs e outros singles, sempre que eu entro no estúdio é para dar o meu melhor, é pensando no meu público, é colocando ali nas letras tudo que eu estou sentindo, todas as emoções que eu estou vivenciando.

O meu trabalho sempre foi bastante autoral, e é um lado que eu gosto bastante, é uma identidade que eu gosto de imprimir por toda a minha carreira, em todas as áreas que eu atuo.

Eu, atualmente, não tenho pretensão de lançar um novo CD. Acho que esse tipo de coisa tem que vir mesmo do coração, eu tenho certeza que minha carreira de cantora vai permanecer por toda a minha vida.

Não tenho planos para entrar em estúdio e gravar novas faixas, faixas inéditas, mas tem um trabalho musical chegando por aí, releitura de algumas coisas e tomara que as pessoas gostem. Não posso falar muito, mas vai ser lançado em breve, em parceria com o Sérgio também, o que é uma novidade e a gente tá preparando com muito amor, para que a galera possa receber com bastante carinho também.”

Sophia Abrahão - Divulgação

CE: Em 2016, você foi indicada ao Grammy Latino como Melhor Artista Revelação... Qual a sensação de ter tido o seu trabalho reconhecido por uma premiação tão importante?
SA:
“Quando eu fui indicada ao Grammy Latino, eu não acreditei. O Grammy tinha feito uma parceria comigo para eu divulgar a premiação, então na época eu fiz algumas postagens falando sobre o prêmio, sobre as categorias…

E fizeram uma surpresa, além de eu estar apresentando algumas categorias online, me mandaram um arquivo falando que eu tinha sido indicada ao prêmio de Melhor Artista Revelação. Eu fiquei tão extasiada, eu fiquei desnorteada mesmo, porque eu jamais imaginava que isso poderia acontecer.

Eu estava participando dos bastidores da premiação, então, quando chegou minha indicação, eu não acreditei, na hora eu não consegui nem comemorar, porque não fazia sentido aquilo na minha cabeça.

É uma das premiações mais importantes do mundo, e estar podendo representar o Brasil numa categoria internacional, concorrendo com pessoas de toda a América Latina, foi surpreendente, ao mesmo tempo uma emoção muito grande, cheguei a ir à premiação em Las Vegas, pude ver tudo aquilo ali de perto e foi um sonho realizado na minha vida.”

CE: Ainda sobre o seu viés artístico, no mesmo ano, você participou da “Dança dos Famosos”, ficando em 2º lugar. Você já havia tido algum contato com a dança anteriormente? Como foi essa experiência no programa para você?
SA:
“Antes do ‘Dança dos Famosos’, eu tinha experiência de dança no palco com ‘Rebelde’, só que era completamente diferente, porque a gente tinha coreografias individuais, e, no Dança, era dança de salão junto com o nosso professor.

São experiências no viés da dança completamente diferentes, eu nunca tinha feito dança de salão e a gente passa por ritmos muito diferentes entre si, e o tempo que a gente tem para absorver cada coreografia, para aprender a dançar cada ritmo, é muito curto, então participar disso foi assim muito desafiador. A cada domingo eu saía de lá com a sensação de dever cumprido.

Fiquei em segundo lugar no programa, que foi uma surpresa para mim também, eu nunca tinha dançado a dois então não fazia ideia que eu ia chegar até uma final, principalmente ficar em segundo lugar em uma competição com pessoas tão talentosas. Foi uma experiência muito positiva, mas que só de lembrar me dá cansaço, porque foi muito exaustivo também, mas todos os frutos que eu colhi foram maravilhosos.”

                                   Sophia e o namorado, o ator Sérgio Malheiros - Divulgação

CE: Você também já atuou como apresentadora, fazendo parte da bancada do Vídeo Show. O que mais marcou você nessa época?
SA:
“A minha primeira experiência como apresentadora na TV foi no ‘Vídeo Show’, antes disso eu já tinha o meu canal do Youtube, então, de alguma maneira já exercia esse ofício de apresentadora, mas nunca um programa ao vivo de frente para milhões e milhões de espectadores que a Globo tem. Foi mais um desafio na minha carreira.

No começo, foi uma grande loucura, mas corri atrás de fono, de coach, me preparava muito, estudava todas as pautas do programa, tudo que eu podia fazer pra me sentir cada vez mais segura de frente para as câmeras, eu fazia, me preparava de todas as maneiras que eu podia me preparar.

Eu fiquei dois anos à frente do programa, e ao longo do tempo fui me acostumando com aquele ofício que era diário e ao vivo.

Eu saí de lá com uma bagagem que eu não tenho como mensurar, de uma pessoa que atualmente consegue dar conta das adversidades que acontecem, e sem dúvida melhorei a minha capacidade de me comunicar, consegui ter uma dimensão maior do que é estar diretamente em contato com o público, sem um papel, sem estar por trás de uma personagem.”

CE: Por ser uma verdadeira artista, você é muito engajada em temas relacionados à cultura, o que te levou a criar o Clube do Livro. Como funciona esse projeto e quais são os planos para ele previstos para o ano que vem?
SA:
“O Clube do Livro surgiu há pouco mais de três anos na minha vida. Eu comecei a dividir alguns títulos que eu estava lendo com os meus seguidores, e a notar um movimento diferente, as pessoas não só me respondiam, mas também adquiriam os livros e começavam a ler junto comigo, e a partir daí, a gente começou a discutir sobre as temáticas que os livros abordavam, e eu pensei que poderia fazer isso de uma forma mais efetiva, não ficar simplesmente dando dicas aleatórias e sim criar um clube.

E foi aí que surgiu o Clube do Livro, desse meu desejo de poder compartilhar essas experiências literárias junto com os meus seguidores, e o clube foi abraçado de cara, é um dos mais numerosos do Brasil, a adesão é imensa!

É um projeto que não tem fins lucrativos, não existe cobrança nenhuma para participar desse grupo, e funciona da seguinte maneira: a gente elege através do Twitter, um título por mês, e a partir do momento que o título é eleito, eu consigo gerar um desconto com uma editora parceira, e é pré-determinado uma data de início e uma data de conclusão do livro.

Durante todo esse período, que normalmente dura um mês, a gente vai se comunicando, trocando ideias, trocando experiências, dividindo percepções sobre o livro e no final existe uma grande live, onde aí sim, a gente debate sobre toda a história, sobre o que essa história representou na vida de cada leitor.

A gente, infelizmente, vive num país onde as pessoas não têm o hábito de ler, no nosso clube, a gente acaba lendo de 10 a 12 livros por ano, o que é muito acima da média do que normalmente a gente está habituado a ler.

E o clube também me trouxe uma disciplina literária muito grande, eu sempre fui uma leitora um pouquinho mais lenta, um pouquinho mais devagar e quando a gente tem prazos a serem cumpridos, e quando a gente está fazendo isso de maneira coletiva, a experiência se torna ainda mais prazerosa.”

                                        Sophia em "Todo Mundo Tem Problemas com Amor" - Divulgação

CE: Em 2023, nós veremos você nos cinemas, em “Todo Mundo Tem Problemas com Amor”, como Daniela... O que podemos esperar da Sophia nesse novo filme?
SA:
“Esse ano foi um ano muito frutífero também. Eu gravei o filme ‘Letícia’, que é homônimo da minha personagem, uma protagonista, pude ter uma experiência maravilhosa em Brasília, fiquei um mês lá rodando esse longa, pude conhecer mais da cidade e me apaixonei por lá, e por todos os amigos que eu fiz lá, foi um momento muito feliz na minha vida e provavelmente será lançado em 2023.

Esse longa é uma história bem diferente de tudo que eu já fiz, a protagonista tem algumas questões de caráter, alguns traços de personalidade um pouco duvidosos e eu acho que vai prender o público assim do início ao fim, para entender qual que é esse segredo, esse mistério que envolve toda a personagem. Foi um desafio, mas eu amei fazer.

Em seguida, eu fiz ‘Amores Que Enganam’, que foi uma coprodução Brasil, Estados Unidos e México. Fui gravar em Guadalajara, fizemos um episódio, porque a série é uma antologia, então cada episódio tem começo, meio e fim.

Protagonizei esse episódio de uma mulher que se relaciona com um personagem, interpretado pelo Duda Nagle, completamente tóxico e abusivo, então a minha personagem, Amanda, se viu ali embrenhada num universo completamente novo e problemático para ela, ela nunca tinha lidado com essas emoções.

E agora, no final do ano, eu tive o prazer de interpretar Daniela no filme ‘Todo Mundo Tem Problemas com Amor’, foi uma experiência também muito diferente de tudo que já tinha feito. O Dudu Azevedo e a Letícia Lima fazem um casal, que quer ter uma experiência diferente, dar uma apimentada no relacionamento deles, e acaba convidando a Daniela para participar de uma aventura amorosa com eles. E como desenrola essa história, é uma surpresa para todos!”

CE: Sobre os seus novos trabalhos... Pode adiantar algo para gente?
SA:
“Para o ano que vem, estou com uma expectativa muito boa para os projetos que estão vindo, inclusive envolvendo longas que não foram concretizados esse ano. E como eu já disse, o projeto musical que a gente vai lançar em breve, junto com o que vou lançar com o Sérgio, e eu acho que a galera vai gostar.

Então, de alguma forma, também envolvida nesse ambiente musical novamente. Paralelo a isso, todas as ações que eu já faço, ações sociais na minha vida, que hoje em dia é um dos grandes pilares da minha carreira. Sou parceira e embaixadora de algumas ONGs, que estou sempre em contato, e sempre promovendo ações para cada vez estar mais junto e divulgar mais. Também o Clube do Livro, que é uma atividade mensal que eu amo, e que vai perdurar durante muitos e muitos anos.”

        Reprodução Instagram

bons hábitos & autodesenvolvimento

Aulas de teatro vão muito além da arte e contribuem para uma boa saúde

Da timidez à descoberta de novas habilidades, aulas de teatro trabalham comunicação, criatividade, expressão corporal, convivência e autoconfiança

21/09/2026 09h00

 O processo teatral envolve jogos, improvisações, exercícios de expressão corporal, criação de personagens, observação, escuta e interação, ferramentas que contribuem para as habilidades sociais dos alunos

O processo teatral envolve jogos, improvisações, exercícios de expressão corporal, criação de personagens, observação, escuta e interação, ferramentas que contribuem para as habilidades sociais dos alunos Divulgação

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Para algumas pessoas, fazer teatro começa com o desejo de subir ao palco. Para outras, nasce da curiosidade, da vontade de conhecer novas pessoas ou até da necessidade de enfrentar uma dificuldade.

Há quem procure as aulas para melhorar a comunicação, quem queira desenvolver a expressão corporal e quem simplesmente esteja em busca de uma atividade diferente.

O que acontece depois, porém, muitas vezes ultrapassa o objetivo inicial.

Durante uma aula de teatro, decorar e interpretar um texto são apenas algumas das etapas de um processo que envolve jogos, improvisações, exercícios de expressão corporal, criação de personagens, observação, escuta e interação.

Aos poucos, o participante é colocado diante de situações que exigem presença, criatividade e disposição para experimentar – inclusive quando existe vergonha ou medo de errar.

É nesse processo que o teatro pode se tornar uma ferramenta que vai além da formação artística.

As habilidades trabalhadas em cena podem aparecer em situações cotidianas, como uma apresentação na escola ou na faculdade, uma entrevista de emprego, uma reunião de trabalho, uma conversa com desconhecidos ou simplesmente na maneira como alguém passa a perceber o corpo e a se relacionar com outras pessoas.

“Eu não acredito que todo mundo que faz teatro precisa querer ser ator”, afirma Daniel Smidt, diretor da Escola e Companhia de Teatro (Adote), que atua há 25 anos em Campo Grande.

Para ele, cada aluno pode encontrar na experiência uma transformação particular.

“Cada pessoa pode encontrar uma coisa diferente aqui. Pode ser a coragem para falar, a confiança para se posicionar, a capacidade de trabalhar em grupo, a criatividade ou simplesmente a liberdade de ser quem é”, afirma.

O PRIMEIRO APRENDIZADO

A comunicação é uma das primeiras habilidades que podem ser percebidas no trabalho teatral. No palco, não basta saber o que dizer: é preciso pensar em como aquilo será dito, compreender o espaço, perceber quem está ouvindo e utilizar voz, corpo e expressão para transmitir uma ideia.

Esse exercício pode ser levado para fora da sala de aula.

Falar diante de outras pessoas, sustentar uma opinião, apresentar um trabalho ou participar de uma conversa exigem, em diferentes níveis, algumas dessas mesmas ferramentas. O teatro permite que o aluno experimente essas situações em um ambiente de aprendizagem, no qual errar também faz parte do processo.

Daniel conhece essa transformação por experiência pessoal.

“Eu também já fui uma pessoa tímida. O teatro foi me dando ferramentas para me expressar, para me comunicar, para olhar para o outro e também para me enxergar de uma maneira diferente. Quando olho para quem eu sou hoje, percebo o quanto tudo aquilo que aprendi através da arte contribuiu para a minha vida”, reflete o diretor.

O CORPO FALA

Outro aspecto trabalhado no teatro é a expressão corporal. Antes mesmo de uma pessoa dizer qualquer palavra, sua postura, seus movimentos e sua maneira de ocupar um espaço podem transmitir informações.

Perceber isso ajuda o aluno a desenvolver consciência sobre o corpo. Em cena, ele precisa compreender como determinado movimento contribui para a construção de uma personagem ou para a comunicação de uma situação. Fora dela, essa percepção pode ajudar na forma como se posiciona e se expressa.

A estudante Charlie Budib, de 19 anos, chegou ao teatro justamente buscando enfrentar a timidez e se sentir mais segura para se expressar. A recomendação partiu de sua psicóloga e a identificação com as artes ajudou a transformar a sugestão em experiência.

“Eu buscava me abrir mais para as pessoas. Conseguir falar melhor em público, me desafiar, sair da zona de conforto. Me sentir mais segura em me expressar”, conta.

Depois das aulas, ela percebe mudanças inclusive em situações que não têm relação direta com o palco.

“O teatro mudou bastante o jeito que eu ajo. Eu me sinto muito mais tranquila sobre a minha expressão corporal no dia a dia. Coisas que antes eu não conseguiria dizer ou fazer agora são muito mais simples”, diz.
Para Charlie, a sala de aula também se tornou um espaço de segurança para experimentar.

“É um ambiente que eu me sinto acolhida. Eu posso acertar ou errar, mas no final, a gente sempre bate palmas um para o outro. Todo mundo está sempre evoluindo e se ajudando. É um lugar que eu posso realmente me soltar”, afirma.

A ARTE DO IMPROVISO

Quem nunca fez teatro pode imaginar que a atividade depende principalmente da memorização de textos. Mas a preparação de um ator envolve muito mais do que decorar falas.

Improvisações e jogos teatrais fazem parte do processo justamente porque colocam os participantes diante do inesperado. Uma proposta pode mudar no meio do exercício, uma cena pode tomar um caminho diferente do planejado e o aluno precisa encontrar uma maneira de continuar.

A habilidade de improvisar, nesse sentido, não significa simplesmente “inventar qualquer coisa”. Ela envolve atenção, escuta e capacidade de responder ao que está acontecendo naquele momento.

Essa experiência pode contribuir para que o participante lide melhor com situações nas quais não possui controle absoluto sobre o resultado.

Foi algo que Maysa Garcia encontrou nas aulas. Ela chegou ao teatro pensando na formação necessária para se tornar atriz e, posteriormente, seguir o caminho da dublagem. Procurava técnicas para trabalhar voz, postura e presença.

Mas acabou encontrando também uma forma de enfrentar inseguranças.

“Me deu mais confiança para viver o mundo como eu mesma, de realmente ocupar um espaço sem culpa”, relata. Para ela, o teatro ajudou a transformar uma orientação comum dentro das aulas – enfrentar uma cena mesmo quando existe medo – em uma postura que também pode ser aplicada à vida.

“O teatro nos ensina: se está com medo, vai com medo mesmo. Isso é para a cena, mas na nossa vida isso também se aplica”, pontua.

ABRAÇO ÀS DIFERENÇAS

O teatro também pode ser uma experiência de inclusão. Cada participante chega com características, habilidades e dificuldades únicas e a aprendizagem não acontece necessariamente no mesmo ritmo.

É o caso de Evelyn Machado, que tem deficiência intelectual e participa das atividades da Adote há alguns anos.

Ela conta que, no início, tinha dificuldades principalmente para memorizar, falar diante de outras pessoas e realizar atividades novas. O nervosismo e a vergonha também apareciam, mas não impediram sua permanência.

“No teatro eu encontrei um espaço onde eu posso fazer as coisas do meu jeito, aprender no meu tempo e também ser incentivada a tentar”, conta.

Ao longo desse período, Evelyn participou de apresentações, atividades e festivais. Também recebeu duas premiações em competições.

“Para mim foi uma felicidade muito grande, porque eu nunca imaginei que poderia subir em um palco, competir e ainda receber um prêmio”, relata.

A experiência, segundo ela, também contribuiu para a comunicação e a autoconfiança.

“O teatro me ajudou muito. Eu fiquei mais comunicativa, perdi um pouco da vergonha e passei a acreditar mais em mim. Cada vez que eu entro no palco é uma conquista”, pontua.

Para Evelyn, a deficiência não define o que ela é. “Eu tenho minhas dificuldades, assim como todo mundo tem as suas, só que algumas coisas para mim são mais difíceis e eu preciso de mais tempo ou de ajuda. Mas também tenho minhas capacidades e gosto muito quando as pessoas acreditam em mim e me dão oportunidade”, destaca.

EXPERIÊNCIA COMPARTILHADA

Se para alguns o teatro é uma descoberta individual, para Miriam Amada de Oliveira, de 54 anos, que faz teatro ao lado do marido, Sueiyoshi Altino de Lima, de 55 anos, a atividade também se tornou uma experiência compartilhada.

Os dois decidiram fazer o curso juntos. Sueiyoshi chegou interessado pela relação entre cinema e atuação.

Queria entender como funciona o processo de construção de um ator e descobriu, nas aulas, que interpretar vai muito além de decorar e repetir falas.

Miriam, por sua vez, carregava desde jovem a curiosidade de conhecer os bastidores e entender como uma pessoa se prepara para atuar.

Fazer o curso lado a lado acrescentou uma dimensão inesperada à experiência: conhecer melhor um ao outro.

“Então, o fato de fazer o teatro junto com minha esposa fez eu conhecer mais um lado dela que não está ali no cotidiano, no dia a dia. Eu consigo ver mais a pessoa, a parte mais criativa dela, outras partes que a gente não vê no dia a dia”, conta Sueiyoshi.

Miriam também percebeu mudanças na relação.

“Quando a gente tem as mesmas vontades, tudo fica melhor”, afirma. Segundo ela, os dois passaram a conversar sobre os exercícios, ensaiar em casa e discutir as atividades realizadas nas aulas.

Para ela, o teatro ampliou a admiração que já existia entre os dois. “Você começa a conhecer o outro lado dela [da pessoa]. Então foi muito bom a gente fazer juntos, porque assim como ele vê como eu interpreto, como eu faço os exercícios, ele também vê esse meu lado, eu vejo o lado dele”, relata.

felpuda

Durante coletiva de imprensa da prefeita Adriane Lopes, realizada para...Leia na coluna de hoje

Confira a Coluna Diálogo desta segunda-feira (21)

21/09/2026 00h01

Coluna Diálogo

Coluna Diálogo ARQUIVO/CORREIO DO ESTADO

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JOHANN GOETHE - ESCRITOR ALEMÃO

"O que passou, passou. Mas o que passou luzindo, resplandecerá para sempre”

FELPUDA

Durante coletiva de imprensa da prefeita Adriane Lopes, realizada para anúncio da força-tarefa após o temporal, comentário geral era de que os vereadores presentes haviam “caído de paraquedas” por lá, na tentativa de mostrar o que não fazem na prática: discutir e elaborar um plano de trabalho de longo prazo, com o Executivo, no planejamento de projetos que evitem o caos a cada temporal que cai em Campo Grande. Não faltaram trocadilhos e piadinhas a respeito de mais um jogo de cena dos nobres edis. Dá licença, vai!...

Coluna Diálogo

Preocupante

Mais de 50% dos jornalistas no Brasil apresentam sintomas de depressão. O dado faz parte da pesquisa Condições de Trabalho e Saúde Mental de Jornalistas no Brasil, lançada durante reunião do Conselho de Comunicação Social (CCS) do Congresso, no Senado.

Mais

A pesquisa contou com a participação de 257 jornalistas brasileiros, que responderam a um questionário on-line. Ainda de acordo com os dados, 47,8% dos entrevistados informaram sofrer com estresse e 47,9% têm insônia.

Coluna DiálogoNádia Bana Povh e Miguel Povh Filho, que hoje comemoram 63 anos de casamento (Bodas de Sândalo). Foto: Arquivo Pessoal
Coluna DiálogoMaisa Monseff. Foto: Arquivo Pessoal

Afinados

Caso sejam eleitos, o ex-governador Azambuja e o governador Riedel terão papel importante na escolha do futuro presidente da Assembleia Legislativa. O grupo político que reúne aliados de ambos e alimenta pretensões para comandar o Legislativo terá de estar muito bem afinado com os dois. Afinal, a palavra de quem ocupa posição de liderança costuma pesar, e muito, nesse tipo de escolha. Quem imaginar que basta contar votos e ignorar as articulações políticas poderá acabar descobrindo que a conta não fecha. Para ser ungido, será preciso mais do que vontade. Caso contrário, é apenas ilusão. A conferir!

Sonho meu...

O deputado federal Vander Loubet (PT) começou a fazer as contas dos votos que poderá receber na disputa por uma cadeira no Senado nas eleições deste ano. Depois de somar, multiplicar e tirar a “prova dos nove” de cada região de Mato Grosso do Sul, há quem diga que ele já começou a sonhar com a segunda vaga de senador. Se o seu cálculo estiver correto, quem estaria com a eleição ameaçada seria o Capitão Contar (PL), bolsonarista de carteirinha. Sei não...

Cara de pau

Que coincidência, hein?! Bastou o nome de Flávio Bolsonaro ganhar um pouco mais de fôlego nas pesquisas, para o Planalto descobrir que “há espaço fiscal” no caixa. O governo anunciou reajuste de 15% no Bolsa Família e na maior cara de pau ainda informa que não tem nada a ver com o “calendário eleitoral”. Pode?

ANIVERSARIANTES

  • Ana Carolina Pires de Rezende Coutinho,
  • Geise Helena da Silva,
  • Renan Vera de Almeida,
  • Celina Colman de Oliveira,
  • Rafaela de Queiroz Rodrigues da Cunha Feitosa,
  • Luis Adriano Garcia Corrêa,
  • Efigenia Gavilan Franco,
  • João Henrique Souza Guerino,
  • Mateus Garcia Pires,
  • Maria Lice Fernandes Couto Citino,
  • José Valeriano de Souza Fontoura,
  • Maucir Pauletti,
  • Wanderlan Marques Dorneles Silveira,
  • Amanda Denise de Lima,
  • Wolmir Silva de Farias,
  • Ademir Koki Tibana,
  • Antonio Foletto,
  • Derly Ramão Lopes,
  • Osvaldo Francisco dos Santos,
  • Cristiane Gomes,
  • Eduardo Esgaib Campos,
  • Guilherme Ferreira Dutra Júnior,
  • Oilton Albres da Silva,
  • Yone Silveira de Mello,
  • Rafael Arnaldi,
  • Carolina Dalpasquale Gomes,
  • Valrícia Miranda de Oliveira Moraes,
  • Felix Sorgatto,
  • Laura Regine Silveira,
  • Alvaro Ramos do Amaral,
  • José Marcos Maksoud,
  • Dra. Paulinne de Souza Arruda,
  • Vera Lúcia Castelli,
  • Elton Soares Timoteo,
  • Agnaldo dos Santos Souza,
  • Manoel Ferreira Nery,
  • Augusto Martinho,
  • Othavio Fernandes Siqueira,
  • Dr. Francisco Wilson Rocha,
  • Vânia Aparecida dos Santos Mugartt,
  • Aline Rodrigues Zacarini,
  • Lúcia de Toledo Câmara Neder,
  • Lucy Kosurian Sayegh,
  • Francisca Galvão,
  • Walter Augusto Martinho,
  • Adair Aparecido de Freitas,
  • Aryovaldo Maria Bento,
  • Norman Gomes,
  • Zirley de Moraes Lima,
  • Cristovão Espíndola,
  • César Augusto Herwiny,
  • Doroteia Aparecida da Glória Terencio,
  • Joana Molina Rodrigues,
  • Liliane Paschoaletto Trindade,
  • Cleber Teixeira Mello,
  • Marco Aurélio Pallacio,
  • Ruggero Barbosa Ferraz,
  • Fernando João Rosa Serra,
  • Adair Garcia Anache,
  • Roberto Alexandre Ajul Rezende,
  • Leonardo Farias da Silva,
  • Josevaldo Cordeiro Manso,
  • Nelson Ribeiro Peres,
  • Otavio Adami Gomes,
  • Pierangelo Camillo,
  • Luiz Edmundo Ramos Freire,
  • Sandra Regina Motta,
  • Raul Vítor dos Santos,
  • Márcio Vieira Menezes,
  • Rodrigo Lima Arakaki,
  • Dra. Rosa Cristina Miranda Zimmermann,
  • Marcelo Ribeiro Vorus,
  • Rosângela Yule Queiroz,
  • Francisco Carlos Nogueira de Rezende,
  • Inácio Clacier Roeder,
  • Aldenir Lima da Silva,
  • Valdeir Marques dos Santos,
  • José Martins Coutinho,
  • Efigênia Espindola Gimenes,
  • Rosa Maria Iazer,
  • Ana Fátima Belalian Corrêa da Silva,
  • Orlando Teixeira,
  • Giulliano Lima da Cunha,
  • Isaac Rodrigues dos Santos,
  • Mohamad Akrama Eljaji,
  • Leandra Henriques Bunazar Abes,
  • Orivaldo Pereira,
  • Dielze Almeida Rosa,
  • Eliza Yule,
  • Flávio Casarim Moretti,
  • Ana Paula Dyszy,
  • Hermes Bocca Salineiro,
  • Carla de Fátima Monteiro Corrêa Machado,
  • José Orlando Marques Pedrosa,
  • Michael Luiz Menuci,
  • Jucli Teresinha Stefanello Peruzo,
  • Aislan Luis Massoni,
  • Juliano Folle,
  • Diego Gatti,
  • Roberto Carlos Zulato,
  • Valter Carlos Rossignollo Venditti,
  • Henrique Ribeiro Benatti,
  • Jaqueline Duarte Yusuf,
  • Valdir Matos Betonti.

COLABOROU TATYANE GAMEIRO *

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