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CINCO PERGUNTAS

Um pouco mais de Malu Galli

Enquanto espera o retorno de “Amor de Mãe”, a atriz se diverte em rever a popular Rosângela de “Totalmente Demais”
27/04/2020 15:31 - Geraldo Bessa/TV Press


 

Malu Galli estava totalmente envolvida com os dilemas da afetada Lídia de “Amor de Mãe”, até que a pandemia de Coronavírus fez a Globo paralisar seu setor de teledramaturgia. Apesar da frustração em ter de deixar a personagem temporariamente de lado, a atriz está aproveitando o tempo em casa para rever dois trabalhos que adorou fazer: “Malhação - Viva a Diferença” e, em especial, “Totalmente Demais”. “Essa temporada de ‘Malhação’ tem um jeito muito peculiar de falar sobre os jovens. A troca com o elenco mais novo foi incrível. No caso de ‘Totalmente Demais’, tenho um carinho mais pessoal. Foi uma novela deliciosa, onde me afastei do posto de dondoca e interpretei uma mulher realista e popular. Estou adorando rever esses dois momentos da minha vida”, garante a atriz.

Natural do Rio de Janeiro, Malu por muitos anos se dedicou apenas ao teatro e ao cinema. Embora tenha feito pequenas participações no vídeo em tramas como “Pátria Minha” e “Andando nas Nuvens”, ela considera a minissérie “Queridos Amigos”, de 2008, como sua estreia de verdade na tevê. “Foi a primeira vez que eu realmente estava em cena e integrada ao enredo e ao elenco. Tudo naquela minissérie foi incrível e passei a sentir prazer em fazer televisão”, conta. Apesar da estreia tardia, em 12 anos Malu se tornou um nome disputado na Globo, trabalhando com diferentes diretores e autores em produções como “Sete Vidas” e “Império”. “Corri atrás do tempo perdido. Fiz grandes amizades e sinto muito orgulho dessa relação que venho construindo com as novelas e séries”, avalia a atriz de 48 anos.

P - “Amor de Mãe” saiu do ar, mas você continua aparecendo no vídeo nas reprises de “Malhação - Viva a Diferença” e “Totalmente Demais”. Essa exposição é sinal de que você trabalhou bastante nos últimos anos?

R - Acho que mostra que fiz os projetos certos (risos). Demorei a investir na televisão. Fiz uma participação especial ou outra nos anos 1990, por exemplo. E minha primeira personagem com história do começo ao fim de uma produção foi em “Queridos Amigos”, de 2008. A partir daí, não parei mais. No momento estou bem dividida. Amo rever minhas personagens de “Malhação” e “Totalmente Demais”, mas eu estava muito envolvida com “Amor de Mãe”. É um trabalho especial e espero que a gente volte logo para o estúdio

P - Qual era o clima dos últimos dias de gravação de “Amor de Mãe”?

R - Estava todo mundo muito apreensivo, uma sensação estranha de que não deveríamos estar ali. Minha última cena foi uma noturna no sábado, dia 14 de março. Dois dias depois, a emissora anunciou a pausa das novelas. Foi a melhor decisão, visto que é uma produção com muitos profissionais envolvidos. A saudade da novela está grande demais. Falo com o elenco todo dia pelo grupo de Whatsapp.

P - Depois da morte do filho e de se livrar dos golpes do amante, a Lídia estava pronta para uma nova “virada” em “Amor de Mãe”. Como você acha que será essa segunda fase da personagem?

R - A Lídia me surpreendeu muito ao longo dos capítulos. Ela começou como uma dondoca repugnante e foi aprendendo com a vida a ser uma pessoa melhor. Ainda falta um longo caminho a percorrer e acho que, depois de tudo o que ela passou, a segunda fase dela vai na direção da desconstrução da perua e uma discussão legal sobre a solidão da mulher madura e o alcoolismo.

P - Você tem diversas personagens chiques e elegantes no currículo. De alguma forma, interpretar a Rosângela em “Totalmente Demais” foi uma maneira de diversificar mais sua carreira?

R - Foi um momento importante e esperado. Acabo sempre sendo escalada para núcleos ricos e faltava uma personagem popular na minha trajetória na tevê. Foi muito bom defender uma mãezona batalhadora e apaixonada. Rosângela é uma mãe guerreira como a maioria das mães neste Brasil. Cuida sozinha da sobrevivência da família e aprendeu a não esperar nada de homem, apesar de ainda ser apaixonada por Florisval (Aílton Graça). Como toda mulher, ela é a contradição em pessoa, uma figura típica dos dramas latinos. Me diverti muito.

P - Qual sua principal lembrança das gravações?

R - Muitas. Em especial, meu primeiro dia de gravação com o Aílton, que até hoje é como se fosse meu irmão. Nós tínhamos uma cena de beijo que terminava em gritaria e vassouradas de Rosângela em Florisval. Eu perguntei: “Posso bater?”. Ele disse: “Bate!” Na hora da cena, fui com tudo e gritando junto, descendo a rua da cidade cenográfica. Estava tão envolvida que não ouvi o “corta” da direção. Aílton, com aquele vozeirão, gritou: “Ele disse cortaaaaaa!”. Foi uma gargalhada geral dos figurantes e da equipe e, desde aquele dia, ficamos amigos para a vida toda.

Felpuda


Embora embalada por vários “ex”, pré-candidatura a prefeito de esforçada figura não deslancha. É claro que ninguém ousa falar em voz alta que o apoio, em vez de alavancar os índices com o eleitorado, está é puxando para baixo. Uns dizem que o título do filme “Eu Sei O Que Vocês Fizeram no Verão Passado” retrata bem a situação. Outros complementam: “... na primavera, no outono, no inverno...”. Como diria vovó: “Aqui você planta, aqui você colhe!”.