Você já deve ter ouvido falar que o Brasil pode dobrar e até triplicar tem gente que fala triplicar a produção agrícola sem precisar derrubar mais nenhuma árvore.
Essa é uma frase repetida aí por todo mundo, desde o pessoal da esquerda ao pessoal da direita, desde o Carlos Fávaro, o atual ministro da agricultura, a senadora Teresa Cristina, a Marina Silva e até o presidente Lula fala sobre isso de fato.
O Brasil pode aumentar a produção agrícola sem abrir novas áreas, apenas convertendo pastagens degradadas em lavouras por meio da tecnologia do INPF (integração lavoura pecuária floresta).
Além de outros sistemas agroflorestais, mas a questão é saber qual é de fato a área de pastagens degradadas que pode ser aproveitada e o potencial de aumento da produção.
No plano do discurso no papel, os números variam entre 40 milhões ha e 100 milhões de hectares, com promessas de dobrar ou até triplicar a área plantada.
É o caso do programa, que foi lançado pelo governo federal em dezembro do ano passado, cuja meta é converter 40 milhões de hectares de passagens degradadas em produções agropecuárias ou florestais sustentáveis em 10 anos, visando dobrar a produção de alimentos no país, sem precisar desmatar áreas de vegetação nativa.
Agora, o artigo recente é publicado aí por uma equipe de pesquisadores da empresa brasileira de pesquisa agropecuária Embrapa, na revista científica Internacional chamada Land.
Foi a fundo nessa questão e trouxe números mais modestos de acordo.
Conforme os pesquisadores da Embrapa, alguns estudos indicam que o Brasil ainda possui até 109,7 milhões de hectares de passagem cultivados com algum tipo de nível de degradação, representando cerca de 60% do total das pastagens estimadas em 177 milhões de hectares.
Acontece que o estudo da Embrapa ele processou e analisou o banco de dados disponível. É para gerar informações quantitativas espaciais sobre o potencial das passagens degradadas brasileiras para expansão agrícola.
Não adianta falar que você tem pastagem degradada. Em área indígena, você não poderá explorar, né? Então, é esse estudo considerou dados relacionados ao potencial agrícola natural.
Restrições impostas por áreas especiais, como as terras indígenas e assentamentos quilombolas, né? Afro-Brasileiros?
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