Correio B

DIÁLOGO

Confira a coluna Diálogo na íntegra, desta quinta-feira, 6 de outubro de 2022

Por Ester Figueiredo ([email protected])

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Alexis de Tocqueville - historiador francês 

Creio que, em qualquer época, eu teria amado a liberdade; mas, na época em que vivemos, sinto-me propenso a idolatrá-la”.

FELPUDA

Decidida a conquistar vaga de deputado, figurinha que não só “se achava” como  “tinha certeza” resolveu não acatar pedido de chefia para continuar a auxiliar em jornada administrativa. Sua recompensa seria apoio total para, em 2024, tentar conquistar importante cargo. 

Resultado da rebeldia: perdeu a eleição e foi riscada da preciosa lista. Ficou ao léu. Como bem ensina o ditado popular: “Quem muito quer, nada tem!”.

Zero a zero

Com o anúncio do presidente Jair Bolsonaro de que ficará neutro na disputa eleitoral em Mato Grosso do Sul, 
o jogo pela sucessão estadual neste segundo turno começa realmente no zero a zero.

Assim, Renan Contar e Eduardo Riedel entram em campo, e cada um terá de mostrar que é “bom de bola” para levantar a taça em 30 de outubro.

Na peleja

A deputada federal Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias foi escalada pelo presidente Jair Bolsonaro para coordenar, em MS, sua campanha à reeleição neste segundo turno.

A parlamentar se elegeu senadora com mais de 50% dos votos. Não está descartada a sua volta ao cargo de ministra, caso Bolsonaro conquiste novo mandato, ou ter apoio para a presidência do Senado.

A Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) recebeu certificação por ter alcançado a marca de 750 pontos na Jornada de Excelência, do programa MS Competitivo. 

A pontuação é referente à conclusão da etapa Avanço para a Excelência, iniciada em 2021 e finalizada 
no mês de agosto deste ano. 

Desde 2018, os gestores têm buscado melhorar a eficiência dos recursos públicos e desenvolver um programa participativo e prático de educação e de melhoria da gestão. 

Em 2020, com 500 pontos, a UFMS se destacou como a primeira instituição de ensino público a ser certificada na categoria Rumo à Excelência. As ações podem ser acompanhadas 
na página governanca.ufms.br.

Gleice Mara AmadoGleice Mara Amado  Foto: Arquivo Pessoal
 
 
Icaro Fernandes Foto: Waldemir Filett

Risco

O ex-prefeito Marcos Trad não está livre de vir a ser alvo de duas CPIs na Câmara Municipal de Campo Grande.

Uma delas seria sobre o uso do gabinete no Paço para crimes de assédio sexual, e a outra para apurar a utilização de programa social para beneficiar apaniguados e até cabos eleitorais.

Barreira

Nos bastidores políticos, comentários são de que as CPIs serviriam para barrar qualquer intenção do ex-prefeito de retornar à cadeira principal do Paço Municipal em 2024. Resta esperar para conferir.

Apoio

A prefeita Adriane Lopes deverá apoiar a candidatura do tucano Eduardo Riedel neste segundo turno. É o que vem sendo ouvido por aí.

Com a derrota do ex-prefeito Marcos Trad, o compromisso de apoiá-lo acabou. Agora no comando absoluto do Executivo, ela sabe que o seu antecessor Marcos Trad, de quem era vice, sempre contou com o apoio do governo do Estado no período em que administrou Campo Grande.

Respaldo

Vale ressaltar que Adriane Lopes já pediu socorro ao governador e está sendo atendida no subsídio ao sistema de transporte coletivo e sobre questões relacionadas à área de saúde.

Além disso, o deputado estadual reeleito Lídio Lopes faz parte da base aliada de Reinaldo Azambuja.

Aniversariantes

Kátia Aparecida Locatelli de Souza, 
Olinda Beatriz Trevisol Meneghini,
Lisandra Rauanny Queiroz Alves, 
Mariana Oliveira Mônaco, 
Synara Miranda, 
Adilson dos Reis Rondon,
Marlene Santana dos Santos, 
Nilo Arashiro,
Dagmar Alves,
Iduméa Erotides de Rosa Silva,
Kenzo Takushi,
Feliciano Marcos de Brito,
João Leme Cabral,
Viviane Bueno Bergamo,
Alcione Azevedo Errubidart,
Jackeliny Dalavale Higa,
Renata Garcia Arguello, 
Bruno Hindo Dittmar, 
Nilza Gomes da Silva, 
Ary Sortica dos Santos Junior,
José Júlio Saraiva Gonçalves, 
Selma Aparecida de Andrade Suleiman, 
Maura Simões Corrêa Neder Buainain, 
Dr. Oton José Nasser de Mello,
Dra. Regina Lúcia de Almeida e Souza,
Dorval Baptista Dallagnolo,
Marcos Aurélio da Rosa Barberis,
Mariana Oliveira da Silva,
Luis (Vitorino) Bruno Caetano Fonseca, 
Marcelo Santos Alves,
Amanda Caroline Dias, 
Sonia Manoelina Campos Leite,
Antônio Soares Diniz,
Janaína Lopes Neves,
Aline Emanuelle Acosta,
Vanir Teodoro de Freitas,
Erotilde Arguelho Oruê,
Maria do Carmo Barbosa, 
Jussara Vieira Fernandes,
Suely Godoy,
Rodrigo Razuk, 
Delma Rodrigues Silva,
Ivone Aparecida Hotta Perez, 
Dra. Tânia Maria Cardoso Arima, 
Luiz Domingos Cardoso Capucci,
José Lima Neto,
Ercilio Manoel de Oliveira Neto,
Fatimo Ormundo,
Priscyla de Souza Lopes,
Valdecir Costa Campos,
Jarbas Milton Ribeiro,
Fátima Lima,
Keila Ocampos,
Maria Peralta do Carmo,
Fernando Lopes Pereira,
Waldemar Oliveira Nunes,
Carlos Henrique Novaes,
Telma Vieira,
José Basilio da Silva,
Noeli Cardoso,
Sebastião Arruda,
Eunice Leite dos Santos,
Roselene de Almeida Moraes,
Ivanilze Guimarães, 
Ana Maria Moreira,
Dr. José Neder Júnior,
Soraya Rezek, 
Rita de Cássia Mendes, 
João Eduardo Contar,
José Marcos Vieira,
Antonio Rodrigues,
Mauro Pompeu Felice Moreira,
Dra. Lúcia Helena da Silva,
Iracy Lima Brito,
Walter Bruno Sandre Melo,
Tiobaldo Cardoso da Cruz,
Fátima Eugênia Palhano,
Dr. José Renato Mendes da Silva,
Ricardo Schauberlay Dias Pereira,
Cristiane Ajalas Viana,
Erivaldo Lima de Oliveira,
Ivan dos Santos Oliveira,
Rafael Conte dos Santos,
André Luis Ribeiro Duarte,
Kime Temeljkovitch,
Rosana Tinatsu Ono,
André Luiz Mambelli,
Glauber Tiago Giachetta,
Dra. Renata Corona Zuconelli, 
Dr. William Ivan Miyasato, 
Lígia Christiane Mascarenhas de Oliveira,
Dr. Claudiu Marciu Ferreira Pereira,
Nilza Lemes do Prado,
Ubiracy Dantas da Silva,
Vanderlei Estelvio Michalski,
Eduardo Silveira Camargo,
Moacir dos Santos,
Toni Roberto Brandão,
Célia Regina Cavalcanti Mortari,
Sônia de Campos Leite,
Renato Iwai Ogata,
Paulo Cesar Gonçalves,
Nathália Menezes Cintra,
Maria Cecília Lopes Vieira,
Vânia Aparecida Barbosa,
Humberto Martins da Silva,
Maria Lídia Campos Leite.

 

Capa da semana Correio B+

Entrevista exclusiva com a atriz Gabi Spaciari, ela interpreta a saudosa Elke Maravilha em filme

"Viver Elke Maravilha foi um trabalho de observação e detalhes muito grandes"

15/02/2026 16h00

Entrevista exclusiva com a atriz Gabi Spaciari, ela interpreta a saudosa Elke Maravilha em filme

Entrevista exclusiva com a atriz Gabi Spaciari, ela interpreta a saudosa Elke Maravilha em filme Foto: Arturo Cordero

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Celebrando 15 anos de carreira, Gabi Spaciari pode ser vista em duas produções recentes do streaming: Na Netflix, a atriz interpreta Elke Maravilha no longa “Silvio Santos vem aí”, ao lado de Leandro Hassum. Já na Prime Video, ela pode ser vista nos filmes “O armário mágico” e “Um caso de outro mundo”, que protagoniza ao lado de Glauce Graieb e Nívea Maria.

Paranaense, Gabi também é produtora. Entre seus projetos está o curta-metragem "Broken Hills", dirigido por Edmilson Filho. A obra, que ela escreveu e estrelou, recebeu diversos prêmios e indicações de Melhor Atriz em festivais internacionais. Atualmente, a artista está em fase de pós-produção do documentário longa-metragem "Mom Street", que dirigiu e produziu, abordando a comunidade de Skid Row, em Los Angeles, e possíveis soluções para a situação das pessoas em situação de rua.

Bacharel em Artes Cênicas pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Gabi Spaciari também atuou nos longas brasileiros "Love in Quarantine" e “Fora de Cena”.  Ela ainda tem trabalhos na Espanha, nos Emirados Árabes e nos Estados Unidos, onde participou da série americana "The Bold and the Beautiful", exibida pela CBS, e da peça "Paisaje Marino con Tiburones y Bailarina" - vencedora do Encore Award no Hollywood Fringe Festival (2018).

Gabi também tem no currículo campanhas para marcas nacionais e internacionais, como O Museu do Luvre, Warner Bros, Museu Sheik Zayed, e participações em videoclipes “Maresia", do cantor português Gohu, e "One Last Time", da cantora canadense Maggie Szabo.

Gabi é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana, e em entrevista ao Caderno ela fala sobre carreira, trabalhos e seu papel como a icônica Elke Maravilha em filme. 

Entrevista exclusiva com a atriz Gabi Spaciari, ela interpreta a saudosa Elke Maravilha em filmeA atriz Gabi Spaciari é Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Arturi Cordero - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

CE - Gabi você interpreta Elke Maravilha no filme “Silvio Santos Vem ai’”, que está disponível na Netflix. Como foi dar vida a esse ícone nacional? Como a caracterização impactou na sua atuação?
GS -
 Foi uma delícia! Não tem como colocar um ornamento na cabeça de 30 centímetros e agir naturalmente, imediatamente a gente vira Elke! Elke tem muitas camadas, nesse filme a gente vê só a caracterização. 

CE - Você também pode ser vista nos longas “O armário mágico” e “Um caso de outro mundo”, do qual é protagonista, na Prime Video. Como você observa o espaço que streaming dá para produções e artistas hoje?
GS -
Acho que é uma via de mão dupla, custa tanto para fazer uma produção que ter uma quantidade tão diversa de filmes, sem precisar produzir é extremamente lucrativo para os streamings. E para os filmes é essencial exposição. Então, acho que ambos se beneficiam.

CE - Apesar de vários filmes no currículo, você ainda não tem novelas. Sonha em trabalhar nesse tipo de produção no Brasil?
GS -
Claro que sim! Poder ir ao set durante meses seguidos deve ser uma delícia para o ator. No cinema, as produções que participei duraram de 2 semanas a 2 meses. 

CE - Acha que fazer novela e TV aberta são ainda fundamentais para a visibilidade dos artistas?
GS -
 Depende do país que estamos falando. Se for Brasil, com certeza, já que somos o país das telenovelas. Ao redor do mundo, não. Os programas mais vistos não são novelas.

CE - Você fez vários trabalhos pelo mundo, como nos EUA e na Espanha. O que enxerga de diferente no mercado internacional? E como é se manter trabalhando fora do país?
GS -
 Cada país difere muito em termos de produção audiovisual. Os EUA são mais estruturados e acessíveis em termos de acesso aos castings, por exemplo. A Espanha é um mercado aquecido da Europa, onde já fiz comercial. Mas, em qualquer parte do mundo, oO caminho é sempre o mesmo: agências, testes, conhecer gente, manter material atualizado, continuar aprendendo…

CE - Em Paralelo à vida de atriz, você é produtora e tem curtas em festivais e está finalizando outros. Como é assumir as rédeas de projetos pessoais? 
GS -
 É gratificante ver ideias que eram só suas ganhando vida e sendo abraçadas por outras pessoas. Acho que esse é o poder da comunicação. Acredito que é uma necessidade contar histórias e, às vezes, elas ainda não foram abordadas por determinado ângulo. Então, surge daí a minha necessidade de contá-la.

Entrevista exclusiva com a atriz Gabi Spaciari, ela interpreta a saudosa Elke Maravilha em filmeA atriz Gabi Spaciari é Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Divulgação - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

CE - Você está festejando 15 anos de trajetória artística. Qual avaliação você faz da sua carreira até aqui? 
GS -
 Às vezes, eu olho pra trás e parece que já vivi várias vidas. A menina que fazia teatro na cidade de 6 mil habitantes é muito diferente da que trabalhou em Los Angeles. Sempre o que me motivou foi o aprendizado como ser humano para ser uma artista melhor. Acredito que ter morado e trabalhado em várias culturas ao redor do mundo transformou muito minha visão e trajetória enquanto artista.

CE - Você mora em Dubai. Como é a vida por ai? Como é atravessar oceanos pra fazer trabalhos como atriz?
GS -
 Sim! Em Dubai trabalho em comerciais e fotos para marcas bem conhecidas como Museu do Louvre e Warner Bros, por exemplo. Também como assistente de direção em produções locais. Sempre se ganha algo e se perde algo! Aqui as produções cinematográficas são quase inexistentes. 

CE - Quais seus sonhos profissionais?
GS -
 Quero continuar produzindo histórias com senso crítico social, como o documentário que estou trabalhando sobre Skid Row. E participar de filmes e projetos que sejam interessantes! De história, de equipe, mais do que quantidade estou buscando alinhamento e qualidade. 

CE - Quais os próximos projetos a caminho?
GS - 
Mom Street, meu documentário que está em pós-produção. Ele tem direção e produção assinadas por mim e aborda a comunidade de Skid Row, em Los Angeles, e possíveis soluções para a situação das pessoas em situação de rua.

 

Saúde Correio B+

Estreia: Desatando Nós com a Dra. em psicologia Vanessa Abdo - Ela fala sobre Terapia de Casal

A especialista explica por que adultos precisam ter conversas difíceis

15/02/2026 15h00

Estreia: Desatando Nós com a Dra. em psicologia Vanessa Abdo - Ela fala sobre Terapia de casal

Estreia: Desatando Nós com a Dra. em psicologia Vanessa Abdo - Ela fala sobre Terapia de casal Foto: Divulgação

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Prazer, su Vanessa Abdo!

Ao longo da vida, todos nós vamos acumulando nós. Alguns surgem nas relações afetivas, outros na forma como educamos nossos filhos, no casamento que muda com o tempo, no corpo que se transforma ou nas expectativas que pesam demais. Há também aqueles nós silenciosos, que se formam quando não conseguimos nomear o que sentimos. É sobre eles — e sobre o impacto que exercem na saúde mental — que esta coluna se propõe a falar.

Sou psicóloga há mais de duas décadas e dedico minha atuação a ajudar pessoas a desatar nós: no casamento, nas relações entre pais e filhos, na parentalidade real — distante dos modelos idealizados — e nos conflitos emocionais que atravessam as diferentes fases da vida. Esse trabalho acontece no consultório, nas salas de aula, nas palestras, na televisão e nos espaços de diálogo que venho construindo ao longo da minha trajetória profissional.

Tenho doutorado e mestrado em Psicologia Social pela PUC-SP, sou professora universitária e CEO do Mamis na Madrugada. Atuo como psicóloga do programa New Faces, do canal E! NOW Brasil, sou embaixadora da revista Pais&Filhos, do podcast Conexão das Mulheres e integro o Juntos Educação Parental. Também sou autora do livro infantil As aventuras de Neneta em seu balão encantado, projeto que traduz a importância do cuidado emocional desde a infância.

Antes de tudo, sou mulher, esposa há quase 20 anos, mãe da Laura, de 14 anos, e do Rafael, de 12. Acredito que a Psicologia não se faz distante da realidade: ela se constrói no encontro humano, na escuta qualificada e na responsabilidade com os vínculos que sustentam a vida cotidiana.

Nesta coluna, vamos conversar sobre paternidade responsável, maternidade e seus desafios, climatério e menopausa, ninho vazio, terapia de casal e relações familiares em transformação. A proposta não é oferecer respostas prontas, mas ampliar o olhar, provocar reflexões e abrir espaço para conversas mais conscientes sobre saúde mental, escolhas e afetos.

Desatar nós não é eliminar conflitos, mas aprender a lidar com eles com mais consciência, diálogo e cuidado. Que este espaço seja um convite permanente à reflexão.

Terapia de Casal: adultos precisam ter conversas difíceis

Muitos casais chegam à terapia dizendo que “o problema é a comunicação”. Em parte, isso é verdade. Mas, na maioria das vezes, o que falta não é conversa — é coragem. Coragem para sustentar diálogos difíceis, para falar do que incomoda sem atacar, para escutar sem se defender e para assumir responsabilidades emocionais. Relacionamentos adultos exigem maturidade emocional, e isso inclui enfrentar desconfortos.

Conversas difíceis são aquelas que tocam em expectativas frustradas, ressentimentos acumulados, mudanças de desejo, divisão de tarefas, sexualidade, dinheiro, educação dos filhos ou a sensação silenciosa de solidão a dois. Muitos casais evitam esses temas acreditando que o silêncio preserva a relação. O que ele faz, na verdade, é criar distância, ruído e interpretações equivocadas.

Na terapia de casal, frequentemente aparece a infantilização do vínculo: adultos esperando que o outro adivinhe o que sentem, testando limites, punindo com afastamento ou ironia, em vez de nomear necessidades. Relações maduras não se constroem com jogos emocionais, mas com diálogo claro, mesmo quando ele é desconfortável.

Ter conversas difíceis não significa brigar o tempo todo, nem transformar o relacionamento em um tribunal. Significa compreender que conflitos fazem parte da vida a dois e que evitá-los não os elimina — apenas os empurra para debaixo do tapete, onde ganham força. O casal que conversa amadurece; o que evita, adoece.

A terapia oferece um espaço seguro para que essas conversas aconteçam com mediação, escuta e responsabilidade. Não é um lugar para apontar culpados, mas para compreender dinâmicas, revisar acordos e resgatar o diálogo adulto. Muitas vezes, o amor ainda existe, mas está soterrado por mágoas não ditas.

Relacionamentos não fracassam porque as pessoas falam demais, mas porque falam de menos — ou falam tarde demais. Ter conversas difíceis é um ato de cuidado, não de ruptura. É escolher crescer junto, mesmo quando isso exige atravessar desconfortos.

Amar, na vida adulta, também é aprender a conversar.

@vanessaabdo7

Estreia: Desatando Nós com a Dra. em psicologia Vanessa Abdo - Ela fala sobre Terapia de casal

Dra. Vanessa Abdo Psicóloga | Colunista do Jornal Correio do Estado - Divulgação

 

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