Economia

OCUPAÇÃO

Em MS, 1 em cada 3 trabalhadores estão na informalidade

O resultado coloca o Estado na 6ª posição no ranking dos menores valores do País

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Em Mato Grosso do Sul, dos 1,43 milhão de ocupados no 4º trimestre de 2025, 441 mil trabalhavam em condição de informalidade. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - PNAD Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta sexta-feira (20). 

O número mostrou uma queda de 1,6%, ou 7 mil pessoas, com relação ao trimestre anterior, quando eram 448 mil ocupados nessa condição. No contingente anual, o resultado mostrou recuo de 7,4% (menos 34 mil pessoas) em relação ao 4º trimestre de 2024, quando a taxa foi de 476 mil trabalhadores informais. 

Para o cálculo da taxa de informalidade da população ocupada são considerados os empregados no setor privados sem carteira de trabalho assinada; empregados domésticos sem carteira de trabalho assinada; empregador sem registro no CNPJ; trabalhador por conta própria sem registro no CNPJ; e trabalhador familiar auxiliar. 

Para o IBGE, "trata-se do principal movimento de retração dentro do conjunto informal". 

Embora tenha apresentado queda na taxa de informalidade, na comparação entre as Unidades da Federação, Mato Grosso do Sul caiu para a 6ª posição dos estados com menores taxas de informalidade, com 30,8%. 

O maior contingente de pessoas em informalidade no Estado corresponde aos trabalhadores por conta própria sem CNPJ, que totalizou 208 mil pessoas. O resultado teve um recuo de 7,4% frente ao trimestre anterior, quando era 224 mil, e de 3,8% na comparação ao mesmo período de 2024 (216 mil). 

Em relação aos empregados no setor privado sem carteira assinada, o número saltou de 139 mil para 153 mil pessoas, registrando alta de 9,4% no trimestre. Mesmo com o aumento, o número ainda permanece 5,7% abaixo do registrado no mesmo período de 2024, de 162 mil. 

Entre os empregados domésticos sem carteira, o número chegou a 60 mil pessoas, uma redução de 1,5% frente ao trimestre anterior e queda brusca de 17,4% em relação ao mesmo trimestre de 2024, quando eram 72 mil pessoas. 

No grupo dos empregadores sem CNPJ, a taxa ficou em 14 mil pessoas, registrando uma estabilidade frente ao trimestre anterior, de 15 mil. 

Já entre os trabalhadores familiares auxiliares, a pesquisa mostrou o número de 7 mil pessoas, uma retração de 23,4% frente ao trimestre anterior, quando eram 9 mil, e de 52,6% na comparação anual, de 15 mil. Essa queda foi a mais acentuada entre os componentes da informalidade. 

No Brasil, a taxa de informalidade da população ocupada nos últimos três meses de 2025 foi de 37,6%. As maiores taxas ficaram com Maranhão (57,3%), Pará (56,7%) e Amazonas (51,6%) e as menores, com Santa Catarina (25,7%), Distrito Federal (27,1%) e São Paulo (29,7%).

No quarto trimestre de 2025, 74,4% dos empregados do setor privado no país tinham carteira assinada. As Regiões Norte (60,3%) e Nordeste (59,6%) apresentaram as menores estimativas desse indicador. Dentre as unidades da federação, os maiores percentuais estavam em Santa Catarina (86,3%), São Paulo (82,2%) e Rio Grande do Sul (81,5%), enquanto os menores foram no Maranhão (52,5%), Piauí (54,3%) e Paraíba (54,8%).

Taxa de ocupação

Mato Grosso do Sul fechou o ano de 2025 com a segunda menor taxa de desocupação entre as Unidades da Federação brasileira. 

No 4º trimestre do ano passado, o Estado tinha 2,29 milhões de pessoas em idade para trabalhar, 43 mil pessoas a mais que no mesmo período de 2024. Destas, 1,43 milhão estavam ocupadas e apenas 36 mil desocupadas. 

Ou seja, a taxa de desocupação no Estado nos últimos três meses de 2025 foi estimada em 2,4%, uma queda de 0,4% em relação ao trimestre anterior, atingindo o menor valor desde o início da pesquisa em 2012. 

O resultado faz com que Mato Grosso do Sul suba três posições no ranking entre as UFs, ocupando a segunda menor taxa de desocupação do Brasil, juntamente com Mato Grosso e Goiás, atrás somente de Santa Catarina, onde a taxa foi de 2,2%. 

A média anual do Estado também caiu, passando de 3,9% em 2024 para 3,0% em 2025. 

Em Campo Grande, a taxa de desocupados também teve queda. O resultado de 3,1% é menor que o registrado no terceiro trimestre de 2025 em 0,3% e 0,6% maior em relação ao mesmo trimestre de 2024. 

A taxa coloca a Capital no 4º lugar entre as capitais brasileiras com menores resultados. O resultado anual também caiu, passando de 3,7% para 3,1%. 

Com relação ao número de empregados no Estado, a pesquisa mostrou uma estabilidade em comparação ao trimestre imediatamente anterior, se mantendo em 1,04 milhão. 

Desses, 728 mil estão no setor privado, 219 mil no setor público e 90 mil são trabalhadores domésticos. 

Para o secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, o resultado é uma consequência de movimentos pontuais e estratégicos como o planejamento a longo prazo, um ambiente de negócios estável e com segurança jurídica, diversificação econômica, tendo como polos o agro, a bioenergia, a celulose, proteína animal e a indústria; um forte ciclo de investimentos privados e a integração logística e expansão de infraestrutura. 

"O Estado consolida um modelo de desenvolvimento que combina crescimento econômico, geração de empregos e aumento de renda, com base na produtividade e na atração de grandes players globais. O desafio agora é avançar na qualificação profissional, ampliar a inserção de jovens e manter a competitividade diante do novo cenário internacional", afirmou. 
 

RESTITUIÇÃO

Lote residual do Imposto de Renda injeta R$ 8 milhões na economia de MS

3.304 contribuintes sul-mato-grossenses podem consultar o valor da restituição nesta sexta-feira (20)

20/02/2026 10h20

Aplicativo da Receita Federal para consultar restituição do IR

Aplicativo da Receita Federal para consultar restituição do IR DIVULGAÇÃO

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Lote residual do Imposto de Renda de Pessoas Físicas (IRPF-2025) vai injetar R$ 8.242.687,86 na economia de Mato Grosso do Sul, neste mês de fevereiro de 2026.

Os 3.304 contribuintes sul-mato-grossenses, que têm direito a receber o valor, já podem consultar, neste site, o valor de restituição. O montante será pago em 27 de fevereiro.

No Brasil, são 204.824 restituições com valor total de R$ 578.974.901,07.

O pagamento é realizado na conta bancária informada na Declaração de Imposto de Renda, de forma direta ou por meio de chave PIX.

A Receita tem cinco lotes de restituição, que devem ser pagos em maio, junho, julho, agosto e setembro, respectivamente. Os que não caíram dentro dos cinco lotes, caem no lote residual, ou seja, na Malha Fina, a partir do mês de outubro.

Calendário de restituição do Imposto de Renda 2025

  • 1º lote de restituição do IR 2025 - pago em 30 de maio
  • 2º lote de restituição do IR 2025 - pago em 30
  • 3º lote de restituição do IR 2025 - pago em 31 de julho
  • 4º lote de restituição do IR 2025 - pago em 29 de agosto
  • 5º lote de restituição do IR 2025 - pago em 30 de setembro
  • 1° lote residual do IR 2025 - pago em 31 de outubro
  • 2° lote residual do IR 2025 - pago em 28 de novembro
  • 3º lote residual do IR 2025 - pago em 30 de dezembro
  • 4º lote residual do IR 2025 - pago em 30 de janeiro
  • 5º lote residual do IR 2025 - será pago em 27 de fevereiro

COMO CONSULTAR?

Veja o passo a passo para consultar a restituição:

  1. Acesse este site
  2. Clique em "Consultar restituição de Imposto de Renda"
  3. Clique em "Iniciar"
  4. Informe o CPF e data de nascimento
  5. Clique em "Consultar"

Caso o contribuinte não resgate o valor de sua restituição no prazo de 1 ano, deverá requerê-lo pelo Portal e-CAC, disponível no site da Receita Federal, acessando o menu Declarações e Demonstrativos > Meu Imposto de Renda e clicando em "Solicitar restituição não resgatada na rede bancária".

MATO GROSSO DO SUL

Rodovias precárias geram prejuízo de R$ 230 milhões aos transportadores

Má conservação das estradas elevou em quase 25% o custo operacional em MS, aponta a CNT

20/02/2026 08h40

Rodolfo César

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Os transportadores de carga em Mato Grosso do Sul tiveram prejuízos  de R$ 229,86 milhões no ano passado por causa da má qualidade das rodovias no Estado, apontam estudos da Confederação Nacional do Transporte (CNT).

Este valor leva em conta apenas o consumo excessivo de 38,8 milhões de litros de diesel em virtude de 42,3% dos 4.739 km do pavimento das estradas apresentarem falhas.

Além das condições da pista, a entidade constatou que 41,7% da extensão das rodovias apresentam algum tipo de problema; 12,2% da extensão têm sinalização insuficiente; e 43,4% da extensão têm deficiência na geometria da via, de acordo com o Guia CNT de Segurança nas Rodovias Brasileiras 2026, divulgado este mês.

A CNT avaliou no ano passado 4.739 km de rodovias em Mato Grosso do Sul, que representam 4,1% do total pesquisado no Brasil, constatando de maneira geral que apenas 11,2% da extensão avaliada foram classificadas como ótimo.

Outros 47,1% estão em bom estado. Já 40,6% são regular, 0,9% ruim e 0,2% péssimo. Nestes últimos trechos, quatro pontos são críticos.

Também foi constatado que falta acostamento em 38,9% dos trechos avaliados e 36,1 % dos trechos com curvas perigosas não têm sinalização. As pistas simples predominam em 95,5% das rodovias.

São estes problemas que contribuem para o aumento de gastos pelos transportadores de cargas em Mato Grosso do Sul, de acordo com a CNT.

A entidade aponta que em 2025, “estima-se que houve um consumo excessivo de 38,8 milhões de litros de diesel devido à má qualidade do pavimento da malha rodoviária no Estado.

Esse desperdício gerou um prejuízo R$ 229,86 milhões aos transportadores e uma emissão de 101,07 mil toneladas de gases de efeito estufa na atmosfera.

Isso representa uma elevação de 24,8% no custo operacional, que se reflete na competitividade do Brasil e no preço dos produtos”, afirma o documento Pesquisa CNT de Rodovias de 2025, que é realizado há 30 anos.

Para o presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, “esta edição [da pesquisa] reforça uma mensagem essencial: aplicar recursos de forma planejada gera resultados concretos. O levantamento já aponta avanços, ainda que modestos, provenientes dos investimentos recentes realizados em diferentes níveis de governo.

A CNT reconhece esses esforços e o comprometimento do poder público e da iniciativa privada em ampliar e qualificar a malha rodoviária brasileira.

Mesmo assim, os dados mostram que ainda há um longo caminho a percorrer e que a ampliação dos aportes destinados ao setor é fundamental para que o país alcance o padrão de infraestrutura que sua economia e sua população requerem”, enfatizando que “a melhoria das rodovias demanda planejamento de longo prazo, continuidade das políticas públicas e compromisso conjunto entre governo e entes privados.

Somente com investimentos consistentes e permanentes será possível garantir segurança, eficiência logística e competitividade ao transporte brasileiro”.

A entidade afirmou que do total de R$ 389,46 milhões autorizados pelo governo federal para infraestrutura rodoviária em Mato Grosso do Sul no ano passado no Orçamento da União, tinham sido investidos R$ 224,82 milhões até novembro de 2025, o que correspondia a 57,7%.

Também aponta que são necessários investir R$ 4,44 bilhões para recuperar as rodovias no Estado, com ações emergenciais (reconstrução e restauração) e manutenção.

Esta má conservação das estradas em Mato Grosso do Sul não causa só o aumento dos custos para o transporte de cargas, também contribuiu para acidentes.

A CNT fez um levantamento que aponta 1.653 acidentes nas rodovias federais entre janeiro e dezembro do ano passado, com de 150 mortes, o que representa 9 mortes a cada 100 acidentes.

BRASIL

A CNT analisou também a diferença na qualidade do pavimento entre os modelos de gestão pública e privada. Enquanto as rodovias concedidas têm 65,6% de sua malha classificada como ótimo ou bom, as sob gestão pública atingem apenas 35,6% nessas mesmas categorias.

As rodovias sob gestão pública enfrentam um desafio maior em relação à manutenção da qualidade do pavimento, com mais de 40% de sua extensão classificada como regular e 23,7% em estado ruim ou péssimo.

O porcentual de rodovias concedidas em estado ruim ou péssimo é de apenas 7,5%, mas 26,9% dos trechos avaliados apresentam condição regular.

Estes dados, segundo o documento, “não apenas demonstram a necessidade de aumentar e manter os investimentos nas rodovias, tanto públicos quanto privados, mas também sugerem a expansão de modelos de gestão mais eficientes para reverter o cenário de deterioração da malha rodoviária pública – e, consequentemente, reduzir os custos logísticos do País – e aprimorar a qualidade do pavimento das rodovias concedidas”.

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