A quarta geração (4G) da telefonia celular vai permitir acesso à internet em velocidade até dez vezes mais rápida que a oferecida atualmente pelas operadoras. Mas os serviços só devem ser contratados, inicialmente, por usuários de maior poder aquisitivo. Só depois os serviços serão popularizados. Essa é a avaliação dos principais executivos das operadoras de telefonia Vivo e Claro, vencedoras dos primeiros lotes das faixas de frequência que vão suportar a nova tecnologia, leiloados hoje (12) pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
Para o presidente da Vivo, Carlos Valente, os primeiros clientes da 4G serão, além dos usuários com maior poder aquisitivo, clientes com perfil "inovador". “A partir do momento que ampliar a cobertura, muitos outros segmentos vão fazer uso dessa rede”.
Depois do leilão, em que a Vivo arrematou um dos lotes por R$ 1,05 bilhão (ágio 66% sobre o preço mínimo estabelecido em edital), Valente demonstrou preocupação com a necessidade de instalação de mais antenas para a oferta do serviço. Segundo ele, será preciso dobrar o número de antenas da operadora nos próximos anos. A Vivo tem, atualmente 13 mil antenas em todo o país. Para Valente, é preciso agilizar o licenciamento e revisar as atuais legislações sobre instalação de antenas.