A inflação em Campo Grande foi de 0,49% em agosto, acima da registrada em julho, quando o índice chegou a 0,15%. A tendência é de que continue em alta nos próximos meses, conforme avaliação do coordenador do núcleo de pesquisa da Universidade Anhanguera-Uniderp e responsável pela divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) Campo Grande, Celso Correia de Souza.
O IPC/CG é um indicador da evolução do custo de vida das famílias dentro do padrão de vida e do comportamento racional de consumo. Busca medir o nível de variação dos preços mensais do consumo de bens e serviços, a partir da comparação da situação de consumo do mês atual em relação ao mês anterior, de famílias com renda mensal de 1 a 40 salários mínimos.
“Em agosto tivemos o reflexo do aumento de energia elétrica ocorrido no mês anterior. Também começamos a sentir os efeitos da forte estiagem, que ocorre atualmente em Mato Grosso do Sul, influenciando, principalmente, os preços das carnes bovinas. Por último, os reflexos da grande seca que assola o Meio Oeste Americano começam a serem sentidos, com perdas elevadas de milho e soja, que refletem nos preços das rações, incrementando os preços das carnes suínas e de aves”, analisa Celso.