As cédulas de papel têm se tornado raridade nas carteiras dos campograndenses, mas o cenário, de longe representa falta de dinheiro. É que, nos últimos cinco anos, cresceu expressivamente o uso de cartões (crédito e débito) - difícil ficou encontrar quem não tem pelo menos um, e que o utiliza com maior frequência que as notas fabricadas pelo Banco Central.
Dados da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), revelam que, entre 2007 e 2012, o montante gasto com a forma de pagamento pelos consumidores da Capital deu um salto de 185,12%, atingindo cerca de R$ 4 bilhões (estimativa), contra R$ 1,4 bilhão há cinco anos.
O volume representa cerca de um terço de todos os gastos previstos para o ano pelos consumidores, de R$ 14,7 bilhões, em alimentação, manutenção do lar, vestuário e eletroeletrônicos, entre outros, segundo levantamento do IPC Marketing. No período, o número de transações do dinheiro de plástico cresceu 133,45%, saindo de 22,3 milhões para 52,2 milhões. E, o valor médio de cada transação foi ampliado em 21,96%, passando de R$ 66 para R$ 80,50.