Adquirir um imóvel significa, de modo geral, decidir por uma dívida que pode se estender por quase metade do tempo de vida de uma pessoa. Portanto, saber o valor exato da conta é fundamental. E para isso, é importante conhecer as modalidades de financiamento imobiliário.
Reportagem publicada hoje no jornal Correio do Estado mostra que as mais comuns são a Tabela Price (TP), com prestações fixas, e o Sistema de Amortização Constante (SAC), com parcelas decrescentes. Na ponta do lápis, o SAC pesa menos no bolso do consumidor, de acordo com o superintendente da Caixa Econômica Federal (CEF), Paulo Antunes de Siqueira. Ele estima que a diferença chegue a 20% no período de 20 anos.
O superintendente explica que o valor das prestações pelo SAC reduz mês a mês, porque os juros incidem sobre o saldo devedor, menor a cada parcela. Já na TP, o montante pago mensalmente permanece o mesmo. Assim, nos primeiros meses, o consumidor pagará mais pelo SAC, mas, no decorrer do financiamento, terá desembolso inferior ao da outra modalidade. “Muitas pessoas escolhem a Tabela Price por causa dos valores das primeiras prestações”, observa Siqueira, enfatizando que o comprador precisa considerar, em sua opção, o total do pagamento. “O SAC é melhor que a Tabela Price”, avisa.
A matéria é assinada por Osvaldo Júnior.