A locomotiva da economia estadual, a capital morena Campo Grande, há muito mudou de trilhos. Com crescimento de 228% no Produto Interno Bruto (PIB) nos últimos 10 anos, Campo Grande atinge, no auge de seus 115 anos, maturidade econômica. Deixou de ser a capital do “texas brasileiro”, jargão publicitário usado para denominar o Estado até o início dos anos noventa, para transformar-se em uma cidade industrializada e aberta ao desafio de se tornar polo de serviços e atração de crescimento.
Nos últimos dez anos, a cidade vivenciou uma expansão significativa não só na população como na economia. Neste cenário, a indústria teve um papel importante. De um segmento baseado praticamente no setor primário no início de 2000, com esmagadoras de soja e frigoríficos de aves e bovinos, a Capital abriga hoje quase 3 mil estabelecimentos, com avanço nominal de quase 10% no total de empresas. São mais de 46 mil empregos gerados.
O PIB da indústria foi o que mais evoluiu em 10 anos, entre as atividades econômicas que incluem agropecuária, serviços e administração. Em 2002, segundo o IBGE, o PIB da indústria era de R$ 826,4 milhões e em 2011 este volume saltou 247,5%, totalizando R$ 2,9 bilhões.
A reportagem de Rosana Siqueira está no Caderno Especial do Aniversário de 115 anos de Campo Grande, publicado nesta terça-feira (26) pelo jornal Correio do Estado.