O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse hoje (21) que o governo “tomará todas as medidas necessárias para fazer um ajuste [fiscal] com vigor e realismo”. Ele ressaltou que uma eventual redução da meta de superávit primário (economia para pagar os juros da dívida) para este ano, fixada em 1,1% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país) não representa o fim do ajuste.
"O governo tem plena consciência de que mudar a meta não significa o fim do ajuste. Vai continuar fazendo ajuste”, afirmou Levy. As declarações de Levy ocorrem na véspera da divulgação do Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas. Elaborado a cada dois meses, o documento traz reestimativas de arrecadação, metas e projeções sobre o comportamento da economia. Caso haja redução da meta de superávit primário, deve ser informada no relatório.
Levy sinalizou que não descarta medidas de contingenciamento, além das já anunciadas pelo governo. "O relatório [de receitas e despesas] vai refletir a realidade. Tem que fazer um trabalhinho de contingenciamento. Talvez tenha que cortar um pouquinho de despesa." Em maio, o governo já anunciou contingenciamento de R$ 69,9 bilhões.