Diante da crise econômica enfrentada no Brasil, as prefeituras de Mato Grosso do Sul vêm passando por dificuldades financeiras e estão adotando medidas para fechar as contas. Esta semana, dois municípios adiantaram o salário dos servidores para injetar dinheiro na economia local, na maioria das vezes, baseada no funcionalismo público.
Em Santa Rita do Pardo, o prefeito Cacildo Dagno (PSDB) prorrogou o próprio salário e adiantou o pagamento dos funcionários municipais. “Estamos aquecendo a economia do município, mesmo em um momento tão difícil para os municípios”.
Ainda de acordo com assessoria, Cacildo esclareceu que o Governo Federal tem adotado medidas de contenção de despesas que estão afetando diretamente as prefeituras com a queda de receitas oriundas de repasses e prejudicando a realização de obras e o atendimento da população na área da Assistência Social, Educação, Saúde, e Saneamento Básico.
BATAGUASSU
O município vizinho, Bataguassu, também adiantou o salário de cerca de 852 servidores, injetando na economia local R$ 1.171.417 milhão referente ao salário líquido dos trabalhadores.
Conforme o prefeito Pedro Arlei Caravina (PSDB), o município tem sofrido com a queda de arrecadação e com a ausência da destinação de recursos federais. “A situação está caótica em todo país e mesmo assim temos conseguido manter o compromisso obrigatório de pagar os funcionários s e os fornecedores em dia”, disse.
PROTESTO
No dia 10 de agosto, as 79 Prefeituras de Mato Grosso do Sul devem fechar as portas durante um grande ato de manifestação contra a crise financeira que os municípios enfrentam por causa da situação econômica e política do país. Os prefeitos pretendem lançar uma campanha de esclarecimento à população durante movimento municipalista