O levantamento mensal da cesta básica de alimentos realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgado nesta quarta-feira (6), revela que Campo Grande foi uma das nove capitais brasileiras que teve redução no valor da alimentação básica.
Com 1,9% de retração, os alimentos que contribuíram para a economia no bolso do trabalhador foram: tomate (-25,3%), carne bovina (-3,71%), arroz (-2,42%), café (-0,63%) e pão francês (-0,18%).
Desta forma, a média da cesta básica ficou em R$ 414,83 para o trabalhador, representando uma redução de R$ 8,05 em relação ao custo individual da cesta registrado em dezembro do ano passado.
Contudo, o instituto revela que no acumulado de janeiro de 2018 a 2019, o aumento da cesta básica foi de 7,96%. Um exemplo prático é precisar quanto tempo o consumidor precisa trabalhar para adquirir os alimentos, caso a renda básica seja o salário mínimo. Em janeiro, a jornada mensal seria de 91 horas e 27 minutos.
O nível de comprometimento do salário mínimo líquido para aquisição de uma cesta básica na capital morena registrou expressiva queda em 3 pontos percentuais, uma vez que o percentual passou de 48,18% em dezembro, para 45,18% em janeiro de 2019.
Conforme análise do Dieese, é preciso considerar, para melhor entendimento, o aumento do salário mínimo ocorrido no período, o que costuma abrandar os efeitos de aumentos de preços comuns no período.
No total, seis itens tiveram maior variação positiva de preço: feijão carioquinha (37,5%), batata (16,06%), manteiga (3,67%), banana (2,18%), açúcar cristal (0,53%) e Leite de caixinha (0,86%).
ANÁLISE
Com base na cesta mais cara, que, em janeiro, foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário.
Em janeiro de 2019, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.928,73, ou 3,94 vezes o mínimo já reajustado de R$ 998,00.
Em 2018, o salário mínimo era de R$ 954,00 e o piso mínimo necessário correspondeu a R$ 3.752,65 (ou 3,93 vezes o mínimo que vigorava naquele período) em janeiro e a R$ 3.960,57 (ou 4,15 vezes o piso vigente) em dezembro.