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Dólar recua 1% e tem maior queda do mês com declarações de Trump e Draghi

Dólar recua 1% e tem maior queda do mês com declarações de Trump e Draghi

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O dólar caiu 1%, a maior queda do mês, e terminou a terça-feira, 18, em R$ 3,8606. O maior recuo nos últimos dias havia sido dia 31 de maio, quando a divisa teve baixa de 1,33%. O mercado de câmbio foi principalmente influenciado pelo cenário internacional. Desde a parte da manhã, os investidores venderam dólares e reduziram posições defensivas com a declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que as conversas sobre a questão comercial com o presidente chinês, Xi Jinping, foram "muitos boas" e que os dois líderes terão "reunião prolongada" na próxima semana, no Japão. Na Europa, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, deu sinais claros de que está disposto a adotar mais estímulos monetários.

As declarações dos líderes tiveram impacto imediato no mercado internacional de moedas. O euro caiu ante o dólar e a moeda americana recuou perante as divisas de emergentes e países exportadores de commodities. O foco do mercado agora é o final da reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), que termina na tarde desta quarta-feira e é o evento mais esperado da semana. 

O estrategista-chefe de moedas do Wells Fargo Securities Nick Bennenbroek destaca que o dólar tende a se enfraquecer ainda mais este ano, por conta da tendência de cortes de juros pelo Fed a partir de julho. A expectativa é que na reunião de quarta os diretores sinalizem que a redução das taxas está próxima, disse Bennenbroek em teleconferência com investidores. O Wells Fargo, quarto maior banco dos EUA, projeta um corte de juros nos EUA em julho e outro no quarto trimestre, provavelmente em outubro, em meio à inflação comportada na maior economia do mundo. 

Já para a questão comercial dos EUA, o Wells Fargo está menos otimista. Trump e o líder chinês devem se encontrar no Japão no final do mês, mas o economista-chefe do banco, Jay Bryson, não espera que nada definitivo vai sair do encontro. "A disputa comercial com China vai durar pelo futuro previsível", disse na teleconferência. Já o dólar mais fraco na economia mundial deve ser a marca deste ano e do próximo, o que deve beneficiar algumas divisas de emergentes. 

No mercado doméstico, a agenda foi esvaziada e as mesas de câmbio monitoraram o início dos debates do relatório da reforma da Previdência na comissão especial da Câmara. Para o sócio e estrategista da Tag Investimentos, Dan Kawa, a reforma parece estar fluindo, apesar dos "ruídos e obstáculos" envolvendo o governo.

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Volantes da Lotofácil, uma das modalidades de loteria administradas pela Caixa Econômica Federal. (Foto: Divulgação/Caixa)

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