Em 2020, apesar da crise provocada pela pandemia da Covid-19, milhares de pessoas saíram da zona de conforto e decidiram empreender, gerando oportunidades de renda.
Com medidas de distanciamento social, muitos segmentos ficaram abatidos e tiveram que se reinventar para aumentar a renda ou até superar um eventual desemprego. Mato Grosso do Sul registrou a abertura de 7.903 empresas no passado, de acordo com os dados da Junta Comercial do Estado de Mato Grosso do Sul (Jucems), foram 21 novos estabelecimentos por dia.
Segundo o economista Marcelo Fernandes, a incerteza do mercado formal fez com que empreender e realizar atividades autônomas fossem uma saída natural.
“O brasileiro é muito criativo, diversos setores conseguiram ter ganhos mesmo nos momentos mais graves da crise. Em 2020 muitas pessoas se viram desempregadas e começaram a empreender por necessidade, e como consequência disso, descobriram talentos grandiosos que talvez nunca fossem explorados”, explicou ao Correio do Estado.
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No ano passado foram registrados 35.605 novos microempresários no Estado, o maior número registrado nos últimos dez anos. Em 2019 foram 32.804 novos empreendedores e 26.573 no ano imediatamente anterior.
Marcelo pontua que com o crescimento de empreendedores em 2020, a expectativa para este ano é que muitos novos micro e pequenos empresários possam surgir, entretanto, é necessário trabalho, dedicação e planejamento para se manter nessa atividade.
“Ser dono do próprio negócio não é fácil, traz muitas incertezas, a principal dica é fazer uma pesquisa do mercado, buscando conhecer e entender profundamente a área na qual se pretende atuar para poder se diferenciar e sair na frente, este ano deve ser muito satisfatório”, frisou.
Campo Grande lidera a lista dos 10 municípios com maior número de empresas abertas, com 3.402 constituições; na sequência vem Dourados (879); Três Lagoas (348); Ponta Porã (289); Naviraí (225); Maracaju (162); Corumbá (152); Nova Andradina (143); Chapadão do Sul (134); e Sidrolândia (108).
De acordo com a analista do Sebrae-MS, Vanessa Schmidt, os setores que mais abriram novas empresas foram: vestuário, cabeleireiro, manicure, promoção de vendas, lanchonetes, bares, restaurantes e serviços domésticos.
MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL
Os microempreendedores são empreendedores que faturam até R$ 81 mil por ano e que não têm participação em outra empresa como sócio ou titular.
Essa modalidade permite ter até um empregado que deve receber o piso da categoria ou salário mínimo. Ao se tornar MEI, o trabalhador autônomo passa a ter um registro formal no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ).
Dessa forma, o empresário se legaliza e passa a ter alguns direitos. Porém, para ser um MEI é preciso cumprir requisitos, sendo eles: possuir faturamento anual de até R$ 81 mil; ter no máximo um empregado; e não ser sócio ou titular de outra empresa.
Além disso, o limite de faturamento anual estabelecido pela Lei complementar Nº 155 é de R$ 81 mil por ano (R$ 6.750 por mês). Apenas servidores, pensionistas, estrangeiros sem visto permanente e titulares de outras empresas não estão permitidos a se cadastrar no programa.