Será que algum dia o brasileiro irá pagar barato para abastecer o carro? Esta pergunta é feita por boa parte dos motoristas quando encostam ao lado da bomba nos postos, já que hoje o produto necessário para fazer o veículo rodar beira os R$ 5.
Embora o país seja um grande produtor de petróleo, a resposta ainda é complexa e depende de uma série de fatores. Talvez nem a reforma tributária possa mudar esse cenário.
Conforme levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP), o preço médio da gasolina comum em Mato Grosso do Sul fechou a semana passada em R$ 4,93. Em algumas cidades, ela chega a custar R$ 5,26.
Em outros estados, como no Rio Grande do Sul, a gasolina é encontrada por R$ 5,81 em alguns municípios.
POR QUE É CARO?
O doutor em economia, e professor da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), Mateus Abrita, disse ao Correio do Estado que o Brasil é autossuficiente na produção de petróleo bruto, mas não no refino.
“Se analisarmos, em quase todos os setores nós produzimos a matéria-prima para depois comprarmos os produtos acabados com valor agregado”, explica.
Além disso, existe uma série de outras questões envolvidas na precificação, como por exemplo a matriz energética e a arrecadação de impostos.
Segundo Abrita, existem diversas formas de discutir a política de preços dos combustíveis no Brasil, por exemplo, reavaliar o papel da Petrobras, da regulação do setor, importações, exportações e debater a concorrência.
“Eu entendo ser possível reduzir o preço dos combustíveis por meio de uma restruturação tributária. Aproximadamente, na gasolina, o ICMS responde por 29% do preço final. PIS, COFINS E CIDE por 15%. Já no diesel, o ICMS responde por 14% do valor final. PIS COFINS 9% e a CIDE está zerada”, diz o doutor em economia como exemplo de como a carga pesa no bolso dos motoristas ao abastecer.
Previdência privada é uma forma de investir para elevar o valor da aposentadoria. A pessoa define quando vai começar a retirar o dinheiro e quanto vai receber mensalmente e paga parcelas mensais até a data. Porém, será que pessoas que já cruzaram a linha dos 30 anos perderam o timing para contratar o serviço?
Leonan Artiaga Póvoa Filho, consultor de negócios da Central Sicredi Brasil Central, disse ao Correio do Estado que nunca é tarde para procurar planos de aposentadoria privada.
“Aos 30 anos, por exemplo, a pessoa está no auge da vida profissional, já tem um padrão de vida e gastos mensais já estipulados. É uma idade bem interessante para se fazer essa reserva”, explica.
Diferentemente da aposentadoria pelo Instituto Nacional de Previdência Social (INSS), a aposentadoria privada é capitalizada. Isso quer dizer que o valor que a pessoa paga literalmente é um investimento, pois ele recebe acréscimos de juros.
Póvoa Filho diz que não apenas inexiste idade inicial para começar como a previdência é uma boa forma de fazer uma poupança para os filhos.
Começando cedo (dá para abrir uma conta assim que a criança recebe um CPF no registro de nascimento) existem planos de apenas R$ 50 por mês que no futuro podem até custear faculdade. Logicamente, quem começa mais tarde vai pagar bem mais.
“Não há objeções para uma aposentadoria alta, pode entrar com valor que cabe no bolso. O plano de previdência é flexível e ele pode estar ajustando os valores mensais”, afirma o consultor.
Outra vantagem da previdência privada é que não há recolhimento de qualquer tipo de imposto sobre os valores aplicados mensalmente. Os tributos só incidem quando a pessoa começar a receber a renda.