Em meio a mais uma onda da Covid-19 em todo país com hospitais com lotação máxima, medidas de restrição e desemprego, o governo federal, estadual e municipal discutem alternativas para ajudar famílias que estão desamparadas durante a pandemia. O número de cidadãos que vivem abaixo da linha da pobreza triplicou, e atinge cerca de 27 milhões de pessoas, 12,8% da população brasileira.
De acordo com o levantamento feito pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), aponta que muitas famílias tentam sobreviver com o valor de R$ 246,00 por mês no país. Pesquisadores afirmam que os altos níveis de desemprego e a ausência de políticas públicas dificultaram o acesso à renda, conduzindo para o pior cenário da pobreza no Brasil, nos últimos dez anos.
Conforme a economista do Instituto de Pesquisa Fecomércio-MS (IPF-MS), Daniela Dias, uma das principais consequências da pandemia na economia é o aumento do desemprego, sendo toda ajuda bem-vinda, principalmente em momentos de crise.
“Vivemos um cenário de muita instabilidade, qualquer recurso é muito importante voltado para a subsistência de milhares de pessoas, para tentar suprir o mínimo para aqueles que estão sem nenhuma fonte de renda, desempregados, todos os incentivos financeiros são muito importantes, estamos em um momento delicado”, destacou ao Correio do Estado.
PROGRAMA MUNICIPAL
O prefeito de Campo Grande, Marcos Trad (PSD), se reuniu com vereadores e sinalizou apoio ao projeto “Renda Básica Emergencial Cidadã”, proposto pela vereadora Camila Jara (PT).
O programa seria um auxílio emergencial municipal destinado à pessoas em situação de vulnerabilidade social, que são afetadas socialmente e economicamente pela pandemia. O objetivo é conceder direitos básicos às pessoas com baixa renda.O valor proposto é de três parcelas de R$ 300,00 cada. A verba destinada às famílias parte da Lei Orçamentária Anual do Município (LOA).
O projeto ainda está em discussão e precisa ser analisado e votado, mas devem receber o benefício famílias cadastradas no Cadastro Único (CadÚnico) que não tenham recebido o auxílio emergencial federal e que tenham renda familiar de até meio salário mínimo por pessoa.
Além disso, o cidadão precisa morar em Campo Grande e não ter cometido nenhum crime contra a administração pública.
PROGRAMA ESTADUAL
Já sancionado pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB), o programa Mais Social, beneficiará 100 mil famílias com o valor de R$200,00 mensais permanentemente, e não apenas enquanto durar a pandemia.
O portador do benefício terá direito a um cartão, em que milhares de estabelecimentos comerciais em todo o Estado estarão credenciados para receber os pagamentos, de forma digital. As famílias atendidas com o valor de R$ 200 por mês, para compra de alimentos e produtos de higiene pessoal.
De acordo com o projeto de lei, ficam proibidas a compra de bebidas alcoólicas e produtos à base de tabaco, sob pena de exclusão.
Atualmente, Mato Grosso do Sul já custeia o Vale Renda, que paga R$ 180 para aproximadamente 30 mil famílias.
Ao Correio do Estado, Azambuja disse que o pagamento está previsto para começar em maio. As famílias beneficiárias do Vale Renda serão automaticamente migradas para o Programa Mais Social.
Últimas notícias
PROGRAMA FEDERAL
Com o agravamento da pandemia em todo o país, o governo federal retomou o pagamento do auxílio emergencial em todo país nesta semana, com alternativa para aliviar os impactos causados pela pandemia.
O auxílio emergencial será pago aos trabalhadores em quatro parcelas com valor médio de R$ 250, que vai variar de R$ 150 a R$ 375, conforme o perfil do beneficiário e a composição de cada família.
O programa foi a principal ou única renda de cerca de 860 mil beneficiários em Mato Grosso do Sul. Segundo a Caixa, foram R$ 3,5 bilhões disponibilizados para a população do Estado.
O auxílio emergencial foi criado em abril do ano passado pelo governo federal para atender pessoas vulneráveis afetadas pela pandemia da Covid-19. Ele foi pago em cinco parcelas de R$ 600 ou R$ 1,2 mil para mães chefes de família monoparental e, depois, estendido até 31 de dezembro em até quatro parcelas de R$ 300 ou R$ 600 cada.
De acordo com as novas regras, o auxílio contemplará as famílias com renda total de até três salários mínimos por mês, desde que a renda por pessoa seja inferior a meio salário mínimo. Conforme o governo, o benefício deverá ser pago a 45,6 milhões de famílias.
PROGRAMA FEDERAL
Com o agravamento da pandemia em todo o país, o governo federal retomou o pagamento do auxílio emergencial em todo país nesta semana, com alternativa para aliviar os impactos causados pela pandemia.
O auxílio emergencial será pago aos trabalhadores em quatro parcelas com valor médio de R$ 250, que vai variar de R$ 150 a R$ 375, conforme o perfil do beneficiário e a composição de cada família.
O programa foi a principal ou única renda de cerca de 860 mil beneficiários em Mato Grosso do Sul. Segundo a Caixa, foram R$ 3,5 bilhões disponibilizados para a população do Estado.
O auxílio emergencial foi criado em abril do ano passado pelo governo federal para atender pessoas vulneráveis afetadas pela pandemia da Covid-19. Ele foi pago em cinco parcelas de R$ 600 ou R$ 1,2 mil para mães chefes de família monoparental e, depois, estendido até 31 de dezembro em até quatro parcelas de R$ 300 ou R$ 600 cada.
De acordo com as novas regras, o auxílio contemplará as famílias com renda total de até três salários mínimos por mês, desde que a renda por pessoa seja inferior a meio salário mínimo. Conforme o governo, o benefício deverá ser pago a 45,6 milhões de famílias.
“Faz total sentido que os governantes se organizem para oferecer a uma parte da população benefícios de renda, o auxílio emergencial foi fundamental no ano passado e muitas famílias estão contando com esse suporte. Todos esperavam que a situação da pandemia melhorasse e que a vacinação acontecesse de maneira mais rápida, todas essas incertezas refletem no mercado de trabalho e na vida de milhares de pessoas que passam por momentos muito difíceis em meio a crise”, destacou o economista Marcos Rezende.