A pandemia no coronavírus têm impactado diretamente a retomada dos serviços de pequenos empresários. Com o avanço da doença e medidas de restrições, os empreendedores precisam de inovação e criatividade para driblar as dificuldades e se manterem ativos no mercado, sendo a vacinação o principal caminho para retornarem à normalidade.
Um estudo realizado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) a partir de dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e do cronograma para a entrega de vacinas do Ministério da Saúde e dados populacionais do Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), prevê que, acelerando a campanha de imunização, partes do pequenos empresários podem retornar nível de atividade equivalente ao registrado antes da pandemia até o fim de agosto.
Ao todo, cerca de 9,5 milhões de pequenos negócios podem ter retomado o nível de rendimento, o que representa cerca de 54% do universo de microempreendedores individuais e micro e pequenas empresas brasileiros.
“Vivemos uma situação delicada em todo País, a vacinação não acontece ainda de maneira ágil, inclusive devido a falta de doses em Campo Grande ela está parada. Ainda não estamos nem perto de voltar à normalidade, com o agravamento da pandemia, o toque de recolher está em vigor em Mato Grosso do Sul o que impacta diretamente na economia”, explicou o economista Marcos Moura ao Correio do Estado.
Ainda de acordo com o estudo realizado pelo Sebrae, outros setores da economia, pelas suas particularidades, retornariam mais lentamente ao estágio verificado antes do início da pandemia, mas ainda sim o avanço da vacinação é fundamental para a retomada dos serviços.
“Os médicos reafirmam isso diariamente, a vacinação é o único caminho para retornarmos a normalidade, isso também envolve questões econômicas. Quanto mais rápido imunizarem a nossa população, mais rápida será a retomada dos pequenos negócios, esse é o caminho”, alegou o especialista.
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LINHAS DE CRÉDITO
Como alternativa para aliviar a crise e manter empregos durante a pandemia de Covid-19, o Pronampe foi criado em maio do ano passado pelo governo federal, com o objetivo de ajudar financeiramente os pequenos negócios.
Segundo o Ministério da Economia, o programa disponibilizou mais de R$ 37 bilhões em financiamentos para quase 520 mil micro e pequenos empreendedores em 2020.
“O Pronampe foi essencial para milhares de pequenos negócios, seria ainda mais difícil continuar operando sem esse suporte do governo, é importante destacar que as empresas também tiveram que assumir o compromisso de preservar o número de funcionários, então para aprovação do benefício, alguns critérios tiveram que ser atendidos”, explicou o economista.
A linha de crédito permitiu ao empresário pegar até 30% do faturamento em empréstimo, com pagamento em 36 vezes e juros de até 1,25% mais taxa Selic. O benefício é destinado a microempresas com faturamento de até R$ 360 mil por ano e pequenas empresas com faturamento anual de R$ 360 mil a R$ 4,8 milhões.
Devido ao aumento de novos casos e o agravamento da pandemia que impedem a retomada de alguns estabelecimentos, o governo ampliou o prazo de carência para as linhas de crédito do Pronampe.
De acordo com a Caixa, o prazo pode aumentar em 3 meses, indo de 8 para 11 meses no total. No entanto, o procedimento não altera o prazo total do contrato, diz o banco.
O programa tinha prazo de carência de oito meses, e os empréstimos começariam a ser pagos em março. Com a prorrogação, as primeiras parcelas começarão a vencer em junho.
Como solicitar a ampliação?
O pedido pode ser feito por meio do Internet Banking da Caixa (IBC):
- Vá ao espaço destinado aos contratos no Menu;
- Selecione a opção Solicitar Prorrogação de Pausa Pronampe.
Moura destaca que a extensão da linha de crédito é importante, devido ao aumento de medidas restritivas e número de casos confirmados de Covid-19.
“Esse prazo maior de carência é muito importante para o pequeno empresário, assim ele pode se organizar para quitar seus débitos, muitos ainda não retornaram o seu faturamento, o que dificulta ainda mais o pagamento. A extensão é uma medida necessária para não termos uma situação ainda mais difícil no atual cénario”, apontou.