Plano da parceria Público-Privada (PPP) que prevê a universalização dos serviços de esgoto para Mato Grosso do Sul, fazendo com que o Estado seja o primeiro a dar acesso aos serviços de saneamento básico à toda a população na próxima década, foi apresentado para a agência reguladora.
Participaram os diretores da Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul (Agepan) e da Ambiental MS Pantanal (AMSP), empresa criada a partir da PPP entre o Grupo Aegea e a Sanesul.
“Foi mostrado aqui que isso será totalmente possível. As condições, a experiência, o que já foi realizado e o que está contratado. Tudo isso será realizado”, disse o diretor-presidente da Agepan, Carlos Alberto de Assis.
Últimas notícias
As operações já foram iniciadas em maio deste ano em 68 municípios do Estado. Na maioria deles, a Agepan é a responsável por executar a atividade de regulação e fiscalização da prestação dos serviços.
Serão investidos cerca de R$ 1 bilhão, incluindo obras de extensão de rede e melhorias, e ampliação de estações de tratamento de esgoto. O objetivo é que até o final de 2031, cerca de 1,7 milhão de pessoas tenham acesso aos serviços de saneamento básico.
Reportagem do Correio do Estado do início deste ano mostrou que a tarefa de universalizar a rede de esgoto não deve ser tão difícil em comparação com outros estados.
Em um levantamento feito pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), Mato Grosso do Sul não tem nenhum município na lista dos que necessitam com urgência da implementação desse tipo de serviço.
“A estatística nacional aponta que temos entre 110 milhões de brasileiros sem esgoto e 35 milhões sem água. Em Mato Grosso do Sul temos uma situação melhor", afirmou, na ocasião, o presidente da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária em Mato Grosso do Sul (ABES-MS).
"Nosso indicadores apontam que na parte de água temos cobertura de 90%. Agora, de esgoto, devemos ter entre 65% a 70%. Com um pouquinho mais de esforço, é possível, sim, universalizar”, completou.