O preço médio do litro da gasolina aumentou 29,91% em 2021 e já é comercializado acima de R$ 6,43 no interior de Mato Grosso do Sul.
Na primeira semana de janeiro, o combustível era vendido aos consumidores pelo preço médio de R$ 4,58, variando entre o mínimo de R$ 4,46 e o máximo de R$ 4,77. Já nos preços aferidos na semana passada, o litro foi a R$ 5,95, variando entre R$ 5,76 e R$ 6,43.
Segundo levantamento realizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) com dados até este sábado, o preço médio da gasolina registrou aumento de 1,88% na última semana.
Em agosto, o combustível registrou alta em todas as três semanas do mês. Desta forma, com o aumento registrado na última semana de julho, a gasolina soma um mês de alta nos preços no Estado.
Conforme o levantamento, de uma semana para outra, o litro da gasolina subiu 1,88%, saltando do valor de R$ 5,84, há duas semanas, para R$ 5,95, nesta última.
Na primeira pesquisa do mês, divulgada no dia 7 de agosto, o preço médio era de R$ 5,79. Considerando este valor, no mês de agosto, o combustível acumula alta de 2,87% no Estado.
De janeiro a agosto, o litro do combustível aumentou R$ 1,37. Já na comparação com o mesmo período do ano passado, o aumento chega a 37,73% ou R$ 1,63. Em agosto de 2020, a gasolina custava R$ 4,32, ante os R$ 5,95 atuais.
MUNICÍPIOS
Conforme os dados da ANP, o preço do litro do combustível fóssil variou bastante nas cidades do Estado na última semana.
Em Campo Grande, o litro é comercializado pelo preço médio de R$ 5,89 – variando entre R$ 5,76 e R$ 6,09 –, o que representa um aumento de 2,04% em relação à semana anterior, quando o valor médio foi de R$ 5,77. No mês, a alta acumulada é de 2,63% na Capital.
Corumbá é a cidade do Estado onde a gasolina registra o maior valor vigente, indo de R$ 6,40 a R$ 6,43 – média de R$ 6,41 por litro. No comparativo com a semana passada, quando o preço médio era de R$ 6,31, a alta é de 1,63%.
Já em Dourados, o combustível na versão comum varia do mínimo de R$ 5,85 ao máximo de R$ 6,14, média de R$ 6,02. Em Três Lagoas, o preço médio é de R$ 6,20, indo de R$ 5,99 a R$ 6,38.
Últimas notícias
INFLAÇÃO
A gasolina é uma das vilãs da inflação de Campo Grande, que fechou o mês de julho em 0,79%, impulsionada pelo reajuste no combustível e na energia elétrica.
Dos nove grupos de produtos e serviços, sete tiveram alta de preços no mês passado. Os maiores impactos encontrados foram nos grupos de alimentação e bebidas e habitação, com 1,32% e 1,87%, respectivamente.
A alta do setor de habitação foi pressionado pela alta da energia elétrica (3,85%), que acelerou em relação ao mês de junho (2,68%).
Já o grupo transportes avançou 1,17% no mês passado, o efeito partiu da gasolina, com elevação de 1,31%.
Segundo os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o combustível acumula 25,59% de aumento em 2021 e 41,35% em 12 meses.
NACIONAL
No País, o preço da gasolina comum ultrapassou R$ 7 no Rio Grande do Sul e chegou a R$ 6,99 no Acre na semana passada, de acordo com o levantamento semanal da ANP.
O preço médio praticado em todo o País é de R$ 5,866 e acumula alta de 0,60% no mês.
De acordo com os especialistas, o dólar tem grande influência nesse comportamento, mas outros fatores também influenciam.
Os derivados de petróleo sobem sempre que o câmbio sofre desvalorização (ou seja, o real fica mais barato) e o preço do barril aumenta, explica o diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires.
Na sexta-feira o dólar à vista fechou a R$ 5,3848, e o petróleo brent negociado em Londres para outubro fechou a US$ 65,18 o barril.
“Estamos vivendo um período eleitoral e há uma confusão muito grande no governo. Acho que vai continuar tendo uma pressão via câmbio”, afirmou ao Estadão.
Ainda conforme os analistas, manter a paridade de preços internacional é considerado fundamental para atrair interessados para a venda das refinarias da Petrobras e pelo fato de o Brasil precisar importar combustíveis para abastecer o mercado interno.
Quase 7% da gasolina consumida no País entre janeiro e junho deste ano veio de fora, explica a diretora-executiva do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), Valéria Lima.
“Não adianta procurar culpar a Petrobras. Certamente o câmbio pressiona bastante, e se estivesse mais baixo, a gasolina também estaria. E isso é resultado da política econômica, afinal, o câmbio reflete nossas condições macroeconômicas”, disse à reportagem.
37,7% de aumento
Segundo dados da ANP, em um ano, considerando o intervalo de agosto de 2020 a agosto de 2021, o preço médio do litro da gasolina subiu R$ 1,63 ou 37,73% no Estado.