Economia

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Cesta básica compromete mais da metade do salário mínimo na Capital

A variação entre novembro e dezembro foi de -0,47%. Mesmo assim, Campo Grande continua como a 6ª cesta básica mais cara do País

Karina Varjão

08/01/2026 - 15h30

O valor da cesta básica em Campo Grande correspondeu a 55,25% do valor do salário mínimo dos trabalhadores da Capital no mês de dezembro de 2025. O valor ficou em R$ 775,90, enquanto o salário mínimo encerrou o ano em R$ 1.519. 

Com relação ao mesmo mês no ano de 2024, o valor médio aumentou 0,72%.

Mesmo representando uma pequena queda (-0,47%) com relação ao valor cotado no mês de novembro, que foi de R$ 779,54, Campo Grande ocupa o 6º lugar entre as capitais com valor mais alto do País, como mostra o levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). 

Essa variação pode ser sentida no bolso dos consumidores, já que, segundo o levantamento, os campo-grandenses precisam trabalhar 112 horas e 27 minutos para garantir os alimentos básicos mensais para a família. 

Entre novembro e dezembro de 2025, dos 13 produtos que compõem a cesta básica, 6 tiveram diminuição nos preços médios: tomate (-12,54%), açúcar cristal (-5,32%), leite integral (-3,04%), arroz agulhinha (-2,68%), óleo de soja (-2,07%) e farinha de trigo (-0,86%). 

Os outros sete itens apresentaram alta: batata (10,87%), feijão carioca (1,19%), banana (1,13%), manteiga (1,03%), café em pó (0,84%), pão francês (0,73%) e carne bovina de primeira (0,04%). 

Na variação por ano, entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025, o café em pó continuou o maior responsável pelas altas registradas, de 41,06%, seguido pelo tomate (8,40%), farinha de trigo (7,67%), pão francês (4,34%), óleo de soja (4,15%), banana (3,80%) e carne bovina de primeira (1,48%).

Os que apresentaram queda de preços foram arroz agulhinha (-38,46%), batata (-20,00%), açúcar cristal (-13,80%), feijão carioca (-8,13%), leite integral (-4,49%) e manteiga (-3,42%).

Feito por Denis Felipe com IA

Nacional

Mesmo com a leve queda, Campo Grande ainda ocupa o “Top 10” entre as capitais com cesta básica mais cara, superando grande cidades como Curitiba (R$ 737,88), Vitória (R$ 727,22), Goiânia (R$ 725,95), Belo Horizonte (R$ 723,26) e Brasília (R$ 714,21). 

São Paulo ainda puxa a lista, sendo a cesta básica mais cara do Brasil, chegando a R$ 845,95, o equivalente a 60,25% do salário mínimo. 

Com base na cesta mais cara, de São Paulo, e considerando a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário. 

Em dezembro de 2025, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$7.106,83 ou 4,68 vezes o valor vigente no ano de 2025. Em novembro, o valor necessário era de R$7.067,18 e correspondeu a 4,66 vezes o piso mínimo. 

Novo valor 

A partir do dia 1º de janeiro, o salário mínimo brasileiro passa a ser no valor de R$ 1.621. O valor corresponde a um reajuste de 6,79%, ou R$ 103 em comparação ao do ano passado, cujo valor era de R$ 1.518, como divulgado no último dia 10 pelo Ministério de Planejamento e Orçamento. 

O reajuste foi menor que o esperado. Ainda no mês de novembro de 2025, o Governo Federal havia projetado um aumento para o valor de R$ 1.627, que já representada uma diminuição em comparação à primeira projeção, que era para R$ 1.631. 

O reajuste do valor tem a ver com a estimativa na queda do valor da inflação, já que seu comportamento é um dos componentes da fórmula para a correção do piso salarial. 

Com um aumento menor do que o esperado no preço de produtos e serviço, a expectativa é que a inflação também seja menor, causando um reajuste também menor para o salário mínimo. 

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