Economia

Alimentação

Campo Grande tem a quinta cesta básica mais cara do Brasil

Com o valor da cesta em R$ 805,93, o trabalhador que recebe um salário mínimo precisa destinar cerca de 53,75% renda líquida para adquirir os alimentos

Uma análise feita pela Companhia Nacional do Abastecimento (Conab) e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), apontou que o preço da cesta básica, em março, de Campo Grande apresentou alta de 3,29% em relação a fevereiro. O custo foi de R$ 805,93, o que coloca a Capital de Mato Grosso do Sul na quinta posição da cesta básica mais cara entre as capitais brasileiras.

Na comparação com março de 2025, o valor da cesta aumentou 2,20% e, nos três primeiros meses de 2026, 3,87%.

Em março de 2026, para garantir a cesta básica, o trabalhador que recebe um salário mínimo (R$ 1.621) em Campo Grande precisou trabalhar cerca de quatro dias e meio (exatamente 109 horas e 23 minutos). Até neste ponto houve aumento, já que em fevereiro, o tempo de trabalho necessário era de 105 horas e 54 minutos.

Cerca de 53,75% do salário mínimo líquido deste trabalhador é destinado para adquirir a cesta básica. Em fevereiro de 2026, esse percentual correspondeu a 52,04% da renda líquida.

Altas e baixas dos produtos

Entre fevereiro e março, nove dos 13 produtos que compõem a cesta básica tiveram aumento nos preços médios, são eles:

  • feijão carioca (13,49%)
  • tomate (11,08%)
  • leite integral (9,20%)
  • batata (7,71%)
  • banana (4,04%)
  • arroz agulhinha (2,84%)
  • carne bovina de primeira (2,15%)
  • farinha de trigo (1,37%)
  • óleo de soja (0,28%)

Por outro lado, os quatro itens restantes apresentaram queda de preço:

  • café em pó (-1,02%),
  • manteiga (-0,99%),
  • açúcar cristal (-0,89%)
  • pão francês (-0,61%)

Campo Grande teve destaque no preço médio do leite UHT integral, que subiu 9,20%, a maior variação entre as cidades. 

Último ano

No acumulado dos últimos 12 meses, foram registradas elevações em seis dos 13 produtos:

  • feijão carioca (34,34%),
  • café em pó (14,13%),
  • carne bovina de primeira (6,45%),
  • pão francês (6,09%),
  • batata (1,45%)
  • farinha de trigo (1,37%).

Os itens que ficaram mais baratos foram:

  • arroz agulhinha (-33,89%),
  • açúcar cristal (-16,67%),
  • tomate (-12,02%),
  • leite integral (-5,74%),
  • manteiga (-3,14%),
  • óleo de soja (-2,06%)
  • banana (-1,20%).

Nos últimos 12 meses, o preço do café em pó aumentou em nove cidades, sendo que a maior variação foi verificada em Campo Grande (14,13%). 

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