O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou, desde 2023, R$ 13,4 bilhões em investimentos diretos em Mato Grosso do Sul, e quase a metade deste valor (R$ 6,2 bilhões) deve beneficiar a indústria local.
O banco de fomento ainda liberou volumes bilionários para investimento em infraestrutura (R$ 3,56 bilhões), além de uma única operação para aquisição de barcaças para a LHG Mining, de R$ 3,7 bilhões.
Infraestrutura
Dos investimentos em infraestrutura liberados pelo BNDES desde 2023, o maior dos créditos foi para o governo de Mato Grosso do Sul, que está usando o recurso a que teve acesso para a pavimentação de rodovias, a maioria delas, no Vale da Celulose.
Nesses investimentos diretos de infraestrutura do banco de fomento federal também há um crédito de R$ 288 milhões para a Energisa MS, que usará os recursos para a modernização de sua rede.
Também há R$ 694,4 milhões para a Way-306, para financiar obras de ampliação da rodovia em poder da concessão, a MS-306.
Há ainda o crédito de R$ 118,5 milhões para a Anastácio Transmissão, empresa sob o guarda-chuva da Axia Energia, a antiga Eletrobras. O valor será investido em linhas de transmissão.
Um crédito de R$ 98,25 milhões foi repassado à Sanesul para a ampliação da rede de esgoto. O empréstimo do BNDES vai ajudar nas obras de universalização, atualmente em parceria público-privada.
Um dos municípios atendidos será Itaquiraí, onde até o ano passado a cobertura de esgotamento sanitário estava próxima de zero.
Para finalizar a rubrica dos investimentos, há ainda R$ 60 milhões da modalidade Finame para a MRV Prime Engenharia, recurso aplicado na construção civil.

Indústria
O BNDES já aprovou R$ 6,2 bilhões para a indústria no estado de Mato Grosso do Sul desde 2023. Os recursos integram o Plano Mais Produção (P+P), braço de financiamento da Nova Indústria Brasil (NIB), política de desenvolvimento industrial do governo de Lula.
Para a região Centro-Oeste, o volume total aprovado do P+P foi de R$ 35,4 bilhões no mesmo período.
Em MS, a maior parte dos recursos foi destinada para área de produtividade (R$ 5,7 bilhões), seguida de inovação (R$ 364 milhões) e indústria verde (R$ 80,9 milhões).
Até dezembro deste ano, o BNDES vai destinar mais R$ 70 bilhões para a NIB. Os novos recursos serão aplicados após o banco ter alcançado, ainda em dezembro de 2025, a meta de destinar R$ 300 bilhões.
Nesta modalidade, o maior investimento único foi para a Cooperativa Agrícola Sul Mato-Grossense (Copasul), localizada em Naviraí, e que teve crédito de R$ 800 milhões aprovado para a implantação de uma nova unidade de processamento de soja na cidade onde está sediada.
Em outra iniciativa, o BNDES planeja aportar até R$ 175 milhões em um novo Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC), em parceria com a AGI Brasil, empresa que atua na fabricação de equipamentos para armazenagem de granéis, e com a gestora de recursos Opea Capital.
A nova unidade industrial da Copasul, cujo investimento total chega a R$ 1,4 bilhão, terá capacidade de processar até 988 mil toneladas de soja ao ano.
Também há investimentos para bioenergia, como os repassados para a usina Laguna, em Batayporã, que atingiram R$ 170,4 milhões, e para a usina Santa Helena (R$ 62,4 milhões).
Há recursos do BNDES aportados em grandes indústrias, como a Suzano, e em cooperativas, como a C.Vale. O crédito atende unidades em Mato Grosso do Sul e também em outros estados.
“Sob orientação do governo de Lula, o BNDES tem sido um dos principais instrumentos para a construção de um setor produtivo brasileiro inovador, competitivo e sustentável. Com apoio do BNDES, o Brasil está desenvolvendo novos medicamentos e projetos de inteligência artificial, implantando e expandindo centros de pesquisa e desenvolvimento, ampliando a exportação e a oferta de energia renovável e de biocombustíveis e levando conectividade a milhares de brasileiros. As empresas que receberam recursos da NIB tiveram um ganho de produtividade de 27,83%. Crédito que chegou para negócios de todos os tamanhos. Em Mato Grosso do Sul, 40,9% dos recursos foram para micro, pequenas e médias empresas”, afirmou Aloizio Mercadante, presidente do BNDES.
Barcaças
O maior investimento do BNDES no Estado é para a compra de barcaças para transportar minério na hidrovia do Rio Paraguai.
Trata-se de financiamento de R$ 3,7 bilhões para a LHG Logística Ltda., destinado à construção de 400 balsas e 15 empurradores para o transporte hidroviário de minérios de ferro e manganês pelo Rio Paraguai, em território brasileiro, e também pelo Rio Paraná, em território argentino.
O projeto permitirá a ampliação do escoamento na logística de minérios que são extraídos em Corumbá e carregados nas barcaças, atravessando 2.500 km pela hidrovia, cruzando o Paraguai, até chegar ao terminal marítimo de Nova Palmira, no Uruguai, onde são carregados em navios de longo curso.
*Saiba
Um único contrato com a LHG Mining, gigante de mineração do grupo J&F, terá desembolso de R$ 3,7 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.


