Em fevereiro, a cesta básica comercializada em Campo Grande ficou 1,55% mais cara, e alcançou a variação de 7,24% no ano, o quarto maior aumento registrado no Brasil.
No ranking de maiores variações no preço, a Capital sul-mato-grossense aparece atrás apenas do Rio de Janeiro, que teve variação de 12,75 no ano; Belo Horizonte, que registrou aumento de 10,84%; e Salvador, que teve variação de 7,75%.
Com o novo aumento, Campo Grande tem a 5ª cesta básica mais cara do País, que é vendida a R$748,20 - valor que compromete 57,29% do salário mínimo.
O balanço foi divulgado nesta quinta-feira (7), pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Variação mensal
Entre janeiro e fevereiro de 2024, o valor da cesta básica aumentou em 14 das 17 capitais pesquisadas.
Em Campo Grande, ela era vendida R$736,76 em janeiro, e passou a custar R$ 748,20 em fevereiro, valor que aponta para um aumento de 1,55%.
As únicas capitais que apresentaram reduções entre os meses foram Florianópolis, onde a variação de preço no conjunto de alimentos foi de -2,12%; Goiânia, com variação de -0,41%; e Brasília, que registrou variação de -0,08%.
Veja o levantamento completo:
Divulgação: DieeseCesta básica x Salário mínimo
Levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, o Dieese estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário para comprar uma cesta básica.
Sendo assim, considerando a alta de 1,55% em fevereiro na Capital, a cesta básica - que passou a custar R$ 748,20 - consome 57,29% do salário mínimo vigente, que atualmente é de R$1.412.
Em fevereiro de 2024, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 116 horas e 35 minutos. No mês anterior, janeiro de 2024, o tempo médio necessário era de 116 horas e 22 minutos.
Itens da cesta
A banana (16,72%) foi o alimento a registrar a alta mais expressiva no segundo mês de 2024, completando um trimestre de preços em elevação. Com preço médio do quilo da fruta em R$ 14,73, em 12 meses a alta chega a 22,35%.
O feijão carioquinha (2,47%) completou, em fevereiro, um quadrimestre em alta de preços, apresentando preço médio de R$ 9,13 para um quilo do grão.
Depois de oito meses em retração, este é o segundo mês em que a farinha de trigo (0,81%) registra alta de preços. Desta vez, contudo, o preço do pão francês (1,71%) acompanhou essa subida. Enquanto a farinha apresentou preço médio de R$ 4,17, o
pãozinho registrou R$ 16,07.
Reduções importantes foram observadas nos preços de óleo (-7,60%), batata (-5,91%), tomate (-1,72%), açúcar (-1,25%), arroz (-0,64%), carne bovina (-0,59%), leite de caixinha (-0,56%), manteiga (-0,24%) e café em pó (-0,06%).
Em 12 meses, óleo de soja (-28,67%) e farinha de trigo (-14,83%) apresentaram as reduções mais expressivas, seguidas de café (-9,82%) e carne bovina (-9,15%).
A jornada de trabalho necessária para comprar uma cesta básica na capital foi de 116 horas e 35 minutos, e o comprometimento do salário mínimo líquido4 para aquisição de uma cesta básica alcançou 57,29%. Em Fevereiro de 2023, quando o salário mínimo líquido era de R$ 1.121,10, o comprometimento da cesta alcançou 59,78%, sendo necessárias 121h e 39 de trabalho para comprar o conjunto de 13 itens de alimentação.



