Campo Grande consolidou sua posição entre as capitais brasileiras com melhor desempenho no mercado de trabalho ao encerrar o primeiro semestre de 2026 com saldo positivo de 3.541 empregos formais, mantendo uma das menores taxas de desemprego do país.
O resultado elevou para 236.695 o número de trabalhadores com carteira assinada na Capital e colocou o município na quarta colocação nacional entre as capitais com menor taxa de desocupação, atrás apenas de Palmas (TO), Vitória (ES) e Curitiba (PR).
Os dados constam na 56ª edição do Boletim Econômico de Campo Grande, elaborado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades), que apresenta um panorama da economia local até o fim de junho.
Além do desempenho do emprego, o levantamento aponta expansão da atividade econômica, crescimento do número de empresas, fortalecimento do comércio exterior e avanço da arrecadação municipal.
De acordo com o estudo, a taxa de desocupação da Capital permaneceu em 4,1% no primeiro trimestre deste ano, repetindo o índice registrado no mesmo período de 2025.
Em números absolutos, Campo Grande contabiliza 21 mil pessoas desocupadas, enquanto a população ocupada alcançou 498 mil trabalhadores, dos quais quase metade atua no mercado formal.
O nível de ocupação chegou a 63,8%, e o contingente de pessoas em situação de subutilização caiu de 43 mil para 38 mil, reduzindo a taxa de subutilização de 8,6% para 7,2% em um ano.
A prefeita Adriane Lopes afirmou que os indicadores refletem as políticas adotadas pela administração municipal para reduzir a burocracia, atrair novos investimentos e criar um ambiente mais favorável ao empreendedorismo.
Segundo ela, o desempenho de Campo Grande entre as quatro capitais com menor taxa de desemprego do país demonstra o fortalecimento da economia local e a ampliação das oportunidades de trabalho, renda e qualidade de vida para a população.
Serviços lideram geração de vagas
O setor de serviços foi novamente o principal responsável pela criação de empregos formais em Campo Grande. Entre janeiro e junho, o segmento abriu 2.088 vagas, respondendo pela maior parte do saldo positivo do semestre.
A construção civil aparece em seguida, com 1.467 novos postos de trabalho, reforçando o bom momento vivido pelo setor imobiliário e de infraestrutura.
Também contribuíram para o resultado positivo a indústria, com saldo de 350 empregos, e a agropecuária, que gerou 269 vagas. Na contramão, o comércio acumulou fechamento líquido de 633 postos ao longo dos seis primeiros meses do ano.
Somente em junho, a Capital registrou saldo de 303 empregos formais. Naquele mês, o comércio liderou as admissões líquidas com 265 vagas, seguido da indústria (159), serviços (109) e agropecuária (48). A construção civil foi o único setor a apresentar resultado negativo no período, com fechamento de 278 postos.
Com o desempenho acumulado do semestre, Campo Grande alcançou 236.695 vínculos formais ativos, número 23,2% superior ao registrado antes da pandemia, em dezembro de 2019, quando o estoque era de 192.055 empregos com carteira assinada.
Na comparação, foram criados 44.640 novos postos formais em pouco mais de seis anos.
Hoje, o setor de serviços concentra 125.407 trabalhadores formais, seguido pelo comércio (59.817), indústria (26.411), construção civil (18.523) e agropecuária (6.537).
Jovens puxam as contratações
O boletim também revela que os jovens continuam sendo os principais beneficiados pela expansão do mercado de trabalho.
Das 3.541 vagas abertas entre janeiro e junho, 1.892 foram ocupadas por trabalhadores com idade entre 18 e 24 anos, faixa etária que liderou as admissões líquidas.
Outros 977 postos foram preenchidos por adolescentes de até 17 anos, enquanto as faixas entre 30 e 39 anos e 40 e 49 anos registraram saldos positivos de 324 e 285 vagas, respectivamente.
Sob o aspecto da escolaridade, o maior número de oportunidades foi destinado a profissionais com ensino médio completo, grupo que respondeu por 1.847 empregos, seguido pelos trabalhadores com ensino superior completo, que conquistaram 1.060 vagas.
O secretário municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável, Ademar Silva Junior, afirmou que os números evidenciam uma economia cada vez mais dinâmica e preparada para gerar oportunidades.
Segundo ele, a expressiva participação dos jovens nas contratações demonstra que o mercado de trabalho está absorvendo novos profissionais e ampliando as perspectivas para quem busca o primeiro emprego, fator que contribui diretamente para o desenvolvimento social e econômico de Campo Grande.
Economia diversificada sustenta crescimento
Segundo o boletim, o desempenho do mercado de trabalho está diretamente relacionado ao fortalecimento da economia local, especialmente do setor de serviços, responsável por 82,4% do Valor Adicionado Bruto (VAB) do município.
A Semades estima crescimento de aproximadamente 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB) de Campo Grande em 2026, impulsionado também pela construção civil e pelos efeitos da Lei Municipal de Liberdade Econômica, que simplificou a abertura de empresas e reduziu a burocracia para centenas de atividades econômicas.
O estudo ainda mostra que Campo Grande possui atualmente 149.147 empresas ativas, número 44,6% superior ao registrado em março de 2020, evidenciando a expansão da atividade empresarial na Capital. O setor de serviços concentra quase 59% dos estabelecimentos existentes no município.
Embora tenha apresentado um dos menores índices de desemprego do país, Campo Grande ocupa a 16ª posição no ranking nacional de geração proporcional de empregos formais entre as capitais, considerando a variação relativa do estoque de trabalhadores.
O levantamento destaca, porém, que a Capital mantém trajetória de crescimento sustentado, apoiada principalmente pelos setores de serviços e construção civil, que continuam liderando a criação de vagas formais em 2026.


