Economia

EXPECTATIVA

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Começa a colheita de milho no sul do Estado

Começa a colheita de milho no sul do Estado

DIÁRIO MS

19/07/2011 - 00h00
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Começa colheita do milho em Mato Grosso do Sul, pelo menos para os poucos produtores que conseguiram plantar o grão ainda na primeira quinzena de fevereiro. A maior parte dos agricultores do sul do Estado se prepara para colocar os maquinários no campo a partir desta semana.
 

Em toda a região sul do Estado já é possível encontrar propriedades colhendo. “São as primeiras semeaduras feitas um pouco antes das chuvas do final de fevereiro. O que mais atrapalhou elas foi à seca, mas está colhendo mais ou menos bem. Existe um pouco de quebra, mas a produtividade deve ficar mais ou menos dentro do esperado”, afirma o presidente da Associação dos Engenheiros Agrônomos, Bruno Tomasini.

Tanto a seca quando a geada prejudicou desde as primeiras semeaduras até o milho plantado mais tarde. Mas, os grãos que vão começar a ser colhidos nesta segunda quinzena de julho até o início de agosto, “são os piores milhos”, segundo o presidente da associação.

As lavouras tardias foram as mais afetadas pelas geadas em um período importante para o desenvolvimento da planta, que é o de maturação. “Ainda não tem como estimar o quanto a geada e a estiagem afetaram a produção. Mas, com essas primeiras lavouras colhidas, já vamos conseguir ter uma idéia”, disse o presidente.
 

O agricultor Luis Seltrin já colheu parte dos 800 hectares que plantou com milho no Guassuzinho, região de Dourados. “Eu ia terminar essa primeira parte na terça-feira [amanhã], mas pelo o que eu vi lá não vou parar não, vou ‘tocar’ direto. Teve uma parte que a geada pegou e matou a lavoura, não compensa deixar mais no campo”, disse o produtor rural.
 

A produtividade das lavouras ainda está incerta para muitos produtores, inclusive para o Seltrin. “Para saber vamos ter que esperar mais um pouco ainda, mas acho que deve ficar dentro do esperado”, disse ele, que acredita que conseguirá colher entre 90 e 100 sacos de 60 quilos por hectare.
 

Já Milvo Luiz Decian, está programando o início da colheita na propriedade dele até o próximo final de semana. “Não tenho dia certo ainda, eu plantei mais tarde, então devo colher a partir de quinta-feira”, disse o agricultor.

Decian acredita que os impactos de 37 dias de estiagem, e principalmente, a geada que atingiu em cheio a lavoura dele, pode haver quebra em até 50% da área plantada. “É difícil avaliar quanto vou ter em produtividade, depende muito da época em que foi plantada, tenho que esperar começar a colheita”, disse o agricultor, que tem propriedade na Picadinha, em Dourados.


EXPECTATIVA

Segundo a Conab (Companhia Nacional do Abastecimento) são esperados para Mato Grosso do Sul a produção de 3.397,3 mil toneladas de milho, de acordo com o último levantamento divulgado pelo órgão no início do mês. A estimativa já considera impactos como secas e geadas.

A Fundação MS, entidade que realiza pesquisa agropecuária, acredita que pelo menos a metade da área cultivada com o grão no Estado tenha sido plantada fora do prazo estipulado pelo zoneamento agrícola, que era até 20 de março. São estas lavouras ‘fora de época’ as mais prejudicadas pelos adventos climáticos.
 

PREÇO

Apesar de a produção estar menor este ano, o preço deve compensar parte das perdas. “O preço está maior, mas os custos também aumentaram. Não é o ideal, mas o preço deve minimizar um pouco os prejuízos”, acredita Tomasini. A saca de 60 quilos de milho é comercializada hoje a R$ 20, sendo que o produtor vendia a mesma quantidade por R$ 12 no mesmo período do ano passado

Mercado

Produção nacional de aço bruto cresce 0,4% em 1 ano e soma 2,7 milhões de t em janeiro

O consumo aparente nacional de produtos siderúrgicos em janeiro foi de 1,9 milhão de toneladas, valor 1,4% superior na comparação anual

23/02/2024 18h00

As vendas internas atingiram 1,6 milhão de toneladas, avanço de 1,5%. Foto: Internet

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O Instituto Aço Brasil informa que a produção nacional de aço bruto somou 2,7 milhões de toneladas em janeiro de 2024, o que representa um aumento de 0,4% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Em igual período, as vendas internas atingiram 1,6 milhão de toneladas, avanço de 1,5%.

A produção de laminados em janeiro foi de 2 milhões de toneladas, valor 8% superior ante o mesmo período de 2022. No mesmo intervalo, a produção de semiacabados somou 721 mil toneladas, o que representa uma retração de 16,2%.

O consumo aparente nacional de produtos siderúrgicos em janeiro foi de 1,9 milhão de toneladas, valor 1,4% superior na comparação anual.

As exportações no período somaram 967 mil toneladas, o que representa uma alta de 1,8% ante o mesmo mês de 2022. Considerando igual intervalo, os ganhos com as vendas para o mercado externo totalizaram US$ 695 milhões, valor 11,2% menor para o setor.

As importações, por sua vez, foram de 367 mil toneladas em janeiro, uma queda de 2,9% ante o registrado no mesmo período do ano passado. Em valores, as importações somaram US$ 406 milhões, recuo de 17,3% no mesmo intervalo de comparação.

A taxa de penetração dos produtos importados, segundo o Instituto Aço Brasil, foi de 17,6% em janeiro, queda de 0,1 ponto porcentual ante o mesmo mês de 2023.

Combustível

Petrobras reservará unidades dedicadas à produção de SAF por maior valor agregado, diz diretor

O plano estratégico da Petrobras até 2028 prevê investimento de US$ 1,5 bilhão em negócios de biorefino, sem contar pesquisa e desenvolvimento

23/02/2024 17h00

A futura capacidade de 34 mil bpd vai representar até 30% do mercado atual brasileiro. Andre Ribeiro/ Agência Petrobras

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O diretor de Transição Energética e Sustentabilidade da Petrobras, Mauricio Tolmasquim, disse nesta sexta-feira, 23, que a estatal vai reservar as unidades dedicadas de produção de combustíveis renováveis para a produção de combustível de aviação sustentável (SAF, na sigla em inglês)

A estratégia se deve ao fato de o produto ter valor agregado superior ao de outros produtos, como o diesel R, que, por ora, vai seguir sendo produzido majoritariamente em unidades de coprocessamento de óleos vegetal e fóssil.

O diretor da Petrobras fez os comentários em seminário sobre biocombustíveis organizado pela Universidade Columbia, no Rio de Janeiro, em evento paralelo à agenda do G20 na cidade.

Tolmasquim detalhou que a unidade totalmente dedicada à produção de BioQAV na Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), em Cubatão (SP), terá capacidade para produzir 15 mil barris por dia (bpd) do produto, enquanto a unidade a ser ativada no Polo Gaslub, no Rio de Janeiro, vai produzir 19 mil bpd.

Somada, a futura capacidade de 34 mil bpd vai representar até 30% do mercado atual brasileiro, volume, portanto, "relevante" nas palavras de Tolmasquim.

Ele lembrou que o plano estratégico da Petrobras até 2028 prevê investimento de US$ 1,5 bilhão em negócios de biorefino, sem contar pesquisa e desenvolvimento, que contam com recursos em separado.

O diretor da Petrobras afirmou que o biorefino segue como um dos principais focos da Petrobras em sua busca pela descarbonização de seus negócios, ao lado dos investimentos em novos combustíveis (Hidrogênio Verde e Amônia Verde) e geração de energia renovável (solar e eólica onshore e offshore).

Segundo o executivo, um dos principais focos da Petrobras em biocombustíveis de última geração tem a ver com as metas futuras de descarbonização obrigatórias nos mercados de aviação e de navegação - para o qual a Petrobras pretende fornecer metanol verde.

"Não tem oferta de combustível verde no mundo para isso. Trata-se de um grande mercado aberto. Existe um mercado e não tem oferta. Quem chegar tem um mercado totalmente disponível, o sonho de qualquer empresa", diz Tolmasquim sobre os mercados de combustíveis renováveis para os setores de aviação e navegação.

Sem oferecer maiores detalhes, ele disse ainda que a Petrobras tem memorandos de entendimento com empresa europeia de navegação para o fornecimento de metanol verde e um outro, com empresa asiática, para cooperação na produção de amônia verde.

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