Nesta quinta-feira (05) foi realizada a divulgação mensal dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), por parte do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indicando que a taxa de desocupação no último trimestre bateu 5,4%, com queda de 1.1 ponto percentual no período de um ano.
Conforme os dados do IBGE, a população desocupada na pesquisa levantada no trimestre entre novembro de 2025 a janeiro de 2026 foi 5,9 milhões de pessoas, um sinal de estabilidade se comparado com o período de agosto a outubro do ano passado.
Além disso, a população desocupada caiu exatos 17,1% se comparado com o mesmo período do ano passado, quando haviam 7,1 milhões nessa categoria, o que indica menos 1,2 milhão de pessoas sem emprego.
Neste último trimestre encerrado em janeiro, a chamada "força de trabalho", sendo a taxa de pessoas ocupadas e desocupadas, chegou a 108,5 milhões de pessoas, o que também mostra estabilidade tanto na comparação com o período de agosto a outubro de 2025 quanto ao mesmo intervalo de tempo no ano passado.
Isso porque, os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que até houve um acréscimo ante o mesmo trimestre móvel do ano anterior, porém as 472 mil pessoas a mais na chamada força de trabalho representam um aumento irrisório de 0,4%.
Ocupação
Do outro lado, os dados da divulgação mensal da Pnad Contínua apontam para 102,7 milhões na dita "população ocupada", o que também demonstra estabilidade em comparação ao trimestre imediatamente anterior e um leve aumento de 1,7% (mais 1,7 milhões de pessoas) no aglomerado do ano.
"O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) foi de 58,7%, com estabilidade no trimestre (58,8%) e crescendo 0,5 p.p. no ano (58,2%)", cita o Instituto em nota.
Em análise dos números, nota-se também a queda de 1,8 p.p. no ano (15,5%) da taxa composta de subutilização, que ficou em 13,8% neste último trimestre e estável em relação aos 13,9% registrados entre agosto e outubro de 2025.

Lançado olhar sobre o número de empregados no setor privado com carteira assinada, com exceção dos trabalhadores domésticos, 39,4 milhões de funcionários anotados na última pesquisa indicam estabilidade no trimestre e alta de 2,1% (mais 800 mil pessoas) no ano.
Há ainda pelo menos 13,4 milhões empregados sem carteira assinada, além de 26,2 milhões de trabalhadores por conta própria atualmente no Brasil, último índice esse que aumentou 3,7% no ano, com quase um milhão (mais 927 mil pessoas) "sendo seu próprio patrão" no balanço do último ano.


