Ainda que a crise grega esteja pendente de uma série de desdobramentos, os mercados encontraram espaço para uma dia de recuperação, ainda que temporária, na visão de muitos analistas.
Após uma reunião neste final de semana, os ministros da zona do euro condicionaram a liberação de novas parcelas do pacote de socorro financeiro à aprovação de medidas de austeridade fiscal pelo parlamento grego. Dessa forma, os agentes financeiros permanecem em suspense quanto a um desenlace positivo para o drama do país mediterrâneo, à beira de um iminente "default" (suspensão de pagamentos).
Em contraste, não passou incólume a notícia de que a Moody's melhorou o "rating" soberano do Brasil , que já era um país "grau de investimento" (considerado como bom pagador) pelos critérios dessa agência de classificação de risco.
As Bolsas americanas e a brasileira Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) operam com valorização. O euro ficou praticamente estável contra o dólar, enquanto o real teve uma queda somente modesta.
A cotação da moeda europeia passou de US$ 1,4315 para US$ 1,4305 na praça financeira mundial.
Já no front doméstico, o dólar comercial oscilou variou entre R$ 1,609 e R$ 1,593, para finalizar o expediente em R$ 1,595, em um decréscimo de 0,12% sobre fechamento de sexta-feira.
E o dólar turismo foi vendido por R$ 1,700 e comprado por R$ 1,530 nas casas de câmbio paulistas.
Entre outras notícias, o Ministério do Desenvolvimento informou que a balança comercial brasileira teve um superavit de US$ 656 milhões na terceira semana de junho. De janeiro até essa semana, o superavit acumulado foi de US$ 11,170 bilhões.
O boletim Focus, elaborado pelo Banco Central, apontou que boa parte dos economistas do setor financeiro revisou para baixos suas projeções para a inflação deste ano, já pela sétima semana consecutiva. A variação projetada do IPCA passou de 6,19% para 6,18%. Para 2012, a projeção de inflação foi de 5,13% para 5,18%.
JUROS FUTUROS
As taxas projetadas mercado futuro da BM&F apontaram direções distintas no expediente desta segunda-feira.
Para julho, a taxa prevista recuou de 12,13% ao ano para 12,12%; para janeiro de 2012, a taxa projetada passou de 12,41% para 12,42%. E no contrato para janeiro de 2013, a taxa prevista foi mantida em 12,49%. Esses números são preliminares e estão sujeitos a ajustes.



