Economia

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Eike despenca para 27º lugar entre mais ricos do mundo

Eike despenca para 27º lugar entre mais ricos do mundo

terra

29/06/2012 - 13h30
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Com a queda das ações de suas empresas, o empresário Eike Batista, o homem mais rico do Brasil, está na 27º posição no ranking dos mais ricos do mundo, de acordo com a agência de notícias americana Bloomberg, na lista Bloomberg Billionaires Index.

A companhia de petróleo do empresário, a OGX, sofreu desvalorização de cerca de 40% nos últimos dois dias na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Além da queda da petrolífera, a MMX, empresa de mineração do executivo, caiu 17,0%, e a LLX, companhia de logística, caiu 8,07%. De acordo com a Economatica, as perdas de Eike na bolsa chegam a R$ 20,3 bilhões em junho.

Atualmente, a fortuna estimada de Eike é de US$ 19,6 bilhões. A primeira posição continua nas mãos do mexicano Carlos Slim, com US$ 70,3 bilhões. O ranking elege as pessoas mais ricas do mundo com base nas mudanças da economia e de mercado.

Deficit

Falta de mão de obra deixa cerca de 21 mil vagas sem preencher em MS

Mesmo com o mercado de trabalho aquecido, Estado enfrenta escassez de profissionais qualificados; só a construção civil criou mais de 5 mil empregos formais, mas mantém postos abertos por falta de trabalhadores

29/06/2026 08h00

A construção civil é um dos segmentos que mais sente o impacto

A construção civil é um dos segmentos que mais sente o impacto Foto: Gerson Oliveira

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Mesmo com mais de 46 mil vagas intermediadas pelo Sistema Nacional de Emprego (Sine) em 2025, Mato Grosso do Sul terminou o ano com cerca de 21 mil oportunidades que não se converteram em contratações, reflexo de um problema que continua travando o mercado de trabalho: a falta de mão de obra qualificada.

O cenário afeta principalmente setores em expansão, como a construção civil, que segue abrindo vagas, mas enfrenta dificuldades para encontrar profissionais com o perfil exigido.

Dados do Observatório do Trabalho da Fundação de Trabalho de Mato Grosso do Sul (Funtrab) apontam 46.849 oportunidades intermediadas em 2025, resultando em 25.774 trabalhadores colocados no mercado de trabalho.

“É importante destacar que a diferença entre o número de vagas ofertadas e as colocações efetivadas não representa necessariamente vagas não preenchidas. Parte das oportunidades pode permanecer em processo de seleção, enquanto o status de outras vagas pode ter sido alterado pelos empregadores ao longo do processo de recrutamento”, explica o Observatório.

Ou seja, as aproximadamente 21 mil vagas que a conta sugere como não preenchidas podem ser, na prática, um número menor. Ainda assim, o descompasso entre a oferta e a contratação persiste, cenário que os setores produtivos classificam como crítico.

A indústria da construção é um dos segmentos que mais sente o impacto desse cenário. Só nos primeiros quatro meses deste ano, o setor gerou mais de 5.200 contratações formais em MS, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), mas o Sinduscon-MS afirma que esse número poderia ser ainda maior. “O setor possui vagas abertas que, infelizmente, não consegue preencher por falta de mão de obra, especialmente a qualificada”, diz o sindicato, em nota. 

Para a entidade, uma das principais causas é a baixa renovação de profissionais. “A entrada de novos trabalhadores na área não acompanha a demanda crescente, enquanto muitos profissionais experientes deixam de atuar, seja por aposentadoria ou mudança de carreira, especialmente em função da idade”, aponta o Sinduscon-MS.

Como resposta, o sindicato tem investido em projetos de qualificação. O Sindicato Qualifica, em parceria com o Senai e a Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul (Fiems), oferece cursos gratuitos tanto para quem quer ingressar no setor quanto para trabalhadores que já atuam nele.

A construção civil é um dos segmentos que mais sente o impacto

QUALIFICAÇÃO

Outro projeto, o Elas Constroem, em parceria com a CBIC e o Senai, foca na qualificação de mulheres para a construção civil.

Atualmente, três turmas estão em andamento e devem disponibilizar ao mercado, em agosto, profissionais formadas como pedreira, operadora de Bobcat e assentadora de revestimento cerâmico.

O sindicato ressalta ainda que o setor é “financeiramente atrativo, com um dos maiores salários médios de entrada em comparação a outras áreas da indústria no Estado”, além de oferecer benefícios e perspectiva de carreira.

Para o economista Eduardo Matos, o gargalo tem três origens distintas. A primeira é o salário, que segue abaixo do custo de vida no Estado, um problema agravado pelo fato de que alguns produtos chegam mais caros ao Estado por conta da logística.

Essa defasagem empurra parte dos trabalhadores para a informalidade, onde a remuneração pode ser semelhante, mas a flexibilidade de horário é maior.

“O salário baixo afasta o trabalhador, e muitos têm preferência por atuar na informalidade, em ocupações com flexibilidade maior. O rendimento é menor ou igual ao desses empregos formais, mas o trabalhador faz o próprio horário e não tem, de fato, um patrão”, explica.

O segundo fator é demográfico e histórico. Mato Grosso do Sul tem uma das menores densidades populacionais do País, com um território extenso e pouca gente para ocupá-lo, detalha o economista.

“Somos um estado pouco povoado, com uma extensão muito grande de território para pouca gente e uma riqueza natural muito grande. É natural que tenhamos uma produção elevada, mas o que impede de consolidar esse potencial é a ausência de fatores de produção, e o principal que nos falta é o recurso humano, o capital humano”, afirma.

Já o terceiro fator é o desencontro entre a qualificação disponível e o que o mercado de fato precisa. As vagas em aberto, em geral, exigem formação técnica ou tecnológica para funções operacionais, como operadores de máquinas industriais, de empilhadeiras ou de equipamentos agrícolas.

Assim, o que sobra no mercado são trabalhadores sem qualificação ou com cursos superiores em áreas com pouca demanda.

“É muito comum ver um jovem formado em administração, contabilidade ou turismo que não tem, por exemplo, um curso em elétrica industrial ou mecânica de máquinas e equipamentos. Há um desencontro entre a qualificação da mão de obra e a demanda do mercado que é um entrave muito visto aqui em Mato Grosso do Sul”, conclui.

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turismo

Gastos de turistas estrangeiros no Brasil soma R$ 25 bilhões em cinco meses

País recebeu quase 5 milhões de visitantes de janeiro a maio

28/06/2026 18h00

Divulgação

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Os gastos de turistas internacionais no Brasil bateram recorde histórico entre janeiro e maio deste ano, atingindo R$ 25 bilhões. De acordo com o Ministério do Turismo, o valor é 11% maior em comparação ao mesmo período do ano passado, quando os gastos somaram R$ 22,6 bilhões.

Também no mês de maio, os gastos foram recordes, da ordem de R$ 4,08 bilhões, mostrando aumento de 19% sobre o valor registrado no mesmo mês de 2025 (R$ 3,42 bilhões). Os dados foram analisados pelo ministério e divulgados pelo Banco Central.

Houve ainda aumento no fluxo de turistas estrangeiros para o país. Em maio, foi registrada a entrada de 486.262 visitantes internacionais, melhor desempenho da série histórica para o mês, com alta de 5,4% em relação a maio do ano passado (461.341 turistas).

No acumulado janeiro-maio deste ano, o Brasil recebeu quase 5 milhões de turistas internacionais, mantendo o nível do mesmo período de 2025.

Chineses

Os dados apontam ainda para alta de turistas chineses em maio de 2026. Foram 15.380 visitantes da China desembarcando no país, expansão de 75% em relação a igual mês de 2025, quando o Brasil recebeu 8.767 chineses. Desde o dia 11 de maio, os chineses estão isentos de visto para entrar no Brasil em viagens de turismo ou negócio. A medida é válida até 31 de dezembro 

No acumulado janeiro-maio, 55.260 visitantes da China vieram para o país, número 43% maior em comparação com o mesmo período do ano passado, quando 38.607 chegaram ao Brasil. 

Abrasel

Na avaliação do presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Paulo Solmucci, o crescimento do número de turistas estrangeiros e de gastos no Brasil é uma boa notícia para os bares, restaurantes e toda a cadeia do turismo, tanto nas cidades de negócios como nas cidades mais turísticas.

“O Ministério do Turismo e a Embratur vêm trabalhando muito bem tanto que, no ano passado, o Brasil já teve um movimento recorde de turistas estrangeiros”.

Solmucci informou que as vendas do setor de alimentação fora do lar, em maio deste ano, cresceram 4,6% em relação ao mesmo mês do ano passado “e o turismo, tanto o doméstico quanto o internacional, contribuiu sem dúvida para este resultado positivo".

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