Economia

retomada

Fábrica de fertilizantes de Três Lagoas volta a ser prioridade

Com Simone Tebet como ministra, UFN3 ganha um novo fôlego para ser destravada

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A novela para a retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN3) pode estar próxima de uma resolução. A atual ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), afirmou que essa será uma prioridade em sua gestão. 

Após tomar posse como ministra do Planejamento, na manhã de ontem, Simone disse à reportagem do Correio do Estado que a retomada da obra da UFN3 será uma de suas prioridades para Mato Grosso do Sul. 

“Estou esperando a publicação da nomeação do novo presidente da Petrobras, senador Jean Paul Prates (PT-RN), que é meu amigo do Senado, para tratar sobre a retomada dessa obra. Fui informada que, antes de assumir o cargo, ele terá de ser ainda aprovado pelo conselho da estatal, para só então ser empossado, o que deve acontecer somente em fevereiro”, detalhou Tebet.

A ministra, enquanto senadora, sempre defendeu a finalização do projeto, porque a área para a edificação do empreendimento foi doada quando ela era prefeita de Três Lagoas.

O titular da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, confirmou à reportagem que o assunto tem sido pauta desde o início da transição do governo federal. 

“Durante o período de transição, eu cheguei a ser acionado pela equipe de transição para discutir exatamente a questão dos fertilizantes no Brasil, mais especificamente sobre essa obra da UFN3. Conversei há poucos dias com a Simone sobre isso, ela que melhor conhece todo o processo, então com certeza terá um papel importante na demonstração, como ministra do Planejamento, da importância estratégica desse ativo para o Brasil”, disse Verruck.

Ainda de acordo com o secretário, não há dúvidas de que o processo vai avançar, o que ainda é incerto é o formato dessa retomada. Com a revogação da privatização da Petrobras, ele frisa que há a possibilidade de a própria estatal finalizar a obra.

“Temos de aguardar fevereiro, quando assumir o novo presidente, para saber se continua a política de desinvestimento de ativos ou se vai se fazer uma opção de a própria Petrobras retomar a área de fertilizantes”.

“Acho que é muito mais uma discussão de qual o modelo que vai ser adotado para que se faça a finalização do que uma situação de não fazê-lo. Volto a dizer que a ministra do Planejamento que define as políticas públicas nacionais, e com certeza vai trabalhar para destravar definitivamente a questão da obra da UFN3”, afirmou Verruck ao Correio do Estado

HISTÓRICO

A unidade localizada em Três Lagoas começou a ser construída em 2011. Ela integrava um consórcio composto por Galvão Engenharia, Sinopec (estatal chinesa) e Petrobras. Quando foi lançada, a planta estava orçada em R$ 3,9 bilhões.

Os responsáveis pela Galvão Engenharia foram envolvidos em denúncias de corrupção durante a Operação Lava Jato e, com isso, as obras foram paralisadas. Assim, a Petrobras absorveu todo o empreendimento.

Quando as obras foram paralisadas, em dezembro de 2014, a estrutura da indústria estava 81% concluída. 
Já o processo de venda teve início em 2018, junto à Araucária Nitrogenados (Ansa), fábrica localizada na Região Metropolitana de Curitiba (PR). A comercialização em conjunto inviabilizou a concretização do negócio. 

Em 2019, a gigante russa de fertilizantes Acron havia fechado acordo para a compra da unidade fabril. O principal motivo para que o contrato não fosse firmado na época foi a crise boliviana, que culminou na queda do ex-presidente Evo Morales. 

No ano seguinte, em fevereiro, a Petrobras lançou nova oportunidade de venda da UFN3. As tratativas só foram retomadas no início de 2022, com o mesmo grupo russo.

Em 28 de abril de 2022, a Petrobras anunciou em comunicado ao mercado que a transação de venda da fábrica para a Acron não foi concluída.

Conforme publicado pelo Correio do Estado na edição de 21 de fevereiro de 2022, o plano do grupo era “rebaixar” a unidade a uma misturadora, e não manter o projeto original de produzir fertilizantes.

No mês de junho, a Petrobras relançou a venda da fábrica ao mercado.

“O processo deveria ter finalizado em novembro, mas, em função da vitória do presidente Lula, a própria Petrobras tomou a decisão de postergar qualquer venda desse ativo. Nós tínhamos quatro empresas interessadas na aquisição, mas não chegaram a confirmar as propostas porque houve uma postergação para este ano”, explicou o titular da Semadesc. 

A unidade foi projetada para consumir diariamente 2,3 milhões de metros cúbicos de gás natural, para fazer a separação e transformar em 3.600 toneladas de ureia e outras 2.200 toneladas de amônia por dia. O empreendimento passou a ser estratégico para ajudar a suprir a demanda por fertilizantes. 

“O Brasil tem que buscar a produção de fertilizantes e, nesse caso especificamente, nitrogenados, para que a gente tenha um posicionamento estratégico. Nós temos uma dependência de importação muito grande. Então, eu tenho certeza que a linha da Petrobras vai ser de término dessa obra”, concluiu Verruck.


 

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Jornada de trabalho

Mato Grosso do Sul lidera ranking nacional de carga de trabalho

Dados do Ministério do Trabalho apontam que quase 90% dos trabalhadores de MS têm jornada contratual acima de 40 horas semanais

03/05/2026 11h00

Quase 9 a cada 10 trabalhadores formais em MS trabalham mais de 40 horas semanais

Quase 9 a cada 10 trabalhadores formais em MS trabalham mais de 40 horas semanais FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Com quase 90% dos trabalhadores com carteira de trabalho assinada cumprindo jornada de trabalho maior que 40 horas semanais, Mato Grosso do Sul lidera o ranking nacional entre os estados brasileiros com maior carga de trabalho. 

Segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) de 2023 elaborado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), 89,3% dos trabalhadores do Estado têm jornada contratual acima de 40 horas semanais. Isto é, quase 9 em cada 10 trabalhadores cumprem a jornada 6x1 em Mato Grosso do Sul. 

Esse índice é puxado pelos setores do agronegócio e pela agroindústria, colocando Mato Grosso em segundo na lista, com 89%, com base forte agropecuária. 

O índice no Estado supera com folga a média nacional, que é de 80,3%. Em destaque, todos os estados da região Centro-Oeste, com exceção do Distrito Federal, aparecem com índices superiores a 85%, assim como os estados de Rondônia, Acre, Santa Catarina e Rio Grande do Norte. 

Estados do Nordeste, Sul e Sudeste, ocupam posições intermediárias, com taxas de até 80%. O Distrito Federal tem a menos proporção, com 70,4% dos trabalhadores em jornada semanal de 40 horas, influenciado pelo setor público dominante. 

No total, cerca de 35,3 milhões de trabalhadores brasileiros com carteira assinada trabalham mais de 40 horas por semana, o que equivale a 8 a cada 10 trabalhadores formais. 

Fim da escala 6x1

O cenário ganha novo peso com a proposta enviada pelo Governo Federal ao Congresso Nacional, que prevê o fim da escala 6×1, modelo em que o trabalhador atua seis dias e descansa apenas um.

O projeto propõe a redução da jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, garantia de dois dias de descanso (escala 5×2), proibição de redução salarial e tramitação em regime de urgência.

A proposta tem como principal argumento a melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores, mas já enfrenta resistência de setores produtivos.

No dia 29 de abril, a Câmara Municipal de Campo Grande realizou Audiência Pública para discutir o tema, com a presença de vereadores, advogados trabalhistas, economistas e representantes de deputados federais. Entrou no debate, ainda, a jornada de 30h para Servidores Municipais, proposta que tramita na Casa de Leis, de autoria da vereadora Luiza Ribeiro. 

Dados do Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso do Sul (MPT/MS) mostraram que, apenas em 2024, o Estado registrou 72 concessões de auxílio-doença por burnout, síndrome associada ao desgaste emocional provocado pela atividade nacional. Em todo o Estado, foram 119 notificações e 160 casos em 2023. 

A concessão de benefícios previdenciários associados à saúde mental pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) chegou a 157 casos no estado. Nos últimos 12 anos, já são 1,8 mil trabalhadores sul-mato-grossenses afastados por adoecimento psíquico vinculado ao ambiente laboral.

O que o projeto nacional prevê

Segundo o texto do projeto de lei enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no no dia 14 de abril de 2026, a proposta é reduzir o limite da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, garantindo dois dias de descanso remunerado sem redução salarial.

A escala passaria a ser de cinco dias trabalhados para dois dias de descanso (5x2).

O presidente Lula, em postagem nas redes sociais, salientou que a proposta seguiu com “urgência constitucional, o que faz com que o Legislativo tenha 45 dias para a deliberação da matéria. 

“A proposta devolve tempo aos trabalhadores e trabalhadoras: tempo para ver os filhos crescerem, para o lazer, para o descanso e para o convívio familiar. Um passo para um país mais justo e com mais qualidade de vida para todos”, escreveu o presidente. 

Conforme o governo, a proposta abrange também trabalhadores domésticos, comerciários, atletas, aeronautas, radialistas e outras categorias abrangidas pela Consolidação das Leis do Trabalho.

Ainda de acordo com o Executivo, a proposta tem aplicação geral.

“O limite de 40 horas passa a valer também para escalas especiais e regimes diferenciados”, informa.

Veja o que prevê o projeto de lei: 

  • Jornada semanal: limite passa de 44 para 40 horas
  • Descanso ampliado: ao menos dois dias de repouso semanal remunerado
  • Novo padrão: consolidação do modelo 5x2 e redução das horas trabalhadas
  • Salário protegido: vedada qualquer redução salarial
  • Abrangência ampla: inclui domésticos, comerciário, atletas, aeronautas, radialistas e outras categorias abrangidas pela CLT e leis especiais.
  • Aplicação geral: limite de 40 horas passa a valer também para escalas especiais e regimes diferenciados
  • Flexibilidade: mantém escalas como 12hx36 por acordo coletivo, respeitada a média de 40 horas por semana

loteria

Resultado da Loteria Federal 6062-3 de ontem, sábado (02/05); veja o rateio

A Loteria Federal é a modalidade mais tradicional das loterias da Caixa, com sorteios realizados às quartas e sábados; veja números sorteados

03/05/2026 07h20

Confira o resultado da Loteria Federal

Confira o resultado da Loteria Federal Foto: Divulgação

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A Caixa Econômica Federal realizou a extração 6062-3 da Loteria Federal na noite deste sábado, 2 de maio de 2026, a partir das 21h (de Brasília). O sorteio ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo.

  • 5º prêmio: São Paulo/SP    R$ 20.503,00
  • 4º prêmio: Belo Horizonte/MG  -  R$ 25.000,00
  • 3º prêmio: São Paulo/SP  -  R$ 30.000,00
  • 2º prêmio: Mineiros do Tiete/SP  -  R$ 35.000,00
  • 1º Prêmio: Contenda/PR -  R$ 500.000,00

Resultado da extração 6062-3:

5º prêmio: 05062

4º prêmio: 59388

3º prêmio: 71509

2º prêmio: 20444

1º prêmio: 48545

O sorteio da Loteria Federal é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Como jogar na Loteria Federal

Os sorteios da Loteria Federal são realizados às quartas e sábados, sempre às 20h (horário de MS).

Para apostar na Loteria Federal você escolher o bilhete exposto na casa lotérica ou adquiri-lo com um ambulante lotérico credenciado. Você escolhe o número impresso no bilhete que quer concorrer, conforme disponibilização no momento da compra.

Cada bilhete contém 10 frações e pode ser adquirido inteiro ou em partes. O valor do prêmio é proporcional à quantidade de frações que você adquirir.

Com a Loteria Federal, são diversas as chances de ganhar. Você ganha acertando:

  • Um dos cinco números sorteados para os prêmios principais;
  • A milhar, a centena e a dezena de qualquer um dos números sorteados nos cinco prêmios principais;
  • Bilhetes cujos números correspondam à aproximação imediatamente anterior e posterior ao número sorteado para o 1º prêmio;
  • Bilhetes cujos números contenham a dezena final idêntica a umas das 3 (três) dezenas anteriores ou das 3 (três) dezenas posteriores à dezena do número sorteado para o 1º prêmio, excetuando-se os premiados pela aproximação anterior e posterior;
  • A unidade do primeiro prêmio.

Premiação

Você pode receber o prêmio em qualquer lotérica ou nas agências da Caixa.

Caso o prêmio bruto seja superior a R$ 2.259,20, o pagamento deve ser realizado somente nas agências da Caixa, mediante apresentação de comprovante de identidade original com CPF e do bilhete (ou fração) original e premiado.

Valores iguais ou acima de R$ 10 mil são pagos no prazo mínimo de dois dias úteis a partir de sua apresentação em Agência da Caixa.

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