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CESTA

Feijão fica quase 60% mais caro em junho

Conjunto de alimentos básicos aumenta 4,32% na Capital, aponta Dieese
06/07/2020 15:28 - Súzan Benites


Em junho, o conjunto de alimentos básicos apresentou alta de 4,32% em Campo Grande. De acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), entre os produtos que puxaram o aumento da cesta básica, o feijão teve o maior peso, com alta de quase 60% em Campo Grande.

Conforme o levantamento divulgado nesta segunda-feira (6), a cesta individual teve custo de R$ 475,01, aumento de R$ 19,66 em relação ao valor desembolsado para aquisição dos alimentos no mês de abril, que foi de R$ 455,35. O aumento no preço do conjunto de alimentos foi puxado pelo feijão carioquinha que foi de 59,5%. Em maio, o preço médio do quilo do feijão custava R$ 6,08 e em junho o alimento passou a ser comercializado a R$ 9,70.

As altas também foram registradas nos preços da banana (14,21%), arroz (13,82%), leite integral (11,10%), óleo de soja (11,05%), farinha de trigo (5,78%), carne bovina de primeira (3,25%), manteiga (2,31%) e café (1,54%)

Já  as quedas no mês foram puxadas pela redução nos preços do tomate (-25,24%), batata (-23,54%), açúcar (-6,06%)e pão francês (-1,77%).

No primeiro semestre de 2020, a cesta básica vendida em Campo Grande acumula alta de 5,54% e em 12 meses a variação é de 10,90%.

A cesta básica necessária para alimentar uma família, composta por dois adultos e duas crianças, também apresentou aumento no sexto mês do ano. Foram necessários R$ 1.425,03, aumento de R$ 58,98 na comparação com os gastos percebidos por uma família em maio, de R$ 1.366,05.

Ainda segundo o Dieese, o percentual do salário mínimo líquido para compra dos produtos da cesta foi de 47,11% (aumento de 2,03 p.p em relação a maio).

NACIONAL

Os dados da pesquisa pontam que em São Paulo, a cesta custou R$ 547,03 variação negativa de -1,68% na comparação com o mês anterior. No ano, o conjunto de alimentos aumentou 8% e, em 12 meses, 9,04%.

Com base na cesta de maior valor, ou seja, a de São Paulo, o Dieese estima que o Salário Mínimo Necessário deveria ser de R$ 4.595,60 em junho, o equivalente a 4,4 vezes o mínimo vigente de R$ 1.045,00. O cálculo é feito levando em consideração uma família de quatro pessoas, com dois adultos e duas crianças.

O conjunto de alimentos com o menor valor foi encontrado em Salvador, ao custo de R$ 419,18.

O tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta, em junho, foi de 99 horas e 36 minutos, menor que em maio, quando ficou em 100 horas e 58 minutos.  

PRODUTOS

O feijão apresentou aumento de preço em 16 capitais. O tipo carioquinha, pesquisado no Norte, Nordeste, Centro-Oeste, em Belo Horizonte e São Paulo, variou entre 0,25%, em Goiânia, e 10,20%, em Salvador. Apenas em Belo Horizonte, o preço médio diminuiu (-0,35%). Já o valor do feijão preto, pesquisado nos municípios do Sul, em Vitória e no Rio de Janeiro, subiu mais em Florianópolis (12,08%).  

O preço do feijão carioquinha seguiu em alta, mesmo com a menor demanda interna. A falta de grãos de qualidade encareceu o tipo 1. No caso do feijão preto, o fim da colheita no Sul do país e a pouca disponibilidade do produto no mercado mundial são fatores que explicam a elevação da cotação média.

Já o arroz agulhinha ficou mais alto em 15 capitais, com destaque para Campo Grande (13,82%) e Rio de Janeiro (11,14%). Em São Paulo, o aumento foi de 5,76%. A alta deve-se à desvalorização cambial e à maior demanda, no início da pandemia.

Outro alimento que aumentou em 15 capitais foi o leite integral, devido à menor oferta do produto no campo. As altas variaram entre 0,21%, em Belém, e 1,10%, em Campo Grande.

A majoração na carne bovina de primeira foi registrada em 14 cidades. As elevações oscilaram entre 0,45%, em Belém, e 12,24%, em Salvador. Mesmo com a diminuição da demanda interna, o preço da carne aumentou devido à menor oferta e ao alto volume exportado.

 
 

Felpuda


Candidato a vereador caiu em desgraça, pelo menos em um dos bairros de Campo Grande, ao promover comício em ginásio de esporte, com direito a ônibus lotados e espoucar de muitos fogos de artifício.

Aí dito-cujo foi alvo de muitas críticas, tanto pela zoeira causada, como por ter mandado às favas quaisquer cuidados na prevenção da Covid-19, ao promover grande aglomeração. Irresponsabilidade é pouco, hein?!