Mesmo diante disso, os estrangeiros não tiveram disposição para aumentar exposição no mercado brasileiro, contribuindo para a pressão vendedora nos grandes papéis da bolsa.
Entre os bancos, Bradesco e Itaú encerraram com quedas acima de 2% no dia, enquanto o Banco do Brasil caiu mais de 1%. No acumulado de agosto até o dia 5, os estrangeiros já retiraram R$ 834 milhões da bolsa, segundo dados da B3.
A semana foi marcada por outros eventos que ajudaram a consolidar as perdas do Ibovespa. Analistas destacam que, no pano de fundo, as preocupações do lado político começam a ganhar força, em um momento em que o Banco Central optou por deixar em aberto a possibilidade de seguir cortando a Selic, mas com indicativos, na visão de parte do mercado, de que deve encerrar o ciclo de calibração.
"Desde o anúncio do vice de Flávio Bolsonaro Alfredo Gaspar, do PL, a bolsa, que estava em 180 mil pontos, apenas caiu", destaca Lucas Tambellini, chefe de renda variável da Sumauma Capital, destacando que uma temporada de resultados "mais neutra" no Brasil também contribui para um mercado sem força para galgar novos ganhos.



