Economia

Análise econômica

Investimento em renda fixa continua atrativo, mesmo com juros em queda

Manutenção da Selic em dois dígitos é um dos fatores que mantém a rentabilidade de aplicações, principalmente das prefixadas

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A taxa básica de juros, a Selic, vive neste segundo semestre um ciclo de corte. Iniciado em agosto, o movimento de queda já acumula recuo de 1 ponto porcentual (p.p.), deixando o índice igual ao praticado em maio de 2022, no patamar de 12,75% ao ano (a.a.). Mesmo com a redução da taxa, analistas do setor apontam os investimentos em renda fixa como mais promissores.

Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Selic em 0,50 p.p., saindo de 13,25% para os atuais 12,75%. Na ocasião, o Banco Central (BC) indicou que a trajetória de redução deverá ser mantida até o fim do ano, com projeção de chegar a 11,75%. Para 2024, o Boletim Focus indica patamar de 9%.

Com reflexo direto na rentabilidade de investimentos, o mestre em Economia Lucas Mikael destaca aplicações que podem ser um bom negócio para o atual movimento de queda. 

“Nesse contexto, crescem as recomendações para ampliar a participação dos prefixados de investimentos, como Tesouro Direto, CDB [Certificado de Depósito Bancário], LCAs [Letra de Crédito do Agronegócio] e LCIs [Letra de Crédito Imobiliário], tomando parte do espaço ocupado há até pouco tempo pelos pós-fixados”, aponta.

O economista detalha que, dentro da renda fixa, os prefixados são os mais atrativos e seguros. 
“Tem uma taxa de remuneração fixa, que não muda até o dia do vencimento da aplicação, e são tipicamente mais vantajosos quando os juros do País estão caindo. A ideia é aproveitar o momento para embolsar os títulos com taxas ainda altas e conseguir travá-las antes que sigam baixando”, indica.

Economista e especialista em investimento, Wagner Luis Bertoldo destaca que, independentemente de um cenário de expectativa de alta ou de queda da taxa básica de juros, o investidor deve se atentar ao seu perfil e levar em consideração o prazo de investimento e o objetivo.

“Para não correr riscos adicionais, ativos com liquidez e com baixo risco, como CDBs pós-fixados atrelados ao CDI, que são garantidos pelo FGC [Fundo Garantidor de Crédito], ainda são uma boa opção, dada a redução gradual da taxa Selic”, pontua o especialista.

TÍTULOS

Outros modelos indicados por Bertoldo são os títulos conservadores atrelados à inflação, como o Tesouro IPCA+, que, segundo o economista, também são uma boa opção em caso de investimento em longo prazo.
O sócio-fundador da Expertise, escritório de investimentos de Campo Grande, Carlos Eduardo Felix, ressalta que os investimentos prefixados correlacionados ao Índice Nacional de Preços ao consumidor Amplo (IPCA), a inflação, são recomendados. 

“Investimentos que pagam a taxa de inflação mais uma taxa prefixada são interessantes, porém, devem consumir uma parcela menor da carteira”, pondera.

Por outro lado, o economista Wagner Bertoldo salienta que, se o objetivo de investir for pensando no médio ou longo prazo e com um pouco mais de apetite ao risco, Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRAs), que são títulos de crédito privado, são uma alternativa viável, uma vez que ambos têm a possibilidade de ter suas remunerações atreladas à inflação, gerando assim ganho real.

Felix também enfatiza que aplicar em CDBs, RCIs, RCAs e até mesmo CRIs e CRAs com prazo de vencimento maior, de dois a quatro anos, torna possível o acesso a uma taxa melhor, que esteja atrelada à taxa de juros. 

Ele acrescenta que o patamar dos juros, ainda que em queda, representa uma taxa atrativa para os investidores. “Ainda vale a pena se posicionar, ter investimentos ligados à taxa de juros”.

PÓS-FIXADOS

Para o mestre em Economia Lucas Mikael, apesar de atrativos, os investimentos em renda fixa devem ser acompanhados pelos investidores. “Os empréstimos ficam mais baratos e as aplicações em renda fixa passam a ter um retorno menor, especialmente as atreladas à Selic ou ao CDI [Certificado de Depósito Interbancário]”, destaca.

Mikael explica que a modalidade de investimento pertence à classe de pós-fixados, em que os rendimentos são atrelados a um indexador, geralmente a Selic ou o CDI, título de curto prazo emitido pelos bancos, ou mesmo à taxa de juros do sistema bancário, que flutua conforme as taxas oscilam no mercado, sendo possível saber o rendimento exato do título somente no vencimento. 

“Como a Selic, agora, está em queda, a tendência é de que, por um bom tempo, a remuneração deles também vá ficando menor e, por isso, também menos atraente que nos últimos anos, em que a taxa básica de juros do País passou dos 13% a.a.”, detalha o economista.

O mercado financeiro aponta que a Selic deve cair a 9% até o fim de 2024, entretanto, analistas concordam que a mudança não deverá ser tão drástica, mas exigirá atenção no mercado de investimentos. 

“A renda fixa tradicional vai render menos, e o investidor poderá precisar ajustar a carteira”, diz Mikael.

LONGO PRAZO

No último ciclo de queda de juros, na pandemia, a Selic caiu para a mínima histórica de 2% a.a. Desta vez, tudo indica que os juros vão cair bem menos e continuar em patamares que asseguram um ganho real (acima da inflação) da renda fixa. Isso dada a expectativa de 4,86% e 3,86% para o IPCA neste ano e no próximo, respectivamente.

Outro investimento que deve compensar com a intensificação da queda dos juros é o financiamento de imóveis. Quando a Selic cai, a tendência é ocorrer uma redução nos juros cobrados pelos bancos em seus empréstimos e financiamentos. 

“Os financiamentos imobiliários estão nesse pacote, e isso significa que as pessoas que pretendem adquirir um imóvel próprio conseguem taxas mais atrativas”, explica o executivo imobiliário Paulo Kucher.

Kucher salienta ainda que outros setores da economia são beneficiados com a baixa da Selic, porém, o setor habitacional é o que mais percebe as vantagens, “justamente pelo fato de os financiamentos serem de prazos bastante longos, em geral variando de 20 anos a 30 anos”.

LOTERIA

Resultado da Quina de hoje, concurso 7124, terça-feira (22/09)

A Quina realiza seis sorteios semanais, de segunda-feira a sábado, sempre às 20h; veja quais os números sorteados no último concurso.

22/09/2026 20h08

Confira o rateio da Quina

Confira o rateio da Quina Foto: Arquivo

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 7124 da Quina na noite desta terça-feira, 22 de setembro de 2026, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$ 2 milhões.

Confira o resultado da Quina de hoje!

Os números da Quina 7124 são:

  • 22 - 35 - 23 - 54 - 62

O sorteio da Quina é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: Quina 7125

Como a Quina seis sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre na quarta-feira, 23 de setembro, a partir das 20 horas, pelo concurso 7125. O valor da premiação vai depender se no sorteio atual o prêmio será acumulado ou não.

Para participar dos sorteios da Quina é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 3,00 para um jogo simples, em que o apostador pode escolher 5 dentre as 80 dezenas disponíveis no volante, e fatura prêmio se acertar 2, 3, 4 ou 5 números.

Como apostar na Quina

A Quina tem seis sorteios semanais: de segunda-feira a sábado, às 20h (horário de MS).

O apostador deve marcar de 5 a 15 números dentre os 80 disponíveis no volante e torcer. Caso prefira o sistema pode escolher os números para você através da Surpresinha ou ainda pode concorrer com a mesma aposta por 3, 6, 12, 18 ou 24 concursos consecutivos com a Teimosinha.

Ganham prêmios os acertadores de 11, 12, 13, 14 ou 15 números.

O preço da aposta com 5 números é de R$ 3,00.

É possível marcar mais números. No entanto, quanto mais números marcar, maior o preço da aposta.

Probabilidades

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada.

Para a aposta simples, com apenas cinco dezenas, que custa R$ 2,50, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 24.040.016, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 7.507,50 a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 8.005, ainda segundo a Caixa.

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LOTERIA

Resultado da Lotofácil de hoje, concurso 3786, terça-feira (22/09)

A Lotofácil é uma das loterias mais populares no Brasil, com sorteios realizados seis vezes por semana, de segunda a sábado; veja números sorteados.

22/09/2026 20h06

Confira o resultado da Lotofácil

Confira o resultado da Lotofácil Divulgação

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 3786 da Lotofácil na noite desta terça-feira, 22 de setembro de 2026, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$ 2 milhões.

Os números da Lotofácil 3786 são:

  •  06 - 03 - 13 - 12 - 24 - 16 - 08 - 21 - 09 - 23 - 07 - 01 - 25 - 14 - 18 

O sorteio da Lotofácil é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: 3787

O próximo sorteio ocorre na quarta-feira, 23 de setembro, a partir das 21 horas, pelo concurso 3787. O valor da premiação vai depender se no sorteio atual o prêmio será acumulado ou não.

Como apostar na Lotofácil

Os sorteios da Lotofácil são realizados diariamente, às segundas, terças, quartas, quintas, sextas-feiras e sábados, sempre às 20h (horário de MS).

O apostador marca entre 15 e 20 números, dentre os 25 disponíveis no volante, e fatura prêmio se acertar 11, 12, 13, 14 ou 15 números.

Há a possibilidade de deixar que o sistema escolha os números para você por meio da Surpresinha, ou concorrer com a mesma aposta por 3, 6, 12, 18 ou 24 concursos consecutivos através da Teimosinha.

A aposta mínima, de 15 números, custa R$ 3,00.

Os prêmios prescrevem 90 dias após a data do sorteio. Após esse prazo, os valores são repassados ao Tesouro Nacional para aplicação no FIES - Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior.

É possível marcar mais números. No entanto, quanto mais números marcar, maior o preço da aposta.

Probabilidades

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada.

Para a aposta simples, com 15 dezenas, que custa R$ 3,00, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 3.268.760, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 211, ainda segundo a Caixa.

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