Economia

SORTEIA HOJE

Lotofácil da Independência já fez 10 milionários em Mato Grosso do Sul

Concurso especial é sorteado desde 2012 e, neste ano, prêmio está estimado em R$ 200 milhões, o maior da história desta loteria

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Ao longo de 12 anos, 10 sul-mato-grossenses ficaram milionários ao acertaram as 15 dezenas da Lotofácil da Independência. O concurso especial é realizado desde 2012 e, em 2024, o sorteio será nesta segunda-feira (9), com prêmio estimado em R$ 200 milhões, o maior da história desta loteria.

Conforme dados apurados junto à Caixa Econômica Federal, os prêmios somados dos ganhadores de Mato Grosso do Sul ultrapassam R$ 20,5 milhões. Estes valores são referentes apenas os ganhadores do prêmio principal, mas há ainda centenas que acertaram entre 11 e 14 números e também garantiram algum dinheiro, porém menor.

Nos três primeiros anos da Lotofácil da Independência, em 2012, 2013 e 2014, não houve acertadores do Estado para as 15 dezenas. 

Já em 2015, no concurso 1255, cinco apostadores do Estado estavam entre os 51 ganhadores e cada um levou para casa o prêmio de R$ 1.757.073,66. Neste concurso, não há no rateio as cidades dos sortudos.

No ano seguinte, em 2016, um campo-grandense ganhou o prêmio para 15 acertos no concurso 1408. Ele dividiu a bolada com outros 9 ganhadores, faturando o valor de R$ 8.227.506,94.

Em 2017 e 2018, também não houve ganhadores de Mato Grosso do Sul para o prêmio principal.

Já em 2019, no concurso1861, a sorte estava com um sul-mato-grossense de Anaurilândia, que ganhou R$ 3.014.770,55, junto com outros 33 sortudos.

De Maracaju, veio o ganhador do ano seguinte, concurso 2320 em 2020, que faturou R$ 2.499.998,20. Neste ano, a Lotofácil da Independência teve 50 apostas ganhadoras.

Em 2021 o prêmio foi dividido entre 57 apostadores, sendo um deles um morador de Ribas do Rio Pardo. O prêmio para cada um foi de R$ 2.791.889,55, no concurso 2320.

No concurso 2610, de 2022, um morador de Coxim levou o valor de R$ R$ 2.248.149,10, ao acertar as 15 dezenas junto com outros 78 apostadores.

No ano passado, nenhum apostador de Mato Grosso do Sul esteve entre os 65 ganhadores.

Como jogar e probabilidades

Conforme a Caixa Econômica Federal, a probabilidade de acertar os quinze números, é de uma em 3.268.760, com um jogo simples de 15 dezenas.

As chances aumentam conforme se aumentam os números apostados, sendo o máximo permitido 20 dezenas, mas o valor a ser pago pelo apostador também sobe, custando R$ 46.512,00 a aposta.

Os sorteios da Lotofácil são realizados diariamente, às segundas, terças, quartas, quintas, sextas-feiras e sábados, sempre às 20h (horário de Brasília). 

Já o concurso especial da Lotofácil da Independência ocorre uma vez por ano, sempre no mês de setembro.

O apostador marca entre 15 e 20 números, dentre os 25 disponíveis no volante, e fatura prêmio se acertar 11, 12, 13, 14 ou 15 números.

Há a possibilidade de deixar que o sistema escolha os números para você por meio da Surpresinha, ou concorrer com a mesma aposta por 3, 6, 12, 18 ou 24 concursos consecutivos através da Teimosinha.

A aposta mínima, de 15 números, custa R$ 3,00. É possível marcar mais números. No entanto, quanto mais números marcar, maior o preço da aposta.

Os prêmios prescrevem 90 dias após a data do sorteio. Após esse prazo, os valores são repassados ao Tesouro Nacional para aplicação no Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (FIES).

Alimentação

Cesta básica cai 4,37% em Campo Grande, mas ainda é uma das mais caras do país

Valor compromete mais da metade do salário mínimo líquido

10/08/2026 17h00

mercados em Campo Grande.

mercados em Campo Grande. Divulgação: Sato Comunicação

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Em Campo Grande, a cesta básica caiu 4,37% em julho, mas a redução mensal ainda não tira a Capital do grupo das cidades com os maiores custos do país: o valor acumula alta de 4,28% em 2026 e 4,30% em 12 meses, resultando em uma cesta com um valor de R$ 809,08, conforme aponta a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Diesse em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Em julho, a cidade teve o sexto maior custo entre as 27 capitais pesquisadas, atrás de São Paulo, Cuiabá, Florianópolis, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Em São Paulo, onde a cesta foi a mais cara, o custo chegou a R$ 915,01. Já Cuiabá, segunda colocada, registrou R$ 881,27.

A queda registrada ncapitalal sul-mato-grossense foi puxada principalmente pela redução no preço de alimentos importantes da cesta. Entre junho e julho, 10 dos 13 produtos pesquisados ficaram mais baratos. As maiores quedas foram da batata, que recuou 26,13%, do tomate, com baixa de 18,60%, do feijão carioca, que caiu 7,91%, e do açúcar cristal, com redução de 7,54%. O café também teve queda expressiva, de 5,19%.

Segundo o levantamento, a oferta maior de alguns produtos ajudou a pressionar os preços para baixo. No caso da batata, a pesquisa aponta que a elevada oferta, associada à intensificação da safra de inverno e à melhora da produtividade, contribuiu para a desvalorização do produto no varejo.

O movimento também aparece em outros itens. O Diesse aponta que o preço do café caiu em 23 capitais, com Campo Grande registrando uma das maiores reduções, de 5,19%. Já o açúcar teve queda em 20 cidades, e a Capital de MS apresentou a maior retração entre elas, de 7,54%. O levantamento relaciona a redução do açúcar ao grande volume de cana-de-açúcar colhido.

Sobretudo, quando o período analisado é ampliado, o cenário muda. Em 12 meses, cinco dos 13 alimentos pesquisados na capital ficaram mais caros. A maior alta foi da batata, de 50,12%, seguida pelo feijão carioca, com 38,68%, e pela carne bovina de primeira, com 7,42%.

No acumulado de 2026, a pressão sobre alguns alimentos é ainda maior. O tomate subiu 60,27%, a batata avançou 47,55% e o feijão carioca ficou 39,09% mais caro desde dezembro. Em contrapartida, produtos como açúcar, café, banana, óleo de soja, farinha de trigo, manteiga e leite registraram queda no período.

Na prática, a redução de julho diminuiu também o esforço necessário para colocar a cesta dentro de casa. Um trabalhador que recebe o salário mínimo de R$ 1.621 precisou trabalhar 109 horas e 49 minutos para comprar os alimentos básicos. Em junho, eram necessárias 114 horas e 50 minutos. No mesmo mês de 2025, o tempo era de 112 horas e 26 minutos.

Mesmo com a melhora, a alimentação continua consumindo uma parcela significativa da renda. Em julho, a cesta representou 53,96% do salário mínimo líquido em Campo Grande. Em junho, esse comprometimento era de 56,43%; um ano antes, chegava a 55,25%.

O cenário local acompanha uma tendência nacional de alívio no curto prazo. 26 das 27 capitais pesquisadas tiveram queda no preço da cesta entre junho e julho, e apenas São Luís registrou alta, de 0,30%. Apesar disso, na comparação com julho de 2025, os preços subiram em 22 capitais.

Em média, o trabalhador brasileiro também precisou de menos tempo para comprar a cesta em julho: 100 horas e 24 minutos, contra 105 horas e 51 minutos em junho. Ainda assim, o conjunto dos alimentos consumiu, em média, 49,34% do salário mínimo líquido.

Outro indicador ajuda a dimensionar o peso da alimentação no orçamento. Considerando a cesta mais cara, registrada em São Paulo, o Diesse estimou que o salário mínimo necessário para uma família de quatro pessoas seria de R$ 7.687,01 em julho, valor equivalente a 4,74 vezes o piso nacional de R$ 1.621.

O consumidor campo-grandense gastou menos no mês, principalmente graças à queda de produtos como batata, tomate, feijão, açúcar e café. Porém, na comparação anual e no acumulado de 2026, alimentos essenciais continuam mais caros, mostrando que a trajetória dos preços ainda é marcada por fortes oscilações entre produtos e períodos.

Gestão

Banco Central destaca oito itens na agenda de segurança do Pix em relatório

BC acrescenta que está atuando para garantir que as instituições participantes do Pix implementem mecanismos e procedimentos robustos de gerenciamento de riscos

10/08/2026 12h44

Banco Central do Brasil

Banco Central do Brasil Agência Brasil

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O Banco Central destacou oito itens na agenda de segurança do Pix no bloco dedicado ao futuro da infraestrutura no Relatório de Gestão do Pix, publicado nesta segunda-feira, 10. Algumas das medidas já estão em desenvolvimento e outras ainda em fase de discussão.

Entre elas está o estabelecimento de critérios mínimos para a definição de fraude e a criação de novos fluxos na gestão de chaves Pix.

"A agenda evolutiva relacionada à segurança do Pix merece destaque. Diversas ações estão previstas para aperfeiçoar as funcionalidades existentes, facilitar a atuação das instituições participantes do Pix e, principalmente, prevenir a efetividade de fraudes e golpes", afirma a autoridade monetária.

O BC acrescenta que está atuando para garantir que as instituições participantes do Pix implementem mecanismos e procedimentos robustos de gerenciamento de riscos e prevenção à fraude, sob pena de serem excluídas do ecossistema.

Leia as oito medidas destacadas abaixo:

1 - Critérios objetivos mínimos para a definição de fraude

O BC visa estabelecer critérios objetivos mínimos para a definição de transações com suspeita de fraude e de transações com fundada suspeita de fraude. Atualmente, esses critérios ficam a cargo das políticas de cada instituição, o que gera comportamentos heterogêneos e permite que diversas transações que deveriam ter tratamento diferenciado sejam autorizadas sem uma avaliação mais cuidadosa. Para o BC, esse comportamento eleva o risco de concretização de fraudes e de golpes.

2 - Desenvolvimento de indicador de probabilidade de fraude no Pix

A medida visa, com base em informações que o BC detém acerca das marcações de fraudes em transações Pix e de todas as transações realizadas, desenvolver um indicador que aponte a probabilidade de uma transação ser fraudulenta. Esse indicador, a ser calculado de forma centralizada pelo BC em tempo real para todas as transações, será construído com base em modelo de machine learning e poderá ser disponibilizado às instituições participantes para alimentarem os seus sistemas antifraude.

3- Aprimoramentos no bloqueio cautelar

Essa ação pretende aprimorar o fluxo de informações entre o participante do usuário recebedor, que efetivou o bloqueio cautelar, e o participante do usuário pagador, que iniciou a transação. A criação de um fluxo direto e automatizado entre as instituições permitirá a troca fluida e tempestiva de informações, o que irá facilitar a avaliação sobre a transação, de forma a aumentar a assertividade na detecção de fraudes.

4 - Ampliação do rol de medidas cautelares

O BC entende que é necessário ampliar o rol de medidas cautelares no âmbito do Pix que sejam mais brandas e que possam ser aplicadas de forma mais tempestiva. Entre as novas medidas cautelares que poderão ser implementadas, destacam-se a restrição de cadastro de novas chaves Pix, a restrição de acesso ao DICT, a imposição de limites de valor para transações e a restrição de horários para o envio e o recebimento de transações

5- Alerta de golpe

Essa é uma funcionalidade já utilizada por algumas instituições participantes do Pix para alertar clientes de possíveis fraudes no momento da iniciação da transação de acordo com critérios identificados como suspeitos pela própria instituição. O BC discute com o mercado, no âmbito do Fórum Pix, como padronizar essa experiência, visando tornar essa padronização obrigatória por meio da definição de critérios mínimos para emissão desses alertas e da forma como devem ser enviados para os clientes.

6 - Criação de novos fluxos na gestão de chaves Pix

Atualmente, a gestão de chaves Pix, como a criação, a alteração de informações e a exclusão, é feita exclusivamente pelas instituições participantes. O BC é responsável pelo provimento da infraestrutura e pela operacionalização dos comandos recebidos. Como as ações relacionadas às chaves nem sempre são executadas tempestivamente, o BC detectou a necessidade de criar novos fluxos para poder atuar de forma mais ativa no bloqueio e na exclusão de chaves com algum tipo de problema.

7 - Aprimoramentos em processos relacionados ao DICT

O DICT armazena as informações de nome e de CPF ou de CNPJ vinculados às chaves Pix registradas. As instituições participantes devem garantir que essas informações estejam em conformidade com as informações registradas nas bases de CPF e de CNPJ da Receita Federal do Brasil. Como uma segunda linha de defesa, o BC irá desenvolver uma solução para garantir que todas as novas chaves registradas estejam com as informações constantes nas bases da RF. A intenção é que chaves que não estejam em conformidade sejam bloqueadas até que as informações vinculadas às chaves sejam corrigidas.

8 - Inclusão dos iniciadores de transação de pagamento no MED

Atualmente, as instituições que prestam serviço de iniciação de transação de pagamento não estão integradas ao MED. Segundo a autoridade monetária, isso dificulta o acionamento do mecanismo nas transações em que os iniciadores estejam envolvidos, além de restringir a capacidade de o BC monitorar a ocorrência de fraudes nessas transações. Por isso, o BC irá desenvolver uma solução para incluir os iniciadores no MED.

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