A Petrobras reduziu o preço dos combustíveis fósseis, em suas refinarias, no fim de janeiro. Mesmo com a redução, os preços dos combustíveis ficaram mais caros em Mato Grosso do Sul. Além do aumento na gasolina e no óleo diesel, o etanol apresentou um aumento ainda maior.
Em pouco mais de um mês, o álcool combustível ficou, em média, R$ 0,20 mais caro no Estado.
Conforme dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), na semana entre 4 e 10 de janeiro, o litro da gasolina era comercializado pelo valor médio de R$ 6,03 – variação do mínimo de R$ 5,65 e máximo de R$ 6,85.
Já na semana passada, entre os dias 15 e 21, o preço médio ficou em R$ 6,05 – indo de R$ 5,69 a R$ 6,95.
Ainda entre os combustíveis fósseis, o óleo diesel comum saiu de R$ 5,95 para R$ 5,99 e o óleo diesel S10 foi de R$ 6,03 na primeira semana do ano, para R$ 6,08 na semana passada.
Neste período a única motivação para o aumento de preços, foi a oneração do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que passou a vigorar a partir de 1º de janeiro. A alteração impactou em aumento de R$ 0,10 por litro de gasolina e de R$ 0,05 no óleo diesel.
No entanto, conforme publicou o Correio do Estado no primeiro mês deste ano, a partir do dia 27 de janeiro, a Petrobras reduziu seus preços de venda de gasolina A para as distribuidoras em 5,2%.
“Dessa forma, o preço médio de venda da Petrobras para as distribuidoras passará a ser, em média, de R$ 2,57 por litro, uma redução de R$ 0,14 por litro”, informou a estatal em comunicado.

IMPACTO
De acordo com o Renato Mascarenhas, diretor de Rede Abastecimento da Edenred Mobilidade, os combustíveis seguiram em alta, impactados pelo aumento do ICMS e por outros fatores ao longo da cadeia.
Ainda de acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o maior aumento no período foi no álcool combustível, entre 4 e 10 de janeiro o litro do etanol era comercializado pelo valor médio de R$ 4,05 – variação do mínimo de R$ 3,85 e máximo de R$ 4,97.
Já entre os dias 15 e 21 do mês atual, o preço médio ficou em R$ 4,25 – indo de R$ 4,03 a R$ 5,07.
“No caso do etanol, a menor oferta típica do período entre safras pressiona os valores, enquanto, na gasolina, custos logísticos, distribuição e dinâmicas regionais acabam limitando o repasse das reduções ao consumidor. Esse conjunto de fatores ajuda a explicar por que os preços seguem avançando”, comenta.
Segundo o diretor-executivo do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Lubrificantes e Lojas de Conveniência de Mato Grosso do Sul (Sinpetro-MS), Edson Lazarotto, a redução anunciada pela Petrobras nunca chega integralmente às bombas.
“O efeito da redução poderá variar de acordo com a política de formação de preços adotada por cada distribuidora e por cada posto revendedor. Isso significa que o repasse pode ocorrer de forma desigual, tanto entre regiões quanto entre estabelecimentos da mesma cidade”, disse ao Correio do Estado no mês passado.
PARIDADE
O etanol ficou um pouco mais caro nos postos de todo o País e deixou de ser vantajoso financeiramente na maioria dos estados brasileiros. Em Mato Grosso do Sul também deixou de ser vantajoso fazer a troca, já que a diferença de preços no Estado ficou em 70%.
Levantamento da ANP mostra que, na média nacional, o etanol chegou a uma paridade de 73,53% em relação à gasolina. Como regra prática, ele só compensa quando fica em até 70%, já que rende menos por litro. Na prática, isso significa que, para a maioria dos motoristas, a gasolina voltou a ser a melhor escolha no bolso.
Especialistas apontam que alguns carros flex modernos conseguem rodar bem com etanol mesmo acima dos 70%, dependendo de calibração de motor e uso diário.

