Mato Grosso do Sul encerrou o segundo trimestre de 2026 com um mercado de trabalho aquecido, mas ainda marcado por uma forte diferença de renda conforme o nível de escolaridade. O Estado tinha 1,44 milhão de pessoas ocupadas e uma taxa de desemprego de apenas 2,7%, a quinta menor do país. O índice ficou bem abaixo da média nacional, de 5,4%.
O cenário de baixa desocupação veio acompanhado do avanço no número de trabalhadores empregados. Entre o primeiro e o segundo trimestre, o total de empregados passou de 1,027 milhão para 1,047 milhão, cerca de 20 mil pessoas a mais. No setor privado, o número de trabalhadores com carteira assinada também subiu, de 583 mil para 594 mil, enquanto os empregados sem carteira recuaram de 143 mil para 139 mil.
A informalidade chegou a 29,2% em MS, terceira menor taxa entre os Estados. No Brasil, o indicador ficou em 37,6%, mostrando uma situação relativamente mais favorável no mercado de trabalho sul-mato-grossense.
Escolaridade pesa no bolso
Mesmo com mais pessoas trabalhando e uma taxa de desemprego próxima dos menores níveis registrados no país, resultando em um cenário de pleno emprego, os dados mostram que as oportunidades de melhores salários continuam fortemente relacionadas à formação profissional. O trabalhador sul-mato-grossense com ensino superior completo recebe, em média, R$ 6.264 por mês, enquanto os com ensino médio completo ou equivalente ganham R$ 3.122, conforme aponta o levantamento.
A diferença é de R$ 3.142 mensais, ou 100,6%. Na prática, o rendimento médio de quem concluiu uma graduação é praticamente o dobro daquele recebido pelo trabalhador com ensino médio.
A distância também aparece entre as ocupações. Diretores e gerentes têm rendimento médio de R$ 7.883, enquanto trabalhadores de ocupações elementares recebem R$ 1.855. São mais de R$ 6 mil de diferença por mês entre os dois grupos.
O rendimento médio do trabalho principal no Estado ficou em R$ 3.731 no segundo trimestre. O valor recuou levemente em relação aos R$ 3.753 do trimestre anterior, mas ainda ficou acima dos R$ 3.602 registrados no mesmo período de 2025.
A diferença também aparece entre homens e mulheres: enquanto eles recebem, em média, R$ 4.165, elas têm rendimento médio de R$ 3.172, uma diferença de aproximadamente 24%.


