Economia

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Mudanças na previdência privada deixam modalidade mais atrativa

Com mais liberdade, atualização permitirá a personalização de acordo com cada perfil de investimento

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Com o objetivo de tornar a previdência privada mais atrativa, uma nova regulamentação entrou em vigor no mês passado. As atualizações das normas são do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), órgão ligado ao Ministério da Fazenda, e trazem mais opções de pagamentos que devem beneficiar os poupadores de Mato Grosso do Sul e do País.

Conforme especialistas e reguladores da indústria de previdência privada, um dos efeitos será a maior concorrência no mercado com mais possibilidades de geração de renda para os investidores.

Especialista em Direito Previdenciário, Kleber Furtado Coêlho destaca que as mudanças trarão mais dinamismo ao setor. “A portabilidade é um dos principais pontos, pois agora a pessoa poderá levar sua aplicação para outros bancos, fintechs, corretoras e financeiras”, comenta.

Para Coêlho, esse é um dos pontos mais importantes, uma vez que a grande maioria dos fundos de previdência privada estão nos principais bancos do Brasil, que consequentemente estão entre as instituições que cobram maiores taxas para a administração do fundo de previdência.

“Lembrando que a taxa ‘come’ o seu rendimento e diminui a sua aposentadoria. Então, quanto menores as taxas, mais se ganhará na data que decidir usufruir sua previdência”, acrescenta.

Mestre em Economia, Lukas Mikael frisa que a competição entre empresas é uma maneira de promover a abertura do mercado de previdência privada a uma maior concorrência, o que pode levar a menores custos e mais benefícios para os participantes dos planos.

 “O aumento da concorrência é altamente benéfico, especialmente em um mercado altamente concentrado, em que 80% das provisões estão nas mãos de quatro seguradoras”, avalia.

O superintendente de Seguros Privados (Susep), Alessandro Octaviani, faz uma avaliação positiva.

“O consumidor está no centro da nova disciplina jurídica, podendo escolher adequadamente e tomar a sua melhor decisão de investir”, pontua.

Como motivação para a reformulação, o advogado previdenciário detalha dois dos principais fatores.

“O primeiro para dar mais dinamismo ao setor que tem 1,4 trilhão investidos. Já no segundo fator, com a sanção da lei que tributa os super-ricos e offshores, os fundos desses endinheirados começaram a migrar para os planos de previdência privada, com o intuito de continuar as benesses das isenções tributárias”, justifica.

As alterações ocorrem quando os planos completam 25 anos de criação e foram decididas após consulta pública ao longo de 2022, em processo de debate com a sociedade civil 
e participantes do setor.

MUDANÇAS

O conjunto de alterações, que inclui a modernização do processo de contratação de renda, também oferece maior transparência aos participantes dos planos, principalmente com relação à liberdade deles para escolha da empresa responsável pela gestão da renda. 

“Isso significa uma melhoria na competitividade, em função da maior capacidade de comparação que o investidor teria”, detalha o economista.

As mudanças estão descritas em duas resoluções do CNSP editadas em 19 de fevereiro. A de número 463/2024 é direcionada ao Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e a de número 464/2024, ao Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL).

A decisão de como poderá usufruir a previdência privada será decidida próximo ao fim da meta previdenciária. Atualmente, as principais escolhas disponíveis são pelo recebimento de todo o valor de uma única vez, de forma mensal por um período específico ou vitalício.

“Anteriormente, só quando iniciasse o pagamento se decidiria por qual modelo escolheria, ou seja, 20 ou 30 anos antes”, frisa Coêlho.

No caso de uma empresa, a inclusão automática é a principal alteração. Agora, uma firma que  oferece esse benefício aos seus funcionários, após a contratação de um novo funcionário, automaticamente esse novo empregado começará a ser contribuinte do fundo.

“Antes, tinha que ter autorização por escrito desse novo funcionário”, afirma o advogado previdenciário.

Os fundos de previdências terão que periodicamente realizar análise do perfil de cada contribuinte.

“Têm pessoas que preferem arriscar mais sabendo que poderá perder ou ganhar, enquanto outros preferem a certeza de ganhar pouco, mas caberá o fundo analisar o aspecto de cada investidor e realizar a aplicação conforme o seu perfil”, detalha.

TIPOS DE RENDA 

Outra mudança significativa é uma maior liberdade para os participantes escolherem 
a forma que receberão a renda. Antes, havia a escolha o recebimento seria de todo o valor acumulado de uma única vez, de forma mensal por um período específico ou de forma vitalícia (todos os planos são obrigados a oferecer essa opção).

Agora, o poupador poderá fazer a escolha pouco tempo antes da fruição, inclusive, fazendo uma combinação de formas. Por exemplo, terá direito à escolha de parte do acumulado em renda mensal por um determinado período e da outra parte de forma vitalícia.

As mudanças também permitem que os investidores recebam renda mesmo durante o período de acumulação do plano. Isso significa que eles podem optar por receber renda enquanto continuam a fazer contribuições ou suspender as contribuições por um período enquanto recebem renda e só depois retomar os aportes.

Além disso, no caso de renda mensal, o valor não precisa ser constante ao longo do tempo. Por exemplo, pode ser mais alto inicialmente e diminuir posteriormente.

É importante ressaltar que todas essas opções serão calculadas com base no montante acumulado pelos investidores.

Por exemplo, uma modalidade de recebimento vitalício terá pagamentos mensais menores do que uma programada para um prazo de cinco anos.

ADEQUAÇÃO

A partir de agora, as seguradoras também devem ter responsabilidade com o suitability – termo em inglês que se refere ao ajustamento entre o perfil dos participantes e o tipo de investimento.

Quando notar um desajuste, a empresa responsável pelo plano deverá alertar o poupador.

Por exemplo, se uma pessoa de idade avançada se aproxima do momento de receber os benefícios, a seguradora deve aconselhar o participante sobre a conveniência de reduzir o risco das aplicações.

Em outras palavras, pessoas que estão perto de se aposentar são orientadas a ter mais renda fixa – Certificados de Depósito Bancário (CDBs), Tesouro Direto, etc. – do que renda variável, como ações, fundos imobiliários, entre outros, em sua carteira de previdência.

PREVIDÊNCIA PRIVADA

O tributarista explica que a previdência privada é um tipo de investimento oferecido por bancos, fintechs, corretoras e financeiras, acrescentando ainda que não se trata de um benefício do setor público e que, no caso, seria uma taxa de contribuição.

“A modalidade é uma opção para pessoas que querem ter uma renda extra ou como única renda no futuro e não depender apenas do Instituto Nacional do Seguro Social [INSS] ou outra previdência.

O poupador aporta valores mensais, e a instituição financeira investe em uma gama de investimentos como fundo imobiliário, ações, renda fixa, entre outros”, adiciona.

Nesse sentido, Coêlho pontua que as previdências privadas mais atrativas e consequentemente mais investidas no Brasil são o PGBL e a VGBL.

“Ambas possuem isenções parciais tributárias, o que varia uma da outra é onde haverá incidência do Imposto de Renda [IR]. Na VGBL, o IR incide apenas sobre os rendimentos, enquanto no PGBL o imposto de renda incide sobre o valor total a ser resgatado no futuro”, finaliza.

Pesquisa

Café pode custar quase o dobro em Campo Grande e diferença chega a R$ 21

Levantamento do Procon comparou 38 produtos em oito estabelecimentos

14/09/2026 14h45

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Levantamento do Procon encontrou variação de 88,24% no preço de uma mesma embalagem de 500 gramas; pesquisa avaliou 38 produtos em oito supermercados e atacadistas

O preço de um mesmo pacote de café pode variar mais de R$ 21 em Campo Grande, dependendo do estabelecimento escolhido pelo consumidor. Pesquisa do Procon Municipal encontrou diferença de até 88,24% entre os preços praticados para uma embalagem de 500 gramas do Café do Ponto, que foi encontrada por R$ 23,90 em um estabelecimento e chegou a R$ 44,99 em outro.

O levantamento foi realizado entre os dias 2 e 4 de setembro e avaliou 38 itens em oito supermercados e atacadistas da Capital. A pesquisa considerou diferentes marcas, tipos e apresentações de café e mostra que comparar os preços antes da compra pode representar uma economia significativa no orçamento doméstico.

No caso do Café do Ponto Tradicional e Extraforte a vácuo de 500g, a diferença entre o menor e o maior preço foi de R$ 21,09. Assim, quem encontra o produto por R$ 23,90 economiza praticamente o valor de uma segunda embalagem em comparação com o consumidor que paga R$ 44,99.

A diferença também é expressiva no Café Tradicional a vácuo de 500g da Três Corações. O produto foi encontrado por R$ 21,90 no menor preço pesquisado e chegou a R$ 37,99 no maior, uma diferença de R$ 16,09. A variação percentual foi de 73,47%, a segunda maior identificada pelo Procon.

Diferença

As diferenças ganham dimensão maior quando o café é comprado regularmente. No caso do Café do Ponto, por exemplo, a escolha pelo menor preço representa uma economia de R$ 21,09 em apenas uma embalagem de 500g.

Se o consumidor comprar dois pacotes do mesmo produto, a diferença entre escolher o menor e o maior preço chega a R$ 42,18. Em quatro embalagens, a economia acumulada seria de R$ 84,36.

Já na comparação entre os preços do Café Três Corações, duas embalagens compradas pelo menor valor custariam R$ 43,80, enquanto a mesma quantidade pelo maior preço chegaria a R$ 75,98. A diferença, nesse caso, seria de R$ 32,18.

Os cálculos consideram apenas os preços registrados na pesquisa e servem para demonstrar como pequenas diferenças por embalagem podem se acumular quando o produto é adquirido com frequência.

Apesar das diferenças encontradas entre alguns produtos, o levantamento também identificou cafés com preços iguais nos estabelecimentos pesquisados.

O Café Rancheiro almofada de 500g, nas versões tradicional e extraforte, foi encontrado pelo mesmo preço de R$ 32,90 nos locais avaliados. O Café Rincão almofada tradicional também apresentou estabilidade, com o pacote de 500g custando R$ 24,90 em todos os estabelecimentos considerados na pesquisa.

A pesquisa incluiu ainda marcas comercializadas exclusivamente por determinados estabelecimentos. Segundo o Procon, a presença dessas opções demonstra a variedade de produtos disponíveis ao consumidor e reforça a necessidade de observar não apenas a marca, mas também o tipo e a apresentação do café antes de decidir pela compra.

Comparação pode reduzir gasto

Para o Procon, a diferença encontrada mostra que pesquisar antes de colocar o produto no carrinho pode fazer diferença no orçamento familiar.

O superintendente do Procon Municipal, José Costa Neto, afirmou que o café é um produto de consumo frequente e que a comparação entre estabelecimentos pode gerar economia para as famílias.

“O café é um produto indispensável na mesa dos campo-grandenses. A nossa pesquisa demonstra que, ao comparar os preços e as marcas disponíveis no comércio, o consumidor obtém uma economia expressiva que ajuda a aliviar o orçamento familiar”, afirmou.

O levantamento também funciona como uma fotografia dos preços praticados no período da coleta. Como os valores podem mudar conforme promoções, reposição de estoque e política comercial de cada estabelecimento, os preços encontrados entre os dias 2 e 4 de setembro não representam necessariamente os valores cobrados atualmente.

 

Expansão

MS tem quase R$ 90 bilhões em investimentos previstos

Carteira reúne megaprojetos de celulose, mineração, bioenergia e citricultura; UFN3 acrescenta R$ 5 bilhões à conta

14/09/2026 07h45

Carteira reúne megaprojetos de celulose, mineração, bioenergia e citricultura; UFN3 acrescenta R$ 5 bilhões à conta

Carteira reúne megaprojetos de celulose, mineração, bioenergia e citricultura; UFN3 acrescenta R$ 5 bilhões à conta Divulgação

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Mato Grosso do Sul mantém uma carteira próxima de R$ 90 bilhões em grandes investimentos previstos para os próximos anos, mesmo após a conclusão de empreendimentos que estavam no radar no levantamento realizado pelo Correio do Estado em 2025.

A nova panorâmica mostra avanço de obras, projetos que ganharam cronograma e também investimentos que foram reprogramados.

O levantamento atualizado pelo Correio do Estado reúne cerca de R$ 85 bilhões em investimentos privados entre projetos em implantação, confirmados ou em fase de estruturação.

A esse montante se soma a Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN3), da Petrobras, com investimento superior a R$ 5 bilhões para a conclusão da fábrica em Três Lagoas. Com isso, o volume chega a cerca de R$ 90 bilhões.

O valor, portanto, é superior aos R$ 81,5 bilhões identificados na reportagem publicada no ano passado. A comparação, porém, não significa apenas o surgimento de novos recursos.

Alguns empreendimentos que constavam no levantamento anterior já entraram em operação, enquanto outros foram substituídos por uma nova geração de projetos.

Entre os maiores investimentos está o Projeto Sucuriú, da Arauco, em Inocência, estimado em R$ 25 bilhões.

A construção da fábrica avançou para uma etapa decisiva e a previsão é de início das operações no segundo semestre de 2027. A unidade terá capacidade para produzir 3,5 milhões de toneladas de celulose por ano. 

A movimentação em torno do empreendimento também já alcança a logística. O ramal ferroviário da Arauco, que consumirá cerca de R$ 1 bilhão, chegou a 50,8% de execução e teve iniciado o orçamento das vigas de uma ponte de 270 metros.

Carteira reúne megaprojetos de celulose, mineração, bioenergia e citricultura; UFN3 acrescenta R$ 5 bilhões à conta Fonte: Reportagem/Semadesc/Petrobras

CELULOSE

O setor de celulose continua sendo o principal responsável pela concentração de capital na nova carteira de investimentos de Mato Grosso do Sul. Além da Arauco, a Bracell projeta uma fábrica no Estado, com investimento estimado pela Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) em R$ 25 bilhões.

O empreendimento, que inicialmente seria instalado em Água Clara, foi direcionado para Bataguassu e terá capacidade produtiva de aproximadamente 2,8 milhões de toneladas de celulose.

Em julho deste ano, o governo estadual entregou a licença prévia para o empreendimento. Apesar do avanço no licenciamento, o início das obras foi reprogramado para 2027, depois de uma previsão inicial de começar em fevereiro deste ano.

O terceiro grande projeto é a segunda linha da Eldorado Brasil, em Três Lagoas. Depois de anos travada pelo conflito societário entre a J&F e a Paper Excellence, a proposta voltou ao radar após a solução da disputa.

O investimento estimado é de R$ 25 bilhões e elevaria a capacidade de produção da empresa de 1,8 milhão para aproximadamente 4,4 milhões de toneladas de celulose por ano.

O projeto, contudo, deve ser tratado com uma ressalva. Embora a expansão esteja novamente nos planos da empresa, ainda não há um cronograma oficial de inauguração. Por isso, o valor entra no levantamento como projeto confirmado, mas não como uma obra com data definida.

Somados, Arauco, Bracell e Eldorado representam R$ 75 bilhões, ou mais de 80% de toda a carteira mapeada.

BIOENERGIA

A segunda frente de grandes investimentos está no setor sucroenergético. A Atvos confirmou um pacote adicional de R$ 2,36 bilhões para Mato Grosso do Sul, destinado à instalação de três plantas, uma unidade de biometano e duas usinas de etanol de milho.

Em Nova Alvorada do Sul, a planta de biometano recebe investimento superior a R$ 350 milhões e já está em implantação. A unidade deverá produzir cerca de 28 milhões de metros cúbicos de biometano por safra, utilizando resíduos da cana-de-açúcar.

Também em Nova Alvorada do Sul, a Atvos recebeu licença de instalação para uma nova usina de etanol de milho. O projeto prevê investimento superior a
R$ 1 bilhão.

A terceira unidade prevista pela companhia será instalada em Costa Rica. Como os três projetos fazem parte do mesmo pacote de R$ 2,36 bilhões, o levantamento considera o valor consolidado para evitar dupla contagem.

Outra aposta na produção de biocombustíveis está em Jaraguari, onde a usina de etanol de amido Pioneiras prevê investimento de R$ 300 milhões.

O movimento reforça a mudança no perfil dos investimentos industriais do Estado, que deixa de depender exclusivamente da celulose e amplia a participação de etanol de milho, biometano e outras fontes de energia renovável.

OUTRAS FRENTES

Em Corumbá, a LHG Mining, do grupo J&F, prevê R$ 4 bilhões para ampliar as operações no complexo Morro do Urucum. O projeto pretende elevar a produção anual de minério de ferro de alto teor de 12 milhões de toneladas para 25 milhões de toneladas.

Na região sul do Estado, a Copasul mantém em implantação a indústria de processamento de soja em Naviraí, com investimento total de R$ 1,4 bilhão. A unidade deverá produzir farelo e óleo vegetal e agregar valor à produção de soja regional. 

A agroindústria também aparece com força na expansão da citricultura. A Cambuhy Agropecuária, do grupo Moreira Salles, anunciou R$ 1,2 bilhão para o plantio de laranja na região de Ribas do Rio Pardo e Água Clara. Já a Cutrale prevê R$ 500 milhões para o cultivo de cerca de 5 mil hectares na divisa entre Campo Grande e Sidrolândia.

A citricultura já acumula cerca de R$ 2,1 bilhões em investimentos anunciados no Estado, considerando diferentes grupos que estão implantando pomares. 

UFN3

Fora do cálculo dos investimentos privados, a UFN3 representa uma das principais novidades em relação ao levantamento do ano passado. Depois de mais de uma década de paralisação, a Petrobras retomou oficialmente as obras da fábrica de fertilizantes em Três Lagoas.

A estatal estima investimento de cerca de US$ 1 bilhão, equivalente a mais de R$ 5 bilhões, para concluir o empreendimento.

A previsão atual é de início das operações comerciais em 2029. A fábrica deverá responder por aproximadamente 15% da demanda nacional de ureia, reforçando a estratégia de reduzir a dependência brasileira de fertilizantes importados.

A retomada também representa uma mudança importante em relação à reportagem anterior, quando a UFN3 ainda era tratada como uma promessa sem definição concreta para o reinício das obras.

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