Economia
COMÉRCIO INTERNACIONAL

Novo porto seco de Corumbá terá investimentos de mais de R$ 176 milhões

Licitação para assumir controle do terminal foi vencida pela Agesa, que deve se manter no controle da unidade

Rodolfo César

13/05/2022 08:30

O maior porto seco de Mato Grosso do Sul está com estimativa para receber investimento inicial de R$ 176.863.833,53 com o novo período de concessão que deve ser outorgado nos próximos dias.

A Armazéns Gerais Alfandegados de Mato Grosso do Sul (Agesa) foi escolhida como vencedora da licitação número 1/2022 e deve permanecer na administração do local por mais 25 anos. A empresa foi a primeira a assumir a unidade, 30 anos atrás.

A consolidação da empresa em se manter no comando do porto seco depende, atualmente, de questões burocráticas, como decorrer o prazo de cinco dias para possível contestação do resultado licitatório.

Conforme apurado, por conta do alto investimento exigido para assumir esse posto, a Agesa concorreu sozinha, por isso é tido como quase assegurado que não haverá recurso protocolado.

A previsão de investimento consta em relatório da Receita Federal, que integrou documentação apresentado para as empresas interessadas em participar do processo licitatório.  

O valor milionário consta como sendo necessário para operar o local em caráter inicial. No mesmo documento está especificado que outras parcelas de investimentos serão necessárias.

Do décimo primeiro ano ao décimo quinto de concessão, outros R$ 19.613.500,92 deverão ser empenhados na estrutura do porto seco. Uma outra injeção de valores está prevista para acontecer entre o décimo sexto ano ao vigésimo quinto, que corresponde a R$ 26.030.579,18. No total, R$ 222.507.913,63 estão envolvidos em melhorias para o funcionamento.

A maioria desses investimentos previstos está direcionada para obras de estruturação do porto, que deverá ser triplicado de tamanho em área para atender melhor o modal ferroviário.

Essa proposta está alinhada a uma política que vem sendo debatida com mais empenho por empresários e instâncias públicas da Argentina, do Chile, da Bolívia e do Brasil, principalmente desde 2021.

Essas tratativas envolvem a efetivação da rota bioceânica ferroviária, usando os trilhos da Bolívia, da Argentina e do Chile, em uma conexão do Brasil com o mercado asiático, a partir do Oceano Pacífico.  

Do lado brasileiro, a ferrovia, com a Malha Oeste que passa por Corumbá, ainda depende de avanço em termos de licitação. A total efetivação desse modal tem previsão de investimento de R$ 14,9 bilhões ao longo de 15 anos, conforme estudo da Empresa Brasileira de Logística (EPL).