Economia

COMÉRCIO INTERNACIONAL

Novo porto seco de Corumbá terá investimentos de mais de R$ 176 milhões

Licitação para assumir controle do terminal foi vencida pela Agesa, que deve se manter no controle da unidade

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O maior porto seco de Mato Grosso do Sul está com estimativa para receber investimento inicial de R$ 176.863.833,53 com o novo período de concessão que deve ser outorgado nos próximos dias.

A Armazéns Gerais Alfandegados de Mato Grosso do Sul (Agesa) foi escolhida como vencedora da licitação número 1/2022 e deve permanecer na administração do local por mais 25 anos. A empresa foi a primeira a assumir a unidade, 30 anos atrás.

A consolidação da empresa em se manter no comando do porto seco depende, atualmente, de questões burocráticas, como decorrer o prazo de cinco dias para possível contestação do resultado licitatório.

Conforme apurado, por conta do alto investimento exigido para assumir esse posto, a Agesa concorreu sozinha, por isso é tido como quase assegurado que não haverá recurso protocolado.

A previsão de investimento consta em relatório da Receita Federal, que integrou documentação apresentado para as empresas interessadas em participar do processo licitatório.  

O valor milionário consta como sendo necessário para operar o local em caráter inicial. No mesmo documento está especificado que outras parcelas de investimentos serão necessárias.

Do décimo primeiro ano ao décimo quinto de concessão, outros R$ 19.613.500,92 deverão ser empenhados na estrutura do porto seco. Uma outra injeção de valores está prevista para acontecer entre o décimo sexto ano ao vigésimo quinto, que corresponde a R$ 26.030.579,18. No total, R$ 222.507.913,63 estão envolvidos em melhorias para o funcionamento.

A maioria desses investimentos previstos está direcionada para obras de estruturação do porto, que deverá ser triplicado de tamanho em área para atender melhor o modal ferroviário.

Essa proposta está alinhada a uma política que vem sendo debatida com mais empenho por empresários e instâncias públicas da Argentina, do Chile, da Bolívia e do Brasil, principalmente desde 2021.

Essas tratativas envolvem a efetivação da rota bioceânica ferroviária, usando os trilhos da Bolívia, da Argentina e do Chile, em uma conexão do Brasil com o mercado asiático, a partir do Oceano Pacífico.  

Do lado brasileiro, a ferrovia, com a Malha Oeste que passa por Corumbá, ainda depende de avanço em termos de licitação. A total efetivação desse modal tem previsão de investimento de R$ 14,9 bilhões ao longo de 15 anos, conforme estudo da Empresa Brasileira de Logística (EPL).

VOLUME

Apesar das altas cifras, o volume de recurso que transita na região de fronteira Brasil/Bolívia também tem números superlativos. A estimativa é de que R$ 1 bilhão por ano em carga acaba circulando com a importação e a exportação em Corumbá.

O volume de carga na importação tem aumentado nos últimos 14 anos, passando de 65.632.189 kg registrados em 2005 para 172.911.173 kg em 2019, período pré-pandemia. 

Em termos de exportação, o peso saiu de 438.476.623 kg em 2005 para 720.436.370 agora em 2019.

“Adotou-se uma taxa de crescimento médio anual no fluxo de comércio exterior neste estudo de 3% ao ano para os próximos 25 anos, período de exploração do porto seco em estudo, previsão conservadora”, detalhou a Receita Federal, em nota sobre a licitação.

Para haver a seleção da permissionária do serviço, houve concorrência para apresentar a maior Tarifa Proporcional Final (TPF). 

Conforme valores referenciais previstos na licitação, havia as tarifas de 0,32% para armazenagem do valor na importação e exportação por período de 10 dias ou fração. Com relação à movimentação, a referência era de R$ 6,18 por m³. Para se manter, a Agesa apresentou TPF de R$ 6,40.

O secretário de Produção, Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico e Agricultura Familiar (Semagro), Jaime Verruck, pontuou que o porto seco de Corumbá tem função primordial para a economia sul-mato-grossense e a Receita Federal não tem mais estrutura para cuidar do movimento diário de cargas.

O contrato com a Agesa chegou a vencer, mas na Justiça a empresa conseguiu se manter até que houvesse ocorrido a licitação, no dia 9 de maio.

“São cerca de 700 caminhões por dia. A Receita Federal fez um processo permitindo que a Agesa participasse e oferecesse o local dela. Agora nós inserimos uma lógica na época que o Porto Seco deveria ter um ramal ferroviário”.  

“Necessariamente, o local aonde será o porto pode ser que ele tenha de ter um ramal ferroviário. Essa vai ser uma obra adjacente que eles têm de fazer. Um dos pontos que tínhamos de resolver era Corumbá e agora está resolvido”, detalhou Verruck.

A reportagem fez contato com a Agesa, em Corumbá, mas não foi possível falar com um diretor responsável para tratar sobre detalhes de investimentos futuros. Pelo processo, a atual estrutura do Porto Seco precisará passar de 250 mil m² para 379 mil m².

R$ 1 bi em exportações e importações

O volume de recursos que transita na região de fronteira Brasil/Bolívia tem números superlativos. A estimativa é de que R$ 1 bilhão por ano em carga acaba circulando com a importação e a exportação em Corumbá. 

Piso salarial

Salários de professores vão de R$ 3,9 mil a R$ 11,6 mil em MS

Ranking salarial divulgado pela FETEMS pretende expor municípios que não cumprem o piso salarial dos magistrados estabelecido em lei

24/06/2026 16h15

FETEMS divulga ranking de salários de professores estaduais e municipais

FETEMS divulga ranking de salários de professores estaduais e municipais FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Os salários dos professores na rede estadual e municipal de nível médio e superior em Mato Grosso do Sul apresentam uma variação de aproximadamente R$ 7,7 mil entre os municípíos do Estado.

O ranking salarial foi divulgado nesta quarta-feira (24) pela Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems), a fim de tornar pública as prefeituras que não cumprem a Lei do Piso Nacional para os Professores do Magistério. 

A Lei determina que o piso salarial instituído para a categoria de até 40 horas semanais é de R$ 5.130,63. No Estado, 17 municípios pagam menos que o estabelecido em lei para os professores de nível médio:

  • Caracol - R$ 5.122,62
  • Rio Negro - R$ 5.045,56
  • Aral Moreira - R$ 5.038,24
  • Jateí - R$ 4.872,06
  • Juti - R$ 4.827,52
  • Dois Irmãos - R$ 4.783,94
  • Jaraguari - R$ 4.580,60
  • Selvíria - R$ 4.415,00
  • Sete Quedas - R$ 4.023,28
  • Anaurilândia - R$ 3.965,14

Água Clara, Brasilândia, Chapadão do Sul, Batayporã, Paraíso das Águas, Paranaíba e Rochedo fazem parte da categoria da Fetems de municípios que "não respeitam a lei do piso de carreira, que prevê que a aplicação do piso deve iniciar para o nível médio, promovendo assim, o desmonte da carreira". Dessa forma, não tiveram os salários divulgados. 

O município de Três Lagoas é o com salário maior nas duas categorias (médio e superior). Os profissionais estaduais e municipais com carga horária de 40 horas semanais para o ensino médio é de R$ 7.775,06. 

Em seguida, aparecem os municípios:

  1. Sidrolândia - R$ 7.440,60
  2. Corumbá - R$ 6.553,04
  3. Tacuru - R$ 6.418,10
  4. Angélica - R$ 6.375,00
  5. Ribas do Rio Pardo - R$ 6.292,42
  6. Nova Andradina - R$ 6.091,56
  7. Campo Grande - R$ 6.018,72
  8. Glória de Dourados - R$ 5.853,62
  9. Eldorado - R$ 5.798,16

Coxim, Itaquiraí, Terenos, Iguatemi, Pedro Gomes, Douradina, Inocência, Figueirão, Nioaque, Porto Murtinho e Ponta Porã têm os salários no mínimo estabelecido pela Lei do Piso Salarial, de R$ 5.130. 

Para os profissionais do ensino superior, apenas os municípios de Brasilândia e Sete Quedas têm salários inferiores ao obrigatório na Lei, de R$ 5.075,04 e R$ 4.827,94 respectivamente. 

Os maiores salários são observados em:

  1. Três Lagoas - R$ 11.662,59
  2. São Gabriel - R$ 10.192,97
  3. Ribas do Rio Pardo - R$ 9.438,80
  4. Aquidauana - R$ 9.058,40
  5. Campo Grande - R$ 9.028,09
  6. Sidrolândia - R$ 8.928,72
  7. Mundo Novo - R$ 8.468,40
  8. Amambai - R$ 8.308,94
  9. Bonito - R$ 8.294,04
  10. Cassilândia - R$ 8.288,16

"Com a publicação do Ranking Salarial dos Municípios de Mato Grosso do Sul, a FETEMS e os 74 SIMTEDs esperam que os(as) gestores(as) públicos se conscientizem da importância da valorização dos(as) profissionais em Educação para os avanços na qualidade da Educação Pública", escreveu a Federação em nota. 

Educação Básica e negociação

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sancionou a Lei 15.437/2026, que estabelece o valor de R$ 5.130,63 para o novo piso salarial profissional nacional dos professores da educação básica. 

Com o reajuste, o piso salarial dos professores terá aumento de 5,4% em relação ao valor anterior, que era de R$ 4.867,77. O ganho representa 1,5 ponto percentual acima da inflação. 

A nova legislação estabelece critérios para a atualização anual do piso salarial profissional nacional e determina que o valor não poderá ser corrigido abaixo da inflação acumulada no período anterior. A norma também prevê a divulgação, pelo Ministério da Educação, da memória de cálculo utilizada para a atualização do piso, ampliando a transparência do processo.

Outra mudança é a inclusão dos profissionais contratados por tempo determinado entre os beneficiários do piso salarial nacional, garantindo a esses trabalhadores os mesmos direitos assegurados aos demais profissionais do magistério público da educação básica.

Em meio ao processo de sanção, professores municipais de Campo Grande tentam negociar com a prefeita Adriane Lopes, para garantir a implementação do reajuste de 5,4% previsto na política do Piso 20h.

Um encontro, ocorrido no dia 15, reuniu a Comissão de Negociação da Associação Campo-Grandense de Professores (ACP), representantes da Comissão de Educação da Câmara Municipal e membros da administração municipal para discutir os pontos importantes da negociação.

De acordo com a ACP, ficou acordado entre as partes que a Prefeitura apresentará oficialmente sua proposta e os respectivos dados no próximo dia 24 de junho. A associação convocará uma nova assembleia geral extraordinária para análise coletiva do material apresentado, que ocorrerá no dia 25, às 18 horas, na sede da FETEMS.

 

LOTERIAS

Resultado da Dia de Sorte de ontem, concurso 1229, terça-feira (23/06): veja o rateio

A Dia de Sorte realiza três sorteios semanais, às terças, quintas e sábados, sempre às 21h; veja quais os números sorteados no último concurso

24/06/2026 08h21

Confira o rateio da Dia de Sorte

Confira o rateio da Dia de Sorte Foto: Divulgação

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 1229 da Dia de Sorte na noite desta terça-feira, 23 de junho de 2026, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$ 1 milhão.

Premiação

  • 7 acertos - Não houve ganhadores
  • 6 acertos - 52 apostas ganhadoras, (R$ 3.216,39)
  • 5 acertos - 2.115 apostas ganhadoras, (R$ 25,00)
  • 4 acertos - 28.643 apostas ganhadoras, (R$ 5,00)

Mês da Sorte

  • Outubro - 108.062 apostas ganhadoras, (R$ 2,50)

Confira o resultado da Dia de Sorte de ontem!

Os números da Dia de Sorte 1229 são:

  •   31 - 18 - 11 - 28 - 01 - 12 - 27 
  • Mês da sorte: 10 - Outubro

O sorteio da Dia de Sorte é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: 1230

Como a Dia de Sorte tem três sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre na quinta-feira, 25 de junho, a partir das 20 horas, pelo concurso 1230. O valor da premiação está estimado em R$ 2,1 milhões.

Para participar dos sorteios da Dia de Sorte é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 3,00 para um jogo simples, em que o apostador pode escolher 7 dente as 31 dezenas disponíveis, e fatura prêmio se acertar 4, 5, 6 e 7 números.

Como apostar na Dia de Sorte

Os sorteios da Dia de Sorte são realizados às terças, quintas e sábados, sempre às 19h (horário de MS).

O apostador marca entre 7 e 15 números, dentre os 31 disponíveis no volante, e fatura prêmio se acertar 4, 5, 6 e 7 números.

Há a possibilidade de deixar que o sistema escolha os números para você por meio da Surpresinha, ou concorrer com a mesma aposta por 3, 6, 9 ou 12 concursos consecutivos através da Teimosinha.

A aposta mínima, de 7 números, custa R$ 3,00.

Os prêmios prescrevem 90 dias após a data do sorteio. Após esse prazo, os valores são repassados ao Tesouro Nacional para aplicação no FIES - Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior.

É possível marcar mais números. No entanto, quanto mais números marcar, maior o preço da aposta.

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